Connect with us

Como a XXXPERIENCE completa 20 anos em uma cena imediatista

Flávio Lerner

Publicado há

Erick Dias fala sobre os vinte anos de uma das marcas mais expressivas da cultura clubber brasileira.

Amanhã é uma data especialíssima para um dos maiores e mais representativos núcleos da cultura clubber nacional. A XXXPERIENCE, que tem celebrado seus vinte [isso mesmo, VINTE!] anos de atuação neste 2016 com festivais pontuais em diversos cantos do Brasil, fecha essa comemoração com chave de ouro no seu último ato do ano. Parte final de uma XXXtrilogy, que lançou três conceitos nos últimos três anos para marcar essa passagem [“Vale dos Dragões”; “Portal dos Desejos”; “Reino Mágico”], a #XXX20 traz à Arena Maeda, em Itu, nomes como Steve Angelo, Infected Mushroom, FTAMPA, Alok, Chapeleiro, ILLUSIONIZE, Tropkillaz, Skazi, Ben Klock, Dubfire, Stephan Bodzin, DJ Mau Mau, Volkoder, The Martinez Brothers, Claude VonStroke e muitos outros, em quatro palcos que representam EDM, trance, techno e tech house. Erick Dias, responsável por, junto ao sócio de No Limits, Edson Bolinha, liderar a XXX desde 1998, deu uma palavrinha retrospectiva sobre essas duas décadas de muito trabalho e muitas mudanças, em papo que você lê abaixo.

xxx-perience

São 20 anos de XXXPERIENCE, e 18 anos que vocês da No Limits trabalham à frente da marca. Como enxergam, de forma geral, as mudanças que rolaram no cenário da música eletrônica nesse tempo todo?

20 anos é um tempo e tanto. Muitas coisas mudaram ao longo desse período, tanto dentro do evento como na cena nacional e global. Passamos por várias fases, combatemos uma discriminação da mídia pesada no meio da década passada, nos reposicionamos — de rave a festival — e hoje vivemos um cenário de concorrência direta com grandes festivais internacionais que passaram a atuar no mercado brasileiro com um budget desproporcional, o que é bastante produtivo, pois alavanca o segmento, eleva o nível de entrega, faz com que o público tenha muito mais opções. No que tange à música em si, ela é cíclica. Ondas vão e vêm, sobretudo no Brasil. Permanecem em atividade os artistas que não surfam, mas que fazem um trabalho original, autêntico e que envolva as pessoas.

E pra vocês, enquanto empresa, o que mudou com o passar do tempo? Imagino que, se por um lado é muito melhor termos uma cena maior, mais profissional e mais sólida, por outro a competição aumenta bastante, o que é um desafio.

Como falei, a concorrência hoje é até desleal do ponto de vista de investimento. Entretanto, a solidez e a reputação de um evento como XXXPERIENCE fala muito alto. Alguns festivais que chegam ao país pela primeira vez também sofrem para se estabelecer, já que é preciso construir a marca aqui — não basta apresentar um lineup de primeira. Hoje trabalhamos com a estrutura mais enxuta possível e com o planejamento muito bem arquitetado para otimizar os resultados. O momento do país não é nada favorável e requer muita atenção.

Por marcar os 20 anos do projeto, 2016 tem sido um dos anos mais movimentados da XXXPERIENCE, mas, vislumbrado já há três anos, o plano era de que essa celebração fosse ainda maior, não é mesmo? De certa forma, rolou uma frustração por uma data tão especial ter calhado justamente com esse momento não favorável? Como vocês têm encarado esse desafio?

Sim, vou te falar que se o momento fosse outro, poderíamos levar pelo menos 50% a mais de pessoas. Mas não temos muito a reclamar. Graças a Deus, o planejamento da trilogia vai ser encerrado com chave de ouro. Neste sábado vamos entregar uma Edição Especial digna dos 20 anos. Estamos muito felizes em poder oferecer aquele lineup comemorativo para os fãs do trance, um Steve Angello no Love Stage, um Dubfire com Ben Klock e Stephan Bodzin para os techneiros, bem como The Martinez Brothers, Claude VonStroke, Amine Edge & DANCE e Adriatique para os fãs de deep e tech house. Sem contar o time nacional, que está muito bem representado, sem dúvidas. Crise à parte, vamos celebrar com força neste sábado!

