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Exclusivo: Entrevista com Fedde Le Grand

Phouse Staff

Publicado em

15/10/2013 - 13:27
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A revista Ponto House acaba de firmar  parceria com um dos principais sites da noite  de São Paulo.

O AgitosSP que é  representado por Sérgio Luiz Júnior,  teve o prazer de entrevistar com exclusividade para a nossa revista o grande astro da EDM, o grandioso neerlandês Fedde Le Grand que já se apresentou em festivais como Tomorrowland, EDC, UMF e Sensation.

A entrevista foi feita em inglês mas postamos a versão original e a  traduzida pelo google tradutor, vamos conferir?

Por: Sergio Luiz Júnior

 

1-Olá Fedde, Primeiramente  obrigado por ceder seu tempo para esta entrevista. Vamos começar?
Eu que agradeço.

2-Você já esteve no Brasil diversas vezes ,  de que você mais gosta?, os brasileiros são um público diferente dos outros?
Eu amo ir para o Brasil, sempre encontrar uma realmente calorosas boas-vindas sempre que estou lá e para qualquer DJ que é um sonho tocar. Todo mundo gosta de festa, e todo mundo adora dançar, então para mim é perfeito! Acho que as pessoas no Brasil são muito parecidas com as pessoas que vivem no sul da Europa, onde o sol está sempre brilhando – é tudo sobre festas na praia, festas no calor, todos vestindo o mínimo possível – o que não é amar?

3-Já aproveitando a pergunta acima Quando você voltar ao Brasil?
Não deve ser muito longo, espero que ainda este ano!

4-Você está sempre presente no line up do Sensation White, Ultra Music Festival, e Tomorrowland, bem como outros eventos. Como você se prepara para cada evento? Em relação ao tempo para criar ou desenvolver um conjunto?
Eu sempre levo pelo menos 30 minutos antes de cada set de chill out, e se é um festival, então eu quero uma hora para relaxar. É importante para mim, para absorver a atmosfera da situação, a afundar-me na vibração da multidão, sentir a música que está tocando e obter-me no mesmo ritmo para que quando eu vou para o palco eu estou construindo sobre o que foi antes de mim e tomando a viagem ainda maior.

5-Como você recebeu o convite para se apresentar para o segundo , Sensation White no Brasil em 2012?
Tenho uma relação fantástica com os promotores do Sensation, ID & T, então quando eles me pediram para ser residência global, é claro que eu disse sim! Sensation tem me levado a algumas festas incríveis, o Brasil Sensation, claro, era incrível, ela sempre é!

6-Como surgiu o desejo de ser djs e produtor?
Eu sempre amei a música, mas eu comecei a tocar como DJ, quando eu ainda estava na escola, tocando em festas com meus amigos, e que cresceu a partir daí. O lado da produção de coisas veio me resolver gradualmente o som que eu queria jogar fora, e não encontrar tantas músicas que se encaixam com o que eu queria fazer. Então eu tive que começar a fazer meus próprios remixes de músicas, e como eu me tornei mais familiarizado com a forma como o hardware de produção trabalhou comecei a fazer a minha própria música. As coisas simplesmente saiu de lá.

7-Quais são as suas influências musicais?
Eu amo funk e pop, o material high end, pessoas como Michael Jackson e George Clinton, quando eu estava crescendo, eu simplesmente amei o sabor e ritmo que eles colocam em suas músicas. Ninguém poderia criar uma música pop da maneira Michael Jackson poderia, ele ainda está intacto até hoje.

8-projetos para o futuro?
Eu tenho cinco novas faixas na tubulação que será lançado no próximo meses, e, claro, turnês ao redor do mundo ocupa muito do meu tempo.

9-Você já conseguiu uma quantidade enorme desde que chegou ao estrelato em 2006. Como é que você pretende manter?
Eu só quero continuar a crescer como artista e permanecer fiel a mim mesmo e que eu acredito. Eu tenho opiniões muito fortes sobre como a música deve ser feita, a qualidade que deve entrar em produção assim enquanto eu ficar com o que eu acredito e estou feliz com o que estou fazendo, e estou sempre me esforçando para ir que pouco mais de cada vez, então é tudo de bom.

