Eli Iwasa: 5 fatos que mostram que o techno no Brasil já é consolidado

Confirmada no Time Warp, a DJ revela os sinais da maturidade do cenário nacional
* Por Paloma Duarte
** Edição e revisão: Flávio Lerner

O techno no Brasil nunca esteve tão em evidência. Prova disso são os festivais internacionais do gênero que se consolidam cada vez mais no país, retornando ano após ano, como o Time Warp, que chegou por aqui pela primeira vez em 2018, e sua segunda edição em solo tupiniquim, agora em novembro, não nos deixa mentir.

Mas se hoje o gênero faz tanto sucesso por aqui, é porque lá atrás alguns artistas e outros profissionais apostaram nele e ajudaram a conduzir a cena à maturidade. Eli Iwasa é uma delas. Poucos artistas brasileiros possuem duas décadas consistentes em seu currículo eletrônico — desde as festas que organizava no fim dos anos 90, ao atual gerenciamento dos clubs Caos e 88 em Campinas, passando por diversas tours internacionais ao longo dos últimos anos. Eli estreia ainda na edição brasileira do Time Warp justamente no ano em que foi escalada para dez grandes festivais e eventos pelo Brasil e pelo mundo, do DGTL e a Photon de Ben Klock até o Rock in Rio.

Credenciais para falar de techno não lhe faltam, seja como DJ ou como agitadora cultural. Por isso, aproveitando o momento efervescente da cena brasileira e sua carreira de longa data, convidamos Eli para listar cinco motivos que provam que o techno no Brasil já é mais do que consolidado:

1. Produção nacional se consolidando

5 fatos techno
ANNA. Foto: Reprodução

Além de uma tradição de excelentes DJs no estilo desde o final dos anos 90, e nomes que alçaram altos vôos como ANNA e Victor Ruiz, a produção musical brasileira está cada vez mais forte: dos beats hipnóticos de Subismo, aos breaks de RHR, à melodia de Paulo Foltz e Binaryh, tem bom techno de todos estilos, para todos os gostos.

2. Do underground ao mainstream

XXXPERIENCE e TribalTech
Edição de 2018 da XXXPERIENCE. Foto: Sigma F/Divulgação

Tem bons eventos de techno nos galpões, nas festas underground, no clubinho no Centro, mas ele também mantém-se forte nos mais importantes clubes do país, e cada vez mais, ganha espaço em festivais como XXXPERIENCE e Tribe.

3. Techno virou moda

DJ Ritzmann tocando na Hórus Techno, em Curitiba. Foto: Eugênio Fernandes/Divulgação

Virou estampa de camiseta, virou slogan, meme, e é cool gostar de techno. Mesmo que algumas colocações ainda sejam equivocadas, o interesse no estilo inspira uma geração a conhecer sua história, pesquisar mais profundamente a música, buscar novos artistas e sets, e reconhecer a contribuição de seus veteranos.

4. Pulverização da cena

Ame Laroc Festival
Ame Club. Foto: Gui Urban/Reprodução

Boas iniciativas promovendo o gênero vão hoje muito além de São Paulo ou Curitiba. Está pelo interior de SP, em clubs como o Caos e o Ame, no Sul do país em cidades como Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo, e até —pasmem —, em Imperatriz, no Maranhão. 

5. Brasileiros ganhando o mundo (e o mundo de olho aqui)

5 rolês techno
Eli Iwasa e Valesuchi no palco Modular, durante o último DGTL São Paulo. Foto: Julio Campos/Divulgação

Se nomes como ANNA e Victor Ruiz cada vez mais ganham espaço no mercado internacional, também vemos forças do underground paulistano como Cashu e Amanda Mussi tocando em verdadeiras instituições como Berghain e Circoloco (e eu, na tradicional festa da Life and Death durante o ADE), ou nomes como RHR e Vinicius Honório lançando por selos de peso como Omnidisc e Drumcode.

O mundo também parece ter virado sua atenção para todo potencial criativo e de mercado que existe no país, com labels internacionais como DGTL, Time Warp e Photon desembarcando com força total no Brasil, e um fluxo cada vez mais intenso de artistas em turnê por aqui. 

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