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Exclusivo: Entrevista com Fedde Le Grand

Phouse Staff

Publicado em

15/10/2013 - 13:27
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A revista Ponto House acaba de firmar  parceria com um dos principais sites da noite  de São Paulo.

O AgitosSP que é  representado por Sérgio Luiz Júnior,  teve o prazer de entrevistar com exclusividade para a nossa revista o grande astro da EDM, o grandioso neerlandês Fedde Le Grand que já se apresentou em festivais como Tomorrowland, EDC, UMF e Sensation.

A entrevista foi feita em inglês mas postamos a versão original e a  traduzida pelo google tradutor, vamos conferir?

Por: Sergio Luiz Júnior

 

1-Olá Fedde, Primeiramente  obrigado por ceder seu tempo para esta entrevista. Vamos começar?
Eu que agradeço.

2-Você já esteve no Brasil diversas vezes ,  de que você mais gosta?, os brasileiros são um público diferente dos outros?
Eu amo ir para o Brasil, sempre encontrar uma realmente calorosas boas-vindas sempre que estou lá e para qualquer DJ que é um sonho tocar. Todo mundo gosta de festa, e todo mundo adora dançar, então para mim é perfeito! Acho que as pessoas no Brasil são muito parecidas com as pessoas que vivem no sul da Europa, onde o sol está sempre brilhando – é tudo sobre festas na praia, festas no calor, todos vestindo o mínimo possível – o que não é amar?

3-Já aproveitando a pergunta acima Quando você voltar ao Brasil?
Não deve ser muito longo, espero que ainda este ano!

4-Você está sempre presente no line up do Sensation White, Ultra Music Festival, e Tomorrowland, bem como outros eventos. Como você se prepara para cada evento? Em relação ao tempo para criar ou desenvolver um conjunto?
Eu sempre levo pelo menos 30 minutos antes de cada set de chill out, e se é um festival, então eu quero uma hora para relaxar. É importante para mim, para absorver a atmosfera da situação, a afundar-me na vibração da multidão, sentir a música que está tocando e obter-me no mesmo ritmo para que quando eu vou para o palco eu estou construindo sobre o que foi antes de mim e tomando a viagem ainda maior.

5-Como você recebeu o convite para se apresentar para o segundo , Sensation White no Brasil em 2012?
Tenho uma relação fantástica com os promotores do Sensation, ID & T, então quando eles me pediram para ser residência global, é claro que eu disse sim! Sensation tem me levado a algumas festas incríveis, o Brasil Sensation, claro, era incrível, ela sempre é!

6-Como surgiu o desejo de ser djs e produtor?
Eu sempre amei a música, mas eu comecei a tocar como DJ, quando eu ainda estava na escola, tocando em festas com meus amigos, e que cresceu a partir daí. O lado da produção de coisas veio me resolver gradualmente o som que eu queria jogar fora, e não encontrar tantas músicas que se encaixam com o que eu queria fazer. Então eu tive que começar a fazer meus próprios remixes de músicas, e como eu me tornei mais familiarizado com a forma como o hardware de produção trabalhou comecei a fazer a minha própria música. As coisas simplesmente saiu de lá.

7-Quais são as suas influências musicais?
Eu amo funk e pop, o material high end, pessoas como Michael Jackson e George Clinton, quando eu estava crescendo, eu simplesmente amei o sabor e ritmo que eles colocam em suas músicas. Ninguém poderia criar uma música pop da maneira Michael Jackson poderia, ele ainda está intacto até hoje.

8-projetos para o futuro?
Eu tenho cinco novas faixas na tubulação que será lançado no próximo meses, e, claro, turnês ao redor do mundo ocupa muito do meu tempo.

9-Você já conseguiu uma quantidade enorme desde que chegou ao estrelato em 2006. Como é que você pretende manter?
Eu só quero continuar a crescer como artista e permanecer fiel a mim mesmo e que eu acredito. Eu tenho opiniões muito fortes sobre como a música deve ser feita, a qualidade que deve entrar em produção assim enquanto eu ficar com o que eu acredito e estou feliz com o que estou fazendo, e estou sempre me esforçando para ir que pouco mais de cada vez, então é tudo de bom.