10-Como você define o seu som?
Meu som é muito house, mas pode atravessar em qualquer lugar entre a tecnologia mais minimal e electro sensação ao máximo no lado vocal das coisas. Eu não gosto de pombo buraco mas eu acho que há definitivamente um som “Fedde Le Grand ‘e bater que as pessoas se identificam muito facilmente na minha música.

11-evento que marcou a sua carreira? aquele que você lembra mais por algum motivo especial?
Eu acho que há muitas coisas que marcaram a minha carreira ao longo dos anos. Desde o meu primeiro sucesso com Put Your Hands Up For Detroit para meu remix de Paradise Coldplay, eo No Good remix, a sete anos para os níveis mais altos da música de dança, e ser capaz de jogar em todos os clubes incríveis e grandes festivais de todos mais para o mundo, uma honra incrível e um lote inteiro de diversão 

12 – Enviar uma mensagem para todos os fãs do Brasil, e aqueles que estaram lendo esta entrevista em seu site.
Muito obrigado por ter tempo para me apoiar ao longo dos anos, vocês realmente sabem como fazer uma festa e é sempre um enorme prazer visitar o Brasil e sacudi-la na pista de dança com você. Eu espero vê-lo muito em breve!

 

ENTREVISTA ORIGINAL (INGLÊS)

1-Hello Fedde le Grand, First thank you for taking the time for this interview. Shall we begin?
Thank you for having me!

2-you have stayed in Brazil, sometimes
and parents that you like?, Brazilian public and different from others?

I love coming to Brazil, I always find a really warm welcome whenever I’m there and for any DJ it’s a dream to play. Everybody loves to party, and everybody loves to dance, so for me it’s perfect! I think Brazilian people are very similar to people living in the south of Europe where the sun is always shining – it’s all about parties on the beach, parties in the heat, everyone wearing as little as possible – what’s not to love?

3-Already taking advantage of the question above When you return to Brazil?
It shouldn’t be too long, hopefully still this year!

4-You are ever present in the line up of Sensation White, Ultra Music Festival, and Tomorrowland, as well as other events. How do you prepare for each event? Regarding the time to create or develop a set?
I always take at least 30 minutes before each set to chill out, and if it’s a festival then I want one hour to relax. It’s important for me to soak up the atmosphere of the situation, to sink myself into the vibe of the crowd, to feel the music that’s playing and get myself in the same rhythm so that when I go onto the stage I’m building on what went before me and taking the journey even higher.

5-How did you receive the invitation to perform for the second time, Sensation white in Brazil in 2012?
I have a fantastic relationship with the promoters of Sensation, ID&T, so when they asked me to be their global resident, of course I said yes! Sensation has taken me to some amazing parties, the Brazil Sensation of course was incredible, it always is!

6-Where did the desire to be djs and producer?
I’ve always loved music, but I started out playing as a DJ when I was still in school, playing at parties with my friends, and it grew from there. The production side of things came from me gradually settling on what sound I wanted to play out, and not finding so many tunes that fit in with what I wanted to do. So I had to start making my own remixes of tunes, and as I became more familiar with how the production hardware worked I began to make my own music. Things just went from there.

7-What are your musical influences?
I love funk and pop, the high end stuff, people like Michael Jackson and George Clinton, when I was growing up I just loved the flavour and rhythm that they put into their music. No-one could craft a pop song the way Michael Jackson could, he’s still untouched to this day.

8-projects for the future?
I’ve got five new tracks in the pipeline which will be released in the next couple of months, and of course touring around the world takes up a lot of my time to.

9-You’ve already achieved a huge amount since you shot to stardom in 2006. How do you plan to keep ?
I just want to keep growing as an artist and stay true to myself and what I believe. I have pretty strong opinions about how music should be made, the quality that should go into the production so as long as I stick to what I believe and I’m happy with what I’m doing, and I’m always pushing myself to go that bit farther every time, then it’s all good.

