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Entrevista

Casal que faz techno unido, permanece unido: como o amor gerou o Binaryh

Phouse Staff

Publicado em

12/06/2018 - 21:16
Dia dos namorados
Foto: Acervo pessoal
Camila Giamelaro conta a história do seu relacionamento com o parceiro de vida e de estúdio, Rene Castanho 

Música eletrônica boa é sempre feita com amor, certo? E o que dizer quando esse amor é compartilhado? Neste dia dos namorados, convidamos Camila Giamelaro, metade do duo de techno etéreo Binaryh — projeto que ela divide com sua cara-metade, o Rene Castanho — pra contar pra gente como foi que tudo surgiu: de um relacionamento que parecia que nunca ia rolar ao nascimento de um dos projetos mais frutíferos da cena underground nacional.

Porque casal que faz techno unido, permanece unido. Conta pra gente, Camila:

Rene e Camila no primeiro Natal juntos. Foto: Acervo pessoal

Eu e o Rene nos conhecemos em 2009, quando eu estava procurando um lugar para aprender a tocar e acabei encontrando a DJ Ban. Na época, fiz o curso de DJ e o Rene dava aulas de produção musical, por isso a gente nunca se cruzou pelos corredores. No final do meu curso, acabei fazendo amizade com o pessoal da escola, então vez ou outra aparecia por lá pra bater papo. Foi nessas idas que o conheci, mas naquela época ambos estávamos namorando outras pessoas.

Em 2012, por mera coincidência, estávamos os dois solteiros. Eu continuava indo à escola, mas com menos frequência. Quando o Rene descobriu o meu “estado civil” ele começou a investir, me convidando pra ir mais vezes à DJ Ban, chamando pra sair… Com o final do relacionamento recente, eu não tava muito interessada, e quis apenas manter amizade, mas ele, como bom brasileiro, não desistiu, e seguiu firme e forte nas investidas.

O casal Rene e Camila formou o Binaryh em 2016. Foto: Acervo pessoal

No início de 2013, o próprio Ban Schiavon me convidou pra conhecer as novas instalações da escola, que ainda estava em reforma. Quando cheguei ao último andar, um pessoal da DJ Ban trabalhava em ajustes — entre eles, claro, o Rene. Quando o Ban me perguntou o que achei da nova escola, respondi brincando:

— Achei demais, e inclusive quando eu comprar minha casa vou contratar vocês pra reformar tudo: você, Ban, vai ser o mestre de obras, o Rafa vai cuidar da parte elétrica, a Dani vai supervisionar tudo… E você Rene, que tá parado, o que você pode fazer?

— Eu vou morar com você — respondeu, em tom muito sério.

Camila e Rene na DJ Ban. Foto: Acervo pessoal

Enquanto todo mundo ria, eu fiquei sem palavras, morrendo de vergonha porque nós não éramos tão íntimos pra uma resposta daquelas. O Ban desconversou, e o assunto morreu por aquele dia. Na semana seguinte, combinei com alguns amigos de ir a um club ver o Marc Houle tocar. O Rene ficou sabendo e ligou oferecendo carona (ele morava no bairro do Tatuapé, em São Paulo, e eu em São Bernardo do Campo — totalmente fora de mão). Ainda com um pouco de vergonha da resposta sobre a brincadeira da casa, agradeci e neguei o convite.

Na noite da balada a gente se encontrou na porta, e foi bastante constrangedor. Foi aí que apareceu do nada um amigo de longa data e não me largou mais, deixando o Rene totalmente de escanteio. A partir daquela noite ele começou a repensar se valia a pena ou não continuar investindo, já que só dava bola fora.

Camila e Rene no famoso Berghain, em Berlim. Foto: Acervo pessoal

Em fevereiro, comemorei meu aniversário no D-EDGE, com um lineup que prometia ninguém menos que Richie Hawtin e Matador — infelizmente o primeiro não apareceu, por causa de uma forte nevasca que rolou no Canadá e atrasou o voo dele. O Rene foi de “all in”: resolveu que aquela seria sua última investida, tudo ou nada. Cheguei cedo pra aproveitar o club ainda vazio com os amigos, e no meio da noite ele aparece. Não sei bem explicar, mas ali foi o momento em que comecei a olhar pra ele de uma forma diferente. Papo vai, papo vem, um cigarro aqui e outro ali, e finalmente acontece o nosso primeiro beijo.