10-Como você define o seu som?
Meu som é muito house, mas pode atravessar em qualquer lugar entre a tecnologia mais minimal e electro sensação ao máximo no lado vocal das coisas. Eu não gosto de pombo buraco mas eu acho que há definitivamente um som “Fedde Le Grand ‘e bater que as pessoas se identificam muito facilmente na minha música.

11-evento que marcou a sua carreira? aquele que você lembra mais por algum motivo especial?
Eu acho que há muitas coisas que marcaram a minha carreira ao longo dos anos. Desde o meu primeiro sucesso com Put Your Hands Up For Detroit para meu remix de Paradise Coldplay, eo No Good remix, a sete anos para os níveis mais altos da música de dança, e ser capaz de jogar em todos os clubes incríveis e grandes festivais de todos mais para o mundo, uma honra incrível e um lote inteiro de diversão 

12 – Enviar uma mensagem para todos os fãs do Brasil, e aqueles que estaram lendo esta entrevista em seu site.
Muito obrigado por ter tempo para me apoiar ao longo dos anos, vocês realmente sabem como fazer uma festa e é sempre um enorme prazer visitar o Brasil e sacudi-la na pista de dança com você. Eu espero vê-lo muito em breve!

 

ENTREVISTA ORIGINAL (INGLÊS)

1-Hello Fedde le Grand, First thank you for taking the time for this interview. Shall we begin?
Thank you for having me!

2-you have stayed in Brazil, sometimes
and parents that you like?, Brazilian public and different from others?

I love coming to Brazil, I always find a really warm welcome whenever I’m there and for any DJ it’s a dream to play. Everybody loves to party, and everybody loves to dance, so for me it’s perfect! I think Brazilian people are very similar to people living in the south of Europe where the sun is always shining – it’s all about parties on the beach, parties in the heat, everyone wearing as little as possible – what’s not to love?

3-Already taking advantage of the question above When you return to Brazil?
It shouldn’t be too long, hopefully still this year!

4-You are ever present in the line up of Sensation White, Ultra Music Festival, and Tomorrowland, as well as other events. How do you prepare for each event? Regarding the time to create or develop a set?
I always take at least 30 minutes before each set to chill out, and if it’s a festival then I want one hour to relax. It’s important for me to soak up the atmosphere of the situation, to sink myself into the vibe of the crowd, to feel the music that’s playing and get myself in the same rhythm so that when I go onto the stage I’m building on what went before me and taking the journey even higher.

5-How did you receive the invitation to perform for the second time, Sensation white in Brazil in 2012?
I have a fantastic relationship with the promoters of Sensation, ID&T, so when they asked me to be their global resident, of course I said yes! Sensation has taken me to some amazing parties, the Brazil Sensation of course was incredible, it always is!

6-Where did the desire to be djs and producer?
I’ve always loved music, but I started out playing as a DJ when I was still in school, playing at parties with my friends, and it grew from there. The production side of things came from me gradually settling on what sound I wanted to play out, and not finding so many tunes that fit in with what I wanted to do. So I had to start making my own remixes of tunes, and as I became more familiar with how the production hardware worked I began to make my own music. Things just went from there.

7-What are your musical influences?
I love funk and pop, the high end stuff, people like Michael Jackson and George Clinton, when I was growing up I just loved the flavour and rhythm that they put into their music. No-one could craft a pop song the way Michael Jackson could, he’s still untouched to this day.

8-projects for the future?
I’ve got five new tracks in the pipeline which will be released in the next couple of months, and of course touring around the world takes up a lot of my time to.

9-You’ve already achieved a huge amount since you shot to stardom in 2006. How do you plan to keep ?
I just want to keep growing as an artist and stay true to myself and what I believe. I have pretty strong opinions about how music should be made, the quality that should go into the production so as long as I stick to what I believe and I’m happy with what I’m doing, and I’m always pushing myself to go that bit farther every time, then it’s all good.