10-How do you define your sound?
My sound is very much house but can cross anywhere between the more minimal tech and electro feel to the full on vocal side of things. I don’t like to pigeon hole myself but I think that there’s definitely a ‘Fedde Le Grand’ sound and beat that people can identify really easily in my music.

11-which event marked his career? one that reminds you more for some special reason?
I think that there are many things that have marked my career over the years. From my first success with Put Your Hands Up For Detroit to my remix of Coldplay’s Paradise, and the No Good remix, to seven years at the very highest levels of dance music, and being able to play at all the amazing clubs and great festivals all over to world, such an incredible honour and a whole lot of fun 

12- Send a message to all fans of Brazil, and those who estaram reading this interview on your site.
Thank you so much for taking the time out to support me over the years, you guys really know how to party and it’s always a massive pleasure visiting Brazil and shaking it on the dance floor with you. I hope to see you really soon!

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Entrevista

Ney Faustini: “Estude música, mais do que você já estuda”

Rodrigo Airaf

Publicado há

Ney Faustini
Foto: Gabriel Quintão/Divulgação
Às vésperas de tocar no Caos, Ney Faustini fala sobre presente, passado e futuro
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Pesquisador musical ávido, discotecário premiado e produtor aclamado por nomes que vão de Ben Sims a Rainer TrübyNey Faustini é um cara habituado a seguir o fluxo do que manda seu coração em quaisquer etapas de sua vida. Como DJ, começou na cena de drum’n’bass. Antes disso, já participava de campeonatos de Kart, paixão herdada do seu pai, piloto da Stock Car nos anos 80 e 90.

As corridas continuam até hoje, mas isso nunca o impediu de curtir e absorver tudo o que a música eletrônica tem a oferecer, fosse nos anos 2000, com os eventos memoráveis como Skol Beats e clubs mitológicos como o Lov.e e o Overnight — fez parte da história destes dois últimos nas cabines, inclusive —, seja como um dos DJs e produtores mais experientes e musicalmente vorazes da atualidade. Hoje costuma carimbar sua presença tanto nos principais clubs atuais brasileiros, como o D-EDGE, onde realiza uma residência muito benquista, quanto em turnês no exterior.

Em uma conversa inspirada e pautada em aspectos do passado, presente e futuro, batemos um papo com o DJ paulistano às vésperas de sua apresentação no Caos, club de Campinas onde vai se apresentar durante três horas nesta sexta-feira, dia 15 de junho, ao lado de Chris Liebing e Victor Ruiz

No maior estilo “somos a média das cinco pessoas com quem mais convivemos”, você se lembra de pessoas, momentos, gestos, crenças ou cenas específicas do seu passado que ficam até hoje marcadas na sua memória como turning points para o desenvolvimento do Ney Faustini como o profissional que conhecemos hoje?

Posso dizer que vivi muitas experiências, algumas boas e outras nem tanto, que me influenciaram diretamente na minha formação como artista nesses quase 20 anos de discotecagem. Falando pelo lado bom, experiências de pista, entre festas, clubs e festivais, são sempre especiais. Lembro bem da primeira vez que ouvi o DJ Marky tocando em uma rave no interior de São Paulo, ainda antes da residência dele no Lov.e, e como aquilo me influenciou a querer tocar drum’n’bass. Da primeira edição do Skol Beats, em 2000, que foi o primeiro festival de música eletrônica que frequentei, e onde pude ouvir vários dos DJs que eu já acompanhava. Das primeiras vezes que vi o Laurent Garnier se apresentando em São Paulo. Dos inúmeros DJs e live acts que pude presenciar nos clubs que mais frequentei na vida, D-EDGE e Lov.e. Sem querer ser nostálgico demais, o meu conceito do “ser DJ” teve base nessa época, final dos 90 e início dos 2000.