Passamos a nos falar todos os dias, e o primeiro encontro depois daquela noite foi tão natural que a gente parecia estar namorando há muito tempo. Alguns meses depois, o Rene decidiu que era hora de realizar aquela profecia: fomos morar juntos, já que nos dávamos tão bem e estávamos trabalhando no mesmo lugar — eu havia sido recém-contratada pela DJ Ban também.

Primeira apresentação do Binaryh Live. Foto: Acervo pessoal

Em 2014, tivemos nosso primeiro filho: um selo de techno que serviu para nos mostrar que realmente temos uma sintonia excelente nas ideias e tomadas de decisões. Naquele ano, o Rene montou seu estúdio na sala de estar do apartamento, e eu comecei a participar das produções, apenas dando algumas ideias de como as músicas poderiam ficar melhores.

Com o passar do tempo e mais duas lindas vira-latas pra conta da nossa família, a minha participação naturalmente foi aumentando, e foi assim que surgiu o Binaryh, com o intuito de apenas de lançar música. Mas tudo muda quando a gente conhece a BLANCAh, e nossa amizade cresce. Não demorou pra que ela nos apresentasse pra Steyoyoke, label alemã em que ela já atuava, e foi uma grata surpresa quando o selo nos acolheu super bem também.

Em setembro de 2016, lançamos nosso primeiro EP, Primary Code. O resto, como vocês já sabem — ou já leram aqui — é a história do casal acontecendo.

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Notícia

Gui Boratto lança “Pentagram”, seu quinto álbum de estúdio

Phouse Staff

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Gui Boratto Pentagram
Foto: Reprodução
Disco sucede “Abaporu”, de 2014

Nesta sexta-feira, enfim foi lançado via Kompakt o aguardado quinto álbum de estúdio de Gui BorattoPentagram. Em menos de uma hora, o LP traz 12 faixas de um Boratto inspirado e que parece saber exatamente o que está fazendo e onde quer chegar, em um caldeirão de referências que vão desde as bandas de synth pop dos anos 80 (como New Order, Depeche Mode e Tears For Fears) a produtores vanguardistas de hoje em dia, como James Holden — passando ainda, é claro, pela escultora brasileira Lygia Clark, que influenciou no conceito visual do disco.

No BRMC, o músico já havia falado das influências estéticas que o levaram ao conceito da obra, que carrega uma ampla bagagem de arquitetura (formação acadêmica de Gui), geometria e design. “Eu queria transmitir o ponto de vista do pentagrama científico: não é algo religioso“, disse agora, em release de imprensa. A última faixa do disco, “618”, tem exatos seis minutos e 18 segundos, e iguala com a proporção áurea do pentagrama.

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A música é dinâmica, maximalista e viajante, repleta de musicalidade. Como já havia dito — também no painel do BRMC —, este é seu álbum mais orgânico, recheado de instrumentos acústicos, sobretudo cordas e instrumentos de orquestra, mais notáveis em “Scene 2”, que tem uma pegada jazz. Há também sintetizadores modulares, como o clássico Buchla. Em “Overload”, Luciana Villanova, que já participou em canções como “Beautiful Life” e “No Turning Back”, volta a emprestar sua voz a uma produção do marido.

Ouça Pentagram:

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Entrevista

Grupo Laroc revela detalhes sobre novo clube underground

Flávio Lerner

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Laroc underground
Nova casa terá projeto arquitetônico semelhante ao Laroc. Foto: Divulgação
Nova casa ficará exatamente ao lado do Laroc Club, em Valinhos
* Atualizado em 28/05/2017, às 19h47

O Grupo Laroc anunciou recentemente que está abrindo uma nova casa noturna, totalmente voltada à música eletrônica underground. A partir daí, a Phouse entrou em contato com Mario Sergio de Albuquerque, sócio-diretor do Laroc Club, que, além de confirmar a inauguração do empreendimento para 2018, revelou à coluna mais detalhes sobre o novo espaço.

Quando e onde

Segundo Mario Sergio, já está definido: o clube abre entre outubro e novembro deste ano. A localização será literalmente ao lado do Laroc, no quilômetro 118 da Rodovia D. Pedro I, em Valinhos, SP. Logo, o complexo que já abriga o Laroc Club e a casa de shows Folk Valley ganhará um novo membro dentro de poucos meses.

