Axwell /\ Ingrosso, o duo formado por Axel Christofer e Sebastian Carmine, dois dos mais renomados DJs e produtores dos últimos tempos, concederam uma entrevista exclusiva ao nosso colunista Jhonny Carlos.

Hoje, o duo é referência no cenário da música eletrônica se destacando com seu novo pseudônimo e também por terem feito história no notável trio Swedish House Mafia, que infelizmente se desfez carregando várias polêmicas envolvendo o nome do terceiro integrante, Steve Angello.

Essa entrevista exclusiva, que pode ser considerada uma das mais interessantes da Phouse, você confere aqui.

Impossível começar sem falar do Swedish House Mafia. No início do ano conversamos com Steve Angello e ao perguntar sobre um suposto retorno, ele me disse que vocês haviam deixado claro que nunca houve um fim. Ou seja, podemos ainda ter esperanças?

Ingrosso: “O que o Steve disse é a mais pura realidade. Nunca dissemos: ”adeus e até nunca mais!”, e naquele momento era o melhor para nós. O SHM era algo que tinha um apelo muito forte, queríamos a música chegando ao extremo e aquilo nos consumia. Somos três homens, com famílias, com desejos e estávamos deixando aquilo de lado sem perceber. Então decidimos nos frear e testar outros projetos.”

Axwell: “Nós já nos reunimos algumas vezes nos últimos meses. Conversamos, testamos coisas novas, ele participou de algumas coisas em nosso álbum. Não posso dizer que já seja um retorno, mas é o início. Por enquanto queremos focar nesse nosso projeto. O nosso álbum é o ápice disso tudo e queremos trabalhar nisso. Um passo de cada vez.”

Estamos escutando falar desse álbum desde o final do ano passado. Eu ouvi algumas faixas esses dias e só estou esperando vocês lançarem. Quando isso vai acontecer? E que os fãs podem esperar?

Axwell: ”Nosso álbum está pronto e deve sair ainda este mês ou no próximo. Não posso dizer exatamente a data porque queremos jogar ele ao mercado de surpresa. Pode ser daqui a duas semanas ou a gente mude de idéia e lance apenas em Novembro. Por mim lançava ele nesse exato momento!”

Ingrosso: Desde que decidimos criar essa nossa união, trabalhamos sem parar até que esse material chegasse ao ponto que queríamos. Uma identidade única para um projeto novo. Os singles que a gente mostrou é apenas a ponta do iceberg. Estamos bem satisfeitos com o resultado.

Seb, lembro que da última vez em que conversamos você me disse que para relaxar você aproveita as suas filhas e para abrir a mente você assiste seus seriados preferidos como House Of Cards e Homeland. Continua nesse ritmo?

Ingrosso: Quando se é pai você relaxa com qualquer sorriso e olhar dos seus filhos. Eu não vejo outra forma de buscar tranquilidade melhor que essa. Agora sobre seriados, eu ando bem diversificado e até olhei essa semana uns episódios da série Narcos com Wagner Moura, achei interessante. Fora isso estou assistindo Suits, já viu?

Desde que a gente anunciou essa entrevista com vocês, os fãs no Brasil estão loucos querendo saber da vinda de vocês ao país. Já têm idéia de quanto isso vai acontecer? Alguma data? Ou ainda não temos nada certo?

Ingrosso: Iremos ao Brasil sim, mas não podemos falar nada ainda.

Axwell: O que posso dizer sobre isso é que nossas malas já estão praticamente prontas.

Vocês deram uma entrevista para o The New York Times no começo do ano e dela surgiu uma declaração que causou polêmica, na qual vocês disseram que a música eletrônica underground mesmo sendo produzida de melhor maneira, ainda seria amadora. O que vocês acharam disso tudo? Vocês ainda tem esse opinião?

Ingrosso: Fomos mal interpretado. Quer dizer, eu fui porque foi eu que disse isso. O que quis dizer é que a real música underground é aquela que foge de todo o apelo comercial. Que vai contra partida do que as paradas de sucesso tocam. Não me senti infeliz com a minha declaração já que o sentido da palavra “underground” é isso! Você tentar manter seu som o mais amador possível, sem buscar referências ao que a Billboard tem no seu Hot 100.

Axwell: Existe os que se definem Underground, os que as pessoas definem como Underground, o que a mídia define como Underground. Eu acho que o som de qualidade sendo amador ou não irá sempre ganhar atenção. E se o produtor sai dessa zona de conforto “underground” ele tem que saber lidar com isso e aceitar que boa parte dos críticos vão dizer que ele se vendeu.

Para fechar, dicas de musicas para os fãs. O que vocês andam ouvindo?

Ingrosso: Tenho escutado bastante Galantis. Nesse ultimo mês o álbum deles é o que mais tenho escutado, mas ainda não sei cantar todas as faixas como sei cantar as do filmes Frozen. Isso é ser pai!

Axwell: Kygo tem feito coisas ótimas e eu também gostei desse trabalho do Galantis. Fora algumas coisas de amigos, algumas faixas que andam tocando nas rádios.

Agradecimento: Def Jam Recordings

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