Profissionalmente, algumas ocasiões estão marcadas na memória como se tivessem acontecido ontem: minha primeira vez tocando no Lov.e em 2001, abrindo a noite pro Marky; a primeira gig na Freak Chic em 2010, no D-EDGE; a apresentação no primeiro Boiler Room no Brasil, em 2013; mais recentemente, tocar pela primeira vez no Rock in Rio no palco Eletronica, e abrir o palco do Dekmantel em São Paulo, no mesmo dia em que o Jeff Mills o fechou, foram experências fantásticas. Saindo um pouco da discotecagem, lançar meu primeiro disco em vinil, o Sleepless, em 2012 pela Foul & Sunk, foi um divisor de águas pro meu amadurecimento como produtor. Uma lembrança puxa a outra, mas essas foram as primeiras que vieram à cabeça.

A maturidade é algo natural na vida de qualquer pessoa — ainda bem! Como artista, qual o conselho essencial que você daria para o Faustini de uns 20 anos atrás e por quê? 

Eu diria “estude música, mais do que você já estuda”. Eu sempre tive muito prazer em pesquisar, frequentar lojas de disco, descobrir músicas e artistas novos, independentemente de estilos. Esse sempre foi meu foco como apreciador de música, além de DJ. Porém, mesmo começando a produzir, lá por 2009, eu nunca tive uma real formação musical e não me aprofundei no estudo de nenhum instrumento. O que eu sempre tive comigo era o que eu gostava de escutar, meu repertório, e dali eu buscava minha inspiração pra produzir. Estudar a música mais profundamente, mergulhando ainda mais na parte teórica, além de toda diversidade cultural e histórica, é algo que venho fazendo mais recentemente e gostaria de ter feito antes.

“Sinto falta do tempo em que as pessoas se preocupavam mais em aproveitar o momento do que ficar registrando tudo no celular.”

Você é considerado um DJ mais próximo das sonoridades da house music, mas pra esta sexta você foi escalado para um lineup mais techno, ao lado de Chris Liebing e Victor Ruiz. É possível que com esse “empurrãozinho” veremos um lado musical seu ainda mais amplo em Campinas?

Eu naturalmente tenho uma preparação muito particular pra cada situação, e nesta noite não será diferente. Eu evito me rotular e, dentro do possível, gosto sempre de variar, especialmente em sets mais longos. Mas também gosto desses casos, em que existe um foco mais específico. E afinal, Detroit é uma das minhas maiores influências musicais, então a expectativa em abrir uma noite mais voltada ao techno com um set de três horas é enorme. Estou separando várias músicas especialmente pra esta ocasião.

Explorando um pouco mais este seu lado “techneiro”, conta pra gente quais foram as descobertas mais incríveis deste gênero que você realizou ultimamente? 

Além das referências de Detroit e Berlim, tenho escutado também muitos artistas e gravadoras holandesas, francesas, suecas… A Delsin sempre foi uma das minhas gravadoras favoritas e segue firme numa extensa agenda de lançamentos com velhos e novos artistas, assim como a também holandesa Clone. Taapion é um selo mais jovem e que apresentou um time francês de produtores que gosto muito, encabeçado pelo Shlømo. De uma maneira geral, estou sempre acompanhando gravadoras como Echocord, ESHU, ARTS, Tikita, Ilian Tape, Curle, Mistress, Suchitech, The Corner, Non Series, Skudge, entre tantos outros.

Foto: Divulgação

É difícil barrar a energia da noite de SP. Aliás, do dia também. Mas quais são as outras cidades brasileiras onde você já tocou e sentiu também uma energia singular no público ou na forma como consomem cultura e arte?

Os três estados do Sul estão com festas e projetos muito consolidados, mas acho que tenho uma relação mais próxima com Floripa, por conta da minha residência na Troop, e é sempre incrível tocar por lá. O que me impressiona no Sul, além do que rola nas capitais, é o interesse de um público cada vez maior por música eletrônica underground em cidades do interior.

Momento nostalgia: sua bagagem data desde o fim dos anos 80. Você fez parte de momentos históricos do cenário. De quais características da cena clássica você mais sente falta hoje? 