 “Se não fosse um momento de crise, poderíamos levar pelo menos 50% a mais de pessoas.”

Você e o Edson Bolinha são os principais nomes a frente do projeto, mas em uma marca tão grande, com tanta estrutura e planejamento, imagino que exista toda uma vasta equipe por trás. Com quantas outras pessoas ou empresas vocês trabalham? Como se dá, resumidamente, essa divisão de tarefas?

No evento trabalham cerca de mil pessoas, entre colaboradores diretos e indiretos. Temos um gerente do evento, os líderes de cada setor, que coordenam suas equipes, e todo o restante do staff, que chega para prestar serviço no dia, após um longo processo de seleção e treinamento. Bolinha e eu sabemos de cada centímetro, planejamos uma Edição Especial com quase um ano de antecedência. Fazemos questão de controlar tudo bem de perto a fim de garantir qualidade máxima em cada ação.

No meio da dance music, grande parte das faixas, dos artistas e dos gêneros musicais já surge com prazo de validade — eles têm um ciclo de vida muito curto, em que nascem, crescem com muita força em pouco tempo e logo morrem. Como é fazer 20 anos em um meio em que essa descartabilidade é cada vez mais forte?

Não é fácil. Talvez o segredo seja colocar a mão na massa, se envolver de corpo e alma no dia a dia, como sempre fizemos. Essa “descartabilidade” é um hábito de comportamento da nova geração. Como tudo está disponível a qualquer momento, basta um Google, eles não se preocupam em se aprofundar em determinado tipo de conteúdo, em história ou arte. Soma-se a isso o fator cultural do país. Para se manter nesse cenário, é preciso envolver o público, dar o que eles querem, mas sempre surpreendê-los com algo inesperado. Isso serve para todos os players, marcas, eventos ou artistas.

Vocês são desbravadores da cena brasileira. Quais enxergam como as principais contribuições que a XXXPERIENCE trouxe pra esse nicho?

O evento foi pioneiro em muitos sentidos. Prêmios, turnês, lineups, CDs, DVDs, brindes, cenografia, e até em reposicionamento de marca. Se a música eletrônica é um fenômeno presente em livros, filmes, comerciais de TV, moda, jornais e revistas, a XXXPERIENCE é um dos alicerces dessa cultura no Brasil, inegavelmente.

“Os holandeses são a melhor referência. Eles transformaram a experiência do público consumidor de música eletrônica.”

Que outros núcleos e festivais da cena clubber vocês levam como inspiração e referência?

Os holandeses são a melhor referência. Eles transformaram a experiência do público consumidor de música eletrônica, reinventaram o jeito de consumir — ir a um festival deixou de ser um mero rolêzinho para ouvir seus DJs preferidos, passou a ser um espetáculo comandado por grandes artistas com cenografias absurdas. Isso transformou a cena global.

Como produtores executivos nesse mercado, vocês mantêm sempre um olho nas tendências que rolam no mundo todo, e no Brasil também. Que movimentos, cenas ou microcenas que estão sendo encubadas vocês observam com maior entusiasmo? Quais as principais apostas para o futuro?

Eu procuro viajar bastante e me manter antenado nas tendências. Acho que hoje vivemos um momento de transição, o que pode ser muito frutífero do ponto de vista criativo. É nessas horas que as mentes mais brilhantes conseguem se reinventar e fazer nascer novos gêneros e sons. Vejo com bons olhos a volta da house music tradicional, o retorno do trance com uma força esmagadora, a transição do electro house para o future house, o fortalecimento do techno e o reinado do “deep house”. Estou gostando de ver os nomes nacionais fazendo tracks com cantores brasileiros. Não é novidade, mas acho que ainda há muito a ser explorado nesse sentido.

A XXXPERIENCE começou influenciada pelo movimento raver europeu, e se manteve como rave por muitos anos, até migrar para o formato de festival — um dos maiores marcos da sua trajetória. Apesar de os festivais estarem cada vez mais populares, vocês não enxergam esse movimento de raves ressurgindo, de certa forma? Como vislumbram isso?

Sim, sem dúvidas. O trance voltou com tudo. Nossas últimas edições mostram isso e é justamente por esse motivo que o #XXX20 terá o Peace Stage em novo local, ainda maior e duas apresentações dessa linha no palco principal: Chapeleiro — que na real não é trance, mas fala com essa galera — e o back to back de Infected Mushroom e Skazi, que certamente vai ser histórico.

