Diplo Tiroteio

Diplo fala sobre tiroteio em bloco no Carnaval de SP

Astro americano disse que em 20 anos vindo ao Brasil, esta foi a primeira vez que presenciou um episódio de violência

A festa no Brasil costuma ser bonita, mas infelizmente não está imune à violência que assola o país. Mais um episódio de tiroteio rolou no Carnaval de São Paulo, e Diplo foi ao Instagram nessa quarta-feira para lamentar o ocorrido no dia anterior, pouco antes da apresentação do Major Lazer no Bloco da Latinha Mix, promovido pela Rádio Mix FM em Pinheiros, Zona Oeste de São Paulo. De acordo com o G1, duas pessoas foram baleadas e levadas ao Pronto-Socorro Saboya, na Zona Sul da capital.

As primeiras investigações do 14º DP da Polícia Militar dão conta de que um dos atingidos é um jovem que fazia parte de um grupo que furtava outros foliões durante a festa. Ele teria tentado roubar a corrente de um homem que estava armado e reagiu atirando. O rapaz foi preso por tentativa de furto e o atirador ainda não foi identificado. 

Os disparos atingiram a região da barriga do suspeito, mas também a coxa de uma adolescente de 17 anos. Não há informações detalhadas sobre o estado clínico dos dois. Por conta do som alto, os tiros não foram ouvidos do trio; no entanto, quando informados, todos que estavam em cima do caminhão se abaixaram, e os seguranças correram para proteger Diplo, que foi retirado do local.

A ocorrência repercutiu não apenas na mídia nacional, mas também em portais internacionais, como Fox News, Billboard e YourEDM. O DJ, que tem uma forte ligação com o Brasil de outros Carnavais, disse que esse foi o primeiro caso de violência presenciado por ele em nosso país. No Instagram, ele começa seu texto em português: 

Fico muito triste em saber que pessoas foram feridas em um momento de alegria e felicidade como o Carnaval. Faz 20 anos que venho ao Brasil e foi a primeira vez que testemunhei qualquer tipo de violência. Mas não devemos deixar que isso acabe com a liberdade trazida pelo espírito do Carnaval.

A declaração de Diplo segue em inglês; confira a tradução:

Esse país é forte. É à prova de balas, talvez até invencível… Com certeza abençoado. Nós atrasamos 15 minutos para fazer o show para o pessoal de São Paulo porque queríamos garantir que tudo estava certo com as equipes médicas. Mas aí os raios e trovões começaram a cair como se o Brasil estivesse chorando. Vejo vocês no ano que vem, São Paulo, porque vocês sabem que eu amo vocês.

Nos comentários da própria publicação ele prosseguiu:

Você pode ver no segundo vídeo que houve um tiro durante a música e um bravo segurança correu para o lado do caminhão. Me parte o coração saber que alguém foi ferido durante uma festa. Tudo o que posso pedir a Deus é que ele possa proteger a todos quando estivermos nos reunindo para festejar. Queremos que todos os nossos shows sejam um lugar seguro.

Sei que o Brasil é considerado perigoso por estrangeiros, mas venho aqui há 20 anos e nunca vi esse tipo de violência violência até hoje. As pessoas me dizem que eu tenho sorte. Depois de tudo, eu soube que todo mundo está vivo, mas estou orando por eles e sei que não vai mudar o espírito do Carnaval.

Situação semelhante ao Só Track Bloco

Na semana anterior, rolaram as festas do pré-Carnaval paulistano, e no domingo (16), durante a passagem do bloco da Só Track Boa pela Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini, no Brooklin, uma ocorrência muito parecida já havia sido registrada. Cinco pessoas foram baleadas após um policial civil de folga reagir a uma tentativa de assalto de um grupo que fazia um arrastão.

Segundo o G1, em depoimento, o policial disse que foi cercado e agredido por seis indivíduos que tentaram roubar os seus pertences. Ele se identificou como policial e, nesse momento, os criminosos tentaram pegar sua arma. Foi então que ele disparou contra a gangue, atingindo três foliões e dois suspeitos, identificados como Jonathan e Pedro Henrique, que tiveram prisão preventiva decretada. 

Os investigadores também identificaram três possíveis parceiros dos dois, que foram reconhecidos pelo policial envolvido na confusão e seguem foragidos. Entre as pessoas inocentes que foram baleadas estão duas mulheres de Jundiaí, interior do estado. O outro atingido é um homem de 32 anos que não teve a identidade e o estado clínico divulgados.

Pâmela Goulart de Luca, 25 anos, foi ferida de raspão e teve alta no mesmo dia. Já Danieli Vitti, de 27, foi atingida em cheio pela bala e passou por uma cirurgia vascular e outra para a reconstrução do fêmur. Ela teve alta do Hospital das Clínicas de São Paulo ontem (26), mas vai precisar andar de muleta até a recuperação total.

Balanços 

Obviamente, não foram apenas os blocos de música eletrônica que tiveram confusão. Um balanço da PM de São Paulo mostra que sete pessoas foram baleadas e outras quatro foram esfaqueadas em festas de Carnaval da capital entre os dias 17 e 26 — portanto, sem contabilizar a ocorrência do Só Track Bloco no dia 16.

Já a Secretaria de Segurança Pública (SSP) contabilizou os crimes em todo o estado durante a “Operação Carnaval Mais Seguro”, que foi realizada entre a sexta-feira (21) e o início dessa quarta-feira (26). Mais de 1.500 pessoas foram detidas e uma tonelada de drogas foi apreendida.

Matheus Mariano é colaborador da Phouse.

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