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Entrevista

João Brasil: “Sou tipo um rapper, um funkeiro; minha matéria-prima é meu cotidiano”

Castelan

Publicado em

29/11/2017 - 20:01
João Brasil
Rock in Rio, funk, EDM, Brazilian Bass, memes, morte da cultura dos mashups e novo clipe: confira um papo transante com o “cronista” João Brasil
* Com a supervisão e colaboração de Flávio Lerner

Em poucas semanas, damos as boas-vindas para mais um verão. Novos sons, hits e festas chegam em quantidades grandes para ajudar a suportar o calor que já bate na nossa porta. Mais ou menos nessa época do ano passado, o grande hit era claro: “Michael Douglas”, do João Brasil, havia se tornado uma febre fonográfica instantânea — em todos os cantos do país, geral deixava bem claro que nunca mais iria dormir.

Completando agora uma década de carreira, e após já ter desfrutado da exposição de hits como “Moleque Transante” (este pelo projeto Rio Shock), “Baranga” e incontáveis mashups, João embarcou em uma nova fase, mais eletrônica, onde pôde refrescar seu som através do EP #Naite, que, dentro da estética que batizou de “Low Funk” — que mistura seu amor pelo funk carioca a diversas outras referências da dance music e brasilidades populares —, traz quatro músicas, incluindo “Latinha”; novo single que, assim como “Michael Douglas”, vai deixar os entendedores entenderem do que se trata seus “lá-lá-lás” e “ló-ló-lós”.

Aproveitando o gancho desta entrevista, o João nos convidou para mostrar com exclusividade aqui na Phouse o clipe de “Latinha”, que traz imagens de nada menos que sua performance no último Rock in Rio. De quebra, decidiu conversar conosco a respeito disso e de muitas outras questões da sua carreira — papo que você pode conferir logo depois de assistir ao clipe abaixo, em primeira mão!

O clipe de “Latinha” será lançado oficialmente nesta quinta-feira

João, conheci o teu trabalho através do projeto 365 mashups, de 2010, e ali ouvi misturas que nunca tinha sequer imaginado. Queria que você contasse um pouco sobre a importância desse projeto e o que ele te trouxe em termos de carreira.

Esse foi o maior projeto que fiz na vida. Realmente fiz um mashup por dia durante um ano. Estava morando em Londres e fazendo mestrado, foi muito intenso. O projeto me levou para espaços como o jornal The Guardian, proporcionou uma parceria minha com o Fatboy Slim no disco dele, me colocou para tocar em festivais como o Back to Black, também em Londres e tocar durante a queima de fogos do Réveillon de Copacabana para mais de dois milhões de pessoas.

“A nova política da internet praticamente matou a cena de mashup. Estamos voltando aos anos 80, com o Spotify como a nova rádio e o músico independente com cada vez menos voz.”

Os mashups reinaram até o começo desta década, mais ou menos; depois, podemos notar um declínio acentuado na popularidade deles. O que você acha dessa cultura dos mashups e por que ela caiu tão acintosamente nos últimos anos?

A nova política da internet praticamente matou a cena de mashup. Derrubaram minha página no Soundcloud, assim como as de diversos artistas que faziam mashups e remixes. Hoje em dia, praticamente, não conseguimos subir nenhum remix ou mashup que não seja oficial. Antes mesmo de completar o upload do mashup, o sistema o derruba. É uma pena, estamos voltando aos anos 80 — o Spotify e os outros players de streaming viraram a nova rádio, e as grandes gravadoras voltaram a ter uma importância muito grande. O músico independente está com cada vez menos voz a cada ano que passa.

Talvez nada represente melhor a capacidade de mashups do João Brasil do que esse clássico que mistura um pagode do Grupo Raça, um beat de funk e um dos gols mais perdidos da história do futebol brasileiro

Você lançou recentemente o novo EP, #Naite, com um show de sucesso no Rock in Rio. Como foi fazer o lançamento em um festival tão importante?

Foi épico. Foi o melhor dia da minha vida profissional como um performer. A galera estava muito animada, pulando muito, vibe incrível. Montamos o meu maior show até hoje, com painel de LED, fogos, brincadeiras com o público e tudo mais a que tínhamos direito. Era um mar de gente, foi inesquecível para todo mundo que estava lá. A galera recebeu as novas músicas muito bem e já tinha gente cantando algumas delas, foi demais!

