Connect with us
EOL Full Leader
Banner Sundance Leaderborder

Editorial: É hora de rever nossa posição sobre o Top 100 da DJ Mag

Phouse Staff

Publicado em

20/10/2016 - 19:40

Ontem, assim como há um ano, a Phouse dedicou boa parte da sua tarde em cobrir o Top 100 da DJ Mag. Enquanto acompanhávamos os resultados, trazíamos atualizações e interagíamos com vocês, percebemos coisas importantes. A credibilidade do ranking vem caindo, ano a ano.

À noite, repostamos artigo de 2015 do nosso colunista Flávio Lerner, que é radicalmente contra a existência do poll. “Música não é competição”, escreveu ele à época em que Dimitri Vegas & Like Mike vinham sendo muito contestados por comprarem votos para alcançar a primeira posição daquele ano. “Não é possível colocar no mesmo saco um Arcade Fire e um Justin Bieber ou um MC Guimê e um Coral dos Meninos de Viena”, seguiu, “assim como um Eric Prydz e um Borgore — e, vejam só, estes dois estão classificados no mesmo Top 100.” O autor continuou a análise (que você pode ler aqui) levantando fatos que mostravam que o famigerado chart, cada vez mais, não passava de uma manobra de marketing para inflacionar cachês. Não se tratava mais apenas de uma brincadeira inocente a fim de levantar os DJs mais populares do mundo (e se é de fato um concurso de popularidade, como ele também indaga, por que não assumir-se como tal?), mas de um extenso e bem planejado jogo de xadrez do mercado.

O texto, na época, foi visto por muitos como contraditório: como a Phouse poderia abrir espaço pra uma opinião tão radical contra o ranking que ela mesma propaga ostensivamente? Mesmo deixando claro que é possível abrigarmos aqui colunistas com ideias independentes e diferentes entre si, ao fim do dia, chegamos à conclusão de que concordamos mais com Lerner do que imaginávamos. De fato, não seria mais útil os DJs investirem seu tempo, seu dinheiro e seus esforços na própria música do que num concurso sem muitos critérios e transparência? Entramos então num impasse: vamos seguir dando credibilidade pra uma lista sem sentido, que cataloga artistas completamente diferentes apenas por marketing? Por outro lado, como executaríamos um boicote — como o colunista defendeu — se é um assunto ainda tão relevante pros nossos leitores? Ignorá-lo não acabaria sendo mau jornalismo?

Claro, não deixamos também de ficar felizes vendo nomes da nossa cena brasileira despontando cada vez mais nele: Alok (#25), Vintage Culture (#54) e Felguk (#67) representam a maior presença brazuca na história do chart, o que é um indicativo da música eletrônica brasileira estar cada vez mais popular no planeta. Parabéns pra todos eles! Mesmo assim, chegamos à conclusão de que é hora de assumir um posicionamento: a Phouse defende jornalismo de qualidade, opiniões independentes e não vai deixar de repercutir as notícias que interessam a vocês. Ao mesmo tempo, reconhecemos, mais do que nunca, nossa responsabilidade na forma em como trazemos essas notícias. Tratar o Top 100 da DJ Mag como vínhamos fazendo até hoje, com forte cobertura, significava conferir mais poder e notoriedade do que ele merece. Não queremos mais compactuar com isso, pois também faz parte dos nossos ideais transmitir aquilo que acreditamos como o mais justo e honesto. E assinar embaixo de uma tabela que trata seres humanos, cada qual com seu valor individual para o seu fã — valores que não podem ser mensurados — em meros números, como se estivessem em um campeonato cujas primeiras posições revertem-se em mais faturamento, é algo que não contribui em nada com a cultura DJ; pelo contrário, fomenta birras, rivalidades e haterismo.

Em outras palavras: a partir de agora, passamos a mudar nossa maneira de lidar com esse jogo. Se por um lado não podemos ignorá-lo, também não precisamos endossá-lo. E aí agradecemos a vocês, leitores: os seus comentários referentes à lista só nos deram força para tomarmos essa decisão.

RECEBA NOVIDADES NO E-MAIL

Deixe um comentário

Notícia

Depois de “detox” no Twitter, deadmau5 segue com agenda regular

Afastamento que o DJ havia sugerido parece se referir apenas às redes sociais

Phouse Staff

Publicado há

deadmau5
Foto: Reprodução

Na semana retrasada, o deadmau5 quebrou a internet com um mea culpa que soava bastante real oficial, insinuando que ia dar um tempo na carreira para cuidar da saúde mental. Não ficou claro, porém, se ele estava tomando uma atitude à lá Hardwell, que está entrando em um período sabático sem data pra terminar, ou se o afastamento a que ele se referia dizia respeito apenas ao Twitter.

Analisando suas redes e sua agenda de shows, a segunda hipótese é a que parece acertada: o canadense saiu do radar online, mas a agenda não teve cancelamentos, e está firme e forte para as próximas oito datas, cujos ingressos estão à venda com normalidade.

+ deadmau5 pede desculpas por comentários ofensivos e diz que vai procurar ajuda

Além disso, conforme destacou o EDM Tunes recentemente, no dia 08 de novembro o rato voltará a Berlim depois de seis anos sem pisar na capital alemã. Apresentando-se para 4.500 pessoas no novo Verti Music Hall, o deadmau5 vai trazer um showcase dos dez anos do seu selo.

A mau5trap — que também foi mencionada na carta que o DJ postou na rede no dia 10 de outubro, como se tivesse perdido seu rumo —, aliás, também parece seguir normalmente, em alta rotação e com lançamentos estralando para as próximas semanas.

Continue Lendo

Entrevista

“Queremos saber o que o mundo acha do Rooftime”

Trio que chegou chegando na cena brasileira explica de onde veio e para onde vai

Flávio Lerner

Publicado há

Rooftime
Gabriel Souza Pinto, Rodrigo Souza Pinto e Lisandro Carvalho formam o Rooftime. Foto: Lufre/Divulgação
* Com a colaboração de Lucio Morais Dorazio

Ter seu primeiro lançamento pela Spinnin’ Records e em parceria com um dos maiores nomes do seu país é um sonho praticamente inalcançável para muitos. Não para o Rooftime. O trio, formado pelos irmãos Gabriel e Rodrigo Souza Pinto (25 e 21 anos, respectivamente) com o amigo Lisandro Carvalho (21), fez sua estreia no final de setembro com “I Will Find”, collab com o Vintage Culture.

Pouco se sabe sobre o projeto, que não só nunca havia lançado uma música oficialmente, como também ainda não fez nenhuma apresentação ao vivo, nem no formato DJ set. Os caras, portanto, são novos não só na idade, como também estão chegando agora na cena — e dá pra dizer que já chegaram sentando na janelinha.

Além de ultrapassar um milhão de plays no Spotify e chegar a quase quatro milhões de visualizações no YouTube em questão de semanas, e de ser escolhida como música tema do Réveillon John John Rocks 2019 — que rola na praia de Jericoacoara, no Ceará —, a track indica uma sonoridade e um caminho repletos de potencial a serem seguidos pelo grupo.

Assim, entramos em contato com os rapazes, naturais de Itatiba–SP, para entender melhor de onde vieram e para onde vão daqui pra frente.

O clipe de “I Will Find” foi gravado em Jericoacoara, no cenário do John John Rocks

Contem pra gente um pouco sobre as origens de vocês e o primeiro contato com a música. Como surgiu o Rooftime?

Gabriel: Sempre fomos apaixonados pela música, mas sem grandes perspectivas. Eu já tinha acabado a faculdade de Administração com foco em Comércio Exterior na PUC–Campinas, havia trabalhado na área recentemente, mas não era o que me motivava. Nunca deixei que a música saísse da minha vida, então mantinha sempre o projeto com algumas bandas, junto com o Rodrigo todas as vezes.

Rodrigo: Na época, eu estava no segundo ano da faculdade, fazendo o mesmo curso que o meu irmão fez, mas também sentia que não era aquilo que eu queria. Sendo filhos de artistas, nós dois convivíamos com música desde o berço, então sabíamos que esse seria o nosso caminho também. Mas o grande problema era nos acharmos no meio musical e criar algo diferente.

Lisandro: Eu sempre tive essa preocupação também, porque comecei a produzir desde muito cedo, e queria encontrar algo totalmente fora da caixa. Tive um projeto antes, mas eu ainda sentia que não era o melhor em que eu poderia chegar. Tudo isso mudou quando eu conheci o Rodrigo na van, indo pra faculdade. Na época, eu fazia o mesmo curso de Administração. A gente começou a conversar sobre música, e todas as ideias bateram muito rápido!

Rodrigo: Não demorou muito para gente se reunir em casa, onde nos juntamos com o meu irmão. Isso foi no começo de 2017, no mês de maio, se eu não me engano. Afinamos o violão e saíram as primeiras melodias. Começamos na brincadeira, sem compromisso, como um hobby mesmo, sem muita ideia do que poderia acontecer. Desde então, a gente se reúne quase que diariamente pra fazer música, que é o que a gente ama fazer de verdade.

O nome “Rooftime” tem uma origem bem interessante. Contem melhor essa história pra gente.

Gabriel: No começo, não tínhamos um lugar reservado em casa pra poder criar. A gente se reunia no último andar de casa que, através de uma janela, dava acesso ao telhado. Subir lá, naquela época, era uma aventura, um mundo paralelo que encarávamos como um refúgio criativo, onde o mais importante era criar e ter ideias. Aos poucos isso foi se tornando rotina, e sempre que surgia alguma coisa nova, a gente dizia: “hora de subir no telhado”. Assim surgiu o nome “Rooftime”.

+ “I Will Find”, de Vintage Culture e Rooftime, é lançada pela Spinnin’

Quais são as maiores inspirações musicais de vocês?

Lisandro: Cada um de nós traz um pouco das nossas referências, mas pra compor nossa sonoridade, escutamos muita house music, indie rock, funk americano, soul, jazz e folk. Estamos sempre em busca de artistas novos e atentos a vários estilos, mas nossas inspirações hoje são Solomun, David August, RÜFÜS DU SOL, Claptone, Jan Blonqvist, Fatima Yamaha, Drake, Karmon, Milky Chance, Tube & Berger e alguns outros.

Podemos esperar que “I Will Find” seja uma boa amostra da identidade sonora do projeto? Uma coisa meio synth pop, mesclando elementos da house e do blues/rock — algo na linha do Elekfantz, mais ou menos

Rodrigo: A “I Will Find” é o melhor cartão de visitas possível. Nela, todo mundo pode ouvir e sentir a nossa intenção dentro da música eletrônica, com uma pegada acústica e sempre muito original. Acho que essa mistura de synth pop com um pouco da nossa essência é o que define nosso som, pois sempre sentimos que as faixas saem diferentes, mas também muito carregadas de emoção. Cada um dos três deposita tudo o que sente em cada música que criamos juntos, e acho que isso foge de qualquer denominação de estilo musical.

Rooftime
Foto: Lufre/Divulgação

Vocês nunca se apresentaram publicamente, mas sempre produziram. Como se dá esse processo de produção do trio?

Lisandro: A gente sempre tenta fazer algo com a nossa identidade, e na maioria das vezes o processo é bem orgânico, criativo e espontâneo. Não existe uma regra. Tudo começa no improviso: criamos juntos a harmonia, melodia e ritmo independente da aptidão musical de cada um. Temos bastante afinidade e as ideias acabando surgindo naturalmente.

Como surgiu a oportunidade de coproduzir com o Vintage Culture, logo no primeiro lançamento?

Gabriel: A “I Will Find” foi a primeira música que produzimos logo depois de nos conhecermos. Mal tínhamos um projeto formado, nem sequer um nome. Assim que terminamos, queríamos um feedback. Mandamos a música para o Lukas e ele abraçou a track na hora. Foi um ano de espera e de muita ansiedade, e agora, vendo a repercussão, não poderíamos estar mais felizes!

“Hoje conseguimos nos ver dentro do mundo musical de outra forma, muito diferente de antes, quando a única coisa em comum entre nós era um sonho” — Gabriel Souza Pinto.

E por que esperar um ano para esse lançamento? Foi uma estratégia de debutar o projeto já com o pé na porta?

Lisandro: Quando soubemos do interesse do Lukas pela faixa, tomamos a decisão de focar todos nossos esforços em produzir mais. Nem pensávamos mais na “I Will Find”, estávamos preocupados em consolidar nosso estilo musical e ficarmos cada vez mais entrosados no nosso processo criativo. Então, passamos todo esse tempo criando muitas outras músicas, trabalhando forte todo dia, muitas vezes até a madrugada, para que tivéssemos a certeza de que era o caminho certo.

Gabriel: Acho que tudo veio a calhar na hora certa. Por mais longa que tenha sido a espera para mostrar nosso trabalho para todos, sabemos que tudo foi muito proveitoso e necessário. Hoje conseguimos nos ver dentro do mundo musical de outra forma, muito diferente de antes, quando a única coisa em comum entre nós era um sonho.

Agora que o projeto foi lançado oficialmente, dá pra imaginar que vocês tenham já muitos outros lançamentos e gigs agendados pra logo mais. O que vem por aí?

Lisandro: Estamos nos preparando para lançar nossa segunda música, e a ansiedade não para de aumentar. Queremos lançá-la ainda neste ano, e estamos trabalhando forte nisso. Mas temos faixas preparadas para além do ano que vem, então tem muita coisa vindo por ai!

Gabriel: Também estamos estudando algumas possibilidades de gigs. Queremos ter certeza de nos apresentarmos na hora certa. Não podemos confirmar nada por enquanto, mas quem sabe no final do ano não surge alguma coisa?

Rodrigo: Estamos muito ansiosos pelo que está por vir. Temos colaborações com grandes artistas da cena a caminho, mas basicamente queremos que a nossa música ultrapasse as fronteiras e atinja um público cada vez maior. Queremos saber o que o mundo acha do Rooftime!

Flávio Lerner é editor da Phouse.

Continue Lendo

Notícia

Festas de techno em antiga prisão holandesa são canceladas

As noites faziam parte da programação do ADE

Phouse Staff

Publicado há

Prisão
Foto: Angelique Brunas/Reprodução

O cenário estava pronto para a realização de três sucessivas festas de techno em uma prisão desativada e reformada na cidade de Amsterdã nesse final de semana — como você leu aqui —, mas a sinistra aposta de ocupar a antiga prisão Bijlmerbajes pra dançar sets de Seth Troxler, Honey Dijon, Rødhåd ou Nina Kraviz, vai ter que ficar pra uma próxima vez.

O projeto que ia proporcionar a inusitada experiência durante o ADE teve que ser cancelado por, ironicamente, questões de segurança, conforme a Audio Obscura, label party responsável pelo rolê.

+ Antiga prisão de Amsterdã será cenário de festas de techno no ADE

“Devido a problemas recentes durante o processo de requerimento de alvará, as coisas saíram de nosso controle, nós e as autoridades locais não somos capazes de garantir a segurança na prisão de Bijlmer”, publicaram, no evento do Facebook. As festas estavam programadas para começar nesta quinta-feira, 18, e iriam até o sábado, 20.

Para reacomodar os fãs de techno, a label tem outros planos com artístico diferente para as próximas noites de ADE, tanto no clube Loft como no Central Station.

Continue Lendo

Publicidade

Sundance (300×250)
Brazillian Bass 300×250

Facebook

PLAYLIST

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse

Translate »
EOL Festival pop up