10-How do you define your sound?
My sound is very much house but can cross anywhere between the more minimal tech and electro feel to the full on vocal side of things. I don’t like to pigeon hole myself but I think that there’s definitely a ‘Fedde Le Grand’ sound and beat that people can identify really easily in my music.

11-which event marked his career? one that reminds you more for some special reason?
I think that there are many things that have marked my career over the years. From my first success with Put Your Hands Up For Detroit to my remix of Coldplay’s Paradise, and the No Good remix, to seven years at the very highest levels of dance music, and being able to play at all the amazing clubs and great festivals all over to world, such an incredible honour and a whole lot of fun 

12- Send a message to all fans of Brazil, and those who estaram reading this interview on your site.
Thank you so much for taking the time out to support me over the years, you guys really know how to party and it’s always a massive pleasure visiting Brazil and shaking it on the dance floor with you. I hope to see you really soon!

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Entrevista

“Music Mate” da ONNi, Bernardo Ziembik fala sobre as novidades do app

Alan Medeiros

Publicado há

ONNi
Foto: Divulgação
Aplicativo apresenta solução para as tão temidas filas em clubs e festivais
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você possui uma marca e quer alcançar caminhos nunca antes alcançados, precisa projetar um conjunto de iniciativas fora do padrão. O aplicativo ONNi, com base em Porto Alegre, tem buscado a renovação de todo um cenário desde o seu começo, propondo o fim das filas com todo processo de compra de ingresso e consumo pelo mobile. Mas não para por aí…

Desde o seu lançamento, em 2016, muitas evoluções já foram propostas, não somente ligadas à parte técnica do app, mas também no seu time. Uma das principais mudanças é a chegada dos “music mates”. A ideia é simples: profissionais de exposição nacional que vivem intensamente a cena artística são convidados a representar as ideias da ONNi em seus respectivos nichos e contextos. Para o mercado da música eletrônica, o escolhido foi o curitibano Bernardo Ziembik.

DJ e produtor, com larga experiência também na produção de eventos, Bernardo apresenta-se como a escolha certa para os objetivos do aplicativo nesse momento. Além de ter um ótimo know-how frente ao cenário, também é um entusiasta das inovações propostas pela empresa. A nosso convite, Bernardo falou um pouco mais sobre os planos da marca para 2018.

Como exatamente foi seu primeiro contato com a ONNi? Você, como público, já testou o aplicativo?

Conheci o aplicativo através de uma conferência que produzi com o Alataj, em Porto Alegre, em 2016. Eles foram super nossos parceiros e apoiadores, viabilizando um coquetel para todo o público presente. Como usuário já utilizei o app lá no RS. Primeiro em uma Levels, festa incrível de Porto Alegre, depois no DOMA, clube super cool na região central da capital. Nas duas ocasiões a experiência foi ótima, me trouxe um conforto gigante e uma economia de tempo em filas.

Music Mate me parece um conceito inovador e que diz muito sobre a jornada da ONNi até aqui. Conta pra gente: como essa parceria está funcionando?

A ONNi nasceu imersa na cena eletrônica. Com o passar do tempo, após validar o produto e a proposta, entendeu que precisava ampliar seu leque de festas para outros gêneros. A estratégia da marca para se relacionar com diferentes cenas foi criar o ”cargo” de Music Mate. Basicamente, é uma representação da ONNi em cada nicho: pop, rock, sertanejo… Depois de muitas conversas, estabelecemos uma parceria estratégica em que eu representaria a marca no segmento eletrônico. Como é um trabalho ligado a muito relacionamento, definimos que o termo “music mate” se encaixa perfeitamente, pois realmente a ideia é que todo esse contato com público, promoters e produtores que eu venho tendo seja focado em desenvolver a plataforma e trazer maior solução para quem a usa.

Qual a principal dificuldade que você tem tido no que diz respeito à negociação com os donos de clubs e festas?

