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Antagonistas? David Guetta e Dubfire falam sobre amizade antiga

Phouse Staff

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À primeira vista, David Guetta e Dubfire parecem viver em mundos à parte, afinal, seus trabalhos são feitos de modos bem diferentes, para públicos igualmente distintos. Na realidade, porém, eles se conhecem há muitos anos, e se dão muito bem — e é sobre isso que falam em uma entrevista feita para a Pacha Magazine, em Ibiza.

+ Testemunha de ataque, Dubfire ajuda as vítimas do terrorismo em Barcelona

+ À revista, Guetta fala sobre ascensão do underground e desgaste com a EDM

No bate-papo, eles contam que se conheceram através da música, quando o Dubfire fazia parte do duo Deep Dish, com Sharam, e ficou sabendo de “um cara chamado David Guetta”, que estava fazendo um som de destaque. Ambos os artistas falam como, naquela época, mesmo parecendo totalmente opostos, vivam mostrando demos um para o outro em busca de um feedback, e se encontrando em diferentes cidades do mundo para discutir temas relacionados ao cenário musical.

“Ele foi para um lado e eu fui para outro, completamente diferente, mas isso não significa que a gente não possa se entender em primeiro lugar”, declarou Guetta. Dubfire tocou na eterna controvérsia entre o underground e mainstream: “O comercial sempre esteve presente desde que eu gosto de música. O Masters At Work é underground? Ou eles são comerciais? Quem sabe? Eles remixavam Debbie Gibson e Madonna, mas faziam esses pequenos e incríveis dubs que todo mundo tocava. Sempre houve uma cena techno correndo lado a lado com a cena comercial — é que a cena comercial explodiu na América e no resto do mundo de um jeito que ninguém esperava, e virou um meganegócio, só ficou mais forte, e todos nós nos beneficiamos disso”.

+ Um mal necessário chamado cooptação

O vídeo serve como prévia para o documentário Above Ground Level, que Dubfire irá lançar em novembro, contando sua história na música. Para o filme, o artista coletou depoimentos do próprio David Guetta, além de outras figuras-chave da música e da indústria, como Carl Cox, Armin van Buuren, Richie Hawtin e Loco Dice. Confira o trailer do doc:

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Opinião

Nos passos de Boratto? Remix de Cattaneo indica que BLANCAh pode explodir globalmente

Jonas Fachi

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BLANCAh Hernan Cattaneo
O remix do maestro argentino com o israelense Audio Junkies chega em fevereiro, em coletânea do sexto aniversário do selo de BLANCAh
* Com a colaboração de Flávio Lerner

Em 2006, Hernan Cattaneo vivia o auge de sua carreira em meio à apresentação de um dos discos mais aguardados daquele ano. Intitulado Sequential pela consagrada gravadora Renaissance, o CD continha faixas de artistas como Bushwacka, 16 Bit Lolitas e Way Out West. Entretanto, após o lançamento, outro nome acabou chamando atenção de todos. Com uma irreverente e distinta forma de arranjar elementos somados a timbres ainda não vistos na cena, sua faixa “Arquipélago” foi colocada de cara na abertura da compilação.

Era o tipo sonoro que colocaria todo o resto da construção musical sob ligação. Tratava-se do primeiro single do ainda desconhecido produtor brasileiro que mais tarde se transformaria em um dos mais respeitados do mundo. Gui Boratto teve um dos primeiros reconhecimentos através de um artista do primeiro escalão, pelos ouvidos afiados do DJ argentino. Fazer parte da compilação automaticamente colocou Gui diante de um público super atento e colecionador, um primeiro passo fundamental em sua carreira.

Doze anos depois, Cattaneo continua sua jornada artística única, porém agora carregando a frente de seu nome o titulo de “Maestro” das pistas de dança de todo mundo. Uma vez mais, parece que o ícone sul-americano tem seus ouvidos voltados para um artista brasileiro que vem despontando internacionalmente — não apenas apoiando suas produções, mas agora também estabelecendo uma parceria de estúdio que poucas vezes abriu em 30 anos de carreira.

Imagem do DJ argentino em seu estúdio em Buenos Aires cercado por sua coleção de discos

Ontem, a catarinense BLANCAh fez o anúncio oficial de que Hernan — em conjunto do talentosíssimo produtor israelense Audio Junkies — tinha remixado “Talus”, faixa que fez parte de seu aclamado EP Osso, lançado em agosto de 2017. Em postagem no Facebook, a artista escreveu:

“A alguns meses atrás convidei Hernan Cattaneo para remixar uma música minha e pra minha alegria ele aceitou no ato.
Depois de algumas sessões de estúdio com seu parceiro de produção Audio Junkies os dois me entregaram esse remix lindo da minha música ‘Talus’. Acho que eu nunca encontrarei as palavras certas que definam este exato momento da minha carreira, a felicidade que sinto por ter o suporte de um artista como Hernan, e muito menos o que senti ao ver o Mestre tocando o remix que ele fez pra mim no Templo Warung Beach Club.
Muchas gracias desde el fondo de mi corazón Hernan Cattaneo, Thank you so much Audio Junkies”.

