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Entrevista exclusiva com o duo Galantis

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No ano de 2014 o mundo da música eletrônica ganhou um dos melhores duos de todos os tempos. Formado pelos suecos Linus Eklow e Christian Karlsson – que são conhecidos também por seus trabalhos individuais como Style Of Eye e no projeto Miike Snow -, o duo Galantis lançou um EP aclamado, fechou contrato com uma grande gravadora para lançar um álbum nesse ano e junto com isso jogou no mercado o single “Runaway (U & I)”, que com certeza é um dos maiores hinos do cenário da EDM atual.

Nosso colunista Jhonny Carlos – que é amigo dos rapazes- traz uma entrevista exclusiva para Phouse onde falam da carreira, do sucesso, de como tudo começou e das novidades para esse ano. E ah! Sobre uma suposta vinda ao Brasil ainda em 2015.

2014 foi o ano da revelação do Galantis e nesse 2015 já esperamos muito mais, claro. Quero começar falando desse sucesso todo de vocês, e ai? Me definam o que vocês andam sentindo, pensando e tudo mais sobre esse reconhecimento mundial, que diga-se de passagem é muito merecido.

Christian: Eu diria uma série de palavrões que poderiam expressar o quanto tem sido incrível esse reconhecimento do nosso trabalho, ainda mais que tudo é tão recente. Sinto que estamos em um sonho, mas aí percebo que estou acordado e tocando para um público que sabe todas as nossas músicas. O que eu posso dizer? Uau!

Linus: O que o Chris diz é verdade, porque eu também as vezes demoro a acreditar o quão incrível tem sido a recepção do público, e por mais que já tivéssemos nossas experiências nesse cenário de tocar para várias pessoas, isso ainda é maravilhoso. Realmente tem sido especial e emocionante saber que as pessoas sabem do Galantis e amam nosso trabalho nele.

Muitos conhecem os trabalhos individuais de vocês, mas não sabem ao certo como tudo começou. Como o Galantis surgiu, vamos falar um pouco disso?

Linus: Nos conhecemos há muito tempo, afinal somos da cena musical de Estocolmo, mas tudo realmente aconteceu quando o Chris me convidou para fazer um remix da faixa “Animal” do projeto dele Miike Snow. Me lembro que eu fiquei: Nossa, preciso arrasar e dar o meu melhor!. Depois disso, começamos a trocar mais ideias e a sair juntos e a produzir, e eis que aos poucos surgiu o Galantis.

Christian: Galantis realmente surgiu porque tínhamos sonhos e ideias de produção que iam além daquilo que fazíamos. Quando cheguei na Suécia e me encontrei em um estúdio com Linus tudo surgiu em um passe, mas claro que isso depois de descobrirmos que tínhamos os mesmos ideais e desejos de criar algo novo na música

Vocês foram considerados o melhor duo que surgiu depois do Daft Punk, segundo a Billboard. E boa parte da mídia especializada vem enchendo vocês de elogios, dizendo que suas músicas são algo diferente. Eu também vejo por esse lado, afinal, as letras vão além do “coloque suas mãos para o alto” e também tem essa coisa dos vocais que são uma maravilha a parte, meio andrógenos. Quero saber como vocês veem isso e como surge todo esse conceito por trás do duo.

Linus: Eu fiquei emocionado com esse elogio, pois o mesmo cara que criou o conceito das mascaras do Daft Punk criou o da nossa Seafox, e sempre fomos fãs de todo o trabalho dele com os caras. Sem contar que Daft Punk sempre foi e sempre será uma fonte de inspiração para o nosso trabalho. Agora sobre as canções e o vocal, era esse o ponto que queríamos chegar: Não criamos canções pensando no que as pessoas vão achar. Gostamos de criar e produzir canções que representam o que nós mesmos gostaríamos de ouvir. E acho também que é mais fácil se relacionar com a música quando você não sabe distinguir se é um cara ou uma garota por traz da canção.