“Eu sou um observador e cronista do que acontece ao meu redor. Sou tipo um rapper, um funkeiro, onde a minha matéria-prima para as canções está no meu cotidiano.”

A faixa “Michael Douglas” virou seu maior hit até hoje. Conta um pouco pra gente do meme e de como surgiu a ideia de fazer esse som.

Eu estava no Sul, em Atlântida, no club Pista 3. Estava todo mundo muito animado, éramos um grupo grande, todo mundo pulando e se abraçando. Vários DJs amigos do Sul, o crew de Brasília New Chicks On The Block, todo mundo cantando “Nunca mais eu vou dormir”, sobre outra música que estava rolando. Aí eu mandei “Ih, que isso?! Michael Douglas!”, o povo chorou de rir, pirou. Pensei na hora: tenho um hit. Voltei para o Rio e produzi a música em uma semana. A minha cabeça de “mashupeiro” logo fez a música soar como um mashup de funk com EDM.

Reza a lenda que esse áudio de Whatsapp que originou o meme “Michael Douglas”

Por que você acha que “Michael Douglas” explodiu tanto? Você entende que tem mais a ver com a sonoridade dela ou pelo fato de se tratar de uma piada com um meme?

Ela fala com todo mundo. O cara mais velho que adora o ator Michael Douglas, o baladeiro insider que sabe o que “Michael Douglas” significa na noite e as crianças que não querem dormir nunca. Atingiu a todos. Os amigos da minha filha de cinco anos cantam na escola. Realmente o que aconteceu foi algo surreal. E a sonoridade fácil ajudou a disseminação também: batida de funk e synths de EDM.

#Naite é o mais recente EP do produtor

“Michael Douglas” faz alusão ao MDMA, e “Latinha” brinca com Loló. Você por acaso quer ser o novo Tim Maia cantando “Chocolate”?

Ou a Rita Lee cantando “Lança Perfume”? [Risos] Adoraria ser o novo Tim Maia, mas me contento em ser um observador e cronista do que acontece ao meu redor. Sou tipo um rapper, um funkeiro, onde a minha matéria-prima para as canções está no meu cotidiano.

Estamos divulgando aqui em primeira mão o clipe de “Latinha”. Você tem alguma curiosidade pra nos contar sobre a faixa, o vídeo e seu processo de produção?

A ideia que tive foi: quero uma música épica, eletrônica, com humor e cantada em português, bem na linha de “Michael Douglas”, mas sem batida de funk. O funk iria ficar na interpretação do vocal, na vibe mesmo. Confesso que me incomodo que a maioria dos produtores de música eletrônica do Brasil tem nomes gringos e faz músicas em inglês. Não sou contra ninguém compor em inglês, eu mesmo já compus, mas compor apenas nesse idioma, sendo brasileiro, eu acho um pouco estranho.

“A maioria dos produtores de música eletrônica do Brasil tem nomes gringos e só faz músicas em inglês. Não sou contra ninguém compor em inglês, eu mesmo já compus, mas acho um pouco estranho.”

Não é a minha onda, gosto muito de música brasileira. Eu chamei o Brazza Squad para fazer o drop da música. O remix que eles fizeram de “Michael Douglas” ficou fantástico, toco sempre nos meus sets, e foi natural chamá-los para uma colaboração na “Latinha”. Não poderia ter escolhido parceria melhor para essa faixa. O clipe, todo filmado no Rock in Rio, passa bem a energia dessa nossa colaboração.

João Brasil

João Brasil e Brazza Squad, no Rock in Rio

Trabalhar com o Brazza Squad foi uma mistura inédita na sua carreira? Existe alguma mistura ainda não feita que você quer levar para o público?

Foi a primeira vez que colaborei com DJs de Brazilian Bass. Curti muito o resultado, gosto muito do estilo. Já tinha feito mashups nessa onda, mas nunca uma música do zero. Ainda quero fazer muitas novas misturas nessa vida [risos], principalmente com esses funks novos a 150 BPM que estão rolando agora nas comunidades do Rio.

No final de agosto saiu o clipe da faixa “Youtubers”, uma ode psicodélica a uma galera que hoje influencia a opinião das pessoas em alguma medida, e em uma entrevista pro G1 você até os chamou de “novos rockstars”. Até quando você acha que dura este momento de ouro dessa galera?