 “Se a música eletrônica é um fenômeno presente em livros, filmes, comerciais, moda, jornais e revistas, a XXXPERIENCE é um dos alicerces dessa cultura no Brasil.”

Em entrevista pro THUMP em 2014, você e o Bolinha falaram sobre os desafios de fazer as raves em uma época em que elas eram algo ainda bastante desconhecido e mal visto pela opinião pública. Hoje, como é a relação de vocês com a imprensa? Vocês ainda enxergam a música eletrônica muito estigmatizada mundialmente, sobretudo na relação com o uso de drogas?

Hoje nossa relação com a imprensa é muito mais suave. Acho que está superada essa associação exclusiva de drogas e música eletrônica. Toda a sociedade sabe que as drogas são uma questão de saúde pública e que elas estão por todos os lados, desde a esquina da sua casa até a sala de aula, infelizmente, mas fazemos a nossa parte com muita dedicação junto aos órgãos públicos competentes em cada edição do evento.

Quais os principais — mais peculiares, emocionantes ou engraçados — episódios que vocês têm pra contar desses 20 anos?

Um peculiar: a Edição Especial de dez anos, que foi um marco sem precedentes — reunimos 30 mil pessoas com um lineup unicamente trance e sem dispor de meios de comunicação de massa na campanha. Um emocionante: a apresentação de Paul van Dyk em 2010, encerrando o festival; ali realizamos um sonho. Um engraçado: não me recordo exatamente de um, mas de vários. Normalmente acontecem quando encerra o evento e os sócios se reúnem para celebrar e relaxar depois de mais de 18 horas de tensão.

Com essa última edição comemorativa dos 20 anos, encerra-se o #XXX20 bem como a XXXtrilogy. O que vocês podem nos adiantar para o ano que vem? E quantos anos vocês ainda vislumbram nessa empreitada? Podemos esperar mais 20 [risos]?

Olha, podem esperar muito ainda, com certeza. Enquanto houver tesão nessa parada toda, haverá XXXPERIENCE Festival com o mesmo amor de sempre. Sobre o ano que vem, ainda é muito cedo pra falar, mas já temos um ponto de partida e eu estou muito animado sobre isso. Aguardem! ~

Deixe um comentário

Opinião

10 nomes do underground brasileiro para ficar de olho em 2018

Jonas Fachi

Publicado há

O duo Mumbaata
Mais uma seleção de artistas nacionais que têm tudo para fazer um ano brilhante
* Atualizado em 01/02/2018, às 21:27

Tradicionalmente no início de cada ano, a Phouse destaca alguns artistas que têm começado a obter projeção nacional para compor uma lista — sem ordem de grandeza — dos “nomes para ficar de olho” da cena eletrônica nacional. Desde 2015, já passaram por essas matérias figuras como ANNA, BLANCAh, Elekfantz, L_cio e Wilian Kraupp, que mais tarde de fato vieram a explodir, servindo hoje como inspiração para os novos.

Há um mês, o CEO da revista, Luckas Wagg, trouxe sua lista com 20 DJs promissores do mainstream. Hoje, eu trago aqui — assim como já o fiz em 2016 — minha seleção com dez nomes do underground brasileiro em quem aposto muito para 2018.

Inevitavelmente, todos os escolhidos têm a produção musical como maior destaque, recebendo assim o apoio de grandes artistas internacionais, que os levam a se apresentar em clubs de relevância em nosso país. Confira os dez nomes da vez:

Luciano Scheffer

Um dos líderes da introdução do house progressivo em São Paulo, recentemente dividiu cabine com Nick Warren em evento do núcleo Unik ID. Com apresentações comentadas no D-EDGE, o paulista também recebeu elogios do boss da respeitada label Microcastle por seu remix da faixa “Eivissa”, de Ewan Rill. Luciano ainda detém dois podcasts mensais nas webradios nube-music e cosmos, além de ser idealizador dos projetos InProgress e Progression.

Morttagua

Liderando uma das gravadoras brasileiras mais reconhecidas internacionalmente, a Timeless Moment, o produtor e DJ carioca já esteve em tour pela Ásia, além de ter se apresentado em clubs como Green Valley, Pacha Floripa e Clash. Seu selo iniciado em 2016 figura constantemente no Top 100 do Beatport, e tem suporte de nomes como Sasha, Solomun e Guy Mantzur.