Eu tento não ser tão saudoso com situações e cenários de antigamente, porque dentro das inúmeras opções que existem de festas hoje, sempre dá pra achar alguma com a qual você se identifique. Dito isso, sinto falta do tempo em que as pessoas se preocupavam mais em aproveitar o momento do que ficar registrando tudo no celular. Nada contra fazer pequenos registros, eu gosto de relembrar alguns momentos também, mas rola um exagero hoje em dia.

“Temos que aproveitar as facilidades que o mundo moderno oferece à profissão, mas não se atinge um trabalho sólido e autêntico através de atalhos.”

Muitos DJs chegam ao sucesso de repente, às vezes já perto de um auge que pode acabar igualmente rápido. Mas você é de uma geração em que a maioria segue uma curva longa até um reconhecimento mais sólido. Que aspectos de uma longa carreira você acha impossíveis de serem adquiridos por DJs “fast-food”, e que realmente fazem falta para um artista? 

A quantidade de “novos DJs” que entram na profissão por motivos não tão musicais cresceu bastante de uns anos pra cá. Gente em busca de sucesso rápido e que nunca teve real interesse pela música e pela arte em si. Ser DJ exige alguns sacrifícios e muito amor, algo que vai bem além das ferramentas de marketing e redes sociais. Vi muita gente da minha geração, e da anterior também, abrindo mão de muita coisa na vida pra poder comprar vinil e equipamentos. Temos que aproveitar as facilidades que o mundo moderno oferece à profissão, mas não se atinge um trabalho sólido e autêntico através de atalhos, e acho que isso vale pra tudo na vida. Repertório e feeling de pista, por exemplo, são aprendizados longos e continuos, só pra citar dois aspectos essenciais.

Passarinhos me contaram que você tem algumas novidades pro futuro próximo, de internacionalidades ao vinil. Confirma pra gente?

Neste ano quero dar um foco maior aos meus trabalhos autorais, já que acabei fazendo mais remixes nos últimos três anos. O último que terminei, pro japonês Tominori Hosoya, deve sair em agosto pela Bucketround, gravadora espanhola de deep house que lança apenas vinil. Incluo nessa fase atual de trabalhos novas colaborações com meus amigos do Fractal Mood e com o sueco Sean Dixon. Pro segundo semestre também estou planejando uma tour em algumas cidades da Europa.

Foto: Divulgação

Uma cor, um filme, um movimento, um sentimento, uma ação, uma reação… O que mais pode te inspirar além do som?

Cidades são sempre inspiradoras, e essa relação de amor e ódio com São Paulo é uma influência constante. Em 2011 decidi passar dois meses em Berlim só pra experimentar a sensação de viver uma rotina, ou a falta dela, por lá. Eu tento sempre absorver um pouco de cada lugar que eu vou, a trabalho ou a passeio. Se tiver arte, museus pra visitar e lugares históricos, melhor ainda. Situações mais extremas de sentimento, de felicidade ou tristeza, também são muito inspiradoras.

Você já tocou algumas vezes no Club 88, mas será a primeira vez no Caosdos mesmos sócios. E estreia logo em, como já foi dito, noite grande de techno. Quais são as suas expectativas para o dia 15 de junho?

Toquei uma vez no Club 88, quatro anos atrás. Conheço a Eli Iwasa desde os tempos do Lov.e Club, e vinha acompanhando toda a montagem do Caos com a expectativa de que seria um club pra se tornar referência no interior de São Paulo. Vi fotos e vídeos de algumas das festas que rolaram nos últimos meses, e já deu pra sentir um pouco de como é a atmosfera por lá. O Chris Liebing é uma lenda, e imagino que vá rolar uma peregrinação partindo de várias cidades pra essa noite. Nada como experimentar a sensação de tocar em lugar novo com a casa cheia, e pegando essa energia de começo de festa. A ansiedade é enorme!

* Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

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Entrevista

Produtora mais nova do mundo? Com apenas 10 anos, a DJ Rivkah tem chamado a atenção da cena nacional

Flávio Lerner

Publicado há

Rivkah
Foto: Divulgação
Garota de Brasília cresceu rápido e virou atração entre grandes eventos e expoentes da cena eletrônica

Crianças prodígio costumam chamar a atenção no meio da música eletrônica pelo fator inusitado: ainda não é comum vermos gente tão nova discotecando profissionalmente, por razões óbvias que vão do fator ambiente [quase sempre mais adulto] à própria inserção no mercado de trabalho — passando ainda pelo fato de que um bom DJ requer uma boa bagagem musical, que por sua vez exige tempo de conhecimento e maturação.

Mas talvez o futuro breve nos reserve mais crianças que se destacam no ofício. Décadas após o A-Trak vencer o DMC, e poucos anos depois do “fenômeno” Arch Jnr, que ganhou reality na África com apenas três anos de idade — e que, vamos ser honestos, não parecia ter muita noção do estava rolando —, temos no Brasil mais um caso recente que vem atraindo cada vez mais olhares em uma velocidade impressionante: Rebecca Rangel, mais conhecida como DJ Rivkah [seu nome de batismo em hebraico].

Foto: Divulgação

A menina nasceu na Noruega, onde viveu até os seis anos de idade, mas tem cidadania brasileira e francesa, e hoje mora em Brasília com a mãe e o padrasto — “o maior incentivador e patrocinador de toda essa história”, segundo a mãe de Rebecca. Assim, com apenas dez anos, desde que decidiu abraçar de corpo e a alma essa carreira, vem chamando a atenção em eventos não só em sua cidade: no BRMC, que rolou nessa última semana, em São Paulo, Rivkah parecia onipresente, podendo ser vista a toda hora pelas salas em que se realizavam os painéis e circulando pelas áreas de lounge.

“A Rivkah sempre gostou muito de música, e já teve aulas de violino e teclado antes de virmos morar em Brasília. Desde os quatro anos ela já tinha música eletrônica no celular, em vez de músicas infantis. Ouvia muito Swedish House Mafia e Tiësto“, conta a orgulhosa mãe Valesca Rangel — constantemente presente ao lado da filha — em depoimento à Phouse. “Ela sempre pediu para ser DJ, e no ano passado eu a matriculei em um curso e acompanhei diariamente nas aulas. Um curso que duraria três meses ela terminou em apenas um!”

Na Praia, em Brasília, foi onde a Rivkah começou a chamar atenção

Logo, a menina já atraiu um dos tutores do curso, o DJ Sony, e ganhou a chance de tocar em um evento chamado “Na Praia”, que rolou entre junho e setembro, durante os finais de semana, na capital federal. “O DJ Sony deu a chance de a Rivkah tocar em um domingo à tarde, em um palco menor, e logo na primeira apresentação o espaço lotou. Rapidamente, foram muitas matérias em jornais e sites de Brasília. Ela explodiu rapidamente”, segue contando Valesca, que destaca que a filha já tem agenda fechada até outubro.

De fato, em conjunto com um trabalho forte de assessoria de imprensa, a menina saiu em diversas reportagens, de jornais locais a jornais do SBT. Assim, a família tratou de cuidar dos trâmites para que ela pudesse trabalhar legalmente, sempre com a presença de um adulto responsável — e Valesca não vê qualquer possibilidade da infância da filha ser prejudicada. “Fomos orientados pelo Conselho Tutelar a pedir um alvará na Vara da Infância, e assim foi feito. A Rivkah toca, se apresenta, mas não deixou de ser criança. Ela tem uma coleção de bonecas que é aumentada pelo menos duas vezes por ano, e gastamos com as bonecas talvez mais do que com equipamentos. Apesar de estar saindo enquanto as amigas estão ficando em casa, a maioria delas já está se relacionando com meninos, e a Rebecca nem pensa nisso ainda. Ela é madura para exercer seu dom, mas ainda é criança e se diverte como tal. A prioridade para ela é a escola, e ela está muito bem amparada psicologicamente.”

