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Entrevista com DJ FLEM

Phouse Staff

Publicado em

24/06/2013 - 11:27

Nosso convidado de hoje vem da cidade de Curitiba/PR, ele que já dividiu palcos com Ja Rule, Lil Jon, Dev( Like a G6), Mims, Chingy, Flo Rida, Black Rob e  Black Eyed Peas. Participou também da edição brasileira da festa oficial do rapper e produtor norte Americano Kanye West, Festival Nickelodeon, Festa de abertura da temporada de snowboarding em Bariloche na Argentina, entre outras… Estamos falando do  DJ FLEM, ele que inciou sua carreira aos 16 anos, hoje com recém completados 20 anos está entre os DJ’s mais requisitados do país e estará batendo um papo com a gente contando um pouco da sua história e projetos futuros.

Luckas Wagg –  Olá FLEM, desde já gostaríamos  de lhe agradecer por aceitar nosso convite  e começar o nosso papo com uma pergunta meio retrô que é; Como surgiu o seu interesse pela música e como foi os primeiros passos da sua carreira, o primeiro club e a primeira festa?

DJ FLEM – Eu é que agradeço a oportunidade, o interesse começou cedo, desde criança me identificava com o hip hop e a cultura,  foi aí que alguns anos depois conheci um DJ que posteriormente me ensinou a tocar. O primeiro club que eu toquei foi o extinto Mahogany aqui mesmo em Curitiba-PR, na época eu tinha recém completado 16 anos, e aí depois surgiram outros convites e oportunidades.

 
Luckas Wagg – Quais as dificuldades que você teve?
 
DJ FLEM – Enfrentei algumas dificulades, pelo fato de ser muito novo, muita gente não confiava em mim, ou acreditava que eu não tinha experiência suficiente pra tocar nos clubs, não me davam espaço e também não conseguia ser respeitado por muitas pessoas do meio da noite, muitos olhavam pra mim como se eu fosse uma criança que não sabia aonde estava se metendo, porém eu tinha plena consciência do que eu estava fazendo, e sempre me esforcei ao máximo pra fazer o melhor de mim, por que eu amo fazer isso!
Luckas Wagg – As facilidades? 
 
DJ FLEM –  É difícil dizer, por que se eu disser que algo foi fácil vou estar mentindo, eu lutei e me esforcei MUITO pra ter um destaque maior dentro do cenário brasileiro, mais acredito que algo que me ajudou muito nessa caminhada foi o fato de eu ser um DJ versátil, nunca tive problemas em tocar nenhum estilo de música, sempre consegui alinha o Rap e o Hip Hop que é a base da minha discotecagem a outros estilos, fazendo isso sempre em harmonia e com bastante técnica!
Luckas Wagg – Quem foi seu maior incentivo no início de tudo? algum amigo? família? Se quiser pode usar o espaço para agradece-los.
 
DJ FLEM –  Meus pais, sem dúvida nenhuma! Eles sempre me apoiaram, e me deram muita força! É claro que no começo de tudo é sempre um susto, abandonar as coisas pra seguir uma carreira de DJ, mais se hoje consegui tocar em 90% dos estados brasileiros, devo isso a eles, com certeza!
Luckas Wagg – Porquê “FLEM” ? 
DJ FLEM – Uma vez eu ia tocar em uma festa de um amigo meu da escola, e ele queria colocar um DJ, na época eu não tinha um nome e eu não ia colocar DJ FELIPE, hahaha.. Foi então que eu tive a idéia de juntar 2 apelidos que eu tinha na época de escola, que eram Floriani (meu sobrenome) e Eminem, que era como a maioria dos amigos me chamavam na época, e ficou FLEM, e depois daquele dia o novo apelido ficou pra sempre!
Luckas Wagg – E a cena do HIP HOP hoje no Brasil?
 
DJ FLEM -Hoje em dia a cena do Hip Hop vem crescendo bastante no Brasil, é claro que isso ainda tem muito a crescer, porém a mídia tem dado cada vez mais espaço a essa cultura, consequentemente estão surgindo novos Mc’s,Rappers, Dj’s, Beat Makers, dançarinos, é dificil você ligar a televisão ou a rádio hoje e não ouvir ou ver algo relacionado ao Hip Hop, isso é muito bom, espero que o mercado continue a crescer!
Luckas Wagg – Com tantas viagens e gigs com certeza você já deve ter passado por algumas situações engraçadas, algum mico ou história a declarar? (rs)

DJ FLEM –  Algo que aconteceu recentemente foi indo para uma Gig em Manaus-AM, e pra isso precisava pegar o último voo saindo de Curitiba-Pr, acabei chegando atrasado no aeroporto e o voo havia encerrado fazia exatamente 1 minuto e não me deixaram embarcar, e eu não podia perder aquele avião de jeito nenhum, acabei distraindo o pessoal da TAM e entrei na plataforma escondido, cheguei perto do avião eles estavam fechando a porta, dei 2 tapas nela e os comissários olharam pra mim com uma cara de assustados tipo ” como esse maluco entrou aqui? ” mais felizmente me deixaram entrar e consegui chegar ao meu destino!
 