Christian: E eu não sou muito fã da voz humana, que fique claro! (Risos)

Kaskade, Tiesto, Dillon Francis e uma grande leva de DJS/Produtores andou remixando faixas de vocês. Vocês já andam fazendo colaborações, certo? E como é ver suas faixas ganhando ótimos remixes?

Christian: É incrível ver nossas músicas por um outro ponto de vista. Grande parte dos DJS que produziram remixes de nossas faixas são amigos. Sempre procuro no Soundcloud remixes e me surpreendo.

Linus: Ouvir esses remixes de caras que além de amigos, admiramos, é incrível. E sobre colaborações, estamos sim trabalhando em várias coisas, mas não podemos falar muito. Kaskade e Tiesto estão incluídos nesses trabalhos.

“Seafox” esse é o mascote de vocês, que representa a marca. Me explica um pouco desse conceito, e como surgiu? Já que está em tudo que remete ao duo.

Christian: Sempre pensamos em uma marca para nosso trabalho e queríamos algo diferente de tudo. Trabalhamos aos poucos na construção imaginária do que seria o Seafox e é aí que começamos todo o processo de criação até chegar ao que temos hoje. Algo que amamos demais.

Linus: Na verdade eu me lembro do Chris passando em frente a uma loja onde havia um cabeça de raposa. Acho que foi nesse momento que surgiu a primeira inspiração. E isso é tão legal, porque hoje os fãs já esperam a nossa Seafox nos shows e fazem suas mascaras caseiras de Seafox.

Gosto musical! O que vocês andam ouvindo? Quem são os caras que sempre foram os heróis da música para vocês?

Linus: Eu diria que Steve Wonder é o cara! Mas sou bem eclético com essa coisa, tanto que se pegar meu laptop vai encontrar Chilly Gonzales, Years & Years, RY X e outros. Todos com faixas que já perdi as contas de quantos “repeat” dei.

Christian: Depeche Mode são os meus heróis. Foi o primeiro disco que comprei quando criança e mesmo hoje em dia, eles ainda soam tão sensacionais. Mas também estou na mesma linha que o Linus, e ando ouvindo bastante RY X e Chet Faker

2015 chega ao mercado o álbum de estreia de vocês certo? Vamos falar desse material que já é um dos mais esperados? O que podemos esperar?

Linus: Estamos com 96% dele pronto, mas queremos sentar depois de tudo pronto e analisar se chegamos mesmo aonde queríamos. O que posso dizer é que nosso novo single chega ao mercado logo logo e se chama “Gold Dust”. Estamos ansiosos para esses lançamentos. No mais, o nosso álbum deve ser lançado ainda na primeira metade do ano.

Christian: Não tenho nada mais para comentar, faço do Linus minhas palavras! (risos)

E o Brasil? Já perguntei antes sobre isso para vocês, mas saiba que no Brasil vocês tem uma grande quantidade de fãs querendo vocês o mais rápido possível. Então, o que vocês tem a dizer?

Linus: Você mais que ninguém sabe de nossa vontade de estar no Brasil! Amamos nossos fãs no país e temos recebido todo o apoio deles. O que podemos dizer é que logo estaremos chegando aí. Ainda esse ano ou no próximo. Pronto!

Christian: Eu sinto que será um dos melhores shows de nossas vidas. Não vejo a hora de estar com todos os nossos fãs, mas isso ainda é algo que não podemos comentar.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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Opinião

Carta aberta aos fãs de progressive house

Flávio Lerner

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Aos fãs de progressive house
Oi gente, tudo certo? Vamos conversar? Os ânimos tão meio exaltados por aqui.

Seguinte: o DJ e produtor Leo Lauretti assistiu à volta do Swedish House Mafia in loco e nos escreveu um texto com algumas reflexões. Quando eu vi que ele falou em progressive house para se referir ao estilo do trio sueco, minha reação imeadita foi a de substituir o termo. Isso porque aqui na Phouse — ao menos desde maio de 2017, quando assumi como editor —  usamos essa tag para falar sobre o gênero original: esse mesmo que vocês curtem, o de Sasha, Digweed, Hernán e companhia.