Acho que dura ainda um bom tempo. O YouTube é a nova televisão da molecada mais nova. Outro dia fui numa palestra sobre o Musical.ly e descobri o mundo dos “musers”. Eles foram os maiores responsáveis por espalhar o “Michael Douglas” para a criançada, fizeram várias versões. Ainda vamos ver muitas plataformas e influenciadores surgirem. Está tudo cada vez mais rápido, porém os melhores vão saber aproveitar a oportunidade e surfar as diferentes ondas, ao mesmo tempo em que muitos vão ficar pelo caminho.

João Brasil

João, no Rock in Rio, executando seu passinho clássico: a “sarrada gravitacional”

Como tem sido o retorno das pessoas a essa sua mistura entre EDM e funk carioca? Pela nossa experiência, o grosso do público da cena eletrônica no Brasil tem um preconceito enorme com o funk…

Eu amo funk, adoro as batidas. Sou do Rio, e por aqui é muito difícil não ter um pouco dessa influência. O preconceito com o funk não é exclusivo do público da dance music, muita gente tem. É uma música produzida, originalmente, por negros e pobres. O preconceito não é apenas musical, infelizmente. Odeio preconceito e adoro funk — os mashups e minhas misturas são maneiras que encontrei de construir um mundo onde todos possam se divertir, independentemente de sua origem, classe social, orientação sexual, religião ou cor.

“Minhas misturas são maneiras que encontrei de construir um mundo onde todos possam se divertir, independentemente de sua origem, classe social, orientação sexual, religião ou cor.”

Ao mesmo tempo, o estilo se desenvolveu muito nos últimos anos, e faz sucesso tanto nas favelas quanto nas festas de playboy. Você tem alguma ideia de por que existe ainda tanta resistência no Brasil ao funk carioca?

O Brasil sempre viveu um complexo de vira-lata, sempre achou que tudo que vem de fora é melhor, e isso não é de hoje. Não damos valor às nossas verdadeiras riquezas, aos nossos verdadeiros talentos. Ainda precisamos ter nomes gringos e músicas em inglês para ter música na playlist Eletro BR do Spotify. Ainda precisamos contratar um gringo como o Diplo ou o Hardwell para tocar nossa própria música — como “Baile de Favela” — para nós mesmos. Ainda temos muito que evoluir como sociedade.

Depois desses últimos lançamentos, quais são os planos? Uma turnê por aqui no exterior? Mais videoclipes?

Depois de “Latinha”, vamos finalizar o clipe de “Rave de Favela”, que será lançado até o final do ano. Vou lançar mais um single também. Entro numa agenda intensa aqui pelo Brasil no verão com a turnê do #Naite, que só vai acabar no carnaval, e depois parto para a Europa e os Estados Unidos para a minha turnê gringa no verão de lá.

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Chilli Beans e MOB somam forças em novo cruzeiro de música eletrônica

Projeto funde as propostas do Navio Chilli Beans e do MOB Festival

Flávio Lerner

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Chilli MOB Cruise
Arte: Chilli MOB Cruise/Divulgação

Duas grandes marcas acostumadas a tocar cruzeiros temáticos estão com uma grande novidade. A Chilli Beans, que nos últimos anos realizou seis edições de seu chamado Navio Chilli Beans [antes Chilli Beans Fashion Cruise, que reunia a indústria da moda para uma espécie de conferência em alto mar, com direito a muita música], soma forças com a MOB, produtora dos irmãos Kiki e Juba Jacomino, que já realizou mais de 15 cruzeiros temáticos em dez anos — incluindo o MOB Festival, que percorria a costa brasileira com grandes DJs.

Assim como nas edições passadas do cruzeiro da Chilli Beans, o rolê será a bordo do Costa Favolosa, navio com capacidade para quatro mil pessoas, que sai de Santos e passa por Balneário Camboriú ou Búzios [ainda a ser definido], entre os dias 20 e 23 de março de 2019. Em contato com a Phouse, Juba explica que o contrato assinado prevê cinco edições, mas que a ideia é que continue por muito mais tempo.