Foto: Divulgação

O fato de o ambiente da música eletrônica estar normalmente associado a uma embalagem mais adulta [noite, bebidas, drogas, sexo…] também não preocupa. “Para mim, a música eletrônica nunca remeteu a bebidas, drogas ou sexo, pois eu nunca bebi e sempre frequentei festas, raves e shows. Sou capaz de virar a noite sendo a pessoa mais feliz da festa bebendo Coca-Cola Zero (risos)! O primeiro evento em que a Rivkah participou foi o Na Praia, que tem um clima maravilhoso e muito familiar. Vende-se bebida da mesma forma que se vende bebida em qualquer praia brasileira. Os demais, em sua maioria, foram sunsets com censura livre em beach clubs, ou eventos em lojas, para famílias”, segue Valesca.

“Quando o evento é mais tarde, ela não tem contato com o público, a entrada de artista é diferenciada e ela fica em camarim ou área reservada. Quando não se apresenta, vamos em outros programas e assistimos com ela a atrações diversas. Na maioria das vezes, estamos no backstage ou camarote, que são ambientes mais reservados. Temos uma relação muito próxima, eu e ela, e a Rebecca realmente segue o dom de sua personalidade. Alok e Bhaskar cresceram dentro de festas rave, e quem conhece sabe que são muito bem criados e muito educados, de personalidade e caráter indiscutíveis.”

A dupla, aliás, é uma das maiores referências da garota, que cita o brazilian bass e o trance como suas principais vertentes. Outros nomes citados são Sevenn, Chemical Surf, Vintage Culture, JetLag, Capital Monkey, Skazi, Chapeleiro e Astrix — além de Guga Guizelini, do Make U Sweat, que a tem ajudado com dicas de produção musical. “Conhecer a Rivkah foi uma grata surpresa. Ela é super cativante, e não é apenas uma criança que gosta de música e de DJs — ela realmente sabe tocar, e bem! Tem presença de palco e arranca olhares surpresos o tempo inteiro! Certeza que se ela continuar apaixonada pelo que faz, tem um futuro brilhante pela frente”, afirmou o DJ.

Agora, a Rivkah quer ir ainda mais longe: depois de aulas de produção com Guga e outros nomes do cenário brasileiro, está finalizando a masterização de suas primeiras músicas, feitas em parceria com artistas de Brasília: uma collab com o DJ e produtor Icy Sasaki e uma canção com letra e voz de Babi Ceresa. A família já a está rotulando como a produtora mais nova do mundo, e pretende pleitear oficialmente esse título. “A assessoria dela e eu estamos preparando todas as evidências para requerer a quebra de recorde no Guinness, pois lá o produtor mais jovem do mundo é um menino de 12 anos”, complementa a mãe.

Com Guga Guizelini. Foto: Divulgação

Ainda é muito, muito cedo para saber se todo o hype em cima da menina irá se confirmar, e se ela de fato irá se tornar um big name nacional — ou mesmo se vai seguir a carreira como DJ e produtora depois de adulta. A essa altura, o que realmente importa é que Rebecca Rangel se divirta, sem muito compromisso.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

EDX: “Vários DJs brasileiros ganharão reconhecimento internacional nos próximos anos”

Phouse Staff

Publicado há

Foto: Divulgação
Um papo exclusivo com o expoente suíço EDX

Veterano da cena eletrônica com mais de duas décadas de um caminho de sucesso como DJ, o suíço Maurizio Colella, mais conhecido como EDX, é um dos expoentes da EDM global que possui uma das relações mais fortes com o mercado brasileiro. Há dois anos, sua agência Sirup desenvolveu em conjunto com a DJcom o selo Muzica Records, que funciona até hoje para promover artistas da América Latina, sobretudo brasileiros.

O DJ já havia nos revelado que o Brasil é um de seus principais, senão o principal mercado em que atua atualmente, e que pode ser considerado praticamente um dos nossos. Sua última participação por aqui foi em outubro, quando tocou no Playground BH e no Federal Music, e já há planos para uma nova turnê tupiniquim em breve. Pensando nisso, e na esteira de seus sucessos recentes, como “Anthem” — que bombou em playlists do Spotify como a brasileira EDM Room — e o remix para Janelle Monáe, trocamos uma ideia com o produtor sobre seus principais feitos recentes, novidades para o curto prazo e, claro, sua relação com o nosso país.