Morttagua também já remixou artistas como Betoko e Martin Roth, além de ter alcançado em 2013 o primeiro lugar de vendas mundial do Beatport no gênero progressive house. Trata-se do EP Sith Planets, o que o proporcionou uma grande projeção internacional logo no início de sua carreira.

Paulo Foltz

Com um primeiro álbum de estúdio lançado em 2017 pela Prisma Techno, o paulista recebeu suporte de ninguém menos que Richie Hawtin — o lendário DJ encerrou um set com a faixa “Mental Scanning”, de Foltz, no WAN Festival. Outros artistas, como Pan-Pot e BLANCAh, vêm tocando suas faixas, que também foram selecionadas para o podcast 206 da Suara Records, uma das dez mais populares gravadoras do Beatport.

Mumbaata

O duo formado por Lennox Hortale e Pedro Poyart se transformou rapidamente em um dos lives mais originais e criativos do país. Eles apresentam influências que passam por batidas africanas até jazz. Vencedores do Prêmio do BRMC (na época RMC) de 2017, na categoria Produtor Revelação, já receberam convites para apresentações em clubs como Green Valley e D-EDGE, além do palco eletrônico do Rock in Rio.

Gabriel Carminatti

Com suporte recente de Hernan Cattaneo no aclamado Resident — programa de rádio de Buenos Aires destinado a revelar novos artistas — e no set do Maestro realizado no Warung, Gabriel Carminatti surgiu como uma das novas promessas da tradicional cena gaúcha, conhecida por revelar alguns dos produtores e DJs mais importantes do país nos últimos 20 anos. O produtor é figura constante em alguns dos clubs e eventos relevantes do Estado em nível nacional, como Colours, Beehive, Hija e Mohave.

Mau Maioli

Outra figura da nova geração de produtores do Rio Grande de Sul, Mau Maioli se impõe a frente de projetos como o Muinho Club e Beat On Me, além de ser residente da festa Life Moments, em Santa Maria, e possuir uma coluna quinzenal no portal Somma+. Em 2017, Mau também obteve alcance no #48 do chart de techno do Beatport com Parallax, seu EP de estreia pelo Prisma Techno.

Carrot Green

O carioca Carrot Green é um dos lideres da consolidação da cena underground do Rio. Integrante da seleta Red Bull Music Academy em 2013, foi escolhido agora para fazer parte da compilação Cocada, de Leo Janeiro, pela gigante gravadora Get Physical, onde trouxe uma faixa remixada pelo duo Digitaria. O artista já dividiu palco com Marcel Dettmann e é um dos brasileiros escalado para o conceituado festival Dekmantel São Paulo, em março.

Binaryh

Binaryh Live

Descoberto pela conceituada gravadora berlinense Steyoyoke, o Binaryh fez parte neste mês da tour do selo no Brasil. A característica da dupla formada por Camila e Rene é de um conjunto sonoro intenso e imersivo, que recentemente desenvolveu sua apresentação em formato live.

Primeiros brasileiros a lançarem pela sublabel Steyoyoke Black, em apenas uma semana seu EP de estreia, Primary Code, estava entre o Top 40 de techno do Beatport. O duo já tem as suas primeiras datas na Europa confirmadas para este primeiro semestre.

Tarter

O catarinense é um dos destaques da cena techno no Sul do país. Suas produções já receberam suporte de nomes como Richie Hawtin, Joseph Capriatti, Sam Paganini e Renato Ratier. Parte do seleto time da conceituada D.AGENCY e cocriador da gravadora Urban Soul, voltada ao techno e suas vertentes, ele busca o fortalecimento do gênero no Brasil.

Convidado a apresentações no Club Vibe, Warung Beach Club, Tribaltech e grandes noites no D-EDGE, tem um relacionamento próximo com importantes núcleos de sua região. Neste ano, fará a estreia de seu primeiro live show.

Danny Oliveira

Reconhecido como um dos produtores brasileiros mais respeitados na cena internacional na década passada, seu alter ego DNYO o levou a se apresentar por anos em países como Canadá, Argentina, Alemanha e Holanda. Também lançou pela gravadora Last Night On Earth, de ninguém menos que Sasha, remixando “Cut Me Down”, um dos maiores clássicos do ícone britânico. O paulista se dedicou nos últimos anos a trabalhar como engenheiro de áudio através de sua empresa Konker, especializada em mixagem e masterização. Após alguns anos de hiato, Danny está recomeçando sua carreira e nesse mês iniciou uma nova label chamada DSR (Deep Space Records).