“O novo club vem pra ser a terceira casa do grupo, dentro de um complexo que praticamente estamos criando de entretenimento na cidade de Valinhos. É exatamente ao lado do Laroc, numa área mais elevada, mais alta, com uma visão 360 das montanhas, bem mais verde, super bacana”, revela o business man. “É como se fosse uma segunda pista, mas não é. As conversas surgiram dessa maneira, mas decidimos que é outro clube, outro nome, outra identidade, outra história”, continua.

Por estar em fase final de desenvolvimento, o nome ainda não foi revelado.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma do pop.”

Por quê

Criado há dois anos e meio, o Laroc costuma dar muito espaço a artistas da cena house/techno underground, abrindo noites completamente voltadas a esse nicho. Essas noites, porém, não costumam encher a casa, que tem capacidade para até seis mil pessoas. Assim, Mario Sergio explica que em um ambiente menor, diminuindo o tamanho e o custo operacional, fica muito mais viável seguir trazendo essas atrações — e também mais interessante do que a ideia inicial de abrir uma segunda pista. Segundo ele, a casa terá capacidade para cerca de duas mil pessoas.

“A gente sabe que tem umas cinco datas no ano que aceitam uma segunda pista e que têm público suficiente pra acomodar mais do que as seis mil pessoas. Mas a gente também entende que abrir uma pista apenas cinco vezes no ano seria algo ocioso, então não seria tão interessante, já que a ideia é aumentar o volume de operações. O Laroc abre hoje em 18 datas no ano, vai passar a abrir 14 — uma por mês mais duas durante o Carnaval —, e o club novo vem pra abrir mais 12 datas. Com isso, os dois clubes passam a ter 26 datas, o que nos dá mais oito eventos no ano, e com maior pluralidade de atrações. Praticamente, de quatro finais de semana de um mês, o grupo abre em três: Laroc, club novo e Folk”, explica.

“A nova casa vai prezar muito pela capacidade musical e liberdade para experimentações, com identidade forte no underground. Assim, deixamos o Laroc com o estigma de mais mainstream, mais comercial, mais pop. Esse é o principal motivo da abertura de um novo espaço: entender que a gente tem um público muito bom de techno/tech house, mas que o Laroc ainda é muito grande.”

Isso não significa, no entanto, que a sonoridade do Laroc será sempre a mesma. “Sempre bati na tecla de que o Laroc era um club multicultural que poderia atender qualquer tipo de evento, e isso continua existindo”, segue de Albuquerque. “Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

Laroc underground

Complexo de entretenimento em Valinhos tem Folk Valley, Laroc e espaço mais à direita para o novo clube. Foto: Divulgação

Identidade

Mario Sergio revela que o novo espaço traz a mesma assinatura visual das outras duas casas do complexo em Valinhos, mas adaptada para traduzir seu próprio conceito. “Todas as casas do grupo têm as mesmas características. Elas são conceituadas a partir da tenda, que é nosso artigo principal. Tanto Laroc quanto Folk têm a mesma característica arquitetônica, e o clube novo vem na mesma linha, inclusive de layout e acabamentos”, revela.

“O público é exigente em todas as vertentes, não é porque é underground ou mainstream, e a gente manterá esse nível de excelência, de qualidade, no clube novo. Vamos agregar bastante em produção, que é um diferencial da nossa parte, porque os clubes do underground são mais minimalistas, não têm tanto esse nível de exigência. Então este é mais um motivo pra trazermos esse conceito novo pro underground, com características fortes do nosso grupo.”

O sócio-diretor também explicou como se divide a construção do projeto gráfico: “A concepção do Laroc, os projetos, desenhos, foi feita por nós, os sócios. Somente a parte de stage design, light design e video content foi produzida por um escritório holandês, o TWOFIFTYK, que provavelmente estará conosco nesse projeto também, desenvolvendo a parte interna da tenda, de palco e tudo o mais. A gente deve ter um pouco mais de pegada cenográfica na parte externa, brincando com o ambiente, e deixar a casa com características diferentes — mais luz, menos led, menos papel picado, mas ao mesmo tempo com bastante efeito visual.”

