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Descubra a história por trás da música tema do Electric Zoo Brasil

Um mês após estreia do festival americano em terras tupiniquins, voltamos a falar sobre uma dupla que vem chamando a atenção pela suas apresentações e produções. Formada pelos gêmeos Marcos e Lucas, o projeto Dubdogz teve a sua música escolhida como tema do Electric Zoo Brasil. Fruto de uma parceria com iLicris, “Sunrise” foi seu lançada oficialmente na última sexta-feira, através da After Cluv / Universal Music.

Aproveitando o momento e todo buzz do lançamento, convidamos os gêmeos para bater um papo e falar um pouco sobre a carreira, o mercado e claro, a música. Confira:

Olá Marcos e Lucas, é um prazer imenso recebê-los na Phouse. Para começar, gostaria que contassem um pouco da história de vocês, como foi o primeiro contato com a música eletrônica e como surgiu a ideia de montar o projeto Dubdogz.

Olá Phouse e leitores, o prazer é nosso! Temos contato com a música eletrônica desde crianças, quando nosso tio nos levava para a escola, a trilha sonora do percurso era sempre a mesma, música eletrônica no talo! Ao perceber que gostávamos muito, ele nos apresentou DJs da cidade, que nos ensinaram a mixar. Depois de um tempo aperfeiçoando a técnica, vimos a necessidade de produzirmos nossa própria música e resolvemos fazer um curso de produção. Nossa vida mudou completamente, nos apresentamos em mais de 10 países e 7 anos depois o Dubdogz foi criado. Estamos sempre em constante evolução e necessitávamos de um projeto para nos expressarmos livremente, independentemente de gênero musical ou público. Simplesmente músicas que nos transmitem boas energias. As músicas do Dubdogz são sempre criadas com muito amor e sempre refletem o momento em que estamos vivendo.

Como disseram acima, vocês já tocaram pelo Brasil e pelo mundo sob o alias Ruback e antes disso, como Wega. O que mudou de lá pra cá, além da marca?

Mudou muita coisa rsrs. Não só o estilo de música, mas todo um conceito. Antigamente fazíamos música para vendermos no Beatport, hoje fazemos música para escutarem no Spotify. O foco era só fazer um bom set autoral nos eventos, hoje existe toda uma produção para a entrega dos shows, com um grande time por trás, fazendo acontecer. Nossa ideia era conquistar ao máximo o público eletrônico, hoje queremos conquistar além disso.

Bacana! Vocês passaram algumas vezes pelo México, Austrália e Indonésia, conta para a gente como foi essa experiência, o que acharam da cena desses lugares e o que mais chamou a atenção de vocês por lá:

Ser bem recebido em outro país, reconhecido e ter sua música cantada nos shows lá fora, é a mais pura sensação que um músico pode ter. O México é um país muito eufórico e carinhoso. Eles tiram muita foto e pedem muito autografo, isso é muito legal. A Indonésia gosta muito de vocais no set e a Austrália é fanática em drops pesados.

Em relação ao Brasil, vocês tem marcado presença pelos principais clubs e festivais dos quatro cantos do país. Se pudessem destacar alguns momentos que viveram nos últimos anos “jogando em casa”, quais seriam?

Estamos muito felizes com a aceitação do nosso som de norte a sul do país. Vivemos alguns momentos que nunca esqueceremos, coisas que eram sonhos sendo transformados em realidade como por exemplo nossa apresentação no Tomorrowland Brasil, Green Valley, Electric Zoo, Universo Paralello, XXXperience.

Como vocês enxergam o momento da música eletrônica no Brasil?

A música eletrônica no Brasil nunca alcançou tamanho público, como atualmente. Ela está chegando onde muitos não acreditavam ser possível. No nosso ponto de vista, isso é ótimo para todos os amantes do gênero e novos ouvintes, pois a cada dia que passa, existe mais diversidade e qualidade nos eventos, e para os profissionais do mercado, pois a oferta de trabalho está cada dia maior.

O que vocês acham que ainda falta na cena brasileira?

Na nossa opinião falta um pouco de internacionalização por parte dos DJ’s, a maioria só pensa no mercado brasileiro e esquece que o mercado lá fora está pronto para nos receber. Falta também um pouco de respeito ao próximo, ninguém é obrigado a gostar do mesmo som que o outro, não existem leis ou regras quando se trata de música. Viva a diversidade musical!

Bom, agora que já sabemos bastante sobre vocês, vamos falar do tema que nos trouxe até aqui, a faixa “Sunrise, em parceria com iLicris, que foi escolhida como tema oficial do Electric Zoo Brasil…

Dubdogz e iLicris

Conta para gente como vocês conheceram o iLicris e como surgiu a ideia de fazer essa collab…

Somos amigos há mais ou menos 10 anos, nos conhecemos quando o Elvinho (iLicris) se apresentou com seu antigo projeto na nossa cidade. Alguns anos depois, quando fizemos nossa primeira apresentação, ele também estava escalado no line-up e a amizade só foi crescendo através de diversas parcerias. A collab surgiu quando ele nos mostrou uma idéia que ele havia começado, gostamos do som e resolvemos dar continuidade juntos.

Como foi o processo de produção dessa faixa? Qual daw vocês utilizaram? Quanto tempo demorou? Houve imprevistos, ou algo que vocês não gostaram antes de ficar pronta?

A música foi criada através do software Logic Pro X (ambos usamos). O esqueleto da track já estava montado meses antes dela ser finalizada. Sentimos que estava faltando algo para a música ficar completa, foi aí que ela ficou um pouco de lado. Alguns meses depois tivemos a idéia de colocar um violão na música e ficamos mais que empolgados com o resultado. Poucos dias depois estávamos terminando o som. O processo de criação foi demorado, pois fizemos ela pela internet, compartilhando trechos e rascunhos semanalmente entre nós.

A música não só foi escolhida como tema oficial do Electric Zoo como também foi tocada por vocês no próprio festival. Conta para gente como foi a experiência na pista:

Ficamos extremamente felizes quando recebemos a notícia que a música seria tema de um festival conhecido mundialmente. Logo após veio o convite de nos apresentarmos no festival e quando a música foi tocada ao vivo, o público ja gritou logo na introdução. Foi um momento que guardaremos para sempre!

Rapazes, muito bacana o bate-papo. Agradecemos muito pela atenção e deixamos as portas abertas para vocês. Pra finalizar, contem um pouco do que está acontecendo no background da carreira de vocês e o que podemos esperar para este próximo semestre:

2017 será um ano de muita colaboração com cantores e músicos do mundo inteiro. Temos 8 músicas inéditas finalizadas e 2 video-clipes, nunca estivemos tão inspirados. Mais uma novidade que ninguém sabia até então, temos mais uma colaboração com o iLicris a caminho.

Muito obrigado, Phouse, pelo convite! Vocês estão de parabéns pelo trabalho que vem sendo feito!

Ouça aqui “Sunrise”, de Dubdogz e iLicris:

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