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Exclusivo: Entrevista com Fedde Le Grand

Phouse Staff

Publicado em

15/10/2013 - 13:27
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A revista Ponto House acaba de firmar  parceria com um dos principais sites da noite  de São Paulo.

O AgitosSP que é  representado por Sérgio Luiz Júnior,  teve o prazer de entrevistar com exclusividade para a nossa revista o grande astro da EDM, o grandioso neerlandês Fedde Le Grand que já se apresentou em festivais como Tomorrowland, EDC, UMF e Sensation.

A entrevista foi feita em inglês mas postamos a versão original e a  traduzida pelo google tradutor, vamos conferir?

Por: Sergio Luiz Júnior

 

1-Olá Fedde, Primeiramente  obrigado por ceder seu tempo para esta entrevista. Vamos começar?
Eu que agradeço.

2-Você já esteve no Brasil diversas vezes ,  de que você mais gosta?, os brasileiros são um público diferente dos outros?
Eu amo ir para o Brasil, sempre encontrar uma realmente calorosas boas-vindas sempre que estou lá e para qualquer DJ que é um sonho tocar. Todo mundo gosta de festa, e todo mundo adora dançar, então para mim é perfeito! Acho que as pessoas no Brasil são muito parecidas com as pessoas que vivem no sul da Europa, onde o sol está sempre brilhando – é tudo sobre festas na praia, festas no calor, todos vestindo o mínimo possível – o que não é amar?

3-Já aproveitando a pergunta acima Quando você voltar ao Brasil?
Não deve ser muito longo, espero que ainda este ano!

4-Você está sempre presente no line up do Sensation White, Ultra Music Festival, e Tomorrowland, bem como outros eventos. Como você se prepara para cada evento? Em relação ao tempo para criar ou desenvolver um conjunto?
Eu sempre levo pelo menos 30 minutos antes de cada set de chill out, e se é um festival, então eu quero uma hora para relaxar. É importante para mim, para absorver a atmosfera da situação, a afundar-me na vibração da multidão, sentir a música que está tocando e obter-me no mesmo ritmo para que quando eu vou para o palco eu estou construindo sobre o que foi antes de mim e tomando a viagem ainda maior.

5-Como você recebeu o convite para se apresentar para o segundo , Sensation White no Brasil em 2012?
Tenho uma relação fantástica com os promotores do Sensation, ID & T, então quando eles me pediram para ser residência global, é claro que eu disse sim! Sensation tem me levado a algumas festas incríveis, o Brasil Sensation, claro, era incrível, ela sempre é!

6-Como surgiu o desejo de ser djs e produtor?
Eu sempre amei a música, mas eu comecei a tocar como DJ, quando eu ainda estava na escola, tocando em festas com meus amigos, e que cresceu a partir daí. O lado da produção de coisas veio me resolver gradualmente o som que eu queria jogar fora, e não encontrar tantas músicas que se encaixam com o que eu queria fazer. Então eu tive que começar a fazer meus próprios remixes de músicas, e como eu me tornei mais familiarizado com a forma como o hardware de produção trabalhou comecei a fazer a minha própria música. As coisas simplesmente saiu de lá.

7-Quais são as suas influências musicais?
Eu amo funk e pop, o material high end, pessoas como Michael Jackson e George Clinton, quando eu estava crescendo, eu simplesmente amei o sabor e ritmo que eles colocam em suas músicas. Ninguém poderia criar uma música pop da maneira Michael Jackson poderia, ele ainda está intacto até hoje.

8-projetos para o futuro?
Eu tenho cinco novas faixas na tubulação que será lançado no próximo meses, e, claro, turnês ao redor do mundo ocupa muito do meu tempo.

9-Você já conseguiu uma quantidade enorme desde que chegou ao estrelato em 2006. Como é que você pretende manter?
Eu só quero continuar a crescer como artista e permanecer fiel a mim mesmo e que eu acredito. Eu tenho opiniões muito fortes sobre como a música deve ser feita, a qualidade que deve entrar em produção assim enquanto eu ficar com o que eu acredito e estou feliz com o que estou fazendo, e estou sempre me esforçando para ir que pouco mais de cada vez, então é tudo de bom.