Luckas Wagg – De todos os lugares que já se apresentou qual você mais gostou?
 
DJ FLEM –  Eu acho que cada lugar tem sua história, é difícil escolher um só, foram tantas viagens, tantas festas, tantos clubs, conheci muita gente em todo o Brasil, que hoje não conseguiria escolher apenas um lugar!
Luckas Wagg – Qual o maior público que você já se apresentou? Onde?
DJ FLEM – Planeta Atlântida 45.000 pessoas!
 
Luckas Wagg –  Quando você está ali tocando para aquela multidão e percebe que todos estão correspondendo com diversos gestos bacana, o que passa por sua cabeça? 
 
DJ FLEM –  Eu fico em êxtase, na hora não consigo pensar em nada a não ser entrar junto com a galera na vibe, as vezes só de lembrar até me arrepio!
 
Luckas Wagg – Algum lugar que ainda não se apresentou mas tem vontade?
 
DJ FLEM –  Estados Unidos, acredito que pra mim seria uma experiência não só de vida mais também como um grande teste na minha carreira!
 
Luckas Wagg –  Dj’s da cena Brasileira que você admira e ao mesmo tempo nos indica para uma próxima entrevista? 
 

DJ FLEM –  Ah são muitos, porém seria legal uma entrevista com 2 grandes amigos que sempre me ajudaram, o Dj Héron Love (SP) e o Dj Ete (CWB)

Luckas Wagg – Projetos futuros? o que DJ FLEM vem aprontando pra galera? 
DJ FLEM –  Estou me preparando pra disputar o Red Bull Three Style esse ano em agosto, e também para uma mini tour na China em outubro!
 
Luckas Wagg – Pra finalizar, muito obrigado mais uma vez pela sua atenção e por participar da nossa entrevista. Pedimos que deixe suas palavras finais para os nossos leitores com seus contados e redes sociais para que continuem lhe seguindo. 
DJ FLEM –  O importante é fazer o que gosta e aproveitar o máximo da vida!
REDES SOCIAIS:

FACEBOOK:
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Confira um dos  videos do DJ FLEM:

Track’s & Sets DJ FLEM

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Entrevista

“Music Mate” da ONNi, Bernardo Ziembik fala sobre as novidades do app

Alan Medeiros

Publicado há

ONNi
Foto: Divulgação
Aplicativo apresenta solução para as tão temidas filas em clubs e festivais
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você possui uma marca e quer alcançar caminhos nunca antes alcançados, precisa projetar um conjunto de iniciativas fora do padrão. O aplicativo ONNi, com base em Porto Alegre, tem buscado a renovação de todo um cenário desde o seu começo, propondo o fim das filas com todo processo de compra de ingresso e consumo pelo mobile. Mas não para por aí…

Desde o seu lançamento, em 2016, muitas evoluções já foram propostas, não somente ligadas à parte técnica do app, mas também no seu time. Uma das principais mudanças é a chegada dos “music mates”. A ideia é simples: profissionais de exposição nacional que vivem intensamente a cena artística são convidados a representar as ideias da ONNi em seus respectivos nichos e contextos. Para o mercado da música eletrônica, o escolhido foi o curitibano Bernardo Ziembik.

DJ e produtor, com larga experiência também na produção de eventos, Bernardo apresenta-se como a escolha certa para os objetivos do aplicativo nesse momento. Além de ter um ótimo know-how frente ao cenário, também é um entusiasta das inovações propostas pela empresa. A nosso convite, Bernardo falou um pouco mais sobre os planos da marca para 2018.

Como exatamente foi seu primeiro contato com a ONNi? Você, como público, já testou o aplicativo?

Conheci o aplicativo através de uma conferência que produzi com o Alataj, em Porto Alegre, em 2016. Eles foram super nossos parceiros e apoiadores, viabilizando um coquetel para todo o público presente. Como usuário já utilizei o app lá no RS. Primeiro em uma Levels, festa incrível de Porto Alegre, depois no DOMA, clube super cool na região central da capital. Nas duas ocasiões a experiência foi ótima, me trouxe um conforto gigante e uma economia de tempo em filas.

