Connect with us

Notícia

Dopping virtual: como a compra de plays prejudica o mercado da música

Phouse Staff

Publicado há

Compra de plays

O G1 publicou ontem uma reportagem investigativa sobre um dos efeitos colaterais da inovação tecnológica no mundo da música: a compra de números favoráveis às plataformas dos artistas, como plays, visualizações e seguidores.

Para muitos músicos, o número de plays em seu clipe no YouTube, por exemplo, significa mais shows a serem fechados, cachês mais caros e status — além, é claro, da remuneração que plataformas como YouTube e Spotify pagam aos artistas por esses números de plays. Por conta disso, muitos artistas têm comprado números falsos, dando uma pinta de um sucesso muito maior do que a realidade. Essa situação, aliás, é de alguma maneira semelhante ao que o ranking da DJ Mag tem oferecido: posições mais altas para os artistas que investirem mais grana em campanha (embora, até onde sabemos, não haja compra artificial nem fraude de votos nesse caso).

Os meios e a facilidade de se obter esses números falsos talvez sejam a grande surpresa aqui. Com uma simples busca no Google, é possível encontrar sites vendendo todo tipo de impulsionamento artificial — inclusive em playlists muito ouvidas do Spotify.

+ A quem importa o ranking da DJ Mag

Um dos exemplos mais impressionantes são as “fazendas de likes” na China, que, através de funcionários ou computadores, geram perfis falsos, comentários, compartilhamentos, entre outros serviços. Os preços variam de 16 reais por mil visualizações em seu vídeo a até dois milhões de visualizações por algo em torno de sete mil reais, por exemplo.

Independentemente do nível de sucesso do artista, os plays inflados artificialmente em plataformas como Spotify ou YouTube geram uma distorção nos pagamentos por streaming. Como dificilmente as fraudes são detectadas, um artista cheio de plays falsos acaba recebendo um retorno financeiro indevido, como se aquelas estatísticas compradas correspondessem a números reais.

+ Billboard pode passar a contar plays do YouTube para seus charts Top 200

“A fraude pode prejudicar os artistas que não a praticam”, diz o G1. “A renda de direitos autorais do streaming sai de uma parte do faturamento de empresas, como Google (dona do YouTube) e Spotify. O montante é distribuído aos artistas de acordo com o número de execuções das músicas. Ou seja: quem tem plays falsos pode ganhar mais e tirar parte dos honestos.”

+ Spotify se defende das acusações de fraudar playlists para poupar gastos

Segundo a reportagem, o YouTube costuma cortar os acessos artificiais e banir esses artistas, quando detectados. Muitas vezes, porém, o caso passa impune. Juridicamente, é quase impossível perseguir os que contratam o serviço e mais ainda os que o fornecem — as plataformas, no entanto, garantem que continuam trabalhando em soluções para o problema.

+ Novo app do Spotify ajuda artistas a colher dados sobre os seus ouvintes

Por outro lado, pode ser fácil para o público detectar algumas atividades suspeitas, como quando os números de seguidores de um perfil são proporcionalmente muito maiores do que o seu número de engajamento. Por exemplo, uma página que possui milhares de likes no Facebook, mas suas publicações contam com meia dúzia de curtidas, comentários e compartilhamentos — ou ainda um artista que possui poucos seguidores no Twitter e no Soundcloud, mas apresenta um videoclipe no Youtube com milhões de visualizações.

+ Jabá? Spotify testa destaques pagos para gravadoras em playlists

No final das contas, quem mais perde é a comunidade artística honesta, que acaba competindo por prestígio e remuneração com farsantes. Por outro lado, a possibilidade destes serem descobertos no longo prazo é grande, o que gera perda total de credibilidade frente ao público e ao mercado. Até lá, porém, convivemos com algumas incertezas com relação a todos esses números no mundo da música.

A reportagem do G1 ainda investiga quatro sites que cobram para aumentar esses dados artificialmente, expõe conversas de usuários em fóruns de música que contam sobre suas experiências no serviço, fala sobre jabá nas rádios e consulta advogados sobre o tema. Vale dar uma olhada na matéria completa.

Deixe um comentário

Notícia

Ultra anuncia segundo ano da RESISTANCE na Cidade do México

Phouse Staff

Publicado há

RESISTANCE México
Label de techno volta ao país em maio

A RESISTANCE, label de techno do Ultra, já tem data para voltar ao México, depois de debutar no país em 2017. O evento rola em três dias — 25, 26 e 27 de maio —, no Club de Golf Teotihuacán, na Cidade do México.