“Não é porque vamos ter um club menor que eu vou deixar de trazer artistas de techno pro Laroc. Se eu tiver um Carl Cox, um Solomun, vou fazer ali.”

O Laroc não corre riscos?

Em pouco tempo de existência, o Laroc vem sendo considerado por muitos — de artistas a frequentadores — como um dos melhores clubes do mundo. Perguntei ao Mario Sergio se, agora que o clube vai mais ou menos se dividir em dois, deixando a parte mais pop/comercial ao Laroc, ele não corre o risco de perder um pouco do seu charme e prestígio. O empresário foi acertivo:

“Não, muito pelo contrário. A gente ganha força como grupo agindo em bloco, a gente vê cases de sucesso pelo mundo como o próprio Hï Ibiza, que é um derivado do Ushuaïa — que é um pouco diferente, lá um é clube dia e o outro é noite… Nós manteremos o club novo também como sunset club, porque o ambiente segue tendo bastante a agregar, mantendo a história do pôr do sol como atrativo. Isso atrai mais fatores positivos e deixa o Laroc ainda mais exclusivo, porque diminui o número de aberturas: uma por mês dá pra ficar com saudade e querer ir de novo. Ao mesmo tempo, cria mais uma opção pra outra vertente musical, outro tipo de público, o que também será um diferencial nosso”.

A nova casa deve ter seu nome e mais detalhes revelados dentro dos próximos meses.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

Produtora mais nova do mundo? Com apenas 10 anos, a DJ Rivkah tem chamado a atenção da cena nacional

Flávio Lerner

Publicado há

Rivkah
Foto: Divulgação
Garota de Brasília cresceu rápido e virou atração entre grandes eventos e expoentes da cena eletrônica

Crianças prodígio costumam chamar a atenção no meio da música eletrônica pelo fator inusitado: ainda não é comum vermos gente tão nova discotecando profissionalmente, por razões óbvias que vão do fator ambiente [quase sempre mais adulto] à própria inserção no mercado de trabalho — passando ainda pelo fato de que um bom DJ requer uma boa bagagem musical, que por sua vez exige tempo de conhecimento e maturação.

Mas talvez o futuro breve nos reserve mais crianças que se destacam no ofício. Décadas após o A-Trak vencer o DMC, e poucos anos depois do “fenômeno” Arch Jnr, que ganhou reality na África com apenas três anos de idade — e que, vamos ser honestos, não parecia ter muita noção do estava rolando —, temos no Brasil mais um caso recente que vem atraindo cada vez mais olhares em uma velocidade impressionante: Rebecca Rangel, mais conhecida como DJ Rivkah [seu nome de batismo em hebraico].

Foto: Divulgação

A menina nasceu na Noruega, onde viveu até os seis anos de idade, mas tem cidadania brasileira e francesa, e hoje mora em Brasília com a mãe e o padrasto — “o maior incentivador e patrocinador de toda essa história”, segundo a mãe de Rebecca. Assim, com apenas dez anos, desde que decidiu abraçar de corpo e a alma essa carreira, vem chamando a atenção em eventos não só em sua cidade: no BRMC, que rolou nessa última semana, em São Paulo, Rivkah parecia onipresente, podendo ser vista a toda hora pelas salas em que se realizavam os painéis e circulando pelas áreas de lounge.

“A Rivkah sempre gostou muito de música, e já teve aulas de violino e teclado antes de virmos morar em Brasília. Desde os quatro anos ela já tinha música eletrônica no celular, em vez de músicas infantis. Ouvia muito Swedish House Mafia e Tiësto“, conta a orgulhosa mãe Valesca Rangel — constantemente presente ao lado da filha — em depoimento à Phouse. “Ela sempre pediu para ser DJ, e no ano passado eu a matriculei em um curso e acompanhei diariamente nas aulas. Um curso que duraria três meses ela terminou em apenas um!”

Na Praia, em Brasília, foi onde a Rivkah começou a chamar atenção

Logo, a menina já atraiu um dos tutores do curso, o DJ Sony, e ganhou a chance de tocar em um evento chamado “Na Praia”, que rolou entre junho e setembro, durante os finais de semana, na capital federal. “O DJ Sony deu a chance de a Rivkah tocar em um domingo à tarde, em um palco menor, e logo na primeira apresentação o espaço lotou. Rapidamente, foram muitas matérias em jornais e sites de Brasília. Ela explodiu rapidamente”, segue contando Valesca, que destaca que a filha já tem agenda fechada até outubro.

