Connect with us
EOL Full Leader
Banner Sundance Leaderborder

Entrevista

Fundador do BRMC fala sobre mudança para SP e os 10 anos da conferência

Flávio Lerner

Publicado em

08/11/2017 - 16:48
Entrevista BRMC
Claudio da Rocha Miranda Filho explica as motivações que transformaram o Rio Music Conference em Brazil Music Conference e dá uma palinha do que vem por aí em 2018
* Foto: Claudio representando o BRMC em Amsterdã, na última edição do Amsterdam Dance Event

Se você andou acompanhando a Phouse nas últimas semanas, viu que o Rio Music Conference — maior conferência nacional da indústria da música eletrônica — sofreu provavelmente a mais significativa transformação de seus quase dez anos: trocou o “Rio” do nome pelo “B”, de “Brazil”. Por mais que se tratasse de uma estratégia ousada e arriscada — a princípio, não é boa ideia mudar o nome de uma label consolidada no mercado —, ela parece ter sido a melhor saída encontrada mediante a decisão de trocar de cidade: o Rio de Janeiro, até então sede das principais edições da conferência, dá lugar a São Paulo. O Rio Music Carnival, entretanto, segue com sua programação normal na capital carioca.

Para entender melhor as motivações, os novos caminhos traçados e esse momento que antecede a edição de dez anos do agora Brazil Music Conference [a primeira edição na nova casa já abriu suas inscrições para março], troquei alguns e-mails com o sócio-fundador da sigla, Claudio da Rocha Miranda Filho, em papo que você lê abaixo.

Claudio, depois de nove anos consolidando-se no Rio, o RMC, agora BRMC, se muda de cidade. Como foi que rolou essa decisão estratégica? Foi mais por vontade ou por necessidade? 

​O Rio de Janeiro é, sem sombra de dúvidas, a porta de entrada do turismo no país. Tem uma marca muito forte como cidade, é a mais conhecida e desperta o desejo e o frisson do Brasil no exterior. A conferência começar por lá trouxe um importante aspecto de conexão com o mercado internacional e, ao mesmo tempo, propusemos uma experiência que fosse aprazível, com cara de Brasil, sendo também próxima do período do grande evento nacional que é o Carnaval. Acreditamos que o Rio cumpriu o seu papel nesse produto.

O mundo e o país passam por transformações, e nosso setor também. São Paulo é a grande capital do continente, onde se concentra maior número de empresas, promotoras, profissionais e artistas desse nicho. É o epicentro latino-americano — território que é o próximo que queremos propor que nos conectemos mais como mercado, em relações comerciais e culturais. Argentina, Colômbia, Peru, Chile e demais forças continentais devem intensificar suas presenças no nosso dia a dia, enquanto indústria, para que o ecossistema interno do continente torne-se mais sustentável e menos dependente da Europa e da América do Norte. A conferência em SP ganhará, além de novos ares, possibilidades de outros caminhos, como a estruturação de uma área de exposições e um programa de nightlife à altura.

Em 2016–17, o RMC tinha estabelecido uma edição nacional [Curitiba], uma latino-americana [SP] e uma mundial [Rio]. Como vai ser essa estrutura hierárquica de cidades do BRMC a partir de agora? Voltaremos a ter mais edições em outras cidades, como costumávamos ter há alguns anos, ou a tendência é centralizar o evento em SP?

​Neste primeiro momento, estaremos em São Paulo com a grande edição anual. Estamos adequados — e fazendo parte — do calendário internacional dos principais encontros mundiais do setor. De acordo com oportunidades e circunstâncias, avaliamos caso a caso, os convites que recebemos de outras cidades do Brasil. O BRMC pretende manter a presença nacional, sim. Mais do que nunca.

“A conferência em São Paulo ganhará, além de novos ares, possibilidades de outros caminhos, como a estruturação de uma área de exposições e um programa de nightlife à altura.”

O que você pode nos adiantar sobre as novidades prometidas para este décimo ano?