Music Mate me parece um conceito inovador e que diz muito sobre a jornada da ONNi até aqui. Conta pra gente: como essa parceria está funcionando?

A ONNi nasceu imersa na cena eletrônica. Com o passar do tempo, após validar o produto e a proposta, entendeu que precisava ampliar seu leque de festas para outros gêneros. A estratégia da marca para se relacionar com diferentes cenas foi criar o ”cargo” de Music Mate. Basicamente, é uma representação da ONNi em cada nicho: pop, rock, sertanejo… Depois de muitas conversas, estabelecemos uma parceria estratégica em que eu representaria a marca no segmento eletrônico. Como é um trabalho ligado a muito relacionamento, definimos que o termo “music mate” se encaixa perfeitamente, pois realmente a ideia é que todo esse contato com público, promoters e produtores que eu venho tendo seja focado em desenvolver a plataforma e trazer maior solução para quem a usa.

Qual a principal dificuldade que você tem tido no que diz respeito à negociação com os donos de clubs e festas?

Em Santa Catarina, nas primeiras reuniões, esbarramos na seguinte questão: internet. Como muitos dos clubes ficam em regiões afastadas da metrópole, o acesso à internet é bem precário. Sendo assim, o uso do aplicativo fica comprometido. De forma generalista, acredito que as pessoas têm certa dificuldade em entender que somos um sistema complementar, uma conforto e uma nova experiência para o consumidor. Além disso, tratamos de uma mudança de comportamento do consumo, questão que apenas com a constância de uso poderá ser alterada — mas estamos tendo uma receptividade bem bacana em algumas regiões, como em Joinville e Curitiba.

Existe a preocupação da ONNi em trabalhar com clientes que tenham um alinhamento de posicionamento com a marca?

Acreditamos muito na potencialização e no trabalho em conjunto com nossos clientes. Então, procuramos produtores e clubes que querem realmente trazer algo novo para o seu público e entendam que para aumentar seu faturamento e ter boa performance pelo aplicativo é necessário apresentar da forma correta. Esses fatos fazem com que exista uma segmentação dos clientes potenciais. Sem contar que nossa comunicação é bem jovem, moderna, nosso aplicativo trabalha com cartão de crédito… Isso faz com que os próprios usuários já tenham um perfil específico.

Quão importante têm sido seus conhecimentos adquiridos na carreira artística para desenvolver esse trabalho?

Graças aos meus dez anos de carreira, que estão sendo completados em 2018, pude ter contato com muita gente envolvida na produção de um evento. Então, mesmo que o aplicativo não seja utilizado de cara por essas pessoas, estou podendo coletar uma centena de feedbacks que estão sendo extremamente importantes para as atualizações do aplicativo. Exemplo: muito em breve trabalharemos também em versão web, pois essa demanda é grande no mercado de Santa Catarina e Paraná. Aqui também existe a necessidade de pagamento fora do cartão de crédito, então, com essa plataforma, poderemos vender tanto o ingresso quanto o consumo de bar via boleto. Verificamos também a necessidade de alguns clientes em ter uma plataforma que atenda melhor os clientes de mesas e camarotes. Estamos trabalhando nisso também!

Quais são seus principais objetivos com a ONNi para 2018?

Neste ano o objetivo principal é nos estabelecer como uma inovação no mercado da música no Brasil. Acabamos de lançar o novo aplicativo, que é nativo para iOS e Android. Está muito mais intuitivo, rápido e prático. A versão web para compra de ingressos e consumo é também uma super atualização para nós. A partir disso, nossa plataforma faz muito sentido para vários produtores. Agora também estamos começando a escalar nossas vendas, conseguindo atingir um número maior de produtores, criando várias comunidades nas regiões que atingimos e, assim, facilitando a mudança de comportamento proporcionada pelo aplicativo.

Das vantagens que a plataforma oferece, qual é a mais interessante na sua visão?

Para o produtor: uma nova forma de interação com o seu público e um aumento gradual do seu faturamento. Para o cliente: inovação para acabar com as filas, agilizar sua forma de compra e acesso aos eventos que façam sentido as suas preferências.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Techno de refúgio: iranianos falam sobre resistência e EP por selo brasileiro

Alan Medeiros

Publicado há

Blade&Beard
Foto: Reprodução
Refugiado na Suíça, Blade&Beard lança disco pelo selo capixaba Prisma Techno
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Blade&Beard é um projeto iraniano focado em techno que ganhou destaque internacional após o documentário Raving Iran. Comandado pela diretora alemã Susanne Regina Meures, o longa traz a experiência dos DJs Arash Sharam e Anoosh Raki — hoje conhecidos como o duo Blade&Beard — em busca da liberdade de expressão musical.