Ainda não foram anunciados nomes para o lineup, mas sempre há uma grande expectativa, pois a RESISTANCE costuma fechar com nomes do naipe de Seth Troxler, Carl Cox, Dubfire, Art Department e Sasha e John Digweed.

No ano passado, durante dois dias de outubro, a edição na capital mexicana foi no Foro Pegaso, trazendo Seth Troxler, The Martinez Brothers, Richie Hawtin, Dubfire, Danny Tenaglia, Matador e Paco Osuna, entre outros.

LEIA TAMBÉM:

Ultra Miami libera primeira fase do lineup do seu palco underground

Ultra Music Festival bate recordes de público ao redor do mundo

Ultra Miami revela primeira fase do lineup para edição de 20 anos

Tiësto, Hardwell, Digweed e outros falam sobre o marcante ano de 2003

Premiação da cena EDM terá sua segunda edição no México

Deixe um comentário

Continue Lendo

Notícia

Confira a mais nova versão do cubo de deadmau5 em ação

Phouse Staff

Publicado há

cube 0.5
Ainda mais compacta, a versão 0.5 do “Cube” foi debutada em festival nos EUA

deadmau5 sempre está em busca de novos formatos para seu famoso “Cube”, que além da primeira versão já ganhou outras roupagens nas edições 2.0, 2.1 e a 2.2 — que já era uma versão compacta da 2.1.

Agora, o produtor canadense concebeu a versão 0.5, que foi apresentada ao vivo no Belly Up Festival, em Aspen, nos Estados Unidos. A novidade é que esse cubo é extremamente reduzido e possui a mesma qualidade gráfica dos outros, tornando o setup ainda mais compacto.

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o deadmau5

Sempre naquele tom zoeiro, o deadmau5 questionou no Twitter: “Por que a gente não construiu essa versão em primeiro lugar?”. Em outra série de fotos do novo modelo, disse que “cabe legal no meu porão”.

Em vídeo da apresentação em Aspen, ele toca a versão orquestrada de seu clássico “Strobe”, à qual ele já havia dado uma palinha em dezembro.

LEIA TAMBÉM:

Assista ao set do testpilot, projeto de techno do deadmau5, a bordo do Holy Ship!

deadmau5 promete um projeto épico com orquestra para o futuro

deadmau5 lança uma nova e mais compacta versão de seu famoso cubo

Deixe um comentário

Continue Lendo

Notícia

Avicii investe em startup sueca de café gelado

Phouse Staff

Publicado há

Café
Saiba mais sobre a MODE Cold Brew, que atraiu a atenção do produtor sueco

Avicii está em uma nova empreitada, desta vez fora do mercado musical. Pelo Twitter, ele anunciou no domingo que fez um investimento na primeira empresa sueca a produzir café expresso gelado — a MODE Cold Brew.

Segundo a própria startup, a MODE produz uma bebida com mais cafeína do que um energético, porém menos amarga e ácida, sendo menos irritante para o estômago, a garganta e a boca. Seu processo de produção também é diferente: ao invés de trabalhar uma infusão do café em altas temperaturas para depois resfriá-lo, o produto já é feito em temperaturas baixas, o que garantiria menos acidez e amargor.

Além disso, existe uma preocupação socioambiental por parte da empresa, que em parceria com o Solvatten Safe Water Project, garante acesso à água de qualidade às famílias que vivem no plantio do café.

Para a imprensa, Avicci falou sobre o novo investimento: “No estúdio, eu sempre contei com drinks energéticos, até que descobri o café expresso gelado. Quando a MODE Cold Brew estava fazendo seu lançamento na Suécia, me pareceu natural fazer parte daquilo. Ao tomar meu primeiro gole, eu sabia que era a escolha certa!”.

+ Avicii vira o ano com novo videoclipe

Pelo lado musical, depois de um 2017 marcado por um retorno aos lançamentos com o EP Avīci (01), o sueco começou 2018 com a coprodução de “GHOST” — canção do grupo de indie pop HUMAN, lançada pela Universal Music.

LEIA TAMBÉM:

Avicii lança EP de remixes para single com Rita Ora

“True Stories”, o doc do Avicii, deve chegar em breve no Netflix

Avicii participa da criação de novo game musical para o PS4

Escute o EP de remixes de “Without You”, do Avicii

Avicii fala sobre novos lançamentos e uma possível volta aos palcos

Deixe um comentário

Continue Lendo

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse