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Editorial: É hora de rever nossa posição sobre o Top 100 da DJ Mag

Phouse Staff

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Ontem, assim como há um ano, a Phouse dedicou boa parte da sua tarde em cobrir o Top 100 da DJ Mag. Enquanto acompanhávamos os resultados, trazíamos atualizações e interagíamos com vocês, percebemos coisas importantes. A credibilidade do ranking vem caindo, ano a ano.

À noite, repostamos artigo de 2015 do nosso colunista Flávio Lerner, que é radicalmente contra a existência do poll. “Música não é competição”, escreveu ele à época em que Dimitri Vegas & Like Mike vinham sendo muito contestados por comprarem votos para alcançar a primeira posição daquele ano. “Não é possível colocar no mesmo saco um Arcade Fire e um Justin Bieber ou um MC Guimê e um Coral dos Meninos de Viena”, seguiu, “assim como um Eric Prydz e um Borgore — e, vejam só, estes dois estão classificados no mesmo Top 100.” O autor continuou a análise (que você pode ler aqui) levantando fatos que mostravam que o famigerado chart, cada vez mais, não passava de uma manobra de marketing para inflacionar cachês. Não se tratava mais apenas de uma brincadeira inocente a fim de levantar os DJs mais populares do mundo (e se é de fato um concurso de popularidade, como ele também indaga, por que não assumir-se como tal?), mas de um extenso e bem planejado jogo de xadrez do mercado.

O texto, na época, foi visto por muitos como contraditório: como a Phouse poderia abrir espaço pra uma opinião tão radical contra o ranking que ela mesma propaga ostensivamente? Mesmo deixando claro que é possível abrigarmos aqui colunistas com ideias independentes e diferentes entre si, ao fim do dia, chegamos à conclusão de que concordamos mais com Lerner do que imaginávamos. De fato, não seria mais útil os DJs investirem seu tempo, seu dinheiro e seus esforços na própria música do que num concurso sem muitos critérios e transparência? Entramos então num impasse: vamos seguir dando credibilidade pra uma lista sem sentido, que cataloga artistas completamente diferentes apenas por marketing? Por outro lado, como executaríamos um boicote — como o colunista defendeu — se é um assunto ainda tão relevante pros nossos leitores? Ignorá-lo não acabaria sendo mau jornalismo?

Claro, não deixamos também de ficar felizes vendo nomes da nossa cena brasileira despontando cada vez mais nele: Alok (#25), Vintage Culture (#54) e Felguk (#67) representam a maior presença brazuca na história do chart, o que é um indicativo da música eletrônica brasileira estar cada vez mais popular no planeta. Parabéns pra todos eles! Mesmo assim, chegamos à conclusão de que é hora de assumir um posicionamento: a Phouse defende jornalismo de qualidade, opiniões independentes e não vai deixar de repercutir as notícias que interessam a vocês. Ao mesmo tempo, reconhecemos, mais do que nunca, nossa responsabilidade na forma em como trazemos essas notícias. Tratar o Top 100 da DJ Mag como vínhamos fazendo até hoje, com forte cobertura, significava conferir mais poder e notoriedade do que ele merece. Não queremos mais compactuar com isso, pois também faz parte dos nossos ideais transmitir aquilo que acreditamos como o mais justo e honesto. E assinar embaixo de uma tabela que trata seres humanos, cada qual com seu valor individual para o seu fã — valores que não podem ser mensurados — em meros números, como se estivessem em um campeonato cujas primeiras posições revertem-se em mais faturamento, é algo que não contribui em nada com a cultura DJ; pelo contrário, fomenta birras, rivalidades e haterismo.

Em outras palavras: a partir de agora, passamos a mudar nossa maneira de lidar com esse jogo. Se por um lado não podemos ignorá-lo, também não precisamos endossá-lo. E aí agradecemos a vocês, leitores: os seus comentários referentes à lista só nos deram força para tomarmos essa decisão.

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SoundCloud passa a oferecer estatísticas em tempo real para usuários

Phouse Staff

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Soundcloud tempo real
Com a nova opção, é possível conferir estatísticas mais apuradas sobre as faixas upadas na plataforma

O blog do SoundCloud anunciou nesta semana que agora os usuários podem acompanhar suas estatísticas em tempo real. A medida significa mais conhecimento sobre o público, ferramenta-chave para os artistas, selos e suas equipes profissionais.

Antes era possível visualizar os plays, reposts, likes e comentários até os últimos sete dias, mas agora foi introduzida a opção “Today”, que mostra os dados da meia-noite em diante, e com mais detalhes. É possível conferir de qual país saem seus plays, quem são os perfis que mais lhe escutam, se os plays vieram do site ou das versões mobile, ou até do Facebook, entre outras estatísticas.

Segundo o blog, “os artistas sabem da importância de monitorar a performance de uma faixa, particularmente em momentos-chave como um novo lançamento ou durante uma campanha promocional. A cultura se move rápido e você precisa estar de olho em suas faixas, aproveitando e capitalizando a cada oportunidade”.

+ Dopping virtual: como a compra de plays prejudica o mercado da música

Para acessar a nova opção, basta clicar em seu nome, à direita da barra de menu superior, escolher a opção “Stats” e alterar o período de visualização para “Today”.

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o SoundCloud

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Line fechado e expectativa alta: Sunflower Festival rola em fevereiro

Phouse Staff

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Armin van Buuren, Bruno Martini, Chemical Surf e ILLUSIONIZE são algumas das atrações do Carnaval eletrônico de Belo Horizonte

Depois de anunciar Armin van Buuren como sua grande atração para 2018, o Sunflower Festival fechou o time com mais sete expoentes brasileiros: Bruno Martini, ILLUSIONIZE, Chemical Surf, KVSH, Joy Corporation, Nato Medrado e o duo Two Birds.

A terceira edição do festival rola no dia 11 de fevereiro, um domingo, a partir das 16h, no Mirante Beagá, em Belo Horizonte. Além do lineup completo, a produção anunciou recentemente um open bar premium, com vodka Ketel One, cerveja Amstel, refrigerante, suco e água.

“Esperamos agora a continuidade do sucesso das últimas edições: 2016 com Hardwell e 2017 com Vintage e Afrojack. A cada ano que passa, o Carnaval de BH fica melhor, e a Sunflower acompanha essa evolução”, declarou o fundador do evento, Otacílio Mesquita. “A expectativa é a melhor possível. Vamos entregar mais uma vez o melhor Carnaval eletrônico do país.”

A playlist preparada pela produção do evento leva músicas dos artistas que compõem o line

O Sunflower Festival foi criado em 2016 pela Box EntretenimentoOTM Produções, de Mesquita, e se inspira no “Verão do Amor”, o embrião do movimento hippie (e que, por sua vez, gerou o conhecido “Segundo Verão do Amor”, que envolveu a explosão do movimento raver no Reino Unido). Para 2018, vem com o tema “Carnaval do Amor”, relembrando toda estética da época.

Atualmente no segundo lote, os ingressos estão disponíveis via Sympla.

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Dupla brasileira abandona o peso e se reinventa em projeto pop; conheça o GUDI

Phouse Staff

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GUDI
Depois de três anos como Marc Zmile, Daniel Victorino e Marcel Colpani perceberam a necessidade de se reinventar em faceta mais comercial

Os produtores paulistanos Daniel Victorino e Marcel Colpani são parceiros há um bom tempinho. Depois de três anos crescendo como Marc Zmile — que apostava em um som mais pesado, ancorado em estilos como electro housedubstep, trap e hardstyle —, entenderam que os BPMs mais altos e os sons mais rasgados estavam em baixa, e seriam necessárias mudanças.

Assim, a dupla se reinventou, começando do zero com o projeto GUDI, que, como eles mesmos dizem, foca na house comercial. “Hoje transitamos pelo future house e tropical house, e com foco em sons mais comerciais. Temos como principais referências os produtores Don Diablo, Sam Feldt, Jonas Blue, Kungs, Lost Frequencies e Lucas & Steve”, declararam, em contato com a Phouse.

Apesar de o projeto já ter cinco meses de estrada — já se apresentaram em alguns Estados do Brasil, como Recife, Rio Grande do Norte e Belo Horizonte, além de terem sido uma das atrações do Réveillon do Gostoso —, foi na sexta-feira passada que o GUDI fez sua estreia oficial, com o lançamento de “All Your Love”. Lançado pela Sony Music, o single traz a voz de Rhea Raj, cantora americana que se destacou no reality show American Idol, em 2016. Rhea também escreveu a letra da música.

“Com o grande crescimento das day parties e sunset parties, a necessidade por sons relacionados a essa clima aconchegante e a consolidação do tropical house serviram de inspiração para a criação da ‘All Your Love’”, continuam. “A mescla de elementos variados da música eletrônica, com a melodia marcante e uma bassline bem definida, além da inserção do vocal da talentosíssima Rhea Raj, tinha como objetivo formar uma música com clima dançante, tonalidade alegre e vibe única.”

Será que agora, completamente repaginados, os rapazes encontram um novo lugar ao sol? Somente o tempo poderá dizer.

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