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Deadmau5 lança playlist com 496 faixas de techno

Izaias Lopes

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O astro do house progressivo Deadmau5 lançou uma playlist na internet com 496 faixas do estilo techno. O DJ, que também admira bastante essa vertente, realiza performances apresentando canções dessa linha sob o pseudônimo “testpilot”.

A playlist, que pode ser conferida no final desta matéria, tem aproximadamente 46 horas de músicas. Entre as faixas que ela apresenta estão produções de nomes como ATTLAS, REZZ, Matt Lange, BlackGummy, Monstergetdown e do próprio rato Mau5.

Neste ano, assim como informamos aqui, Deadmau5 foi uma das principais atrações do festival de techno Movement Music com seu projeto “testpilot”. O evento ocorreu entre os dias 27 e 29 de março, em Philip A. Hart Plaza, em Detroit, no EUA.

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Review

Vivenciando um Universo Paralello: Capítulo 1 – A experiência

Júlia Gardel

Publicado há

UNIVERSO PARALELLO EXPERIÊNCIA
Um evento que marcará sua vida para sempre

Hoje começo a contar aqui na Phouse minha experiência nessa última edição do Universo Paralello, que rolou agora entre 27 de dezembro e 04 de janeiro. Minha proposta com esse texto não é fazer um verdadeiro review formal, comentando e classificando o festival, mas narrar o que é vivenciar o UP, como é estar por lá, além de trazer algumas dicas. Venho aqui para dizer como é esse evento, que muito se fala e pouco se sabe; para fazer um guia e ao mesmo tempo um relato sobre a festa na famosa praia de Pratigi, em Ituberá, na Bahia. E lembre-se: não falo aqui como uma expert, já que esta foi apenas minha primeira edição.

Mais que um festival, o Universo Paralello é uma experiência de renovação. Cada um possui uma interpretação própria. A experiência vai além da curtição, é um aprendizado. Ir para lá é abrir o coração e praticar a lei do desapego.

O UP é uma experiência que todos deveriam vivenciar um dia na vida, não só por ser um lugar apaixonante para os amantes de música eletrônica, mas também por suas energias. A proposta é proporcionar o respeito ao próximo, à cultura em suas diversas formas, à expressão do amor, seja ele pelas pessoas, pela natureza ou pela música. É um mundo para expressar a liberdade do corpo, um universo que muitos compreendem como um estudo do eu interior. Diversas pessoas sentem suas vidas transformadas depois do evento.

Dre Guazzelli e sua namorada no palco Chillout (Foto por Fernando Sigma)

Eu fui sozinha vivenciar essa experiência e descobri que ela pode ter diversos significados e múltiplas interpretações. Tudo depende da sua energia e do que você atrai por lá, porque sim, Pratigi é um lugar de muitas energias. Vai de cada um como senti-las: através de gestos de respeito, de bondade, através da sintonia com a música, com a natureza, com o ambiente, com as pessoas ou da forma que for.

A ida ao Universo Paralello pede por uma mente aberta, caso contrário você vai acabar com o clima positivo da festa — o que pode ser revertido em um aprendizado ainda maior. Para  entrar na experiência é preciso estar de mente vazia, com zero preocupações, e esta é uma das maiores propostas do evento: se desligar do mundo, para não se distrair de todo o resto que deve ser aproveitado. Isso não significa relaxamento e descuido total, pois infelizmente não se pode dar bobeira, sempre existem pessoas com más intenções.

Foto por SENSE

CAPÍTULO 1 – A experiência

Existe um porquê de dizer que ir pro UP é praticar a lei do desapego, e isso não é necessariamente um ponto negativo. Primeiro porque você vai passar perrengue. Não tem jeito! Você até tem formas de diminuir isso, claro, mas algum tipo de perrengue você vai passar. Além disso, bens materiais ali são desnecessários.

Como o próprio evento diz, esqueça o look chique e invista no confortável. Você pode se vestir como quiser, mas há 90% de chances de em algum momento você desistir de tudo e simplesmente optar por ficar de biquíni porque lá é muito quente, mas com o tempo você até que acostuma um pouco — nada que entrar no mar não resolva por um tempo.