​É um período muito especial para todo o time, que está renovado e mais pronto do que nunca para encarar o futuro do setor, e a fusão do Brasil com os demais países da LATAM. Estamos mais voltados à parte de negócios, o que deve gerar parcerias frutíferas. Aos participantes: espere um evento mais denso em conteúdo, mais fluído e com mais momentos para oportunidades de conexões e realização de negócios​.

Qual a sua visão sobre os mercados nacional e internacional atualmente? Como membro da AFEM, você vê uma perspectiva de emplacar novas conferências da indústria eletrônica pelo mundo?

​Pela AFEM, estou à frente de um grupo de trabalho chamado Developing Markets, que pretende apresentar alguns padrões e como os ecossistemas da cadeia produtiva da indústria da dance music funcionam, principalmente em mercados e territórios emergentes ou em desenvolvimento: como é o fluxo do cash, da criação ao consumo, e quais aspectos culturais, políticos e outros influenciam nesse ecossistema. Um dos pontos de partida desse estudo é o mercado brasileiro. A partir da geração de audiência para artistas locais, das marcas de festivais, das festas e de bons clubes estabelecidos; da razoável infraestrutura técnica e de serviços; somados a uma melhoria da qualidade produção musical brasileira nos últimos anos, estamos próximos a desenvolver um bom nível de independência em relação aos mercados internacionais — o que é uma excelente notícia! Numa perspectiva global, Índia, China, Austrália e África do Sul são novos e enormes mercados para a dance music.

Em termos de novas conferências, acredito que seja uma questão de ocupação de territórios no mapa. Enquanto tiver novos ecossistemas independentes — ou semi-independentes — nascendo, acredito haver a oportunidade para um HUB de conhecimento, network e troca de informação. Ou seja: cabe uma nova conferência. O IMS com as edições de Singapura, China e Índia, além da principal, em Ibiza; e o ADE na América Central, além da Holanda, mostram um caminho nesse sentido.

“Espere um evento mais denso em conteúdo, mais fluído e com mais momentos para oportunidades de conexões e realização de negócios.”

No fim de 2016, você me falou que o RMC havia enxugado edições por outras cidades do Brasil por conta da crise econômica — na ocasião, você ainda disse que 2017 seria um ano de apertar os cintos. Você acha que aquela sua profecia foi concretizada? E as perspectivas para 2018 são melhores?

2017 está sendo um ano ainda super complicado em termos econômicos e políticos no país. Acredito que 2018 será um pouco melhor — um ano de retomada econômica, ainda que moderada. Entretanto, por outro lado, é ano eleitoral e há muita incerteza no ar. Não há como fazer muitas previsões.

É possível imaginar que o BRMC um dia tenha um impacto e uma atuação em São Paulo similares ao que o ADE representa para Amsterdã?

​A América Latina é uma gigante e o Brasil uma potência ​em termos de cultura e público para o entretenimento. Em termos de infraestrutura e logística, São Paulo está muito bem servida. É um longo caminho a percorrer, sem dúvida, mas cada dia mais os cenários disruptivos se apresentam e realmente mudam tudo o que e como pensamos. Sonhar não custa — por que não?

Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna.

CONFIRA TAMBÉM:

“2017 vai ser um ano de aperto de cintos; será difícil equilibrar as contas”, diz fundador do RMC

Brazil Music Conference, ex-RMC, anuncia conferência em São Paulo

BRMC confirma Rio Music Carnival para fevereiro

História e cultura da música eletrônica: Camilo Rocha ministra curso em SP

Plusnetwork, Entourage, Lula, Bolsonaro e a guerra de egos na cena eletrônica

RECEBA NOVIDADES NO E-MAIL

Deixe um comentário

Perfil

Entenda a ascensão internacional do DJ e produtor brasileiro Kalil

Lançamentos por grandes labels fazem do paulista um dos principais nomes do techno no Brasil

Alan Medeiros

Publicado há

Kalil
Foto: Divulgação

Nos últimos anos a cena techno brasileira tem servido ao mundo alguns talentos em ascensão, como o caso do talentoso produtor paulista Kalil. O começo de sua carreira foi justamente em um período de grandes inovações relacionadas à forma de consumo de música, e isso foi fundamental para o desenvolvimento não só dele, mas de toda uma geração.