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

CONFIRA TAMBÉM:

House classudo made in Rio: Leo Janeiro e Mumbaata falam sobre seu novo EP

Com Davis e Mumbaata, Flowers Sunset comemora 3 anos em Passo Fundo

Conheça o Binaryh, dupla brasileira de “ethereal techno” em constante evolução

Hernan Cattaneo faz história com o primeiro “All Night Long” do Warung

Deixe um comentário

Continue Lendo

Notícia

10 festas para pular o Carnaval 2018 em ritmo eletrônico

Luckas Wagg

Publicado há

Da EDM ao techno, confira dez boas dicas para curtir a festa mais popular do Brasil com muita dance music

O verão no Brasil sempre ferve com festas por todo o litoral, especialmente no Carnaval. Se você prefere curtir o feriado com uma marchinha eletrônica, então se liga nessas 10 dicas.

Tem atrações internacionais, da EDM ao techno, e grandes nomes do Brasil em diversos lugares, de clubes a praias, com lineups bem expressivos. Confira:

SUNFLOWER FESTIVAL

A terceira edição do festival acontecerá no dia, 11 de fevereiro, um domingo a partir das 16h, com sete expoentes brasileiros: Bruno Martini, ILLUSIONIZE, Chemical Surf, KVSH, Joy Corporation, Nato Medrado e o duo Two Birds. A grande atração confirmada é Armin van Buuren, que promete agitar o Mirante Beagá.

TERRAZA MUSIC PARK

Quem estiver em Florianópolis pode curtir o carnaval no Terraza Music Park, que já anunciou o DJ Luciano para embalar a noite do dia 12 de fevereiro com muito techno. Aninha, Ney Faustini e Ricardo Lin completam o time.

P12

A “ilha da magia” também recebe o Carnaval no famoso Parador 12, que já confirmou Alesso, Steve Angello, Claptone, Elekfantz e o eterno Bob Sinclair para os dias 10, 11, 12 e 13 de fevereiro.

BLOCO DA PUMP MANAUS

PUMP Santarém

Na capital da Amazônia, a festa está garantida no Bloco da PUMP, que neste ano traz Cat Dealers, JØRD, Chemical Surf, Doozie e Albie, além de um trio elétrico. O bloco vai dominara orla da ponta negra em Manaus no dia 13 de fevereiro, a partir das 14 horas.

CARNAVAL WARUNG

Warung 15 anos review

Já o Warung Beach Club, em Itajaí, vai fazer três dias de Carnaval com selos internacionais. Do dia 10 ao dia 12, a Rumors, a Spectrum e o Circo Loco irão tomar conta do “Templo” com Joris Voorn, Seth Troxler, Recondite (live), Guy Gerber, The Martinez Brothers, Gromma, Albuquerque e Eli Iwasa, entre outros (confira a agenda completa no site oficial).

CARNAVAL LAROC

Em Valinhos, no interior de São Paulo, o Laroc Club recebe ninguém menos que Alesso, no dia 10 de fevereiro, Kungs no dia 11, e Armin van Buuren no dia 12. O sunset club também escalou Bruno Martini como convidado especial, além de Wrechinski, Nato Medrado, Rodrigo Vieira e os residentes CIC e Renato Naya.

CAMAROTE SALVADOR

Dos dias 08 a 13 de fevereiro, o Space Club vai fazer parte do Camarote Salvador 2018 com inúmeras atrações. Além das residentes do duo NERVO, estarão presentes Vintage Culture, RICCI, Bruno Be, Ale Rauen, Steve Angello, Alesso, KVSH, Robin Schulz e a herdeira milionária Paris Hilton. Através de uma parceria com o recém-inaugurado Nanö Beach Club, o evento também recebe Cady, Kesia, Yves V, Romeo Blanco, Diefentaler e AJ Perez.

RIO MUSIC CARNIVAL

Rio Music Carnival 2018

Entre 09 e 13 de fevereiro, a Marina da Glória recebe o Rio Music Carnival, com mais de 20 artistas confirmados. Entre eles estão Alesso, Groove Delight, Dashdot, GABE, FELGUK, Diplo, Armin van Buuren, Tropkillaz, além de um dia com o Baile do Dennis. Através de promoção exclusiva pela Phouse, você pode comprar ingressos para duas dessas datas com 20% de desconto.