Foto por Fernando Sigma

Existem roubos. Sim, como em qualquer lugar no mundo. Só não dê bobeira e não cisme com isso como me fizeram cismar no último dia, porque acaba com a sua vibe. Não deixe que coisas ruins tomem sua cabeça — invista no oposto e pare para pensar em tudo que está à sua volta, no momento único que você está vivendo. Se te preocupa, é só ficar ligado e não se arriscar demais. Bens de valor deixe em casa, no máximo leve seu celular ou uma câmera, e tenha esses itens andando sempre com você, inclusive seu dinheiro, de preferência na cartucheira. Na barraca, deixe apenas roupas e utensílios de uso pessoal. Não leve suas roupas mais caras ou difíceis de lavar, elas vão sujar e muito. Escolha coisas que se você perder ou for roubado não farão tanta falta, assim você fica mais tranquilo durante o evento, é só tomar cuidado.

A viagem

A viagem começa no meio de transporte escolhido. Para quem tem espírito aventureiro, ir de carro é uma opção interessante, viajando pelas praias conhecendo novos lugares — mas tem que ter pique para mais de 20 horas na estrada. Ônibus é a mesma loucura e ainda demora um pouco mais. Envolve muito mais gente, sem paradas à vontade, mas muitos preferem essa opção. Eu confesso que não teria esse pique. De avião a chegada é mais rápida, pouco exaustiva e você enfrenta apenas seis horas de translado de Salvador até Ituberá.

Dica: Saiba com que companhia você está viajando. Transportes clandestinos podem trazer muitos riscos. Há várias histórias de ônibus clandestinos que quebram no meio do caminho, fura um pneu, ou translados de empresas desconhecidas, como vans, que não aparecem no aeroporto para te levar ao seu destino final. O barato pode sair caro.

Recomendação: Procure por opções de translados no site oficial do Universo Paralello, que indica empresas que trabalham com eles há anos. Tanto opções de transfers do aeroporto, quanto pacotes que incluem passagem. A Brasil Oriente é uma das empresas mais indicadas do evento, mas procure se informar melhor e se planeje com antecedência.

Detalhes importantes: Caso você volte de avião, não esqueça que o trajeto por terra vai de cinco a seis horas de viagem, por isso escolha um horário de volta do transfer com pelo menos oito horas de antecedência do seu horário de voo para evitar atrasos. Nem sempre o transfer sai no horário pontual. Além disso, Salvador não possui horário de verão: não esqueça de verificar se a companhia aérea de sua escolha já possui seu horário atualizado na hora de comprar.

Foto por Flashbang

O Universo

O Universo Paralello ocorre na praia de Pratigi, localizada na cidade de Ituberá. Próximo ao acesso do festival existe a Vila dos Pescadores, na famosa rotatória. Nela você encontra tendas de comida por um preço bom, mas não muito diferente dos do próprio evento. A água você consegue por um preço mais baixo, o que é bom para se abastecer dentro do festival, já que é permitida a entrada na revista.

Dica: Garrafas de 5L para necessidades pessoais, como escovar os dentes e lavar as mãos é bem útil, porque a água dos chuveiros não é própria para beber. Colocá-la na boca não é uma boa ideia, e lá você não encontra pias.

Foto por Flashbang

Da vila você chega ao festival de duas maneiras: no pau de arara ou nos buggys.

> Pau de arara: uma espécie de caminhãozinho. Por R$ 50,00, você pode usa-lo à vontade durante o evento.

> Buggy: R$20,00 a cada viagem ,e se você for em mais pessoas vocês podem dividir.

Se você pretende ir muito à vila, o pau de arara compensa, se não, o buggy é uma boa opção. Eu paguei o pau de arara acreditando voltar muito à vila, mas vendo todo o trajeto a pé até a saída do evento, confesso que não o utilizei mais de uma segunda vez. Você anda muito no evento o dia todo.

Próximo à vila existem pousadas e casas a serem alugadas para quem prefere dormir em uma condição um pouco melhor, e dentro do festival há a Vila Mundo, mas se prepare para os custos e a caminhada para entrar no evento todos os dias — nesse caso recomendo o pau de arara! Em algumas casas a energia cai, mas faz parte também. Como eu disse, algum perrengue vai ter durante a viagem, não tem jeito!

