Dakar

Expoente do tech house, Dakar mira nova sonoridade

Enquanto muitos começam a se aventurar no estilo, o paulistano vislumbra "algo mais acessível ao público brasileiro"
* Por Rafa Ribeiro
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Diferentemente da Europa, foi mais recentemente que o tech house começou a ganhar força no cenário eletrônico brasileiro. Impulsionado no último ano por sons como o do australiano FISHER, o estilo conseguiu, aos poucos, ajudar a derrubar a hegemonia do brazilian bass, e diversos artistas do mainstream nacional estão migrando o seu som para a nova tendência. Mas enquanto muitos tentam buscar seu lugar ao sol, diversos outros já carregam uma tradição no gênero. Este é o caso de Dakar.

Paulistano de 29 anos, Dakar dedica mais da metade da sua vida à música eletrônica. São mais de 14 anos como DJ e mais de nove como produtor. Mesmo tendo passado por vertentes como techno, deep house e até mesmo hip hop, foi no tech house que o artista se encontrou, e hoje é dono de uma carreira consolidada tanto no Brasil, quanto no exterior.

Durante todos esses anos de jornada na música eletrônica, Dakar tocou em diversos países como Holanda, França, Grécia, Bélgica, Equador e Bolívia; além de grandes eventos e clubes no Brasil, como Laroc, XXXPERIENCE, Kaballah, Só Track Boa, Dirtybird Showcase, Green Valley, D-EDGE, elrow, entre muitos outros.

Quando se fala em suporte, Dakar também possui um currículo de dar inveja. Suas músicas já foram tocadas por artistas como Richie Hawtin, Marco Carola, Green Velvet, Noir, Hernan Cattaneo, Steve Lawler, Hot Since82, Eats Everything, Jamie Jones, Riva Starr, Solardo, Camephat, Claude Vonstroke, Sonny Fodera e Lee Foss. O produtor também integra o time de artistas da Cajual & Relief, gravadora de Green Velvet.

Para conhecer um pouco mais sobre sua vida e carreira, a Phouse bateu um papo com o DJ e produtor. Confira:

Recheado de collabs, o álbum “Moments” saiu há um ano, pela Cajual

Mesmo tendo passado por diversos gêneros, você é conhecido por sua musicalidade dentro do tech house que, no momento, é considerada a vertente que mais cresce no Brasil. Você acreditava que este momento chegaria?

Sim, mesmo tendo passado por várias vertentes, sempre acreditei muito no tech house, e acho que vai crescer ainda mais neste ano. Enxergo esse gênero como um meio termo entre os vocais e as batidas avassaladoras da house e as minimalistas batidas do techno.

Como e quando você ingressou na música eletrônica?

Sempre fui fã de música, e aos dez anos ganhei uma guitarra de presente da minha mãe. Desde então, quis aprender a tocar ou compor algo. Eu sabia que era muito difícil ter uma banda, pois dependia de tecladista, baterista e vocalista, então em 2004 vi um amigo mais velho arranhando uns discos de vinil em uma festa da escola. Depois desse dia resolvi fazer um curso de discotecagem e comecei a tocar em alguns eventos. E aqui estou, hoje, vivendo de música.

Como dono de uma gravadora, a Moment Records, o que você busca em um artista para lançar sua música?

Estou sempre em busca de produtores que se arriscam um pouco em sonoridades novas. Procuro também tentar dar oportunidade a produtores novos. Sempre dou aquele feedback sincero, falando até mesmo das coisas que não gosto.

“Sempre acreditei muito no tech house, e acho que vai crescer ainda mais neste ano. Enxergo esse gênero como um meio termo entre os vocais e as batidas avassaladoras da house e as minimalistas batidas do techno.”

O cenário de música eletrônica brasileira é extremamente rico em novos talentos, mas poucos realmente conseguem construir uma carreira consolidada. Quem são os artistas que devemos ficar de olho, e por quê?

Olha… é difícil falar em nomes, mas eu acredito muito no som do Fancy Inc, do Breaking Beatz, do Banzoli e do Classmatic, para citar alguns… Vejo que eles evoluíram muitos nos últimos meses e com certeza são artistas que devemos ficar de olho, pois continuarão a ganhar destaque.

Qual o lugar mais incrível que você já se apresentou?

Um dos que mais me marcaram foi o Rotofest Festival, no Equador. Foi um evento em que eu não esperava ver tanta gente. Chegando no local fiquei espantado com toda estrutura e o carinho do público comigo. Tinha mais de 30 mil pessoas curtindo e dançando minha música. Um verdadeiro Rock in Rio do Equador.

Existe algo que você esteja preparando que possa nos adiantar?

Tem bastante coisa. Estou buscando, pesquisando e desenvolvendo uma nova sonoridade para 2019, algo mais acessível ao público brasileiro, pois sempre trabalhei com artistas europeus, e agora estou produzindo collabs com artistas nacionais como Breaking Beatz e Vintage Culture — inclusive, estou prestes a lançar um remix de “Save Me”. Outras novidades são também collabs com Green Velvet, Sonny Fodera e Tough Love. Estou bastante feliz e ansioso com tudo que está por vir!

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