Em Santa Catarina, nas primeiras reuniões, esbarramos na seguinte questão: internet. Como muitos dos clubes ficam em regiões afastadas da metrópole, o acesso à internet é bem precário. Sendo assim, o uso do aplicativo fica comprometido. De forma generalista, acredito que as pessoas têm certa dificuldade em entender que somos um sistema complementar, uma conforto e uma nova experiência para o consumidor. Além disso, tratamos de uma mudança de comportamento do consumo, questão que apenas com a constância de uso poderá ser alterada — mas estamos tendo uma receptividade bem bacana em algumas regiões, como em Joinville e Curitiba.

Existe a preocupação da ONNi em trabalhar com clientes que tenham um alinhamento de posicionamento com a marca?

Acreditamos muito na potencialização e no trabalho em conjunto com nossos clientes. Então, procuramos produtores e clubes que querem realmente trazer algo novo para o seu público e entendam que para aumentar seu faturamento e ter boa performance pelo aplicativo é necessário apresentar da forma correta. Esses fatos fazem com que exista uma segmentação dos clientes potenciais. Sem contar que nossa comunicação é bem jovem, moderna, nosso aplicativo trabalha com cartão de crédito… Isso faz com que os próprios usuários já tenham um perfil específico.

Quão importante têm sido seus conhecimentos adquiridos na carreira artística para desenvolver esse trabalho?

Graças aos meus dez anos de carreira, que estão sendo completados em 2018, pude ter contato com muita gente envolvida na produção de um evento. Então, mesmo que o aplicativo não seja utilizado de cara por essas pessoas, estou podendo coletar uma centena de feedbacks que estão sendo extremamente importantes para as atualizações do aplicativo. Exemplo: muito em breve trabalharemos também em versão web, pois essa demanda é grande no mercado de Santa Catarina e Paraná. Aqui também existe a necessidade de pagamento fora do cartão de crédito, então, com essa plataforma, poderemos vender tanto o ingresso quanto o consumo de bar via boleto. Verificamos também a necessidade de alguns clientes em ter uma plataforma que atenda melhor os clientes de mesas e camarotes. Estamos trabalhando nisso também!

Quais são seus principais objetivos com a ONNi para 2018?

Neste ano o objetivo principal é nos estabelecer como uma inovação no mercado da música no Brasil. Acabamos de lançar o novo aplicativo, que é nativo para iOS e Android. Está muito mais intuitivo, rápido e prático. A versão web para compra de ingressos e consumo é também uma super atualização para nós. A partir disso, nossa plataforma faz muito sentido para vários produtores. Agora também estamos começando a escalar nossas vendas, conseguindo atingir um número maior de produtores, criando várias comunidades nas regiões que atingimos e, assim, facilitando a mudança de comportamento proporcionada pelo aplicativo.

Das vantagens que a plataforma oferece, qual é a mais interessante na sua visão?

Para o produtor: uma nova forma de interação com o seu público e um aumento gradual do seu faturamento. Para o cliente: inovação para acabar com as filas, agilizar sua forma de compra e acesso aos eventos que façam sentido as suas preferências.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Techno de refúgio: iranianos falam sobre resistência e EP por selo brasileiro

Alan Medeiros

Publicado há

Blade&Beard
Foto: Reprodução
Refugiado na Suíça, Blade&Beard lança disco pelo selo capixaba Prisma Techno
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Blade&Beard é um projeto iraniano focado em techno que ganhou destaque internacional após o documentário Raving Iran. Comandado pela diretora alemã Susanne Regina Meures, o longa traz a experiência dos DJs Arash Sharam e Anoosh Raki — hoje conhecidos como o duo Blade&Beard — em busca da liberdade de expressão musical.

Antes de falarmos sobre o documentário — que é excelente e que você já pôde ler sobre aqui na Phouse —, vale uma rápida reflexão sobre o regime político iraniano, um dos mais severos do mundo, responsável por colocar a população em uma forte atmosfera de controle e censura, que chega à música também. A lista de atrocidades do governo com a população que de alguma forma se envolve com música ocidental é algo completamente absurdo para os padrões ocidentais, mas uma realidade cruel para o povo do Irã (sobretudo mulheres, que entre tantas restrições, podem sequer dançar em público). Entre sintetizadores queimados e clubes fechados, prisão e tortura estão entre as penalidades para os “infiéis” — no filme, Anoosh conta que já foi pego e espancado “quase até a morte”.