Na virada da última década, a internet passou a representar um capítulo importante na disseminação de conteúdo por parte de artistas independentes, principalmente através de plataformas como SoundCloud e YouTube, que de certa forma reduziram a importância de uma grande gravadora para o start de uma carreira consolidada. Em paralelo com o Facebook e outras redes, colocaram uma ferramenta poderosa na mão de alguns artistas.

      

Kalil claramente soube aproveitar esse momento e foi capaz de construir uma base de fãs engajada, e o mais importante: evoluir seu próprio perfil artístico ao longo dos anos. Desde o começo se comentava que suas produções tinham algo diferenciado, e hoje isso não se trata de uma aposta — estamos falando de algo concreto, especialmente se levarmos em consideração os últimos acontecimentos de sua carreira.

Com uma presença mais forte no mercado nacional, Kalil passou a alçar voos internacionais também, seja através de gigs em países como França, Suíça e Alemanha, ou através de lançamentos por labels como Noir Music, Senso Sounds e Sprout — referências absolutas dentro do techno. Algumas de suas últimas conquistas incluem suportes de nomes como Carl Cox, Maceo Plex, Monika Kruse, Karotte e outros big names da dance music internacional.

     

Ainda é cedo para dizer se Kalil se tornará em breve uma grande estrela do estilo a nível global. Não há como negar, porém, que o brasileiro está mostrando maturidade para guiar sua própria jornada de evolução com sabedoria e inteligência, sempre influenciado pelas batidas inspiradoras de seu próprio coração.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

LEIA TAMBÉM:

12 anos de carreira em 8 faixas: L_cio apresenta “Poema”, seu primeiro álbum

Techno de refúgio: iranianos falam sobre resistência e EP por selo brasileiro

PREMIÈRE: Morttagua feat. Ghost WARS – Hourglass

TribalTech anuncia Len Faki para novembro

Continue Lendo

Notícia

Nevoeiro desfalca XXXPERIENCE e TribalTech; entenda o caso

Artistas que iriam de um festival para o outro acabaram não conseguindo viajar

Flávio Lerner

Publicado há

XXXPERIENCE e TribalTech
Foto: Sigma F/Reprodução

Nesse sábado, 22, dois dos mais aguardados festivais da cena eletrônica nacional aconteceram simultaneamente: XXXPERIENCE e TribalTech. Tentando evitar o mau tempo que atrapalhou anos anteriores de ambos os eventos — o que justamente motivou a XXX para transferir sua data de novembro para setembro —, os dois rolaram numa boa, sem temporal nenhum pra acabar com a vibe. Mesmo assim, a zica climática atacou por outro lado, e acabou desfalcando as duas festas.

Por causa do forte nevoeiro que atingiu Curitiba, os dois aeroportos da capital [Afonso Pena e Bacacheri] fecharam, além do Aeroporto Municipal de Ponta Grossa e do Aeroporto Internacional de Navegantes, em Santa Catarina. Com isso, a aeronave particular — contratada em parceria entre os dois festivais — que sairia no começo da madrugada de São Paulo para levar Len Faki, Dubfire e Tessuto ao TribalTech, e posteriormente Ben Klock e Gabe para São Paulo, não conseguiu decolar.

+ “O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

Além deles, Guy Gerber cancelou anteriormente com os dois festivais, alegando na última quinta-feira que teve sua casa invadida e pertences roubados, incluindo seu passaporte. Já o voo comercial que levava o sueco Gaudium, atração do palco de trance 3DTTRIP, do TribalTech, atrasou, o que fez com o que o artista não chegasse a tempo para tocar. 

A XXX contornou o problema colocando Renato Ratier para estender o seu set, que já encerraria o Union Stage, por quatro horas, assumindo também o horário de Ben Klock, enquanto o Joy Stage, que fecharia com o Gabe, acabou terminando mais cedo; já o Guy Gerber foi substituído por um B2B entre ANNA e Patrice Bäumel, que já eram atrações do Union. 