Antes de falarmos sobre o documentário — que é excelente e que você já pôde ler sobre aqui na Phouse —, vale uma rápida reflexão sobre o regime político iraniano, um dos mais severos do mundo, responsável por colocar a população em uma forte atmosfera de controle e censura, que chega à música também. A lista de atrocidades do governo com a população que de alguma forma se envolve com música ocidental é algo completamente absurdo para os padrões ocidentais, mas uma realidade cruel para o povo do Irã (sobretudo mulheres, que entre tantas restrições, podem sequer dançar em público). Entre sintetizadores queimados e clubes fechados, prisão e tortura estão entre as penalidades para os “infiéis” — no filme, Anoosh conta que já foi pego e espancado “quase até a morte”.

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre “Raving Iran” e o cenário de repressão no país 

Arash e Anoosh tinham tudo para ser mais um número frente ao forte regime de censura de seu país, até Raving Iran ganhar a luz do dia. O documentário alcançou considerável sucesso de crítica no mundo todo e abriu portas para a dupla explorar o som que acreditam em outros países. O convite para o Street Parade de Zurique foi como uma carta de liberdade para os rapazes do Blade&Beard, que pediram exílio de sua terra natal logo após a apresentação. Hoje, a dupla está empenhada na missão de levar o som do projeto para gravadoras que compartilham dos mesmos ideais artísticos, e vem conquistando uma posição importante dentro desse disputado cenário.

É justamente na busca de bons selos para trabalhar em conjunto que a Prisma Techno entra na história. A gravadora capixaba lançou Moving the Moon, recente EP da dupla iraniana, que chegou a ser iniciado em um campo de refugiados. Com duas originais, “Aerolite” e a faixa-título, o release reflete exatamente o atual caminho que Blade&Beard estão trilhando no estúdio. No embalo dessa parceria, batemos um papo com os criadores do EP, que estão projetando uma tour em solo brasileiro junto ao time da Prisma nos próximos meses.

Raving Iran certamente mudou a vida de vocês pra sempre. Como surgiu a ideia de fazer o documentário? Quais foram as pessoas importantes nesse processo?

Com certeza mudou 50% das nossas vidas, e os outros 50% foi a nossa música que mudou tudo para nós. Sempre tocamos no Irã, no deserto e em todos os lugares que tivemos oportunidade de tocar. A ideia não foi nossa, foi da Susanne, e o que vocês viram foi nossa vida normal. Ela capturou parte disso e foi a pessoa mais importante nesse processo.

Como era o relacionamento de vocês com a cena de Tehran em um sentido mais amplo? O que vocês podem nos contar sobre a atmosfera do público e outros artistas?

Foi um pouco arriscado e assustador gravar no Irã, e literalmente colocamos nossa vida em risco apenas para mostrar nossa luta para as pessoas ao redor do mundo. Somos gratos por aqueles que nos ajudaram. Algumas pessoas simplesmente não se importaram, pois elas queriam que suas vozes fossem ouvidas, mesmo sabendo do risco.

Liberdade de expressão é uma das premissas para o desenvolvimento de qualquer cena artística. Além desse ponto, quais eram as outras dificuldades que vocês enfrentavam an cena de Tehran?

Nós não conseguíamos lançar nossas faixas para sermos ouvidos. Essa foi uma de muitas dificuldades que enfrentamos. Não é possível explicar, mas vocês provavelmente viram isso no filme.

De uma forma geral, vocês sentem que a comunidade eletrônica perdeu parte de seu espírito de resistência ao redor do globo? Se sim, há algo que possamos fazer para resgatar isso?

Não acho que tenha perdido o seu espírito, apenas mudou a sua forma e, agora, por exemplo, a música pop está misturada com eletrônica e está crescendo rápido — talvez em outro formato, mas continua a mesma coisa.

Moving the Moon, novo EP de vocês pela Prisma Techno, comprova o bom momento do projeto no estúdio. Como foi o processo criativo desse release?

É interessante que você esteja perguntando isso, porque fizemos o EP quando ainda estávamos no campo de refugiados e a base dele foi algo que fizemos lá. Uma vez que saímos, nós completamos no estúdio e esperamos que as pessoas gostem do produto final.

Gigs, novidades, lançamentos: o que podemos esperar de Blade&Beard para o segundo semestre de 2018?

Tem mais EPs que esperamos que sejam lançados em 2018, mais gigs e festivais. Ficaremos felizes em ver as pessoas que curtem a nossa música nas próximas gigs, e a grande novidade é que estaremos em tour com a Prisma Techno no Brasil. Com certeza vamos festejar com pessoas incríveis, estamos muito animados!

Para finalizar, uma pergunta pessoal: o que a música representa na vida de vocês?

A música é a nossa vida e a forma de expressarmos nossas emoções. Todo mundo tem sua própria forma de mostrar as emoções e essa é a nossa, através da música — e que coisa bonita que nós temos a sorte de trabalhar como músicos e com o que realmente amamos.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Cat Dealers revelam novos planos e curiosidades sobre parceria com Cleo Pires

Phouse Staff

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Cat Dealers Cleo
Foto: Reprodução
Dupla remixou uma das primeiras canções de Cleo na nova carreira

Na semana passada, como você viu aqui na Phouse, os Cat Dealers se destacaram com um remix para “Jungle Kid”, música da cantora Cleo — mais conhecida como a atriz global Cleo Pires, que lançou recentemente sua carreira paralela no mundo da música. A original é a faixa-título de EP lançado em março, com outras quatro faixas.

Mas como será que pintou essa inusitada parceria entre um dos duos de maior sucesso do cenário eletrônico brasileiro e uma das celebridades mais famosas do país? Pra responder a essa e a outras perguntas, Lugui e Pedrão tiraram um tempinho na agenda para contar à Phouse um pouco dos bastidores do remix — e ainda prometem novidades para o futuro breve com a artista! Leia abaixo:

Como surgiu a oportunidade para remixar a música?

Tivemos o prazer de receber o convite da Cleo e da equipe dela, que já conheciam e curtiam muito o nosso trabalho — incluindo nossa amiga BIAN, que é DJ, compositora e produtora musical, e também foi uma das compositoras da “Jungle Kid”. Ficamos super honrados e animados com essa produção.

Como foi o contato que tiveram com a Cleo no processo de produção do remix? Vocês já a conheciam pessoalmente?

Tanto nós quanto a Cleo temos uma rotina muito corrida. Além da carreira musical, ela está gravando a novela das sete, e estávamos nos preparando para a nossa tour na Ásia. Tivemos um contato à distância, mas intenso e produtivo para trocar uma ideia e alinhar a parceria. Graças à tecnologia, isso é possível e funciona (risos). Fizemos contato por telefone, whatsapp e por aí vai. E, no fim, quando mostramos o resultado final, ficamos muito felizes com a reação dela.

Já nos cruzamos em alguns eventos, antes mesmo de surgir o convite para fazer o remix, mas pessoalmente mesmo deve acontecer em breve. Estamos combinando novos projetos juntos, e esse encontro deve acontecer logo. Fiquem ligados, porque virá acompanhado de novidades!

+ Tiësto, Justice, Camelphat, Cat Dealers… Confira os novos sons do final de semana!

Quais foram os principais desafios para remixar “Jungle Kid”?

O principal desafio foi transformar a “Jungle Kid”, que tem uma pegada bastante diferente do que costumamos fazer, em um remix que encaixasse também na nossa sonoridade. O BPM original da música, por exemplo, era mais lento, mas conseguimos aumentar sem deixar a vibe incrível da original se perder. Estávamos sempre tocando o remix nos shows, e a resposta tem sido ótima. Inclusive nossos amigos DJs sempre vinham perguntar o nome da track, se era alguma cantora gringa ou algo do tipo.

Como é participar dos primeiros passos na música de uma estrela global já consolidada?

Nós ficamos muito felizes pela confiança que tiveram na gente. Poder participar desse início de carreira musical da Cleo foi uma oportunidade incrível e, por isso, tivemos o máximo cuidado nessa produção, principalmente por ela já ser uma artista consolidada, com uma grande trajetória.

Se tivessem que dar uma dica musical para a Cleo na nova carreira, qual seria?

A nossa maior dica, não só para ela, mas para todos, é se manter rodeada de pessoas do bem, que possam ajudar nessa jornada, e de se manter fiel a si mesma, às suas produções e aos seus instintos. Não há nada melhor, tanto para a artista quanto para os fãs, quando a música vem da alma, com verdade.

* Além desse papo, entrevistamos o duo sobre a festa Cat House, cuja próxima edição rola em 04 de agosto, em BH. Assista aqui.

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