De fato, em conjunto com um trabalho forte de assessoria de imprensa, a menina saiu em diversas reportagens, de jornais locais a jornais do SBT. Assim, a família tratou de cuidar dos trâmites para que ela pudesse trabalhar legalmente, sempre com a presença de um adulto responsável — e Valesca não vê qualquer possibilidade da infância da filha ser prejudicada. “Fomos orientados pelo Conselho Tutelar a pedir um alvará na Vara da Infância, e assim foi feito. A Rivkah toca, se apresenta, mas não deixou de ser criança. Ela tem uma coleção de bonecas que é aumentada pelo menos duas vezes por ano, e gastamos com as bonecas talvez mais do que com equipamentos. Apesar de estar saindo enquanto as amigas estão ficando em casa, a maioria delas já está se relacionando com meninos, e a Rebecca nem pensa nisso ainda. Ela é madura para exercer seu dom, mas ainda é criança e se diverte como tal. A prioridade para ela é a escola, e ela está muito bem amparada psicologicamente.”

Foto: Divulgação

O fato de o ambiente da música eletrônica estar normalmente associado a uma embalagem mais adulta [noite, bebidas, drogas, sexo…] também não preocupa. “Para mim, a música eletrônica nunca remeteu a bebidas, drogas ou sexo, pois eu nunca bebi e sempre frequentei festas, raves e shows. Sou capaz de virar a noite sendo a pessoa mais feliz da festa bebendo Coca-Cola Zero (risos)! O primeiro evento em que a Rivkah participou foi o Na Praia, que tem um clima maravilhoso e muito familiar. Vende-se bebida da mesma forma que se vende bebida em qualquer praia brasileira. Os demais, em sua maioria, foram sunsets com censura livre em beach clubs, ou eventos em lojas, para famílias”, segue Valesca.

“Quando o evento é mais tarde, ela não tem contato com o público, a entrada de artista é diferenciada e ela fica em camarim ou área reservada. Quando não se apresenta, vamos em outros programas e assistimos com ela a atrações diversas. Na maioria das vezes, estamos no backstage ou camarote, que são ambientes mais reservados. Temos uma relação muito próxima, eu e ela, e a Rebecca realmente segue o dom de sua personalidade. Alok e Bhaskar cresceram dentro de festas rave, e quem conhece sabe que são muito bem criados e muito educados, de personalidade e caráter indiscutíveis.”

A dupla, aliás, é uma das maiores referências da garota, que cita o brazilian bass e o trance como suas principais vertentes. Outros nomes citados são Sevenn, Chemical Surf, Vintage Culture, JetLag, Capital Monkey, Skazi, Chapeleiro e Astrix — além de Guga Guizelini, do Make U Sweat, que a tem ajudado com dicas de produção musical. “Conhecer a Rivkah foi uma grata surpresa. Ela é super cativante, e não é apenas uma criança que gosta de música e de DJs — ela realmente sabe tocar, e bem! Tem presença de palco e arranca olhares surpresos o tempo inteiro! Certeza que se ela continuar apaixonada pelo que faz, tem um futuro brilhante pela frente”, afirmou o DJ.

Agora, a Rivkah quer ir ainda mais longe: depois de aulas de produção com Guga e outros nomes do cenário brasileiro, está finalizando a masterização de suas primeiras músicas, feitas em parceria com artistas de Brasília: uma collab com o DJ e produtor Icy Sasaki e uma canção com letra e voz de Babi Ceresa. A família já a está rotulando como a produtora mais nova do mundo, e pretende pleitear oficialmente esse título. “A assessoria dela e eu estamos preparando todas as evidências para requerer a quebra de recorde no Guinness, pois lá o produtor mais jovem do mundo é um menino de 12 anos”, complementa a mãe.

Com Guga Guizelini. Foto: Divulgação

Ainda é muito, muito cedo para saber se todo o hype em cima da menina irá se confirmar, e se ela de fato irá se tornar um big name nacional — ou mesmo se vai seguir a carreira como DJ e produtora depois de adulta. A essa altura, o que realmente importa é que Rebecca Rangel se divirta, sem muito compromisso.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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