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Entrevista

EXCLUSIVO: Depois de 14 anos como DJ, Dre Guazzelli se lança como produtor musical

Flávio Lerner

Publicado em

02/02/2018 - 18:19
Dre Guazzelli produtor
Com quase uma década e meia de estrada como DJ e agitador cultural, o paulistano agora se diz pronto para lançar as próprias músicas; escute os primeiros remixes!
* Atualizado em 02/02/2018, às 19:31

Dre Guazzelli traz grandes novidades para 2018. Depois de uma longa e sólida trajetória de 14 anos como DJ e agitador cultural, o paulistano está lançando agora sua carreira como produtor. Apesar de já ter uma faixa lançada em seu SoundCloud [“River Ray”, disponibilizada há cerca de um ano], ele considera que agora é o momento de começar de fato a soltar suas próprias músicas — algo que, na última década, se tornou uma das principais chaves para o sucesso de um artista no universo da dance music.

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“É neste ano que começa de verdade! Depois de 14 anos como DJ, recolhendo informações e sensações de diferentes pistas, festas, festivais, Ibiza, Burning Man, vou começar a produzir muitas músicas. Pegar e transformar um pouco do nosso Brasil musical é uma vontade antiga!”, revelou, em contato com a coluna. “Eu sempre sonhei em produzir, mas queria antes criar uma base sólida como DJ, uma segurança e experiência artística de dentro para fora, e assim chegar no momento certo, que é o de agora. Já fiz inúmeros cursos nos últimos anos, já tinha feito algumas músicas, mas precisei realizar algumas tarefas antes de poder chegar, sentar no estúdio e ter um ecossistema funcionando.”

Assim, em primeira mão, Dre compartilhou conosco os primeiros sons que marcam esse novo desafio. São dois remixes: um para “A Folha de Bananeira”, música de 2007 do cantor e compositor recifense Siba, e outro para o onipresente hit “Que Tiro Foi Esse”, da funkeira Jojo Maronttinni. Ambas as faixas foram pensadas em um primeiro momento para serem tocadas nas pistas, e por isso, ainda não têm previsão de um lançamento oficial.

Dre conta que o remix de “Que Tiro Foi Esse” foi pensado para o Carnaval: sua marca de festas “Dre Tarde” terá seu primeiro bloco no próximo dia 17, em São Paulo; ele vai do Pirajá até o Largo da Batata, com concentração a partir das 15h30, e saída entre às 17h e 18h. A faixa já está disponível para download gratuito, e existe a expectativa de que em breve ganhe um lançamento oficial.

Já sobre “A Folha de Bananeira”, o paulistano explica que o seu remix já foi testado e aprovado nas pistas baianas do Universo Paralello e do AWÊ, festa de Réveillon produzida em Caraíva pela sua própria empresa, a INNER. Este som, porém, não está disponibilizado para download — Dre explica que as negociações com o Siba estão bem adiantadas, e é bastante provável que a produção seja lançada oficialmente em breve.

Apesar de apresentarem propostas bem diferentes — uma é mais pop, voltada a um hit que está na boca do povo; a outra, numa proposta mais “cult”, traz uma roupagem mais orgânica e melódica, mantendo a essência dos ritmos tradicionais nordestinos —, é possível detectar nos dois remixes uma espinha dorsal de deep house fundida à música brasileira, o que deve ser a tônica dos seus próximos lançamentos. “Sim, vou seguir nessa pegada: melodia, instrumentos, elementos étnicos e orgânicos. Minhas influências são infinitas: MPB, Bob Marley, Bob Moses, Thievery Corporation, Kruder & Dorfmeister, Sasha Funke, Paul Kalkbrenner, progressive trance, techno, ambient, trip hop e tudo que faz o coração sorrir”, brinca, antes de introduzir o que deve vir por aí.

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“Estou com mais ou menos dez músicas prontas, e agora vou pensar em lançamentos e parcerias com selos — e inclusive com uma agência de DJs, coisa que nunca tive nesses 14 anos —, assim como em collabs com nomes que eu admiro e tenho como exemplo. Acredito que agora a produção vai aproximar meu som de pessoas que não me conhecem, além de aumentar o relacionamento com músicos que eu gosto. Mais do que nunca, vou me tornar um artista de dentro para fora!”, conclui, com empolgação.

Antes do seu bloco de Carnaval, o Dre Guazzelli toca neste sábado, no Carnauol; no domingo, no Chilli Beans Fashion Cruise; e no dia 11, no Laroc Club, onde abre para o jovem DJ francês Kungs. No dia 24, encerra as gigs do mês com o primeiro Sábado Dre Tarde do ano, com seus tradicionais long sets de sete horas.

* Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna.