10-Como você define o seu som?
Meu som é muito house, mas pode atravessar em qualquer lugar entre a tecnologia mais minimal e electro sensação ao máximo no lado vocal das coisas. Eu não gosto de pombo buraco mas eu acho que há definitivamente um som “Fedde Le Grand ‘e bater que as pessoas se identificam muito facilmente na minha música.

11-evento que marcou a sua carreira? aquele que você lembra mais por algum motivo especial?
Eu acho que há muitas coisas que marcaram a minha carreira ao longo dos anos. Desde o meu primeiro sucesso com Put Your Hands Up For Detroit para meu remix de Paradise Coldplay, eo No Good remix, a sete anos para os níveis mais altos da música de dança, e ser capaz de jogar em todos os clubes incríveis e grandes festivais de todos mais para o mundo, uma honra incrível e um lote inteiro de diversão 

12 – Enviar uma mensagem para todos os fãs do Brasil, e aqueles que estaram lendo esta entrevista em seu site.
Muito obrigado por ter tempo para me apoiar ao longo dos anos, vocês realmente sabem como fazer uma festa e é sempre um enorme prazer visitar o Brasil e sacudi-la na pista de dança com você. Eu espero vê-lo muito em breve!

 

ENTREVISTA ORIGINAL (INGLÊS)

1-Hello Fedde le Grand, First thank you for taking the time for this interview. Shall we begin?
Thank you for having me!

2-you have stayed in Brazil, sometimes
and parents that you like?, Brazilian public and different from others?

I love coming to Brazil, I always find a really warm welcome whenever I’m there and for any DJ it’s a dream to play. Everybody loves to party, and everybody loves to dance, so for me it’s perfect! I think Brazilian people are very similar to people living in the south of Europe where the sun is always shining – it’s all about parties on the beach, parties in the heat, everyone wearing as little as possible – what’s not to love?

3-Already taking advantage of the question above When you return to Brazil?
It shouldn’t be too long, hopefully still this year!

4-You are ever present in the line up of Sensation White, Ultra Music Festival, and Tomorrowland, as well as other events. How do you prepare for each event? Regarding the time to create or develop a set?
I always take at least 30 minutes before each set to chill out, and if it’s a festival then I want one hour to relax. It’s important for me to soak up the atmosphere of the situation, to sink myself into the vibe of the crowd, to feel the music that’s playing and get myself in the same rhythm so that when I go onto the stage I’m building on what went before me and taking the journey even higher.

5-How did you receive the invitation to perform for the second time, Sensation white in Brazil in 2012?
I have a fantastic relationship with the promoters of Sensation, ID&T, so when they asked me to be their global resident, of course I said yes! Sensation has taken me to some amazing parties, the Brazil Sensation of course was incredible, it always is!

6-Where did the desire to be djs and producer?
I’ve always loved music, but I started out playing as a DJ when I was still in school, playing at parties with my friends, and it grew from there. The production side of things came from me gradually settling on what sound I wanted to play out, and not finding so many tunes that fit in with what I wanted to do. So I had to start making my own remixes of tunes, and as I became more familiar with how the production hardware worked I began to make my own music. Things just went from there.

7-What are your musical influences?
I love funk and pop, the high end stuff, people like Michael Jackson and George Clinton, when I was growing up I just loved the flavour and rhythm that they put into their music. No-one could craft a pop song the way Michael Jackson could, he’s still untouched to this day.

8-projects for the future?
I’ve got five new tracks in the pipeline which will be released in the next couple of months, and of course touring around the world takes up a lot of my time to.

9-You’ve already achieved a huge amount since you shot to stardom in 2006. How do you plan to keep ?
I just want to keep growing as an artist and stay true to myself and what I believe. I have pretty strong opinions about how music should be made, the quality that should go into the production so as long as I stick to what I believe and I’m happy with what I’m doing, and I’m always pushing myself to go that bit farther every time, then it’s all good.

10-How do you define your sound?
My sound is very much house but can cross anywhere between the more minimal tech and electro feel to the full on vocal side of things. I don’t like to pigeon hole myself but I think that there’s definitely a ‘Fedde Le Grand’ sound and beat that people can identify really easily in my music.

