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Homem autista fala sobre como foi salvo pela música eletrônica

Phouse Staff

Publicado em

14/11/2017 - 12:28
Danny Eaton
Conheça a história de superação de Danny Eaton, que encontrou no trance um caminho para seguir em frente

Danny Eaton é um jovem da cidade de New Brighton, Inglaterra, com uma trajetória de superação através da música eletrônica. Quem traz essa história é uma reportagem do jornal Liverpool Echo, publicada na última sexta-feira.

Danny cresceu com dificuldades em sua vida social e sofria bullying pelo seu jeito de agir. Após ser diagnosticado com autismo, ele ficou sete meses tendo aulas sozinho no que a escola chamada de “Sala Verde”, até que seus pais o inscrevessem em uma escola especializada.

Apesar de passar por obstáculos em seu aprendizado formal, ele descobriu a música eletrônica e começou a comprar revistas sobre DJs e produção musical, e a partir daí colocou todo seu foco na ideia de construir uma carreira para si. Nesse caminho, Eaton também enfrentou dificuldades por não saber tocar nenhum instrumento, mas o Liverpool Community College reconheceu sua determinação e o aceitou no curso de tecnologia da música.

Depois de graduado, o rapaz começou a produzir uma variedade de estilos em seu home studio, mas uma depressão severa quase o fez desistir de tudo. Ele disse ao jornal: “Eu estava a ponto de romper, ia desistir da música de uma vez por todas”.

Depois de um hiato de dois anos, ele retomou as atividades em março, e, focando no trance, mais uma vez seu esforço foi reconhecido — uma de suas faixas foi tocada pelo DJ Solarstone no programa A State of Trance,  de Armin van Buuren. O objetivo do rapaz agora é ser assinado por alguma grande gravadora, e ele está determinado a alcançar esta meta como nunca.

A faixa de Danny Eaton é tocada no programa a partir da marca de 01h02min

“Através da força de vontade e guiado pelo desejo de chegar lá, consegui superar os obstáculos que estavam no meu caminho. Eu não vou parar enquanto não lançar minha música e não estiver assinado com os maiores selos possíveis”, concluiu.

Confira mais detalhes na matéria do Liverpool Echo e siga o Danny Eaton no Soundcloud.

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Entrevista

“Queremos saber o que o mundo acha do Rooftime”

Trio que chegou chegando na cena brasileira explica de onde veio e para onde vai

Flávio Lerner

Publicado há

Rooftime
Gabriel Souza Pinto, Rodrigo Souza Pinto e Lisandro Carvalho formam o Rooftime. Foto: Lufre/Divulgação
* Com a colaboração de Lucio Morais Dorazio

Ter seu primeiro lançamento pela Spinnin’ Records e em parceria com um dos maiores nomes do seu país é um sonho praticamente inalcançável para muitos. Não para o Rooftime. O trio, formado pelos irmãos Gabriel e Rodrigo Souza Pinto (25 e 21 anos, respectivamente) com o amigo Lisandro Carvalho (21), fez sua estreia no final de setembro com “I Will Find”, collab com o Vintage Culture.

Pouco se sabe sobre o projeto, que não só nunca havia lançado uma música oficialmente, como também ainda não fez nenhuma apresentação ao vivo, nem no formato DJ set. Os caras, portanto, são novos não só na idade, como também estão chegando agora na cena — e dá pra dizer que já chegaram sentando na janelinha.

Além de ultrapassar um milhão de plays no Spotify e chegar a quase quatro milhões de visualizações no YouTube em questão de semanas, e de ser escolhida como música tema do Réveillon John John Rocks 2019 — que rola na praia de Jericoacoara, no Ceará —, a track indica uma sonoridade e um caminho repletos de potencial a serem seguidos pelo grupo.

Assim, entramos em contato com os rapazes, naturais de Itatiba–SP, para entender melhor de onde vieram e para onde vão daqui pra frente.

O clipe de “I Will Find” foi gravado em Jericoacoara, no cenário do John John Rocks

Contem pra gente um pouco sobre as origens de vocês e o primeiro contato com a música. Como surgiu o Rooftime?

Gabriel: Sempre fomos apaixonados pela música, mas sem grandes perspectivas. Eu já tinha acabado a faculdade de Administração com foco em Comércio Exterior na PUC–Campinas, havia trabalhado na área recentemente, mas não era o que me motivava. Nunca deixei que a música saísse da minha vida, então mantinha sempre o projeto com algumas bandas, junto com o Rodrigo todas as vezes.

Rodrigo: Na época, eu estava no segundo ano da faculdade, fazendo o mesmo curso que o meu irmão fez, mas também sentia que não era aquilo que eu queria. Sendo filhos de artistas, nós dois convivíamos com música desde o berço, então sabíamos que esse seria o nosso caminho também. Mas o grande problema era nos acharmos no meio musical e criar algo diferente.