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Review

“Pedra Preta”, o 1º álbum do Teto Preto, é um grito de resistência

O celebrado grupo do underground paulistano mostra sua maturidade artística em seu primeiro full lenght

Alan Medeiros

Publicado há

Pedra Preta
Foto do clipe de "Pedra Preta": Reprodução/Facebook

Nos últimos anos, São Paulo se transformou em um caldeirão cultural com uma chama multicolorida a iluminar um mar de ideias brilhantes. Nesse cenário, diversas mentes criativas surgiram, mostraram a que vieram e se tornaram referência para uma série de iniciativas que passaram a pipocar pelo país. No olho desse furacão, exercendo posição de protagonismo, lá estava a Mamba Negra e, consequentemente, o Teto Preto.

A relação entre festa e grupo é intrínseca. O Teto Preto nasceu na pista da Mamba e obviamente foi criado por frequentadores e entusiastas da festa. Nesse processo, o grupo foi decisivo para construção do perfil sonoro que tanto marcou a Mamba Negra frente ao seu público. Muito além da música, estamos falando de arte em diferentes camadas — estamos falando de representatividade. A festa representa a banda, a banda representa a festa. Por sua vez, o público se sente fortemente representado por ambos.

Os primeiros trabalhos do Teto Preto foram lançados pelo selo da Mamba, o MAMBA rec, em 2016. O EP Gasolina foi prensado em vinil com duas faixas extremamente marcantes: “Já Deu Pra Sentir” e “Gasolina”. O resultado? Dois hits históricos para jornada do grupo. Na sequência, um hiato de dois anos até “Bate Mais”, single em antecipação ao Pedra Preta, primeiro álbum de estúdio completo da banda, que chegou às plataformas digitais neste mês com oito faixas, sendo sete originais e inéditas.

 

Pedra Preta reflete a atual maturidade artística de seus compositores, mas não deixa a chama da ousadia e irreverência se apagar. Novamente, não se trata apenas de música: Laura Diaz (Carneosso), Loic Koutana, Pedro Zopelar, Savio de Queiroz e William Bica promovem um grito de resistência ao longo de todas as faixas que formam o full lenght. A atmosfera densa do disco dita o ritmo de uma narrativa longa e inteligente, que aborda assuntos como a tragédia do Museu Nacional neste ano.

Por falar em “Pedra Preta”, vale ressaltar que a faixa-título do álbum também ganhou um clipe. Lançado ontem, 22, e com duração de mais de oito minutos, o vídeo dirigido por Rudá Cabral, Laura Diaz e Joana Leonzini traz um storytelling denso e aberto a interpretações, mas com uma clara crítica ao conservadorismo da sociedade brasileira e honrosa menção ao perfil de público da Mamba Negra — o trabalho foi coproduzido pela MAMBA rec em parceria com a Planalto. Sem dúvida alguma, Pedra Preta é uma vitória importante para a sobrevivência da cultura eletrônica de vanguarda no Brasil.

  

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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ESPECIAL

Tha_guts e o som envolvente que rege o selo da Gop Tun

Produtor gaúcho é uma boa mostra do amadurecimento da Gop Tun Records

Alan Medeiros

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Gop Tun Records
Tha_guts. Foto: Divulgação

Neste mês de novembro, o coletivo paulistano Gop Tun celebrou seis anos de uma história construída muito em cima da seriedade com que o coletivo paulistano trata seus projetos artísticos, dentro e fora da pista. Referência na cena house/disco brasileira, o atual patamar do projeto permite que algumas de suas iniciativas sejam encaradas como formadoras de opinião.

Para isso, uma das principais ferramentas do núcleo é a Gop Tun Records, gravadora que possui um catálogo ainda enxuto em número de releases, mas que em 2018 e principalmente 2019, deve ser expandido através de uma intensificada no cronograma. Até então, cada ano tinha entre um e dois lançamentos. Neste ano, foi observado um aumento no fluxo, já que até aqui, três releases ganharam a luz do dia através da plataforma criada pelo coletivo paulistano.

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Atualmente, o time de artistas que compõe o quadro de lançamentos do selo é composto por residentes da Gop, por nomes de forte influência frente à indústria nacional (como Renato Cohen) e algumas mentes brilhantes de outras partes do mundo, como HNNY, Prins Thomas e Lauer.

Para os próximos meses, Bruno Protti (aka TYV) e Gui Scott, duas das cabeças pensantes da gravadora, contam que haverá uma expansão no time de artistas, com mais nomes brasileiros e sul-americanos entrando para o casting da label. Sem a pressão de obrigatoriamente pensar em vinil, a Gop Tun Records se mostra mais apta para apostas e ousadias em seu programa de lançamentos.

