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Techno e atitude: Ellen Allien lança 1º EP por outro selo em 20 anos

Ícone do techno de Berlim, DJ toca no Caos, em Campinas, neste sábado

Phouse Staff

Publicado em

24/08/2018 - 17:07
Ellen Allien
Foto: Kieran Behan/Divulgação
* Por Gabriela Loschi
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Para alegria de todos aqueles que amam um batuque sintético bem louco e hipnotizante nas pistas, o Caos, club que tem balançado as estruturas do interior paulista uma sexta-feira por mês, abre suas portas exclusivamente neste sábado (25) para receber a genuína e multifacetada artista berlinense Ellen Allien em apresentação única no Brasil — porque sim, ela pode.

Idealizadora do imponente selo BPitch Control, que lança não só o seu trabalho, mas de outros gigantes da cena, como Paul Kalkbrenner (astro do famoso filme Berlin Calling), Ellen é indiscutivelmente uma das mulheres mais respeitadas do techno mundial. A alemã está na Colômbia em tour e chega ao Brasil para apresentar seu techno incandescente em três horas de set, que provavelmente englobarão algumas novas faixas do EP Take a Stand  — as primeiras em 20 anos que ela lança por outra label que não a sua BPitch.

Com lançamento previsto para a próxima sexta, 31, pela Nonplus Records, tivemos acesso ao disco na íntegra, e posso afirmar: se trata de uma pérola techneira tão poderosa quanto dançante. Enquanto o disco não chega, você pode escutar um preview abaixo, e me acompanhar aqui nestas palavras pra já ir aquecendo pra amanhã.

Para entender o que está por trás deste novo trabalho, precisamos voltar para quando o techno de Berlim foi moldado nos porões das squats em toda a capital alemã. Ellen não só estava lá participando de tudo, como continua sendo uma defensora incansável de todos os aspectos dessa cultura, imprimindo os valores em cada um de seus trabalhos: da sua série de eventos internacionais, Vinylism, à sua música.

Take A Stand é o EP de estreia na Nonplus (selo do inglês Boddika), e como não poderia deixar de ser, carrega elementos implacáveis para a pista, mostrando toda a paixão que sempre a moveu em 30 anos de carreira. Ellen consegue imprimir toda a sua experiência e sua personalidade alegre, expansiva e empática neste novo trabalho, mas deu às três faixas do EP densidade crítica e a ideia de ser sobre (e para) o aqui e o agora.

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“Minha própria história e as experiências na cena techno me inspiraram a motivar as pessoas a defenderem o que pensam, por suas opiniões e seus direitos. Muitas pessoas dizem que o techno não é político, mas por que não? Ele pode sim ser político, obviamente”, afirma a produtora, já mostrando que sua música tem poder — e não estamos falando só do grave e da energia.

Ellen coloca um estrondoso apelo à ação ao mesmo tempo em que aposta no poder unificador da cultura raver. A faixa-título que abre a sequência traz os seus vocais, como se ela estivesse recitando amor ao universo, às pessoas e ao poder que todas elas carregam. Enquanto suas letras podem parecer meio vagas no início — “tomar uma posição a favor ou contra o quê?” —, elas vão desvendando seu mistério enquanto a trilha se desenrola gradualmente.

Ellen Allien
Foto: Divulgação

Começando como um barulho esparso do porão, “Take a Stand” lentamente se transforma em um hino ácido e vai mudando seu curso sutilmente até o final. Ao longo de dez minutos e meio, Ellen Allien revive o otimismo alegre da revolução original do techno, enquanto se posiciona contra a falta de alegria inerente a tantos technos hoje em dia. “Esta é uma revolução que você pode dançar”, afirma o seu release de imprensa.

No lado B, “Trigger” é uma viagem igualmente hipnotizante pelo “buraco de minhoca” da cultura raver contemporânea. Combinando um groove contundente com uma linha de baixo “achatada” e “amortecida”, ela dialoga com porões e salonas underground com seus pingos de suor.

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Em “Flying Objects”, a artista usa sua voz novamente, desta vez terminando o que poderia muito bem ser o manifesto musical oficial para o que ela geralmente se refere a “space techno” — uma declaração futurista colorida que não deixa ninguém desanimado.