CARNAVAL HABBITAT

O novíssimo clube catarinense Habbitat traz o seu conceito all day living para o Carnaval. Por ora, as atrações são Kaskade, Claptone e a suíça Nora En Pure. Mais nomes ainda serão revelados.

CARNAVAL GREEN VALLEY CIRCUS

Com o tema “Circus”, o Green Valley vai se tornar em um picadeiro a céu aberto nos dias 10 e 12 de fevereiro. Vintage Culture e Steve Angello comandam o palco principal, acompanhados por Dashdot, Bruno Be, Aninha, VINNE e Thiago Mansur. Os palcos Underline_ e Lagoon completam o cardápio com vertentes de techno e psytrance, respectivamente. L_cio, Skazi, Fabrício Peçanha, Berg, Any Mello e Special M são algumas dessas atrações (confira todos no site oficial).

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

LEIA TAMBÉM:

Phouse dá 20% de desconto em duas datas do Rio Music Carnival

Line fechado e expectativa alta: Sunflower Festival rola em fevereiro

Paris Hilton será atração de clube catarinense neste Carnaval

Conheça o Nanö, novo beach club do litoral baiano que promete agitar este verão

Ricardo Flores inaugura o Habbitat na Praia Brava, em Itajaí

Deixe um comentário

Continue Lendo

Entrevista

EXCLUSIVO: Bruno Martini revela seus principais lançamentos para 2018

Flávio Lerner

Publicado há

Bruno Martini 2018
Martini com o conceituado produtor americano Timbaland, com quem deve lançar álbum no segundo semestre
Da nova música com o Zeeba ao álbum com Timbaland, passando por collabs com Sunnery James & Ryan Marciano, Dennis DJ e lenda do hip hop

Nesta sexta-feira, 26, Bruno Martini vai lançar uma nova collab com Zeeba. Chamada “With Me”, a faixa chega via Aftercluv Dancelab, e além de celebrar o poder da amizade, integra campanha de conscientização e luta contra o câncer. Em contato com a coluna, o produtor — que teve uma ascensão meteórica em 2017, se tornando um dos principais novos expoentes da cena eletrônica/pop nacional — revelou em primeira mão que ele e Zeeba vão usá-la para ajudar o Instituto Vencer o Câncer, fundação sem fins lucrativos que ajuda na prevenção e divulgação de informações sobre a doença.

“A música chega nessa sexta, e no dia 04, que é o Dia Mundial do Câncer, vamos lançar o videoclipe, com uma campanha nas nossas redes pra recolher fundos pra essa instituição”, disse Martini. “Eu tive um priminho que teve câncer e isso me marcou muito. Eu lembro que pra ele vencer a doença, foi muito importante a ajuda das pessoas em volta dele, família e amigos. Por isso, a ‘With Me’ celebra também a amizade, nos momentos difíceis e nos de alegria. Minha vida mudou drasticamente de um ano pra cá, viajei o mundo inteiro tocando em diversos lugares, e foi muito importante minha amizade com o Zeeba ter se mantido, porque a gente se ajudou bastante nesses momentos de correria e solidão. Queríamos fazer uma música falando disso.”

Dirigido pela dupla Hymalayas, o vídeo foi gravado em São Paulo e traz justamente a história de um homem que precisa superar o câncer. Ainda segundo o artista, parte dos lucros da venda do single também serão destinados ao Instituto.

Preview exclusivo da faixa, cedido por Bruno Martini para a Phouse

Lançamento com o Dennis DJ

“With Me” é apenas o primeiro passo de um ano que promete bastante para o músico, que tem em 2018 uma temporada de confirmação. Ainda para este primeiro semestre, ele revelou que devem sair diversos outros singles, todos frutos de parcerias peculiares. O próximo, aliás, já pôde ser conferido pelos fãs em um post recente no Instagram: “Sou Teu Fã”, feita em conjunto com o Dennis DJ e o cantor Vitin, da banda de reggae Onze:20. O vídeo traz alguns segundos da apresentação da música sendo tocada no Baile do Dennis em Guarapari, Espírito Santo, para mais de 20 mil pessoas.