11-which event marked his career? one that reminds you more for some special reason?
I think that there are many things that have marked my career over the years. From my first success with Put Your Hands Up For Detroit to my remix of Coldplay’s Paradise, and the No Good remix, to seven years at the very highest levels of dance music, and being able to play at all the amazing clubs and great festivals all over to world, such an incredible honour and a whole lot of fun 

12- Send a message to all fans of Brazil, and those who estaram reading this interview on your site.
Thank you so much for taking the time out to support me over the years, you guys really know how to party and it’s always a massive pleasure visiting Brazil and shaking it on the dance floor with you. I hope to see you really soon!

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Entrevista

“O melhor que a música proporciona é quebrar barreiras”; Ralk fala sobre o sucesso repentino

Confira nosso papo com o DJ e produtor pernambucano

Luckas Wagg

Publicado há

Ralk
Foto: Reprodução
* Edição e revisão: Flávio Lerner

O pernambucano Raul Queiroz, o Ralk, é um desses nomes que têm crescido exponencialmente. O remix produzido com o amigo Diskover para “O Sol”, de Vitor Kley, foi o divisor de águas na carreira do DJ e produtor,  ultrapassando dez milhões de plays só no Spotify, e chegando a ser inclusive cantada em coro por um bloco de rua do Rio no último Carnaval.

Com foco em lançamentos na pegada “house pop”, que têm feito grande sucesso no Brasil, o pernambucano fechou recentemente com a Austro Music — talvez o principal selo nacional com ênfase nessa vertente. Por ali, trouxe até agora dois sucessos: “Nosso Amor Virou Canção” — collab com o Make U Sweat, que você já tinha conferido aqui — e um remix para “Cuidado”, hit do jovem fenômeno Gaab, lançado na sexta-feira passada (23).

Em um contato rápido com a Phouse, Ralk fala sobre esses lançamentos, o momento único que está vivendo, sua agenda lotada no Réveillon e ainda explica, ao falar sobre o empresário Xand, do Aviões do Forró, como entende que uma das funções da música é quebrar barreiras. Confira:

 

Você passou a ter popularidade na cena nacional após remix com seu parceiro Diskover para “O Sol”, de Vitor Kley. A faixa atingiu mais de dez milhões de plays e foi tocada em festas pelos quatros cantos do Brasil. Você chegou a imaginar que esse trabalho chegaria tão longe? Qual foi o impacto na sua carreira?

A história de “O Sol” é quase mágica. Trabalhamos a faixa em novembro do ano passado e, em dezembro, lançamos. Veio fevereiro e eu recebi um vídeo, direto de um bloco de rua do Rio de Janeiro, em pleno Carnaval e com todo mundo cantando a música. Foi um dos dias mais gratificantes da minha vida. Tanto eu quanto o Diskover não esperávamos que acontecesse tão rápido. Até queria agradecer mais uma vez ao cantor Vitor Kley e a toda galera da Midas Music pela oportunidade de fazer o remix para essa música incrível.

Assim como o Alok, que hoje é empresariado por um dos maiores nomes do sertanejo — Marquinhos, da Audio Mix —, vimos que você segue por um caminho parecido, tendo hoje Xand, do Aviões do Forró, como seu empresário. Como surgiu esse convite? E como enxerga essa fusão do mercado da música eletrônica com o forró e sertanejo?

O melhor que a música pode nos proporcionar é quebrar barreiras. Eu, Xand e qualquer tipo de artista somos unidos por algo em comum: o amor pela música. Sem contar que Xand sempre foi uma inspiração para mim, não só pela pessoa que ele é, mas como também pelo sucesso que faz aonde quer que ele passe.

Estou aguardando muito o dia em que iremos fazer uma música juntos. Esse é um dos planos! Hoje faço parte do casting da Fonttes Promoções, juntamente com ele. Quando surgiu o convite, fiquei muito feliz e foquei na oportunidade que eu teria para abrir portas ao meu trabalho e de ser apresentado a um público variado.

Ralk
Agradecendo aos céus pelo sucesso. Foto: Reprodução

Vimos que você assinou recentemente com a Austro Music, que pertence ao grupo Som Livre/Rede Globo. O que muda em sua carreira com esse contrato? É um acordo apenas para lançamento de suas músicas, ou vai além disso?