Lisandro: Eu sempre tive essa preocupação também, porque comecei a produzir desde muito cedo, e queria encontrar algo totalmente fora da caixa. Tive um projeto antes, mas eu ainda sentia que não era o melhor em que eu poderia chegar. Tudo isso mudou quando eu conheci o Rodrigo na van, indo pra faculdade. Na época, eu fazia o mesmo curso de Administração. A gente começou a conversar sobre música, e todas as ideias bateram muito rápido!

Rodrigo: Não demorou muito para gente se reunir em casa, onde nos juntamos com o meu irmão. Isso foi no começo de 2017, no mês de maio, se eu não me engano. Afinamos o violão e saíram as primeiras melodias. Começamos na brincadeira, sem compromisso, como um hobby mesmo, sem muita ideia do que poderia acontecer. Desde então, a gente se reúne quase que diariamente pra fazer música, que é o que a gente ama fazer de verdade.

O nome “Rooftime” tem uma origem bem interessante. Contem melhor essa história pra gente.

Gabriel: No começo, não tínhamos um lugar reservado em casa pra poder criar. A gente se reunia no último andar de casa que, através de uma janela, dava acesso ao telhado. Subir lá, naquela época, era uma aventura, um mundo paralelo que encarávamos como um refúgio criativo, onde o mais importante era criar e ter ideias. Aos poucos isso foi se tornando rotina, e sempre que surgia alguma coisa nova, a gente dizia: “hora de subir no telhado”. Assim surgiu o nome “Rooftime”.

+ “I Will Find”, de Vintage Culture e Rooftime, é lançada pela Spinnin’

Quais são as maiores inspirações musicais de vocês?

Lisandro: Cada um de nós traz um pouco das nossas referências, mas pra compor nossa sonoridade, escutamos muita house music, indie rock, funk americano, soul, jazz e folk. Estamos sempre em busca de artistas novos e atentos a vários estilos, mas nossas inspirações hoje são Solomun, David August, RÜFÜS DU SOL, Claptone, Jan Blonqvist, Fatima Yamaha, Drake, Karmon, Milky Chance, Tube & Berger e alguns outros.

Podemos esperar que “I Will Find” seja uma boa amostra da identidade sonora do projeto? Uma coisa meio synth pop, mesclando elementos da house e do blues/rock — algo na linha do Elekfantz, mais ou menos

Rodrigo: A “I Will Find” é o melhor cartão de visitas possível. Nela, todo mundo pode ouvir e sentir a nossa intenção dentro da música eletrônica, com uma pegada acústica e sempre muito original. Acho que essa mistura de synth pop com um pouco da nossa essência é o que define nosso som, pois sempre sentimos que as faixas saem diferentes, mas também muito carregadas de emoção. Cada um dos três deposita tudo o que sente em cada música que criamos juntos, e acho que isso foge de qualquer denominação de estilo musical.

Rooftime
Foto: Lufre/Divulgação

Vocês nunca se apresentaram publicamente, mas sempre produziram. Como se dá esse processo de produção do trio?

Lisandro: A gente sempre tenta fazer algo com a nossa identidade, e na maioria das vezes o processo é bem orgânico, criativo e espontâneo. Não existe uma regra. Tudo começa no improviso: criamos juntos a harmonia, melodia e ritmo independente da aptidão musical de cada um. Temos bastante afinidade e as ideias acabando surgindo naturalmente.

Como surgiu a oportunidade de coproduzir com o Vintage Culture, logo no primeiro lançamento?

Gabriel: A “I Will Find” foi a primeira música que produzimos logo depois de nos conhecermos. Mal tínhamos um projeto formado, nem sequer um nome. Assim que terminamos, queríamos um feedback. Mandamos a música para o Lukas e ele abraçou a track na hora. Foi um ano de espera e de muita ansiedade, e agora, vendo a repercussão, não poderíamos estar mais felizes!

“Hoje conseguimos nos ver dentro do mundo musical de outra forma, muito diferente de antes, quando a única coisa em comum entre nós era um sonho” — Gabriel Souza Pinto.

E por que esperar um ano para esse lançamento? Foi uma estratégia de debutar o projeto já com o pé na porta?

Lisandro: Quando soubemos do interesse do Lukas pela faixa, tomamos a decisão de focar todos nossos esforços em produzir mais. Nem pensávamos mais na “I Will Find”, estávamos preocupados em consolidar nosso estilo musical e ficarmos cada vez mais entrosados no nosso processo criativo. Então, passamos todo esse tempo criando muitas outras músicas, trabalhando forte todo dia, muitas vezes até a madrugada, para que tivéssemos a certeza de que era o caminho certo.

Gabriel: Acho que tudo veio a calhar na hora certa. Por mais longa que tenha sido a espera para mostrar nosso trabalho para todos, sabemos que tudo foi muito proveitoso e necessário. Hoje conseguimos nos ver dentro do mundo musical de outra forma, muito diferente de antes, quando a única coisa em comum entre nós era um sonho.

