Doe Dance
O Dia do DJ não é sobre DJs; é sobre solidariedade

Normalmente o Dia do DJ aqui no Brasil é tratado como uma data para saudar seus DJs favoritos e mandar os parabéns pros amigos que gostam de se arriscar naquele ao vivo nas carrapetas. Também pode ser um dia apropriado pra mandar memes engraçadões no Facebook e até pra refletir sobre as origens da cultura de pista. Mas na verdade, como a história mostra, o Dia do DJ surgiu para algo muito maior. Não é sobre DJs, é sobre união, altruísmo e solidariedade — pode soar meio piegas, mas é fato.

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A data surgiu em 2002, através da união entre a World DJ Fund e a Nordoff Robbins Music Therapy, para realizar em parceria com os disc-jóqueis — que naquela época já haviam se consolidado como pop stars — uma série de eventos beneficentes em diversos países. O primeiro grande evento de celebração da data teve nomes como Sasha, Carl Cox, Pete Tong e Danny Tenaglia ajudando a arrecadar mais de 400 mil libras a instituições de caridade. No nosso país, até o ano passado, não tínhamos conhecimento de nenhuma ação do tipo.

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Até que o DJ Ban Schiavon, figuraça da cena brasileira e dono da escola de DJs que leva seu nome, acostumado desde 2001 a realizar sorteios e premiações importantes aos seus alunos e seguidores, decidiu importar pra cá esse verdadeiro espírito da data. Há exato um ano, ele lançava a :DOE :DANCE, que em sua primeira campanha arrecadou cerca de R$ 12 mil para o GRAAC, mobilizando diversos DJs e produtores da cena para doarem itens valiosos, ingressos de festas ou horas de workshops; a venda desses produtos é o que alimenta as arrecadações para as campanhas da iniciativa.

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Nesses 365 dias, o :DOE :DANCE ajudou diversas outras instituições — como o Lar das Mãezinhas, que foi ajudado graças a um leilão que Ban realizou com mais de 500 discos de sua coleção —, e agora, em sua sétima campanha, volta novamente a mirar no GRAAC, que ajuda crianças e adolescentes com câncer. “O :D:D completa um ano hoje, 09 de março, o Dia do DJ, que como você sabe, foi criado lá na gringa como uma data de atividade social. Embora a DJ Ban EMC já tenha feito inúmeras ações sociais no passado, a inspiração veio justamente após visita ao GRAAC, quando observamos que somente a Ban não daria conta do recado”, contou o idealizador do projeto, em contato à coluna.

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Além de pegar emprestada a influência que os DJs e produtores de música eletrônica possuem hoje em dia para contribuir com causas sociais, o :DOE :DANCE deve ter um efeito colateral muito bem-vindo à cena brasileira: combater as infrutíferas birrinhas por ego e unir geral em uma causa maior. “Num mercado em que muitos dizem união, nós propomos isso, uma vez que o beneficiado é uma causa fora da curva desse mercado… Ou seja, através de  atividades realizadas pelo :D:D, conseguimos alavancar com cunho social a tal união”, explica o Ban. “Via :D:D, tivemos diversas outras escolas de música eletrônica juntas, na Ban ou fora dela. O objetivo é que se alguém quiser fazer algo em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, com o nome de :DOE :DANCE ou ‘coco com rapadura’, ele possa. Tá ajudando o próximo, já era”, complementou.

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“Não será possível por causa do :DOE :DANCE uma união saudável [da cena eletrônica], nem nessa encarnação nem na próxima. Não adianta, cada um vai olhar sempre pro seu umbigo, é do ser humano. O que eu vejo é que uma parte da sociedade que não vive essa cena como nós vivemos pode ver ela com outra cara. Ele pode não saber que tem uma birra do DJ ‘X’ com o DJ ‘Y’, e ele pode ver que aqueles DJs ali tão juntos, fazendo algo em prol da sociedade. Fiz eventos aqui na Ban que tinham, sim, concorrentes e caras que não se bicavam, mas eles estavam aqui por um ideal. E o ideal sempre é a causa.”

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A nova ação para ajudar o GRAAC começou no dia 19 de fevereiro, e deve ir até a primeira semana de abril. Segundo o Schiavon, alguns atrasos na programação fizeram com que ele tivesse que reprogramar atividades e aumentar o prazo da campanha. A ideia, desta vez, é chegar até os R$ 15 mil.

Você pode conferir tudo que está programado para essa campanha, saber como ajudar e ler mais sobre a iniciativa no site da :DOE :DANCE.

* Flávio Lerner é editor na Phouse; leia mais de sua coluna.

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