Maurizio, você continua lançando faixas surpreendentes, como “Anthem” e seu remix para “Make Me Feel”, da Janelle Monáe. Qual a diferença entre seus lançamentos regulares e a assinatura”Dubai Skyline”, que você utiliza para alguns remixes?

Foi uma jornada bem longa até aqui e ainda me faz muito feliz viajar pelo mundo e lançar novas músicas. Eu sempre tento trazer algo novo e fora da caixa em cada uma de minhas produções. “Anthem” foi uma faixa que fiz pensando nos festivais e clubes mais pra cima. Estou muito contente com o feedback e apoio que recebi nesse som. Quando se trata de remixes, eu sempre tento manter uma vibe e toque único no trabalho. A linha de remixes Dubai Skyline é destinada para lançamentos mais house e “radio friendly”.

Você já frequenta o Brasil há muito tempo e teve a oportunidade de conhecer melhor nosso país. Quais são suas coisas favoritas sobre o Brasil?

A cultura brasileira é gigante e diversa, o Brasil é praticamente um continente. Desde o início, eu só tive boas experiências, e é um dos meus destinos favoritos. Dez anos atrás foi minha primeira apresentação no Brasil e continuo sempre animado para voltar. Acho que foi amor à primeira vista. Eu também amo o churrasco brasileiro e a culinária em geral, o que é um bônus.

Os seus DJ sets no Brasil são muito diferentes dos que você costuma tocar pela Europa?

Não necessariamente. Em geral, eu sempre tento ler o público e dar a eles uma experiência única. Normalmente no Brasil meus sets acabam sendo um pouco mais sexy.

“Meu som precisa ser sexy e fazer as pessoas se sentirem felizes.”

Como você vê o desenvolvimento do mercado da música eletrônica no nosso país? 

Minha empresa tem uma colaboração com um selo brasileiro chamado Muzika, para ajudar a lançar artistas latino-americanos. Isso me ajuda a descobrir diversos artistas do país. O Brasil é um mercado único e com muitos profissionais, e eu acredito que vários DJs brasileiros irão ganhar reconhecimento internacional nos próximos anos.

Janelle Monáe é uma artista incrível e a faixa “Make Me Feel” está rapidamente se tornando um dos maiores lançamentos dela. Você pode nos contar um pouco sobre a história por trás do seu remix?

O selo da Janelle [Bad Boy Records] me convidou para produzir o remix. Eu costumo receber muitos pedidos, e naquele mesmo dia havia mais outros quatro, mas quando ouvi “Make Me Feel” senti uma grande conexão com a música, é uma grande obra. Eu acredito que é uma faixa que pode ganhar atenção tanto nas rádios quanto nos clubes. Eu não mudei muito a pegada funky, mas deixei ela com mais energia e uma vibe sexy. Espero que gostem!

Fora do mundo eletrônico, quais são suas inspirações? O que você ouve quando não está ouvindo música eletrônica?

Eu viajo noite e dia, e quando não estou no estúdio ou em algum clube, estou sentado na cadeira do meu escritório trabalhando, e tem música pra todo lado. Isso não me dá muito tempo para ouvir outras coisas. Eu sempre gostei muito de Barry White quando eu era criança, com certeza inspirou meu tipo de som. Precisa ser sexy e fazer as pessoas se sentirem felizes.

O que podemos esperar de novidades? Você já tem planos para retornar ao Brasil?

Estamos trabalhando na minha turnê de 2018, e contará com algumas datas no Brasil. É sempre bom ficar de olho na minha agenda através do meu site. Música nova é sempre uma prioridade para mim, então fiquem de olho! Estou pensando em adicionar uma vibe mais “deep progressivo” nos meus próximos lançamentos.

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