+ Hernan Cattaneo faz história com o primeiro “All Night Long” do Warung

“Talus” irá ser lançada apenas em vinil, o que coloca ainda mais profundidade ao novo EP pela gravadora que BLANCAh tem como sua casa, a Steyoyoke. O disco — que chega no dia 15 de fevereiro — se trata da sexta compilação anual de aniversário do selo, que traz remixes inéditos de faixas lançadas pelos seus artistas durante a temporada. Além da música da brasileira com remix de Hernan e Audio Junkies, compõem o EP outros três trabalhos que foram destaque em 2017, também recebendo novas interpretações: “Overflow”, de Nick Devon, em remix de Simon Doty e Nairo; “Paramour”, do Soul Button, com remix de Martin Roth; e “Syndicate”, de Clawz Sg e Nick Devon, remixado por Township Rebellion (você pode ouvir uma prévia de cada música aqui).

“Recebi a incumbência de encontrar alguém pra remixar uma música minha pra esse projeto [compilação da Steyoyoke]. E aí por acaso eu tava na Argentina e num primeiro momento pensei em fazer uma conexão com artistas brasileiros, pra ver se alguém se interessava em fazer um remix. Contatei alguns, que não se interessaram em fazer parte do projeto, e aí eu pensei: quer saber? Vou sonhar um pouco mais alto. Vai que o Hernan aceita, já que ele andou dando suporte pra algumas das minhas músicas e já tinha declarado abertamente que era meu fã”, contou a artista, agora em contato com a Phouse. “Criei coragem, fui pro tudo ou nada — porque o ‘não’ eu já tinha — e mandei um e-mail pra ele, explicando a proposta. Em menos de 24 horas ele respondeu dizendo que seria um prazer. Eu fiquei mega feliz, quase morri, pensei que ele nem ia responder [risos]!”

Hernan Cattaneo tocando o remix de “Talus” no Warung

Alcançar a importância global que Gui conseguiu desde “Arquipélago é algo difícil de fazer, porém, com a benção de um dos maiores DJs de todos os tempos e a atenção da enorme quantidade de fãs que o seguem ao redor do planeta, BLANCAh pode estar dando mais um grande passo em sua carreira para se tornar um artista global. E mais: em um nível talvez até mais importante do que participar de uma das famosas compilações do Maestro, afinal, poucos produtores até hoje tiveram uma faixa remixada por Hernan. No Brasil, é algo inédito.

A artista tem muito a comemorar, pois seu “voo” está cada vez mais supremo. Até onde ela vai chegar? Talvez o particular interesse de Hernan por seu trabalho diga algo sobre. Assim como com o Gui em 2006, o argentino percebeu que se trata de uma identidade musical nova, própria e sem seguir tendências — premissas básicas que ele carrega consigo.

+ BLANCAh disseca ave e perde quilos para seu novo EP; escute “Osso”

Vale lembrar — como já publicado na Phouse —  que a Steyoyoke está em tour inédita pelo Brasil nesses dias. Depois de passar pelo Terraza Floripa no último final de semana, o showcase da gravadora alemã chega agora ao clube Chakra, em São Bento, Santa Catarina. No mesmo dia, o Maestro, que cumpre tour pela América do Sul, também estará no Brasil, estreando no Laroc Club. A promessa é de longset.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Tomorrowland anuncia labels que farão parte da próxima edição

Phouse Staff

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Tomorrowland Labels
O festival rola entre os dias 20 e 22 e 27 e 29 de julho, na cidade de Bloom, Bélgica

A organização do Tomorrowland divulgou hoje as labels de festas e gravadoras, entre outras marcas, que estarão presentes na edição deste ano.

Entre os nomes estão selos como Ajunadeep, Pryda, All Day I Dream, Cocoon e Heldeep, além de parcerias com a Dubweiser, Crystal Events e um palco Robin Schulz & Friends.

Na próxima segunda-feira, serão divulgados os primeiros nomes que estarão nos palcos contando a história de Planaxis; o pré-registro para compra de ingressos segue aberto até o dia 02.

+ Tomorrowland abre pré-registro para compra de ingressos
+ Tomorrowland anuncia tema e datas para sua edição principal em 2018

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Assista ao set completo de Alok no Universo Paralello

Phouse Staff

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Alok Universo Paralello
No palco do seu próprio selo, o astro brasileiro aproveitou para seguir uma linha um pouco diferente do que vem apresentando nos megafestivais
* Atualizado em 17/01/2017, às 14:44

No Facebook e no YouTube, Alok postou na íntegra um dos dois sets que fez no Universo Paralello — festival fundado por seus pais, Juarez Petrillo e Ekanta.

A surpresa foi que a discotecagem fugiu do que ele normalmente tem apresentado por aí, e acabou passando por vários estilos mais conceituais, como o tech house e o house progressivo, e até mesmo um pouquinho de acid house. Rolaram também edits de clássicos da dance music — como de “Blue Monday”, do New Order, e um mashup de “Psycho Killer”, dos Talking Heads, com “Harder, Better, Faster, Stronger”, do Daft Punk—, além do seu hit “Hear Me Now”, com Bruno Martini e Zeeba, e até uma faixa do Vintage Culture: “Memories”.

Na publicação do Face, Alok disse que já estava com saudade de voltar para tocar em casa depois de muitos shows pelo mundo.

Esse set rolou no palco da UP Club, e na tarde do mesmo dia o DJ ainda mandou um B2B com seu irmão gêmeo Bhaskar, no palco principal, onde eles reviveram o seu antigo projeto Lógica, primeiro passo nas carreiras de ambos.

+ LEIA AQUI a primeira parte do nosso review do Universo Paralello.

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