Foto por Fernando Sigma

Acampar no UP

Se você quer a experiência ainda mais completa, bem-vindo ao camping do Universo Paralello!

O camping no UP não é uma área reservada ou separada do evento como um Dreamville no Tomorrowland. Não. Lá você acampa pelo festival inteiro. Existem alguns lugares proibidos de acampar, mas de resto, por onde você andar você vai ver uma barraca. Seja no caminho entre os palcos, seja na areia da praia, nas partes mais afastadas, na entrada ou até no meio do mato, tem barraca pra todo lado! Acampar próximo à vila dos artistas é uma boa opção por conta da quantidade de seguranças, e lugares de muito movimento são um pouco mais propícios a roubos.

Para achar uma sombra você vai ter que chegar lá bem cedo e nem sempre compensa essa correria toda. Tem gente que chega no dia 26 e fica na fila até a abertura do evento no dia 27 para isso. Vai com calma, enfrenta o sol e vida que segue. Muitos fizeram algo que nem sequer passou pela minha cabeça: levaram lonas ou lycras escuras para amarrarem entre os coqueiros e criar uma espécie de sombra. É muito eficiente, mas depende de bagagem, e para quem vem de avião trazer tudo isso não é tão simples assim, principalmente para quem vai sozinho.

Caso você não consiga uma sombra ou um jeitinho de não ficar 100% exposto ao sol, se prepare pra acordar às 6 horas da manhã todos os dias! Mas acredite, não é tão ruim assim. Você aproveita muito o dia, e quando pega o jeito da coisa, acorda mais tranquilo. Tudo isso depende muito do clima também. Algumas edições não foram tão quentes ou tiveram dias nublados. Os próprios funcionários do evento oferecem serviços: R$50,00 para carregar sua bagagem até o local de sua escolha e estruturas de bambu e folhas de coqueiro para uma sombra improvisada; vale a pena, mas custa R$150,00.

No primeiro dia você vai acordar correndo para fora da barraca porque você não está acostumado com aquele calor ainda, mas vou te contar uma coisa que muita gente faz: acorda, coloca sua roupa ou biquíni, passa um protetor, separa a canga e corre pro chillout; com sorte, você arruma um espaço na sombra e tem bons sonhos! O chillout na parte da manhã é o point da soneca do UP. Afinal, tem coisa melhor do que dormir ouvindo um reggae, um mantra, uma música indiana ou afins?

Palco Chillout (Foto por Fernando Sigma)

Banho

Tem quem prefira seguir acordado e opte apenas por um banho. Aqui entra mais um item para a lista mente aberta. A água do banho vem do mangue, por isso ela não cheira muito bem. Ela é fria e sempre será fria, e além disso o banho é comunitário entre homens e mulheres — e por alguma dificuldade do festival que eu desconheço, não tem cortina. Ou seja, todo mundo se vê tomando banho. 98% das pessoas tomam banho de biquíni ou sunga, mas sempre, sempre vai ter alguém, um gringo ou alguém que simplesmente não liga e que vai tomar banho pelado. Conforme-se com isso, sério, relaxa.

Dica:

Não engula a água do chuveiro, ela não é pura para isso e pode te dar dor de estômago ou mal-estar. Não esqueça da bucha, porque você vai descobrir que mesmo depois do banho você ainda está cheio de terra. Esse é um fator que você deve aceitar também, você vai conviver com muita terra e areia. A terra não sai tão fácil assim e mesmo que saia, em menos de 10 minutos você provavelmente estará sujo de novo. Mas relaxa, tudo isso faz parte!

Recomendação: Fique ligado com horários de banho, sempre tem os horários de pico. De manhã cedo é cheio então vai ter fila, mas não demora tanto assim. E nem sempre todos os chuveiros funcionam. Banho à noite é preciso coragem, porque venta. Um banho de água fria no vento talvez não seja muito agradável, então fim da tarde pra noite é a hora que todos que não tomaram banho ainda correm pra tomar.