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O último EP da gravadora foi assinado pelo produtor gaúcho Tha_guts, um novo nome frente a geração atual de produtores brasileiros. Guto Pereira, mente por trás do projeto, entregou à Gop um release denso e repleto de referências distintas que se revelam ao longo das cinco faixas originais. O trabalho sucede Plastic Noise, disco que o revelou para o cenário da eletrônica brasileira. Após o full lenght lançado de maneira quase que independente, Guto decidiu se aproximar da música eletrônica de pista em suas jams de estúdio, e o resultado foi esse belíssimo trabalho lançado pelo selo do coletivo.

Ao ouvir as faixas de Mirror, é possível entender essa complexidade envolvente que tange o trabalho do coletivo paulistano em seus mais diversos projetos. Tal fato dá autoridade para que o núcleo e os artistas envolvidos em suas festas e seus releases possam se desenvolver de forma assertiva. Além das cinco faixas originais, Guto também assinou um futuro single com a gravadora, que deve ser trabalhado somente no segundo semestre de 2019. Enquanto isso não acontece, ouça na íntegra o seu mais recente lançamento:

  

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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LIFT OFF

Psytrance raiz: Mindbenderz lança álbum transcendental pela Iono Music

Review do debut do duo suíço-alemão é o primeiro texto da nova coluna da Phouse

Nazen Carneiro

Publicado há

Mindbenderz
Foto: Reprodução
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Instalar foguetes, preparar motores, verificar comunicação, iniciar sequência de lançamento. Cinco, quatro, três, dois, um… LIFT OFF!

Estreamos aqui a coluna LIFT OFF, que, escrita por Nazen Carneiro, traz um olhar sobre a indústria fonográfica psytrance nacional e internacional — estilo da música eletrônica que se manifesta como uma cultura vibrante e com muitos adeptos no Brasil.

De tempos em tempos a cena eletrônica se transforma e, como um organismo vivo, cresce e se reproduz. Um de seus pilares, o psy se reproduziu e está mais presente do que nunca, com “astronautas” consagrados mantendo-se relevantes, assim como novos “cosmonautas” surgem, evidenciando uma realidade produtiva e frutífera para a criação musical.

Com o crescimento do público, as festas também se multiplicaram Brasil adentro, e os produtores passaram a ter mais espaço para caírem no gosto do público da terrinha e de além-mar. Hoje, o psy mantém viva sua cena underground, enquanto estica seus tentáculos a outros nichos, influenciando — e sendo influenciado — até mesmo pela EDM.

Sem mais delongas, confira o primeiro texto abaixo, sobre o novo álbum do Mindbenderz.

 

Formado pelo alemão Matthias Sperlich e o suíço Philip Guillaume, o Mindbenderz traz, sem dúvida, um dos principais lançamentos do ano no cenário psytrance. Os veteranos, que são muito respeitados na cena eletrônica individualmente como Cubixx e Motion Drive, juntos ficam ainda mais fortes. É o que se vê no álbum Tribalism, lançado em 31/10, pela Iono Music.

O álbum conta com nove faixas que somam mais de 75 minutos. A primeira, “A New Dawn”, traz desde o primeiro minuto muita energia e reflexão num som que conduz o ouvinte a outra dimensão. A segunda faixa dá sentido a expressão “lineup” numa ascendente contínua, revelando uma verdadeira jornada ao desconhecido que segue até meados da faixa seis — “Hybrids” —, causando aquele frio na espinha. Nesse momento de percepção cósmica, uma pausa reconecta o corpo e mente à nossa tribo, e há de fato uma sensação híbrida de se estar em ambas as realidades ao mesmo tempo.

A essa altura, o álbum apresenta suas três últimas faixas no ápice de uma jornada espiritual, e nos encontramos num momento épico em que as características sonoras do psytrance alcançam sua maior amplitude, com uma ampla gama de efeitos numa base transcendental. É puro trance. A mente processa essas informações e a energia flui na forma de dança.

Voltamos para a Terra, mas a memória do que acaba de acontecer permanece. Tontura; excitação… O reator psicodélico agora transforma a energia através de instrumentos humanos. A última faixa dá nome ao álbum. “Tribalism” une percussões especiais, agogô, psy, Ayahuasca e vocais de xangô. Todos no mesmo pitch, como uma onda. Algo nos une, nos traz ao dancefloor, tornando-nos verdadeiramente uma tribo.

Tribalism revela uma composição muito bem realizada, fruto de meses de trabalho e muito detalhismo. Cada segundo do álbum revela a ação do Mindbenderz em promover um som extraordinário e comprometido com aquele pegada tribal, sem deixar de lado os elementos mais futuristas.

No momento do fechamento deste artigo, o álbum ocupava a primeira posição no Top 10 de psy do Beatport, o que mostra a força desse som mais ligado às raízes do estilo entre os DJs e produtores.

Nazen Carneiro é colaborador da Phouse.

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