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Confira o guia básico da cena clubber de Curitiba, pela Bruna Calegari

Depois das dicas do Leo Janeiro sobre a cena carioca, partimos pra uma das capitais brasileiras que mais vêm se destacando no cenário eletrônico recentemente — se destacou tanto que o Beatport a considerou a terceira cidade no mundo mais promissora pra dominar a dance music. Sim, estamos falando de Curitiba, de clubs como Vibe, Zeitgeist e Danghai e DJs como Gromma, Repow e HNQO; Curitiba, do carnaval de rua eletrônico que quebrou recordes.

Pra falar sobre a cena da capital paranaense, convidamos a publicitária Bruna Calegari, que não é DJ nem produtora, mas que nem por isso deixa de ser uma das expoentes dessa cena. A Bruna trampa com música eletrônica desde 2009 e se destaca principalmente por ser cofundadora da Hot Content, agência que já atendeu clientes como RMC, Warung, Tribaltech, Tomorrowland e Creamfields Brasil.

Se liga nas dicas dela, que traz um guia básico pra conhecer a cena clubber curitibana:

Minha dica pra quem quer curtir a verdadeira vibe curitibana é a seguinte: não acredite no que qualquer pessoa que não sai há mais de seis meses na cidade te disser. Curitiba está em um momento fantástico de efervescência cultural e musical, e o que era legal há um ano talvez não seja mais. Quer um exemplo? A Avenida Batel, coração da vida noturna da cidade por muitos anos, não existe mais. É claro que ela continua ali e possui ótimas opções de comida e barzinhos como Taj e Taco el Pancho. Mas realmente: ir ao Taj em 2016 não chega perto de ser um programa inédito, né? Foco: em Curitiba, termine todas as sentenças com um “né?”.

Seria impossível falar de Curitiba sem dar um parecer geral sobre a ocupação das ruas que tem rolado nos últimos meses. Duas regiões estão em alta na cidade e vêm atraindo um verdadeiro bando de gente. Uma delas é o São Francisco, mais especificamente em torno da rua Trajano Reis, onde existem diversos barzinhos e noites como o Paradis, o 351 e, mais pra frente, o Zeitgeist Club. Todas as casas têm aquela vibe de porãozinho do techno – apesar de que apenas o Zeitgeist de fato bota techno pra tocar. Lá você pode curtir noites como Girls Play Techno e Resistência Clubber, um prato cheio para os saudosistas que ficaram chocados com o fim da Avenida Batel que citei acima (brincadeirinha!). Seja no alto ou baixo São Francisco, o que você vai encontrar são hipsters, hippies, galera do surf, estudantes e um mix disso tudo. Ah, e também muitas opções musicais além da eletrônica, e muita bagunça na rua. Se estiver chovendo, pense duas vezes antes de ir.

A segunda região é, na verdade, a primeira opção que indicaria. Pode ser frequentada a qualquer hora: tem galerias de arte, cafés, confeitarias e uma das minhas livrarias favoritas: Arte & Letra, na SIM Galeria. Também tem o baluarte da música eletrônica em Curitiba, o Club Vibe. O clubinho do coração é sempre uma boa opção para encontrar os amigos, mas o tipo de público pode variar bastante dependendo da noite. Eu e meus amigos preferimos curtir uma noite com menos “hey ho” e mais som interessante, como tivemos ultimamente com nomes lindos como Lake People, Recondite, Fort Romeau, Session Victim, Axel Boman, etc. A Vibe continua com o mérito de trazer muitos caras sensacionais pela primeira vez para o Sul do Brasil, e conta com um sistema de som de primeiríssima — mas pra bancar esses itens (imprescindíveis pra quem curte som), acaba cobrando uma entrada relativamente alta, portanto conhecer alguém pra colocar seu nome na lista é uma boa ideia. Logo acima, a cerca de duas quadras, também rola o Danghai, com um mix de tech house e “minimal techno” que nasce majoritariamente nas raves da região metropolitana (Progressive, ParkART, ZooMinimal). Outra instituição curitibana que fica bem de cara para a “Prainha” da Vicente Machado é o James, que tem recebido a noite eletrônica Barba Cabelo & Bigode com convidados bem bacanas!

Mas o interessante mesmo em Curitiba é acompanhar as festas independentes que vêm rolando há algum tempinho e alimentam um cenário criativo e coletivo. A Alter Disco traz Kingflip Mike em março, a REDOMA faz festa com o Carlos Capslock no fim de fevereiro e também rola Alcova, a Repulsa e festas que vão do neo-hippie vegano ao techno pesado em segundos, além das famosas festas do coletivo Radiola, agora em nova casa.

Além de som e diversão, me interessa muito a questão da noite ligada à criatividade da cidade. Seguindo essa onda, em junho a grande promessa é o lançamento do festival Subtropikal, que será focado em criatividade urbana, mas tem sua temática musical totalmente voltada à eletrônica, em especial house e vertentes, dando destaque para artistas locais. A atração principal ainda não foi confirmada.

No domingo, pra curar a ressaca, nada melhor que dar uma volta de bike até a Riachuelo, onde fica a Praça de Bolso do Ciclista e vários barzinhos com drinks bem interessantes, como o Negrita.

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