Realizei um sonho de criança em poder assinar uma das maiores gravadoras do Brasil, um nome conhecido em todo lugar. Sei que terei uma responsabilidade pela frente, e há todo um planejamento que apostam para mim. Começamos com o single “Nosso Amor Virou Canção”, com o trio Make U Sweat e o cantor Guga Sabatie, que acabou de bater 420 mil plays nas plataformas digitais.

Depois lançamos a “Maybe”, uma música feita com muito carinho com os irmãos do Dubdogz e o cantor Hugo Henrique. E agora, fim de novembro, saiu “Cuidado”, meu remix para o Gaab. Isso me motiva, me faz buscar inovar, fazer novas musicas, mostrar meu trabalho para o mundo inteiro e também levar comigo essa gravadora que, dia e noite, faz tudo por mim.

Como surgiu essa oportunidade de remixar o single do Gaab?

Sempre fui fã do trabalho dele, gostei pra caramba de “Cuidado” quando ouvi pela primeira vez. Aí fui atrás e recebi o convite e a liberação também pra fazer esse remix. Temos nos falado muito desde então — a gente se fala praticamente todos os dias pra falar sobre a música. Foi uma honra pra mim. A música dele já tem 15 milhões de plays só no Spotify, então foi muito importante pra minha carreira também, e vou apostar tudo nela pro verão 2019.

  

E além disso, o que podemos esperar do Ralk para 2019? Como está sua agenda?

A maratona de final do ano segue com 28 shows e em várias cidades. Terei a oportunidade, inclusive, de me despedir de 2018 e pedir boas vibrações a 2019 tocando em todos os maiores réveillons do Nordeste no último fim de semana de dezembro: Réveillon dos Milagres (AL), Praia da Pipa (RN), São Miguel Gostoso (RN), Fernando de Noronha (PE) e, na noite da virada, em Fortaleza (CE).

Acho que isso tudo reflete no quanto será agitado o meu ano de 2019. Assim espero. Estou muito feliz em poder mostrar minhas músicas para todo o Brasil. Próximo ano será de muito trabalho, muitas músicas e muitos aprendizados. Temos grandes lançamentos pela frente e estou contando os dias para poder mostrar para vocês. São lançamentos que, sem dúvidas, irão marcar minha carreira.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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Entrevista

“Sem amor, não há música ou festa genuína”: Thiago Guiselini fala sobre os pilares da Soul.Set

Dono de loja de discos em Lisboa, o DJ volta a realizar uma edição da sua festa depois de nove meses

Alan Medeiros

Publicado há

Thiago Guiselini
Foto: Flashbang/Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

A última edição da Soul.Set, festa de house e disco organizada por Thiago Guiselini, foi uma daquelas que definitivamente deixam saudades. No comando da pista que celebrou os sete anos do projeto, lá estavam o próprio Thiago, TYV, Kaká Franco e a lenda de Chicago, Jamie 3:26. Aquela tarde/noite de março marcou o fim de um ciclo — logo depois, Guiselini partia em definitivo para Lisboa.

Em Portugal, o DJ estabeleceu residência com sua família e ajudou a fundar a Amor Records, loja de discos que ele administra junto com alguns amigos brasileiros que também vivem por lá. Mesmo morando em outro país, a possibilidade de deixar a Soul.Set acabar nunca foi uma opção. Muito pelo contrário, a festa é uma das principais motivações para o seu retorno regular ao Brasil.

Este esperado momento de reencontro com o público brasileiro acontece neste sábado. Após meses distante do país, Thiago retorna para apresentar mais uma edição da Soul.Set, a última do ano. O evento está formado por um lineup 100% nacional, com Vermelho, Zuim B2B Pedro Bertho e Rafael Moraes no comando dos decks ao lado de Thiago. A nosso convite, o artista falou sobre a festa, a residência em Lisboa e o atual momento de sua carreira.

 

Mais de oito meses se passaram desde a última edição da Soul.Set. Com qual sentimento você retorna ao Brasil para produzir esse evento?

O Brasil é minha terra e a Soul.Set é total parte da minha história, então confesso que estou bastante ansioso pra essa edição. Nesses meses de Amor Records, tenho separado novas músicas que quero muito experimentar na pista Soul.Set. Além disso, estou muito feliz e curioso pra ver três super DJs estreando no lineup, então os sentimentos são os melhores. Por incrível que pareça a emoção de produzir cada edição da festa é a mesma desde a primeira. Ah, e tem ainda as saudades dos amigos que essa pista me deu.

Diferentemente de algumas edições anteriores, o lineup desse encontro está focado 100% em artistas nacionais. É possível dizer que trata-se de uma tentativa de conexão da festa com o que a cena paulistana tem a oferecer de melhor atualmente?

Essa edição foi pensada com muitos detalhes. Estou voltando pro Brasil pra fazer essa festa em dezembro, no começo da temporada de verão. Queríamos a alegria de DJs brasileiros no lineup — DJs que conseguem se conectar e criar uma sinergia com a pista como ninguém. Tivemos edições maravilhosas que ficaram na memória com o line 100% nacional. Nossos DJs são tão especiais quanto os de fora.

“Nossos DJs são tão especiais quanto os de fora.”

Música, essência, amor, respeito e diversidade podem ser considerados os pilares da Soul.Set. Na prática, como você busca trabalhar esses conceitos na pista?

Esses conceitos não são aplicados apenas na pista, mas em todo o projeto, desde a primeira edição. Toda uma atmosfera acontece ao redor da festa. Acredito que esses pilares já estão intrínsecos na festa e a pista é o reflexo disso. Adoro ouvir das pessoas o quanto elas reconhecem a Soul.Set desde a hora que chegam, e ouço muito disso! A festa tem uma personalidade muito bem definida, pois sempre foi feita com muita verdade.

Esses conceitos estão conectados com a pista, pois temos a música como maior protagonista. Sem amor, não há música ou festa genuína — essa legitimidade que vemos na Soul.Set cria uma grande conexão entre as pessoas. A nossa pista é um espaço de união, troca e liberdade, onde todos podem ser quem realmente são através de um dos atos mais primitivos que temos, a dança. Considero fundamental o respeito entre todos. Desde a parte artística, inclusive, que acontece ao convidarmos apenas DJs que têm a percepção do público e que se dedicam para fazer a pista virar, de fato, uma festa.

Uma festa ultrapassa a barreira dos anos apenas quando há a preocupação pela inovação. Dito isso, quais são as novidades que estão sendo projetadas para essa edição?

Prefiro usar a palavra evolução em vez de inovação. Acho super importante pensarmos em novidades sempre, mas nunca esquecendo quem somos. Temos uma identidade muito forte e não queremos fugir dela simplesmente para acompanhar uma tendência ou novos rótulos.

Estamos sempre buscando entregar o melhor que esteja ao nosso alcance, montar lineups coerentes e com cara de Soul.Set, mas que também tragam novidades pra dentro de casa. Temos uma ligação com artes desde o começo e gosto muito de como a coisa se desenrolou. Esta edição, por exemplo, será ocupada por sete artistas expondo seus trabalhos. Queremos mesmo ver cada parte da festa evoluir do seu modo.

   

Com a mudança do cenário político brasileiro a partir de 2018, como você enxerga o futuro das festas de house e techno em São Paulo?

São Paulo tem uma noite super consolidada e que não para de se desenvolver. As festas fazem parte da cultura da cidade, e ao mesmo tempo são um reflexo do estilo de vida da nossa geração. São ponto de encontro de amigos e proporcionam um lugar de energia criativa. Torço para que o cenário político não mude isso.

Desde que a Soul.Set começou, sete anos atrás, o que exatamente mudou na sua vida?

Muita coisa mudou! Experiência de vida, experiência musical, evolução como pessoa e como DJ. No começo eu tinha duas profissões, então minha carreira também mudou. Hoje posso dizer que trabalho cem por cento com música, seja como DJ, dono de loja de discos ou produtor de festas. Fora que nesse tempo mudei três vezes de país, virei pai, casei…

 

Para finalizar: o que te motiva na essência para seguir produzindo eventos mesmo com tantas adversidades?

Quem faz eventos sabe o quão complicado e trabalhoso é, muitas vezes sem retorno algum. Às vezes fica até difícil explicar. Sabe aquele ditado de que o amor é cego? Acho que é um pouco disso. Mas ao mesmo tempo, quando vejo o evento acontecendo e as pessoas felizes, lembro exatamente por que escolhi isso pra minha vida.

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

EXCLUSIVO: KVSH quer conquistar o Brasil com a KRUSH, sua nova festa

Inspirado pela Só Track Boa, o mineiro defende que o objetivo é ajudar a fomentar cidades periféricas no cenário nacional

Flávio Lerner

Publicado há

KVSH
Foto: Reprodução
* Atualizado em 21/11/2018, às 17h47

Motivado por sua história, suas origens, sua nova agência, pelo rumo que a capital do seu estado tem tomado e pelo que Vintage Culture conseguiu com a Só Track Boa [sobretudo na última edição mineira], o DJ e produtor KVSH anunciou a Festa KRUSH, cuja estreia já tem data, local e lineup definidos. No dia 21 de dezembro, o artista recebe um time de atrações majoritariamente mineiras no Marô, em Belo Horizonte: Beowülf, Breaking Beattz, DZKO, JOZZEN, LOthief e VOLLAZ — destes, apenas o carioca Beowülf é “gringo”.

Em contato com a Phouse, Luciano Ferreira, o KVSH, explicou as motivações por trás do projeto e revelou ter grandes ambições. A festa está sendo tocada em conjunto com a OTM Produções, de Otacilio Mesquita [que, como você tem visto aqui, está por trás de praticamente todos os rolês da cena mineira].

+ Em tempo: ouça a refrescante collab entre o KVSH e o Malifoo

“Nasci e fui criado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma cidade chamada Nova Lima, e a minha história com a música eletrônica começou por aqui”, conta o KVSH. “Vejo que eu e a cena eletrônica da capital crescemos juntos; além de ser o local da minha fanbase, BH não tinha uma cena eletrônica tão forte, principalmente pra galera mais jovem, e criamos isso meio que juntos — então a ideia de eu ter uma festa aqui já vem de tempos. Agora que eu entrei pra Boost MGMT e pra HUB Records, o pessoal da agência falou: ‘cara, temos que fazer uma festa sua na sua cidade, com seus convidados, com seu conceito’.”

Segundo o DJ, entretanto, a KRUSH não será fixa em BH. A ideia é torná-la um evento itinerante por todo o Brasil, com o objetivo de levar o agito principalmente em pontos mais periféricos. “Já temos propostas em outros estados, principalmente em cidades menores, que ainda não têm uma cena eletrônica tão forte; esse é o foco. Queremos usar essa festa como uma porta de entrada pra galera que ainda não conhece tanto de música eletrônica”, acrescenta. 

“Queremos usar essa festa como uma porta de entrada pra galera que ainda não conhece tanto de música eletrônica.”

Mesmo com um lineup inicial voltado ao brazilian bass, o produtor garante que deseja agregar não só outras vertentes da dance music, como também abrir para outros estilos musicais: “Não temos muito essa ‘ideologia’ de fazer uma festa 100% eletrônica. Queremos envolver outros estilos, hip hop, trap, e alguns subgêneros que não são tão hypados no Brasil. E dentro da música eletrônica, teremos do brazilian bass ao tech house, passando até por progressive trance”.

Quando perguntei se o surgimento da label também tinha a ver com a segunda edição da Só Track Boa em Belo Horizonte, que foi considerada por muitos a melhor de todos os tempos, o Luciano foi acertivo: “Com certeza. Depois de vermos o impacto que a Só Track Boa teve aqui, a gente pensou: ‘cara, BH é um lugar que tem uma cena muito forte, a STB bateu todos os recordes de público de todas as outras edições. É o lugar perfeito’. É a cidade em que a cena tá crescendo muito e é a cidade em que eu nasci, e temos certeza que vai dar muito certo”.

+ Segunda edição do Só Track Boa BH pode ser considerada a melhor de todos os tempos

“Assim como o Vintage Culture fez com a Só Track Boa, a gente quer fazer com a KRUSH. A STB é focada em música eletrônica, e queremos uma festa focada na zueira, na diversão, mas claro, sem tirar a música do foco. Ela vem pra finalizar o meu ano com chave de ouro, e estamos muito alegres”, concluiu.

Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, dia 19, a partir do meio-dia.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

ERRATA: Carlos Magno, produtor de eventos da Box Entretenimento, não está mais fazendo parte da produção da KRUSH, conforme noticiamos anteriormente.

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