É um belíssimo trabalho musical que traz toda a poesia de seu ser (que em muitos momentos se confunde com a própria pista) embutida. Quem tiver a sorte de poder conferir de perto a mulher que deu o pontapé inicial na carreira de muitos artistas que explodiram mundo afora após passarem por sua gravadora, como Modelesektor e Appartat, não vai se arrepender. Você pode conferir mais informações sobre o evento neste link.

* Gabriela Loschi é colaboradora eventual da Phouse.

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EP de Hikaru Utada com Skrillex é lançado; ouça!

Disco traz a trilha sonora do game “Kingdom Hearts III”

Phouse Staff

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Hikaru Utada
Foto: Reprodução

O EP Face My Fears, batizado a partir da faixa homônima da cantora japonesa Hikaru Utada com Skrillex e o Poo Bear, foi lançado nessa última sexta-feira, via Epic Records Japan.

O disco traz quatro sons: duas versões da collab entre os artistas (uma em inglês e outra em japonês, ambas comandadas pela voz de Utada) e outra inédita da artista: “Don’t Think Twice” — bem como sua versão em japonês, “Chikai”.

Todas as músicas fazem parte de Kingdom Hearts III, o mais novo game da parceria entre a Square Enix e a Disney, e do qual o Skrillex é fãzaço. O jogo será lançado mundialmente no próximo dia 29, para Playstation 4 Xbox One. Em dezembro, um trecho de “Face My Fears” pôde ser conferido a partir do trailer do game (relembre aqui).

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O Epic mais “epic” de todos? Eric Prydz anuncia novo live para o Tomorrowland

Produtor afirma ter desenvolvido sua própria tecnologia para o projeto

Phouse Staff

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Electronic Music Awards Vencedores EPIC HOLOSPHERE
Foto: Reprodução

Em um anúncio curto na última semana, Eric Prydz revelou seu novo projeto, que será debutado no Tomorrowland. Chamado de EPIC: HOLOSPHERE, o live já havia figurado entre a lista de hosts do festival, mas Prydz posteriormente explicou do que se trata.

“Este será, de longe, o EPIC mais avançado tecnicamente até hoje. Com o EPIC, sempre tentamos levar a tecnologia existente ao seu limite; com o EPIC: HOLOSPHERE, entretanto, a tecnologia simplesmente não estava disponível, então desenvolvemos a nossa própria”, escreveu, em suas redes sociais.

+ CLIQUE AQUI para conferir imagens do HOLO, último live inédito de Eric Prydz

O novo live sucede o HOLO, e segundo o artista, vem sendo idealizado há dois anos. “Minha equipe e eu tivemos uma visão que levou dois anos para desenvolver. É muito excitante poder anunciar isso agora, e mostrar a vocês o próximo capítulo do EPIC”, concluiu.

O projeto será apresentado em duas datas no Tomorrowland: 19 e 26 de julho.

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Produtor anuncia álbum póstumo de pioneiro da house music

Com material inédito, disco trará compilação da famosa série “Director’s Cut”, de Frankie Knuckles e Eric Kupper

Phouse Staff

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Frankie Knuckles
Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira, 18, o lendário Frankie Knuckles faria 64 anos se estivesse vivo. Pra celebrar a data, o amigo e colega de collabs Eric Kupper anunciou hoje um álbum póstumo, que trará todo o material da “Director’s Cut” — série assinada por Knuckles e Kupper, em que a dupla tanto produzia material inédito quanto novas versões de clássicos da house.

O disco, portanto, trará boa parte das últimas produções do padrinho da house music (a série começou em 2011, e Knuckles morreu em 2014). Via SoSure Music, o álbum está previsto para a primavera norte-americana (nosso outono), mas será dividido em partes: o primeiro single será um “Director’s Cut edit” de “Baby Wants to Ride”, um dos maiores clássicos do falecido DJ. O single vem em três versões: o edit da Director’s Cut, em dois tamanhos diferentes, e outro edit, feito por Jimmy Edgar (que será o lado B no vinil).

Este primeiro single chega em vinil no dia 1º de fevereiro, e será lançado digitalmente no dia 15. A Frankie Knuckles Foundation — ONG americana que foca suas ações em educação musical nas escolas, juventude LGBTQ sem-teto e prevenção de AIDS e diabetes — receberá 50% dos lucros do álbum póstumo.

Relembre a original de “Baby Wants to Ride”, de 1987:

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