“Sou muito amigo do Dennis. Quando ele me mandou essa música, há mais ou menos um mês, eu achei foda demais, falei que queria trabalhar nela. Depois, pensamos na hora em chamar o Vitin pra fazer o vocal”, continua. “Rolou uma puta sinergia entre nós três. O resultado junta um pouco de cada um: é meio MPB com eletrônico e uma pitadinha de funk, uma parada mais praia. É a primeira música que faço em português nessa nova fase da minha carreira, e tô empolgadão com ela. Inclusive, comecei a tocá-la nos shows do ano-novo e é impressionante: a galera não conhece, mas chega na segunda parte do refrão e já sai cantando junto. Nunca tinha visto isso.”

Segundo o Bruno, essa collab deve sair logo depois do Carnaval, ainda em fevereiro, e também vai ganhar um videoclipe. Quando o perguntei se não se preocupava com as críticas — que certamente virão — por se juntar a um artista de funk, ele se mostrou bastante tranquilo. “Eu acho legal essa mistura. As pessoas criticam o funk porque não entendem de onde ele vem. Você tem que respeitar todos os estilos, suas histórias. E hoje em dia, com essas plataformas digitais, a galera mais nova escuta de tudo: sertanejo, funk, house… Tenho duas irmãs menores, e é impressionante. Então a união dos estilos vai acontecendo. Na época do vinil e do CD, a gente economizava nosso salário pra comprar o que queríamos ouvir. Era um pouco mais fechado. Hoje, você confere no Spotify o top 50 da Rússia, da Noruega, consegue ouvir tudo que rola no mundo inteiro.”

Bruno Martini 2018

Cena exclusiva do clipe de “With Me”, que será lançado no próximo dia 04

Collabs com gringos, lenda do hip hop e álbum com o Timbaland

Outra collab na ponta da agulha e prevista para este primeiro semestre é a faixa “Savage”, feita com Sunnery James e Ryan Marciano. Martini explica que conheceu a dupla em gig no Laroc, fortaleceu os laços com eles no Tomorrowland e recebeu convite pra dividir estúdio em Amsterdã. Depois dela, pretende lançar em seguida outro som, feito com o expoente chinês Carta.

Mas o lançamento que tem tudo para ser o protagonista neste 2018 de Bruno Martini deve chegar no segundo semestre: um disco com o Timbaland, um dos mais aclamados produtores do universo pop atual. “O Timbaland é meu herói. Gravei com ele no estúdio em Los Angeles onde o Michael Jackson gravou ‘Thriller’, foi do caralho. Era pra ter durado dois dias, mas acabamos ficando a semana toda produzindo esse álbum”, segue Bruno, revelando que foi procurado pela equipe do próprio Timbaland depois do lançamento de “Living on the Outside”. “Ficamos bem amigos e fizemos uma parada muito maluca, unindo o que cada um de nós faz de melhor, e o resultado ficou muito legal, bem diferente do som que eu normalmente faço. Tenho certeza que as pessoas vão ficar bem surpresas com o que a gente fez. Tô bem empolgado pra este ano.”

No estúdio com o lendário Afrika Bambaataa

Como se não fosse o suficiente, o brasileiro ainda tem mais uma carta na manga: uma collab com o lendário Afrika Bambaataa — um dos pioneiros do hip hop —, que ainda não tem previsão para lançamento, mas tem boas chances de chegar ainda em 2018. Como já havia revelado no ano passado, Martini tem amizade antiga com o Bambaataa; chegaram a gravar um som juntos quando o rapaz tinha apenas 18 anos, e agora aproveitou a vinda mais recente do rapper ao Brasil para gravar um novo som. “Sou amigo de um MC dele, de Nova Iorque, e o conheci quando ele veio pro Brasil, há um tempinho. Agora ele voltou pra cá, me ligou e a gente fez um som novo, bem hip hop old school mesmo [risos]! Respeito muito e aprendo muito com ele”, concluiu.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna

CONFIRA TAMBÉM:

Bruno Martini: “Minha paixão sempre foi a música eletrônica”

Gui Boratto homenageia pioneiro do tango em show inusitado em Paris

Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

Fundador do BRMC fala sobre mudança para SP e os 10 anos da conferência

O Seth Troxler profanou o Templo com um loop de funk; queimem o herege!

Deixe um comentário

Continue Lendo

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse