Diogo Accioly
Agenciado por duas marcas expressivas dos cenários nacional e internacional, o paulistano vive hoje uma das melhores fases de sua longa trajetória

Mais de 15 anos de carreira e uma bagagem de peso adquirida através de apresentações em alguns dos principais países do cenário eletrônico deram ao paulistano Diogo Accioly o know how necessário para encarar com eficiência diferentes tipos de pista. Dentro e fora dos palcos, seu trabalho de grande relevância e cuidado já proporcionou momentos marcantes para a dance music brasileira, seja através de sets em clubs como Warung, Beehive e D-EDGE, ou acompanhando tours de caras como Marco Resmann, Matthias Meyer e Phonique.

Atualmente, Diogo é agenciado pela D.Agency, no Brasil, e pela W-Agency em toda Europa. Isso representa uma forte ligação com dois dos principais clubs do mundo: D-EDGE e Watergate, respectivamente. Em suas últimas apresentações, Accioly tem caminhado cada vez mais em direção a atmosferas ligadas ao techno com raízes em Berlim e Detroit. Isso é um reflexo de seus recentes trabalhos no estúdio (ele fala mais sobre assunto abaixo) e o contato com grandes artistas do gênero em meio a suas viagens em turnê.

Aproveitando o excelente ano de Diogo (somente em 2017 foram duas passagens interessantes pela Europa), trocamos um papo exclusivo sobre sua vida e carreira. Confira:

Você chegou há pouco da sua segunda tour na Europa neste ano, certamente cheio de novas experiências. O que você pode destacar pra gente a respeito desse período?

Este ano foi muito especial, porque foi o primeiro que fiz a minha tour representado pela W-Agency. Além de Europa, passei por Marrocos e Jordânia, pude trabalhar em estúdio com alguns amigos e tive gigs incríveis! Cada temporada é uma experiência diferente.

Na minha última apresentação antes de voltar por Brasil, toquei por 11 horas e meia no Sisyphos, em Berlim, com meu grande amigo Marco Resmann. Foi com certeza um dos pontos altos da tour.

Aqui no Brasil você é representado pelo D.Agency, enquanto na Europa quem cuida de seus bookings é a W-Agency, agência do Watergate. Quão importante é ter duas marcas tão poderosas gerenciando a sua carreira?

A minha história com os dois clubs é antiga e somos uma grande família. Os nomes D-EDGE e Watergate são muito fortes no cenário mundial e isso só me faz querer trabalhar ainda mais. Tenho uma sintonia muito grande com o pessoal de ambas as agências e vejo que eles estão sempre trabalhando pra fazer o melhor para minha carreira.

Percebemos que seu set tem caminhado cada vez mais em direção ao techno. É possível dizer que isso tem uma relação direta com as marcas e os artistas que você tem trabalhado recentemente?

De certa forma, sim. Eu tenho buscado tocar faixas que me surpreendem de alguma maneira e sempre busco referências de artistas que eu admiro. D-EDGE e Watergate sempre me proporcionaram um intercâmbio de ideias com esses artistas, sejam eles do techno, da house ou da disco. O interessante pra mim é pegar essas referencias e transformar em algo com a minha cara, na cabine do club ou no estúdio.

Com sua experiência de mais de uma década no dancefloor, como você observa o atual momento do cenário underground no Brasil, e quais são os próximos passos a serem dados na sua opinião?

Cada vez mais, eventos que buscam trazer um pouco mais de diversidade e cultura musical vêm surgindo, e isso só vem a acrescentar. Vejo principalmente núcleos do Sul do país e de São Paulo acreditando em novos formatos e trazendo artistas que, de repente, não participam daquele circuito habitual. Acredito que quando a arte vem em primeiro lugar, o cenário só tende a crescer.

Quais são seus planos referentes à produção musical? Há algo para sair nos próximos meses?

Tenho passado bastante tempo no estúdio ultimamente. Eu e o Marco [Resmann] trabalhamos num EP para o selo do D-EDGE e tenho algumas outras faixas a serem lançadas por outros selos, que por enquanto não posso falar [risos]. Algumas surpresas estão por vir!

Você tem trabalhado com alguns dos nomes mais interessantes que vêm para o Brasil ano após ano. Como tem sido essa troca de experiências?

Tenho muitos amigos que são artistas que sempre admirei. Essa intimidade me proporciona conhecer o trabalho de cada um deles um pouco mais a fundo ou simplesmente conversar sobre a cena. O Brasil vem cada vez mais se destacando e chamando a atenção no mundo da música e isso reflete no trabalho deles também.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. Qual é o seu grande objetivo de vida enquanto DJ?

Eu gosto de me apresentar e sair em turnês. Acho que viajar e conhecer o maior número de lugares possíveis, lugares que eu jamais imaginaria conhecer se não fosse DJ, é o meu objetivo principal. Diferentes culturas e pessoas me inspiram.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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