+ TribalTech Enlighten: confira detalhes da próxima edição do festival

No TribalTech, Len Faki e Dubfire, que seriam as últimas atrações do TribalTech Stage, foram substituídos por Ben Klock [que estendeu seu set em meia hora] e Anthony Parasole, que originalmente tocaria no Timetech [e acabou sendo substituído por um segundo set do alemão Sammy Dee]. Já no Secret Stage, um B2B entre Renato Cohen e RHR fechou o palco, no lugar de Tessuto. O festival acabou sendo encerrado uma hora antes do programado.

Em contato com a Phouse, a assessoria do TT afirmou que já está em contato com as agências dos artistas para tentar trazê-los novamente a Curitiba. Enquanto isso, a produção da XXX afirma também ter a intenção de trazer Ben Klock para a edição do ano que vem.

Antes, ambas as labels já haviam pedido desculpas ao público e explicado o problema em suas respectivas redes sociais.

NOTA OFICIAL.

Posted by Tribaltech on Sunday, September 23, 2018

Flávio Lerner é editor da Phouse.

Continue Lendo

Notícia

Marisco Festival tem programação diversa na próxima semana

Flávio Lerner

Publicado há

Marisco Festival
Em 2017, o Marisco Festival rolou no Colégio do Jockey Club. Foto: Reprodução/Facebook
Terceira edição do festival mescla música, conversas e oportunidade para produtores

Organizado pela label Mareh Music, de Guga Roselli, o Marisco Festival traz uma programação bastante diversa para este ano, em São Paulo. A terceira edição do evento foi dividida em quatro datas: um show especial que rolou nessa última quarta [30], com banda em tributo ao lendário maestro brasileiro Lincoln Olivetti; dois dias da chamada “Talks”, que traz painéis, conversas e até juri para avaliar produtores brasileiros [dias 06 e 07]; e o festival em si, no dia 09, que traz Ed Motta como principal atração, além de DJs e produtores como Nuts, Selvagem, Edu Corelli e Roger Weekes e Ashley Beedle [Inglaterra].

Um dos destaques da Talks é uma grande oportunidade para novos talentos nacionais que produzem sons que casam com a proposta da Mareh — isto é, música eletrônica groovada e tropical, mais voltada à disco music, disco house, sons baleáricos e brasilidades. A mesa “New kids on the block” vai trazer dez músicas de produtores brasileiros para serem tocadas e julgadas ao vivo por três DJs experientes: Caio Taborda [Gop Tun], Mari Rossi [We Sounds] e Benjamin Ferreira [Stay Free].

+ Um mergulho na rica discoteca de Chaves e Chapolin

As faixas serão selecionadas mediante seleção prévia do DJ Camilo Rocha, um dos curadores do evento. Para participar, basta enviar até as 18h do dia 05 sua faixa em 320 kbps para o camilorocha68@gmail.com e ficar na torcida. Os dez escolhidos serão convidados a participar do evento — segundo o Camilo, quem não estiver em Sampa poderá assistir posteriormente à sessão em vídeo.

Além da mesa, haverá ainda inúmeros outros painéis com grandes expoentes da cena nacional, como Tessuto, Claudia Assef, L_cio, Carrot Green e Sonia Abreu.

Expoente do groove nacional, Marcos Valle foi atração em 2017. Foto: Reprodução/Site oficial

Confira a programação completa da Talks e do Festival:

Marisco Talks: Conversas e escutas sobre música

Local: Cobertura do Excelsior Hotel — Av. Ipiranga 770, Centro

QUARTA – 6 de junho

A cidade e a música 17h – 18h

Pena Schmidt, consultor de produção musical, Fabiana Batistela, diretora do SIM São Paulo, e Paulo Tessuto (DJ e fundador da festa Capslock) falam sobre desafios e oportunidades nas relações entre as cidades e a música que é vivenciada nelas.