Foto por Flashbang

Isso tudo é parte do aprendizado da viagem: desapegar do calor, da água do banho, dos pertences caros, não ligar para a areia na barraca, para o pé sujo, não ligar para os perrengues, e encontrar uma forma de conviver com eles e fazer o que há de mais importante: aproveitar o lugar onde você está. Aproveitar a natureza, a aventura e se soltar nesse mundo de histórias deixando de lado as exigências e perfeições. Ali todos são iguais a você, todos estão vivenciando a mesma experiência. Então relaxe e aproveite, vivencie esse momento intensamente e verdadeiramente mesmo dentro das dificuldades que você vier a enfrentar. Não encane com eles, esquece as preocupações e siga o ritmo da festa!

Essa história não acaba por aqui: fiquem ligados na Phouse para os próximos capítulos sobre essa minha experiência no Universo Paralello.

Júlia Gardel cobre eventos para a Phouse.

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Facebook fecha novos acordos de licenciamento para músicas

Phouse Staff

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Facebook licenciamento
Os novos acordos permitem que usuários publiquem vídeos com músicas de terceiros, que por sua vez, serão remunerados

O Facebook definitivamente está entrando de cabeça nas negociações para licenciamento de músicas em sua plataforma.

Na semana passada, saiu a notícia de que eles fecharam um acordo com a Global Music Rights, organização que representa compositores e intérpretes como Pharrell Williams, Drake, Bruce Springsteen, entre outros. O diretor da organização, Irving Azoff, comentou que “a parceria com o Facebook reflete o fato de que quando a música é devidamente valorizada, fica fácil para ambos os lados a enxergarem como um ganho”.

Além disso, já estão fechados acordos com a Universal Music Group, com a HFA/Rumblefish — que lida com artistas independentes —, com a NMPA, a Kobalt Music Publishing e também com a Sony/ATV, uma das maiores distribuidoras do mundo.

+ Facebook se mexe para ter sistema que remunere direitos autorais em vídeos

Para os usuários, significa que aquele vídeo do encontro de família que era derrubado por uso indevido de direitos autorais agora vai ficar no ar sem problemas, e os detentores dos direitos irão receber sua parte. Essa série de acordos fechados pelo Facebook farão da rede social uma competidora direta com o YouTube, além de fazer um contrapeso na indústria da música com negociações com sites da Google.

+ Facebook quer rivalizar com o Youtube e pretende entrar na indústria musical

Segundo a BusinessWorld, alguns contratos são com organizações de direitos de execução, que representam execuções públicas (no rádio ou em bares), enquanto outros são com editores, que tratam de outros direitos de compositores.

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Cruzeiro que une moda e música eletrônica retorna em 2018 com Vintage Culture

Luckas Wagg

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Chilli Beans Fashion Cruise
Suspenso em 2017, o Chilli Beans Fashion Cruise volta com tudo neste verão
* Atualizado em 16/01, às 13:36

Entre 04 e 07 de fevereiro, vai rolar uma nova edição do Chilli Beans Fashion Cruise, o famoso cruzeiro que une moda e música eletrônica nos mares brasileiros.

A bordo do navio Costa Favolosa, que irá costear o litoral Sudeste e Sul, os tripulantes e profissionais da indústria da moda poderão enriquecer seu portfólio com programas de treinamento, além de desfiles de grandes marcas, palestras com agentes da indústria, oportunidades de networking e muito entretenimento — tudo isso embalado pelo som de grandes DJs e músicos nacionais.

No primeiro dia ao mar, Vintage Culture será o responsável pela trilha sonora do lançamento da nova coleção da Chilli Beans. Na programação para as outras datas estão os DJs Dre Guazelli e Marina Dias, que trará convidados para a festa de encerramento, além de um show de Pabllo Vittar.

O cruzeiro sai do Porto de Santos, em São Paulo, passa por Ilhabela e Balneário Camboriú, e depois retorna ao litoral paulista. Você pode conferir mais informações no site oficial.

O Fashion Cruise teve sua última edição em 2016, com nomes como Alok, ILLUSIONIZE, Dre Guazzeli, L_cio, Tessuto, Cinara e Nedu Lopes. Relembre como foi:

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