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“Com a crise econômica e o dólar atingindo patamares altíssimos, tivemos que colocar o MOB Festival em pausa em 2014, até que neste ano nos unimos para um novo projeto que mesclaria a essência do MOB com a do navio Chilli Beans, trazendo sobre uma mesma plataforma o melhor destes dois cruzeiros”, diz. Assim, o Chilli MOB Cruise vai reunir a proposta de mesclar arte, moda e música com a forte pegada clubber do MOB Festival.

“A produção no navio será completamente diferente, vai ser muito maior. Outra novidade, que nenhum dos dois projetos tinham, é a presença de dois palcos funcionando ao mesmo tempo”, continua Juba, referindo-se ao MOB Stage e o Chilli Stage. O primeiro será focado em uma pegada eletrônica mais mainstream: Vintage Culture, Chemical Surf, Cat DealersGabriel Boni, KVSH, Bhaskar, Dubdogz, Dashdot, Bruno Be, JØRD, Doozie, Radiomatik, RDT, Barja, Rodrigo Vieira, Junior_C e os gringos Croatia Squad [Suíça] e Ashibah [Dinamarca] são os nomes já confirmados. Segundo o empresário, mais duas atrações internacionais e “duas ou três” nacionais ainda serão anunciadas.

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Já o Chilli Stage vai ser mais eclético e alternativo. A programação, que ainda não tem muitas atrações fechadas, inclui nomes de música brasileira, pop e também uma festa eletrônica, juntando a galera dos coletivos underground de São Paulo. Os DJs L_cio e Tessuto — este, inclusive, é curador da festa — já estão confirmados.

Logo, ao menos dois grandes públicos são esperados: os frequentadores do Navio Chilli Beans terão a partir de 2019 uma versão tunada e mais musical do seu evento, enquanto os fãs de música eletrônica também vão se sentir em casa. Ainda assim, Juba revela que há negociações para resgatar o MOB Festival, possivelmente em dois ou três anos.

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“Existe esse desejo de voltar com o festival, mas não tem previsão. Talvez volte de forma repaginada, até com outro nome, inclusive com parceria de um selo internacional bem grande. Assim, a gente vai tentar levar as coisas pra dois extremos diferentes: o Chilli MOB como uma parte mais comercial, e, quando o MOB Festival voltar, será numa linha não restritiva, mas menos mainstream”, conclui.

As programações das partes de moda e arte do Chilli MOB Festival ainda não foram reveladas. Os ingressos começam a ser vendidos a partir das 10h desta quarta-feira, 19, através do site oficial. E é bom ficar esperto: de acordo com o Juba, o primeiro lote [a partir de R$ 1.290,00 mais taxas] deve se esgotar rapidinho.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Hardwell anuncia pausa na carreira

Ainda assim, o artista afirma que seguirá produzindo

Phouse Staff

Publicado há

Hardwell
Foto: Reprodução

Está ficando cada vez mais claro que o trabalho de um DJ superstar está longe de ser apenas flores. Dois anos antes de falecer, Avicii resolveu se aposentar dos palcos para cuidar da própria saúde — e muitos, incluindo pessoas próximas, acreditam que a depressão que o levou a tirar a própria vida foi estimulada pela agenda estafante que levava no auge do seu estrelato.

Calvin Harris foi outro a se manifestar recentemente sobre o tema, afirmando que não fará mais turnês, optando em focar a carreira nos estúdios. Agora, foi a vez de Hardwell. Nessa sexta-feira, o holandês que é um dos nomes mais populares da EDM soltou um comunicado em suas redes, afirmando precisar de descanso.

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Hardwell mostrou estar desgastado com sua rotina profissional, e revelou o desejo de um período de hiato indeterminado do seu trabalho. Ainda assim, o artista prometeu continuar produzindo. Na carta aos fãs, o DJ afirma que sua turnê se encerrou em Ibiza, mas que ainda fará um último show em Amsterdã, durante o ADE, antes de entrar eu seu período sabático.

Confira o comunicado na íntegra, em tradução da Phouse:

Olá mundo,

Desde criancinha eu sonhava em ter a vida que tenho neste exato momento. Uma vida repleta de música, interação humana e a liberdade de me expressar da forma mais pura que eu conheço. 