Sempre que eu recebia para editar qualquer texto usando o termo “progressive house” para se referir ao “prog house mainstream”, eu o substituia por algum outro nome — geralmente, big room ou EDM, para evitar a confusão que existe há cerca de dez anos, desde a época em que o Beatport permitia que as gravadoras se apropriassem das tags que quisessem. Mas no texto de Lauretti percebemos que nem big room e muito menos EDM serviriam para rotular o tipo de som a que ele estava se referindo. Os dois nomes se tornaram genéricos demais para caracterizar essa estética mais particular, que sim, traz elementos progressivos, mas em uma roupagem bastante pop e acessível às massas. A melhor solução encontrada foi aparentemente simples: vamos manter o nome “prog house” [evidentemente sem a intenção de ofender ninguém] que é como os fãs se acostumaram a rotular o som, e colocar uma nota ao final explicando o caso.

Apesar de o artigo ter tido ampla aceitação entre os fãs de Swedish House Mafia, nunca imaginei que fosse causar um desconforto desse tamanho nos fãs do progressive clássico. Ora, através do nosso colunista Jonas Fachi, sustentamos uma cobertura bastante rica dessa cena. Incontáveis reviews sobre apresentações de nomes como Hernán Cattaneo e Guy J, matérias sobre projetos novos que vêm impulsionando a cena prog nacional… Vocês o conhecem, não conhecem? Se não, leiam os textos dele. Vocês vão curtir. Agora, tudo isso passa a não valer mais nada porque usamos o mesmo termo para nos referir, em um momento específico, a outro gênero musical?

Certo ou errado, com boas ou más intenções, a confusão do passado entre as nomenclaturas dos gêneros já foi feita. Não é culpa nossa. Mundialmente, o estilo que consagrou o Swedish House Mafia é ainda fortemente referido por seus entusiastas como progressive house. Isso passou a pertencer a eles também, gostemos ou não. Aprendamos a dividir. Assim como o dubstep se transformou em algo diferente a partir da onda do Skrillex, no começo desta década. Assim como o deep house hoje é um termo guarda-chuva tão grande que já não tem praticamente nada a ver com o deep house clássico. Os fãs sempre chiam, mas é em vão. E a própria EDM não é unanimidade. Na Phouse, convencionamos o uso da sigla para nos referirmos ao som do mainstream, mas volta e meia alguém reclama que “EDM engloba todo o cenário da dance music”. Não está errado. O termo pode ser usado em mais de um sentido. É tão difícil aceitar isso?

Por um lado eu entendo vocês. Há alguns anos eu discotecava um estilo que gostava de classificar como nu disco ou indie dance. Graças à mesma confusão no Beatport, hoje indie dance/nu disco se tornou algo completamente diferente. O importantíssimo movimento acid house no Reino Unido não tocava apenas acid house. Entre Estados Unidos e Inglaterra, “garage” significa duas coisas diferentes. No Brasil, funk tem um sentido completamente diferente do que nos EUA. Vocês acreditam que o James Brown se importaria? Eu não. Em meu primeiro artigo aqui na Phouse, há três anos, já tinha escrito argumentação parecida: a cooptação é inevitável.

No fundo, é apenas um nome. Uma referência. Mas nunca uma verdade absoluta, objetiva, imutável, escrita em pedra. A música é o que segue importando. A comunhão na pista de dança. Dentro do contexto, todo mundo sabe quem é quem. Ninguém confude a cidade de São Paulo com o Estado de São Paulo, com o santo ou com o time. A palavra “lance” pode ser utilizada para descrever uma jogada em uma partida de futebol, um trecho de uma escadaria ou uma investida em um leilão. E creio que ninguém aqui corre o risco de tentar bater um suco com um mixer da Pioneer. Nem de ir numa noite do Warung esperando ver o Avicii.