Agora que o projeto foi lançado oficialmente, dá pra imaginar que vocês tenham já muitos outros lançamentos e gigs agendados pra logo mais. O que vem por aí?

Lisandro: Estamos nos preparando para lançar nossa segunda música, e a ansiedade não para de aumentar. Queremos lançá-la ainda neste ano, e estamos trabalhando forte nisso. Mas temos faixas preparadas para além do ano que vem, então tem muita coisa vindo por ai!

Gabriel: Também estamos estudando algumas possibilidades de gigs. Queremos ter certeza de nos apresentarmos na hora certa. Não podemos confirmar nada por enquanto, mas quem sabe no final do ano não surge alguma coisa?

Rodrigo: Estamos muito ansiosos pelo que está por vir. Temos colaborações com grandes artistas da cena a caminho, mas basicamente queremos que a nossa música ultrapasse as fronteiras e atinja um público cada vez maior. Queremos saber o que o mundo acha do Rooftime!

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Festas de techno em antiga prisão holandesa são canceladas

As noites faziam parte da programação do ADE

Phouse Staff

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Prisão
Foto: Angelique Brunas/Reprodução

O cenário estava pronto para a realização de três sucessivas festas de techno em uma prisão desativada e reformada na cidade de Amsterdã nesse final de semana — como você leu aqui —, mas a sinistra aposta de ocupar a antiga prisão Bijlmerbajes pra dançar sets de Seth Troxler, Honey Dijon, Rødhåd ou Nina Kraviz, vai ter que ficar pra uma próxima vez.

O projeto que ia proporcionar a inusitada experiência durante o ADE teve que ser cancelado por, ironicamente, questões de segurança, conforme a Audio Obscura, label party responsável pelo rolê.

+ Antiga prisão de Amsterdã será cenário de festas de techno no ADE

“Devido a problemas recentes durante o processo de requerimento de alvará, as coisas saíram de nosso controle, nós e as autoridades locais não somos capazes de garantir a segurança na prisão de Bijlmer”, publicaram, no evento do Facebook. As festas estavam programadas para começar nesta quinta-feira, 18, e iriam até o sábado, 20.

Para reacomodar os fãs de techno, a label tem outros planos com artístico diferente para as próximas noites de ADE, tanto no clube Loft como no Central Station.

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Fabriketa recebe nova edição da INNER multi.art neste sábado

Edição “Nature Power” traz nomes como DJ Marky, dOP live, Tube & Berger e MV Bill

Phouse Staff

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INNER multi.art
Foto: Sigma F/Divulgação

É neste sábado, 20, que teremos a edição de 2018 da INNER multi.art, em São Paulo. A festa ocupará por 15 horas o local da Fabriketa, onde já realizou uma edição há dois anos, e desta vez volta para energizar o antigo moinho da família Matarazzo com a sensibilidade do tema “Nature Power”, além de grande time de atrações nacionais e internacionais.

O palco principal, que leva a assinatura e a “vitamina D” do Sábado Dre Tarde, vai passear por nuances orgânicas e sintéticas do deep house, abrindo os trabalhos às 17h. Encabeçado por Dre Guazzelli, que fará long set mostrando suas produções atuais na cia do sax de Salazar, o espaço ainda recebe Tube & Berger, duo que vem diretamente da Alemanha e traz na bagagem faixas expressivas, como o recente remix que fez para o clássico “E Samba”, de Junior Jack. Ainda fazem as honras no stage os brasileiros Lucio Morais em back to back com Ale Salles, VPTduo, Solos e Minoru.

Vídeo mostra um resumão da festa no ano passado

No Square Stage, outra jornada de musicalidade extrema também rola nessa edição, com o live do francês dOP. Os músicos Clement Aichelbaum, Damien Vandesande e Jonathan Ille abusam de improvisação e deixam uma mensagem forte com seu combustível autoral. Ao lado deles, se apresentam os DJs Mascaro, Thomas Lamachia, Jun Honda, Rodrigo Thomaz e Junior_C, que se divide nos decks com Diogo Accioly.

Com curadoria da festa Chocolate, o palco de hip hop traz, além de show do rapper MV Bill, dois artistas dos toca-discos, com diferentes trajetórias, mas que possuem uma verdadeira paixão pelo groove atemporal: DJ Marky e Tamenpi, que prometem a disposição e o talento de sempre, com muito freestyle. 

Foto: Sigma F/Divulgação

Como de praxe, a INNER multi.art vai muito além da música, trazendo sua própria galeria de arte no INNER gallery. A galeria de arte do evento terá o carimbo criativo do Local Studio, fundado pelo grafiteiro Ninguém. Além de expor obras da própria crew, o coletivo promete trazer intervenções de grafite por toda a fábrica. Como em toda edição da festa, vale ficar de ouvidos e olhos bem abertos para se surpreender.

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