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre “Raving Iran” e o cenário de repressão no país 

Arash e Anoosh tinham tudo para ser mais um número frente ao forte regime de censura de seu país, até Raving Iran ganhar a luz do dia. O documentário alcançou considerável sucesso de crítica no mundo todo e abriu portas para a dupla explorar o som que acreditam em outros países. O convite para o Street Parade de Zurique foi como uma carta de liberdade para os rapazes do Blade&Beard, que pediram exílio de sua terra natal logo após a apresentação. Hoje, a dupla está empenhada na missão de levar o som do projeto para gravadoras que compartilham dos mesmos ideais artísticos, e vem conquistando uma posição importante dentro desse disputado cenário.

É justamente na busca de bons selos para trabalhar em conjunto que a Prisma Techno entra na história. A gravadora capixaba lançou Moving the Moon, recente EP da dupla iraniana, que chegou a ser iniciado em um campo de refugiados. Com duas originais, “Aerolite” e a faixa-título, o release reflete exatamente o atual caminho que Blade&Beard estão trilhando no estúdio. No embalo dessa parceria, batemos um papo com os criadores do EP, que estão projetando uma tour em solo brasileiro junto ao time da Prisma nos próximos meses.

Raving Iran certamente mudou a vida de vocês pra sempre. Como surgiu a ideia de fazer o documentário? Quais foram as pessoas importantes nesse processo?

Com certeza mudou 50% das nossas vidas, e os outros 50% foi a nossa música que mudou tudo para nós. Sempre tocamos no Irã, no deserto e em todos os lugares que tivemos oportunidade de tocar. A ideia não foi nossa, foi da Susanne, e o que vocês viram foi nossa vida normal. Ela capturou parte disso e foi a pessoa mais importante nesse processo.

Como era o relacionamento de vocês com a cena de Tehran em um sentido mais amplo? O que vocês podem nos contar sobre a atmosfera do público e outros artistas?

Foi um pouco arriscado e assustador gravar no Irã, e literalmente colocamos nossa vida em risco apenas para mostrar nossa luta para as pessoas ao redor do mundo. Somos gratos por aqueles que nos ajudaram. Algumas pessoas simplesmente não se importaram, pois elas queriam que suas vozes fossem ouvidas, mesmo sabendo do risco.

Liberdade de expressão é uma das premissas para o desenvolvimento de qualquer cena artística. Além desse ponto, quais eram as outras dificuldades que vocês enfrentavam an cena de Tehran?

Nós não conseguíamos lançar nossas faixas para sermos ouvidos. Essa foi uma de muitas dificuldades que enfrentamos. Não é possível explicar, mas vocês provavelmente viram isso no filme.

De uma forma geral, vocês sentem que a comunidade eletrônica perdeu parte de seu espírito de resistência ao redor do globo? Se sim, há algo que possamos fazer para resgatar isso?

Não acho que tenha perdido o seu espírito, apenas mudou a sua forma e, agora, por exemplo, a música pop está misturada com eletrônica e está crescendo rápido — talvez em outro formato, mas continua a mesma coisa.

Moving the Moon, novo EP de vocês pela Prisma Techno, comprova o bom momento do projeto no estúdio. Como foi o processo criativo desse release?

É interessante que você esteja perguntando isso, porque fizemos o EP quando ainda estávamos no campo de refugiados e a base dele foi algo que fizemos lá. Uma vez que saímos, nós completamos no estúdio e esperamos que as pessoas gostem do produto final.

Gigs, novidades, lançamentos: o que podemos esperar de Blade&Beard para o segundo semestre de 2018?

Tem mais EPs que esperamos que sejam lançados em 2018, mais gigs e festivais. Ficaremos felizes em ver as pessoas que curtem a nossa música nas próximas gigs, e a grande novidade é que estaremos em tour com a Prisma Techno no Brasil. Com certeza vamos festejar com pessoas incríveis, estamos muito animados!

Para finalizar, uma pergunta pessoal: o que a música representa na vida de vocês?

A música é a nossa vida e a forma de expressarmos nossas emoções. Todo mundo tem sua própria forma de mostrar as emoções e essa é a nossa, através da música — e que coisa bonita que nós temos a sorte de trabalhar como músicos e com o que realmente amamos.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Cat Dealers revelam novos planos e curiosidades sobre parceria com Cleo Pires

Phouse Staff

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Cat Dealers Cleo
Foto: Reprodução
Dupla remixou uma das primeiras canções de Cleo na nova carreira

Na semana passada, como você viu aqui na Phouse, os Cat Dealers se destacaram com um remix para “Jungle Kid”, música da cantora Cleo — mais conhecida como a atriz global Cleo Pires, que lançou recentemente sua carreira paralela no mundo da música. A original é a faixa-título de EP lançado em março, com outras quatro faixas.

Mas como será que pintou essa inusitada parceria entre um dos duos de maior sucesso do cenário eletrônico brasileiro e uma das celebridades mais famosas do país? Pra responder a essa e a outras perguntas, Lugui e Pedrão tiraram um tempinho na agenda para contar à Phouse um pouco dos bastidores do remix — e ainda prometem novidades para o futuro breve com a artista! Leia abaixo:

Como surgiu a oportunidade para remixar a música?

Tivemos o prazer de receber o convite da Cleo e da equipe dela, que já conheciam e curtiam muito o nosso trabalho — incluindo nossa amiga BIAN, que é DJ, compositora e produtora musical, e também foi uma das compositoras da “Jungle Kid”. Ficamos super honrados e animados com essa produção.

Como foi o contato que tiveram com a Cleo no processo de produção do remix? Vocês já a conheciam pessoalmente?

Tanto nós quanto a Cleo temos uma rotina muito corrida. Além da carreira musical, ela está gravando a novela das sete, e estávamos nos preparando para a nossa tour na Ásia. Tivemos um contato à distância, mas intenso e produtivo para trocar uma ideia e alinhar a parceria. Graças à tecnologia, isso é possível e funciona (risos). Fizemos contato por telefone, whatsapp e por aí vai. E, no fim, quando mostramos o resultado final, ficamos muito felizes com a reação dela.

Já nos cruzamos em alguns eventos, antes mesmo de surgir o convite para fazer o remix, mas pessoalmente mesmo deve acontecer em breve. Estamos combinando novos projetos juntos, e esse encontro deve acontecer logo. Fiquem ligados, porque virá acompanhado de novidades!

+ Tiësto, Justice, Camelphat, Cat Dealers… Confira os novos sons do final de semana!

Quais foram os principais desafios para remixar “Jungle Kid”?

O principal desafio foi transformar a “Jungle Kid”, que tem uma pegada bastante diferente do que costumamos fazer, em um remix que encaixasse também na nossa sonoridade. O BPM original da música, por exemplo, era mais lento, mas conseguimos aumentar sem deixar a vibe incrível da original se perder. Estávamos sempre tocando o remix nos shows, e a resposta tem sido ótima. Inclusive nossos amigos DJs sempre vinham perguntar o nome da track, se era alguma cantora gringa ou algo do tipo.

Como é participar dos primeiros passos na música de uma estrela global já consolidada?

Nós ficamos muito felizes pela confiança que tiveram na gente. Poder participar desse início de carreira musical da Cleo foi uma oportunidade incrível e, por isso, tivemos o máximo cuidado nessa produção, principalmente por ela já ser uma artista consolidada, com uma grande trajetória.

Se tivessem que dar uma dica musical para a Cleo na nova carreira, qual seria?

A nossa maior dica, não só para ela, mas para todos, é se manter rodeada de pessoas do bem, que possam ajudar nessa jornada, e de se manter fiel a si mesma, às suas produções e aos seus instintos. Não há nada melhor, tanto para a artista quanto para os fãs, quando a música vem da alma, com verdade.

* Além desse papo, entrevistamos o duo sobre a festa Cat House, cuja próxima edição rola em 04 de agosto, em BH. Assista aqui.

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