Talvez, no artigo de ontem, a gente pudesse ter chamado o estilo de progressive house mainstream. Parece fazer bastante sentido. Mas vamos combinar que fica um nome feio e comprido demais. E talvez não fosse o bastante pra evitar as vaias. Não posso deixar de suspeitar que toda essa raiva que uma galera pegou pelo fato de Lauretti ter usado o termo “prog house” tenha a ver com um ranço, algum tipo de elitismo ou soberba cultural. “Como ousam usar o nome do MEU gênero para descrever essa reles música de playba?” Não consigo não lembrar imediatamente de toda a celeuma causada quando o Seth Troxler tocou um vocal de funk. Vejo muita semelhança entre os casos: uma histeria porque “profanaram minha casa”, “mancharam meu som impoluto”. Vamos lembrar que cada nicho e história tem seu valor para o seu público, e ninguém é melhor que ninguém por aqui — mesmo que, tecnicamente, um som possa até ser mais refinado que o outro.

A gente respeita muito o progressive house. Qualquer um deles. Assim como todos os outros gêneros musicais que dizem respeito ao universo da música eletrônica. E vocês são sempre muito bem-vindos aqui. Vamos combinar que tem espaço pra todo mundo, sem confusão? Sem ódio? Sem precisar diminuir ninguém?

Vamos mirar nossa indignação em coisas mais importantes?

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Opinião

A volta do Swedish House Mafia e o retorno do prog house

Phouse Staff

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Swedish House Mafia progressive house
Um dos eventos mais importantes dos últimos anos no cenário eletrônico deve trazer consequências marcantes
* Artigo por Leo Lauretti

Swedish House Mafia fechou o Ultra Music Festival 2018, a 20ª edição de um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e algumas coisas importantes vieram à tona. Durante o show, acompanhei a reação das pessoas nas redes sociais, e muitos falando bem da apresentação em si.

Primeiramente, me chamou a atenção todo o hype que foi levantado para essa performance, e deixo uma pergunta: será que a EDM/prog house* morreu mesmo, ou será que estamos vivendo um retorno desse estilo? Não acho que viveremos algo semelhante ao passado em questão de estrutura musical, mas me arrisco a dizer que algo novo pode surgir com moldes similares aos do passado. Adoraria saber o que vem por aí, e digo isso desde quando descobri, há 30 dias, que o Swedish House Mafia voltaria.

+ Swedish House Mafia “de volta pra valer”

Outro fato curioso é que o trio não tocou nenhuma música nova deles, senão as que fizeram até se separarem. Mesmo assim, as reações têm sido muito boas, o que me leva a questionar: por que músicas de seis, sete anos atrás continuam com o mesmo peso e força, enquanto vemos outras se perdendo em menos de meses? Temos aqui a resposta do que “matou a EDM” há uns anos. Hoje em dia, existem poucas músicas que emocionam como “Don’t You Worry Child”, que marcaram época. Seja agora, seja daqui a dez anos, esses sons continuarão a representar muito para quem vivia ouvindo a track durante o seu auge (2013/14). O low BPM surgiu como uma outra proposta de música para festivais, porém vejo muita saturação e “plasticidade” nos dias de hoje, e, por isso, um alerta.

Por último, o que acontecerá daqui pra frente? Como amante desse estilo do Swedish House Mafia, torço muito pela volta dele, mas muito mesmo. Isso significa que o low vai morrer? Vejo que PODE perder força, mas acho que não morrerá, uma vez que existe um público muito mais conscientizado sobre o assunto, o que possibilita ao gênero se manter em uma constante, ou com apenas uma pequena queda. Quanto ao prog, o futuro está nas mãos dos produtores, meios de mídia, público, e principalmente dos DJs que animam as festas acolherem esse “novo” estilo. Se alguém quiser mudar algo, são estes que podem começar!

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* Nota do Editor: Em face da confusão instaurada nesses últimos dez anos quanto ao termo progressive house — originalmente um estilo bem diferente deste capitaneado pelo Swedish House Mafia —, continuaremos chamando aquele de “progressive house”, enquanto este passa a ser referido como “prog house”, evitando o uso de um mesmo termo para se designar a gêneros diferentes.

** Leo Lauretti é colaborador eventual da Phouse.

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