Connect with us
XXX Leaderborder
Burn Residency – Leaderborder
Cat House Leaderborder

Notícia

Dopping virtual: como a compra de plays prejudica o mercado da música

Phouse Staff

Publicado em

27/10/2017 - 17:31
Compra de plays

O G1 publicou ontem uma reportagem investigativa sobre um dos efeitos colaterais da inovação tecnológica no mundo da música: a compra de números favoráveis às plataformas dos artistas, como plays, visualizações e seguidores.

Para muitos músicos, o número de plays em seu clipe no YouTube, por exemplo, significa mais shows a serem fechados, cachês mais caros e status — além, é claro, da remuneração que plataformas como YouTube e Spotify pagam aos artistas por esses números de plays. Por conta disso, muitos artistas têm comprado números falsos, dando uma pinta de um sucesso muito maior do que a realidade. Essa situação, aliás, é de alguma maneira semelhante ao que o ranking da DJ Mag tem oferecido: posições mais altas para os artistas que investirem mais grana em campanha (embora, até onde sabemos, não haja compra artificial nem fraude de votos nesse caso).

Os meios e a facilidade de se obter esses números falsos talvez sejam a grande surpresa aqui. Com uma simples busca no Google, é possível encontrar sites vendendo todo tipo de impulsionamento artificial — inclusive em playlists muito ouvidas do Spotify.

+ A quem importa o ranking da DJ Mag

Um dos exemplos mais impressionantes são as “fazendas de likes” na China, que, através de funcionários ou computadores, geram perfis falsos, comentários, compartilhamentos, entre outros serviços. Os preços variam de 16 reais por mil visualizações em seu vídeo a até dois milhões de visualizações por algo em torno de sete mil reais, por exemplo.

Independentemente do nível de sucesso do artista, os plays inflados artificialmente em plataformas como Spotify ou YouTube geram uma distorção nos pagamentos por streaming. Como dificilmente as fraudes são detectadas, um artista cheio de plays falsos acaba recebendo um retorno financeiro indevido, como se aquelas estatísticas compradas correspondessem a números reais.

+ Billboard pode passar a contar plays do YouTube para seus charts Top 200

“A fraude pode prejudicar os artistas que não a praticam”, diz o G1. “A renda de direitos autorais do streaming sai de uma parte do faturamento de empresas, como Google (dona do YouTube) e Spotify. O montante é distribuído aos artistas de acordo com o número de execuções das músicas. Ou seja: quem tem plays falsos pode ganhar mais e tirar parte dos honestos.”

+ Spotify se defende das acusações de fraudar playlists para poupar gastos

Segundo a reportagem, o YouTube costuma cortar os acessos artificiais e banir esses artistas, quando detectados. Muitas vezes, porém, o caso passa impune. Juridicamente, é quase impossível perseguir os que contratam o serviço e mais ainda os que o fornecem — as plataformas, no entanto, garantem que continuam trabalhando em soluções para o problema.

+ Novo app do Spotify ajuda artistas a colher dados sobre os seus ouvintes

Por outro lado, pode ser fácil para o público detectar algumas atividades suspeitas, como quando os números de seguidores de um perfil são proporcionalmente muito maiores do que o seu número de engajamento. Por exemplo, uma página que possui milhares de likes no Facebook, mas suas publicações contam com meia dúzia de curtidas, comentários e compartilhamentos — ou ainda um artista que possui poucos seguidores no Twitter e no Soundcloud, mas apresenta um videoclipe no Youtube com milhões de visualizações.

+ Jabá? Spotify testa destaques pagos para gravadoras em playlists

No final das contas, quem mais perde é a comunidade artística honesta, que acaba competindo por prestígio e remuneração com farsantes. Por outro lado, a possibilidade destes serem descobertos no longo prazo é grande, o que gera perda total de credibilidade frente ao público e ao mercado. Até lá, porém, convivemos com algumas incertezas com relação a todos esses números no mundo da música.

A reportagem do G1 ainda investiga quatro sites que cobram para aumentar esses dados artificialmente, expõe conversas de usuários em fóruns de música que contam sobre suas experiências no serviço, fala sobre jabá nas rádios e consulta advogados sobre o tema. Vale dar uma olhada na matéria completa.

RECEBA NOVIDADES NO E-MAIL

Deixe um comentário

Notícia

Sandeville e Cool Keedz se juntam no novo lançamento da Alphabeat

Alphabeat Records

Publicado há

Sandeville e Cool Keedz
Foto: Divulgação
“Pés Na Pista” traz toques de deep house e nu disco

A Alphabeat Records lançou nesta sexta-feira “Pés Na Pista”, resultado da combinação entre Sandeville e o duo paulistano Cool Keedz, com vocal do cantor e compositor Califrê.

Com vocal em português, a faixa traz uma pegada house pop com toques de deep house e nu disco, com direito a guitarra suingada e tudo o mais. Com muita energia e melodia cativante, “Pés Na Pista” retrata como utilizamos a música e a dança para nos desprendermos do estresse causado pelas dificuldades desanimadoras do dia a dia.