Futuro do pretérito 18h15 – 19h15

Os produtores musicais L_cio e Carrot Green falam sobre os passos da criação do edit/remix, da recriação ao licenciamento, a partir de suas experiências nessa área.

Os discos mais raros do Brasil pt. 1 19h30 – 20h30

Os DJs Nuts e Paulão tocam e comentam raridades nacionais das suas coleções enquanto conversam com o público sobre música brasileira, colecionismo e garimpagem de discos. Mediação de Renata Simões.

Dancing queens: as mulheres da disco brasileira 20h45 – 21h45

Duas mulheres icônicas da disco music brasileira, a DJ Sonia Abreu e Vivian Costa Manso (Harmony Cats) falam sobre suas experiência como artistas femininas na indústria musical e na noite dos anos 70. Mediação de Claudia Assef.

QUINTA – 7 de junho

Disquecidos 16h – 17h

Há quatro anos a Vice Brasil vem contando as histórias por trás de discos que não estouraram em seus lançamentos, mas que se tornaram referências musicais, fetiches de colecionadores e raridades no mercado de vinis. O repórter Peu Araújo fala sobre os bastidores desses papos.

New kids on the block 17h15 – 18h15

Diante do público e um júri, novos produtores exibem faixas para julgamento ao vivo de três DJs com tarimba de anos de pista: Caio Taborda, Mari Rossi e Benjamin Ferreira.

REGRAS:

1) Cada produtor pode enviar apenas uma música

2) A música tem de ser em arquivo MP3 320 kbps. Para a seleção final, que será executada no evento, pediremos uma versão em WAV.

3) Preferimos que o estilo musical esteja coerente com a proposta do Marisco Festival, que fica no meio do caminho entre disco music, house e música brasileira.

4) Só serão aceitas músicas enviadas até 5 de junho às 18h.

5) Envie música ou link para camilorocha68@gmail.com

6) Os produtores selecionados serão avisados individualmente e convidados a ir ao evento.

Qual é a cara desse som? 18h30 – 19h30

Por que é importante construir uma identidade musical? E como se faz e não se faz isso? Venha ouvir as experiências e opiniões de três artistas sobre o tema: os DJs Max Underson, da Coletividade Namíbia e Capslock, Luanda Baldijão e Mauricio Fleury, do Bixiga 70.

Os discos mais raros do Brasil pt. 2 19h45 – 20h45

Augusto Olivani, da Selvagem, e Tata Ogan falam sobre pérolas da música brasileira da sua coleção, tocando discos e conversando com a plateia sobre coleção, pesquisa e recantos obscuros da música do país. Mediação de Guilherme Menegon.

Entrevista no palco – Ashley Beedle 21h00 – 22h00

Protagonista da música e pista britânica desde a acid house, participante de projetos históricos da house music como X-Press 2 e Black Science Orchestra, Beedle vai falar sobre história e carreira com Camilo Rocha. Uma oportunidade única de conhecer de perto os saberes e experiências de um dos mais celebrados veteranos da cena eletrônica.

Marisco Festival: Sábado, 09 de junho

Local: ainda a ser anunciado

Atrações:

Ed Motta (Baile do FlashBack)

Lincoln Olivetti BAND

Ashley Beedle

DJ Nuts

Selvagem

Edu Corelli 

Roger Weekes

Benjamin Ferreira

Vitor Kurc

DJ Paulão

Tata Ogan

Marcelo Dionisio

+ Mais nomes a serem anunciados

Os ingressos estão disponíveis via Event Brite. Mais informações podem ser encontradas no site oficial.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

LEIA TAMBÉM:

No Forte do Brum, o Boiler Room de Recife celebrou a música brasileira e fez história

Orgânica e ecumênica: uma história oral da Gop Tun

DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

História e cultura da música eletrônica: Camilo Rocha ministra curso em SP

Continue Lendo

Publicidade

Sundance (300×250)
Brazillian Bass 300×250

Facebook

PLAYLIST

Trending

-->

Copyright © 2018 Phouse

Translate »
EOL Festival pop up