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Entrevista com D-Nox

– Sabemos que você toca desde os 14 anos de idade. O que te atraiu tão cedo no mundo da música eletrônica e quais foram suas influências no início da sua carreira?

R: Algumas circunstâncias me fizeram querer ser um DJ. Primeiro de tudo que eu nasci na Alemanha Leste (oriental), estávamos muito isolados (como Cuba) e não tinhamos acesso a muitas coisas, como a música. Meu pai costumava ter uma banda no anos 70 e eu fiquei com um pouco das coisas dele, engrenagem, amplificador, alto-falantes, um baixo e, o mais importante para mim, uma máquina de gravação de fita que eu usei para gravar a música no rádio porque não tínhamos lojas onde comprar música. Eu era muito jovem quando comecei a coletar e gravar músicas e este foi o meu início e quando eu senti a relação com a música. Quando eu cresci um pouco, em torno de 13, 14 anos de idade, eu comecei a organizar festas em nossa escola e e essas foram as primeiras vezes que eu toquei as músicas que eu mesmo gravei em fita.

-O D-Nox & Beckers dueto, foi um dos projetos mais bem sucedidos, uns anos atrás, da cena eletrônica mundial. Qual o segredo desta parceria funcionar tão bem?

R: Não há nenhum segredo, mas o que nos fez escrever a música que na época era nova, diferente, foi que Beckers e eu viemos de duas cenas diferentes, dois backgrounds diferentes. Beckers são músicos de verdade e eu sou um DJ de verdade. Ambos temos muito conhecimento próprio, o que foi a chave para a nossa música e ainda é. Nós nunca tivemos um conceito da música que queremos escrever, tudo o que fizemos veio do nosso interior, como um sentimento. Até hoje nós escrevemos música dessa forma. Não nos preocupamos com tendências ou estilos. Só queremos escrever boa música, a música que sentimos.

– Notícias Agenda é essencial para criar o show perfeito e, consequentemente, a festa perfeita para você?

R: Você precisa ser capaz de ler a multidão, você precisa ter uma grande porção de auto-confiança, muita experiência e uma grande seleção das melhores músicas. Um bom dj é o cara que vem e mostra a multidão sempre batidas frescas, novos sons e que abre a mentes das pessoas levando a multidão para uma viagem através da música. Mas eu preferiria falar de um set e não sobre um show, porque um DJ não é uma banda ou um artista de performance. Tudo é sempre sobre a música, mas muitos esquecem disso.

– Qual o seu sentimento sobre as novas tendências da música eletrônica?

R: Há muitas tendências, o que significa que também há muitas tendências ruins, muito lixo e música barata por aí. O que eu realmente não gosto é EDM, isso só faz barulho. Mas também há muitas tendências que eu gosto. Eu vejo um monte de grandes novas músicas techno. Mais lento, trippy. Eu tomei uma decisão há muito tempo, de que eu nunca iria me vender apenas para ganhar mais dinheiro do que eu preciso. Eu prefiro ficar 100% por trás da música que eu toco antes de eu começar a tocar uma música que eu não gosto.

– Quais faixas você está ouvindo repetidamente ultimamente?

R: A maior parte faixas do Maceo Plex ou qualquer coisa semelhante, as músicas dos Beckers e que eu produzo, que está ficando melhor e melhor. Mas o nome de tudo levaria muito tempo e eu teria que ir a fundo da minha lista.

– Você se lembra de seu primeiro show aqui no Brasil? Como foi ? Desde então, quais são as principais mudanças no cenário da música eletrônica brasileira?

R: É claro que eu me lembro. Minha primeira turnê no Brasil foi em dezembro de 2003. Foi realmente muito ruim para mim. As pessoas não entendiam minha música porque antes, em volta, tudo grava em torno do psy trance. Eu disse a mim mesma que eu não iria voltar para o Brasil. Achei muito complicado, a comunicação era quase zero, porque eu não falava português e para ir de São Paulo para Brasília de carro e de Brasília para Universo Parallelo de ônibus foi um pesadelo. Em 2005 eu recebi um convite muito interessante para um festival em Alto Paraíso e foi quando eu atingi durante bastante tempo com a minha música. Eu fiz um set durante uma tarde para umas mil pessoas e daí joguei fora toda aquela experiência ruim. Desde então eu frequentemente tenho agendado vindas ao Brasil. As principais alterações que eu vejo (não há muitas) é que as festas de psytrance estão quase mortas e agora tudo gira em torno de grandes marcas, como o Tomorrowland e o Ultra. A maneira de ouvir música não mudou muito. As pessoas no Brasil têm um gosto muito definido.

– Liste dois ou três projetos brasileiros/ produtores que você acredita que estão vivendo um grande momento e você teria o prazer de dividir o palco ou até mesmo executar uma parceria.

R: Os que eu gostaria de mencionar e compartilho palco com eles há muitos anos. Como Flow & Zeo ou Gabe ou Victor Ruiz. Eles são meus amigos, meus parceiros e eles me guiaram através dos últimos 12 anos.

– O que é cena underground para você? O termo é cada vez mais aleatório e utilizado para fins meramente comerciais. O que você acha sobre isso?

R: Underground para mim é quando a música é mais importante do que um show. MÚSICA é para se ouvir e não para se ver. Para entender o Underground é precisose educar, abrir a mente e ouvir a música, não importa qual o hype. Música underground é feita apenas para um pequeno número de pessoas. A massa precisa do mainstream (música pop), sempre foi assim e nunca vai mudar. Sinceramente, eu não preciso que todo mundo goste da minha música. Eu quero as pessoas certas venha me ver e dançar a música que acredito.

– Quais são seus planos para o futuro?

R: Viver em paz, relaxado, para aproveitar o tempo com a minha família e para ser um bom pai!

– Quando você ouve o nome de ‘Collective Connection’. O que vem à mente?

R: Soa como uma festa com muitos amigos. Espero que eu veja muitos dos meus amigos também ;-)

– Vários comentários estão sendo feitos sobre a sua presença na edição de um ano da “Collective Connection”. As pessoas estão muito animadas. O que podemos esperar do set que você preparou para o evento?

R: Deixe-me chegar lá e ler a multidão em primeiro lugar. Tenho toneladas de ótimas músicas novas para mandar. Espero que possamos ter uma grande bola junto para dançarmos a noite inteira!

– Por Favor, envie uma mensagem para seus fãs que estão contando os segundos para o seu show.

R: Olá a todos, eu espero vê-los na sexta-feira noite … Estejam prontos para algumas incríveis novas músicas!

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