Continue Lendo

Notícia

Dre Guazzelli lança série sobre suas viagens pelo Brasil e pelo mundo

Phouse Staff

Publicado há

Drestinos
Foto: Hugo Haddad (Fine TV)/Divulgação
No primeiro episódio, o DJ mostra sua experiência no Burning Man

Se tem uma característica de Dre Guazzelli que salta aos olhos é a sua paixão por viagens e aventuras em lugares distantes. Assim, natural que lançasse sua própria minissérie para documentá-las no YouTube. Chamada Drestinos, a série traz nove episódios em que o DJ convida os fãs a o acompanharem de perto em algumas das experiências mais incríveis que vivenciou em 2017.

+ EXCLUSIVO: Depois de 14 anos como DJ, Dre Guazzelli se lança como produtor musical

Neste primeiro episódio, o artista nos leva à última edição do Burning Man, que rolou entre o final de agosto e o começo de setembro. Em pouco mais de seis minutos, Dre explica a peculiaridade e espiritualidade do evento, para depois mostrar grandes shows em que acabou esbarrando no deserto de Black Rock City — incluindo Carl Cox, Tycho e Bob Moses.

Ao final, vemos um pedacinho de sua gig no festival, em que ao final algumas pessoas mostram como foram profundamente tocadas pelo set.

Drestinos ainda terá mais oito episódios, lançados nas próximas oito quartas-feiras: os próximos três seguem mostrando sua passagem no Burning Man; depois, o destino é a Bahia, em suas gigs no Universo Paralello e em Caraíva (dois episódios), antes de passar pelo Ultra Brasil (dois episódios) e por Maragogi (um episódio), no litoral do Alagoas.

“Fazer esse projeto acontecer é mais um sonho realizado! Desde os primeiros anos que comecei a tocar, as viagens estavam na minha trajetória como artista”, conta Guazzelli à Phouse. “Conseguir transformar uma ideia em realidade é poder fazer com que as pessoas se sintam parte da viagem, conhecendo as dificuldades e facilidades que podemos ter em cada destino. Além de tudo isso, ainda posso mostrar a emoção de cada set, o quanto a música completa uma viagem e o quanto uma viagem alimenta um espírito!”

LEIA TAMBÉM:

Fundador do Burning Man morre nos Estados Unidos

Continue Lendo

Notícia

Brasileiro Ubunto lança clipe de “Careta”, com o rapper Hiran

Phouse Staff

Publicado há

Ubunto
Foto: Divulgação
Projeto mistura folclore tradicional com dance music

O produtor e DJ brasileiro Ubunto acaba de lançar seu segundo videoclipe, para a música “Careta”. A música produzida com o rapper Hiran foi inspirada na manifestação folclórica “Os Caretas”, tradição carnavalesca baiana. Ela tem o mesmo nome do EP Careta que foi lançado em 16 de abril.

A nova música do brasileiro conta com a participação do rapper queer Hiran e é primeira track de Ubunto com letra. Segundo a assessoria de imprensa do músico, a track resgata timbres e percussões da Ilha de Tinharé, no litoral da Bahia, com elementos do afoxé, o sino do funk, o kick da EDM e o surdo do sambareggae, em mais um belo exemplo de produção eletrônica combinada com sons regionais do Brasil. O EP conta ainda com a música “Banga”, um afrohouse com uma percussão bem marcante. As faixas foram gravadas e produzidas no próprio estúdio do artista.

O clipe representa essa mistura trazida de itens regionais e globais através de cinco dançarinas. A direção é de ELXVA, codinome do videomaker gaúcho radicado em São Paulo, Allyson Alapont, que já havia trabalho no clipe anterior do artista, “Tipo Nada”. A produção contou com o apoio da produtora audiovisual Iconoclast, que chegou ao Brasil em 2015.

O DJ e produtor de 22 anos João Gabriel Pereira é o cara por trás do Ubunto. Soteropolitano, mas vivendo há quatro anos em São Paulo, João Gabriel está na ativa desde 2013, quando começou na onda do bahia bass, em que diversas sonoridades regionais do Norte/Nordeste brasileiro são incorporadas à dance music. Hoje, seus sets passeiam por diversas facetas do chamado global bass, que abrange a mistura da música eletrônica com sonoridades folclóricas do mundo todo.

Inspirado por artistas como Tropkillaz, Major Lazer, M.I.A. e Branko, o Ubunto vem se destacando em São Paulo, com passagem por diversas festas alternativas da capital. É ele também que faz as bases para a MC Thá, Jeza da Pedra e ainda produz outros artistas, como o cantor Bruno Capinan.

LEIA TAMBÉM:

No Forte do Brum, o Boiler Room de Recife celebrou a música brasileira e fez história

Continue Lendo

Publicidade

Cat House 300×250
XXXperience 300×250

Facebook

PLAYLIST

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse

Translate »
XXXPerience Pop Up