Do garoto ambicioso, me transformei no homem de 30 anos que sou hoje, enquanto evoluía como artista com o triplo de velocidade do meu processo de envelhecimento. Nesses últimos anos, consegui ir me conhecendo melhor cada vez mais, e acabei me dando conta de que tem muita coisa que ainda quero compartilhar com minha família e meus amigos, diversas estradas que gostaria de explorar; mas ser o Hardwell 24 horas por dia acaba deixando pouca energia, amor, criatividade e atenção para a minha vida como uma pessoa normal.

É por isso que eu decidi tirar um tempo indefinido para ficar completamente livre de metas, entrevistas, prazos, datas de lançamento, etc. Sempre lidei com toda a pressão que vem com um calendário de turnês pesado, mas agora chegou em um ponto em que pareceu pesado demais, como um passeio de montanha-russa sem fim.

Sempre tento me entregar 200% no que eu faço, e para conseguir continuar fazendo isso e seguir alimentando minha criatividade, preciso de um período de descanso para ser eu mesmo, a pessoa por trás do artista, e refletir sobre tudo o que rolou nos últimos anos. Isso significa que minha turnê se encerrou ontem, dia 06 de setembro de 2018, em grande estilo. Mesmo assim, ainda vou tocar minha performance “All Ages” no Ziggo Dome, durante o Amsterdam Dance Event, em 18 de outubro de 2018.

Seguirei fazendo música, nunca vou deixar disso, e sempre buscarei continuar em contato com os meus fãs. Por fim, quero agradecer a cada um dos meus fãs pelo apoio até agora. É o seu amor e a sua dedicação pelo meu trabalho que me ajudam a evoluir em formas que eu nunca tinha imaginado, e eu me dei conta que eu devo tudo a vocês. Meu desejo mais sincero é o de que nós vamos conseguir continuar essa jornada juntos. Eu quero voltar mais forte do que nunca, mas por ora, vou apenas ser eu mesmo por um tempo.

Robbert

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Hello world, Ever since I was a little kid I dreamed of the life I live this very moment. A life filled with music, real human interaction and the freedom to express myself in the purest form I know. I have grown from an ambitious kid with everything to gain into the 30-year old I am today whilst evolving as an artist with triple the speed of my aging process. Over the past few years I’ve come to know myself better and better and over time I realized that there’s still so much I want to share with my family and friends, so many roads I’d like to explore, but being Hardwell 24/7 leaves too little energy, love, creativity and attention for my life as a normal person to do so. This is why I have decided to clear my schedule indefinitely to be completely liberated from targets, interviews, deadlines, release dates, etc. I’ve always dealt with all the pressure that comes with the heavy touring schedule, but for now, it felt too much, like a never ending rollercoaster ride. I always try to give myself 200% and in order to keep doing that, and feeding my creativity, I need some time off to be me, the person behind the artist and reflect on everything that happened the last few years. That means my touring schedule has ended yesterday on Ibiza on September 6th, 2018 with a bang. However, I will still do my All Ages show in the Ziggo Dome during Amsterdam Dance Event on the 18th of October 2018. I’ll keep making music and I will never let go of it and will always aim to continue to connect with my fans through it. Last but not least I want to thank every single one of my fans for the support so far. It is your love and dedication for all I’ve put out there that helped me evolve in more ways than I ever could have imagined, and I realize that I do owe everything to you all. My sincerest hope is that we will be able to continue this journey together. I want to come back stronger than ever, but for now, I’m just going to be me for a while. Robbert

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“O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

A um mês do festival, o diretor da No Limits fala sobre as importantes mudanças para este ano

Nayara Storquio

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#XXX22
Foto: Gui Urban/Divulgação
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

Faltando exatamente um mês para a XXXPERIENCE, começamos a passar por aquela sensação de expectativa. Depois de 21 anos de história e tantas edições memoráveis, não tem como não ficar curioso nessa época do ano. Com um lineup de mais de 50 atrações e uma configuração totalmente inédita, o festival resolveu investir bem mais na cenografia e na estrutura neste ano, além de priorizar os DJs brasileiros.

Assim, aproveitamos a ocasião para entrevistar mais uma vez Erick Dias, do grupo No Limits (responsável pela realização do evento), para matar um pouco da curiosidade e trazer informações exclusivas de tudo que vai rolar no Parque Maeda, em Itu, no dia 22 de setembro. Se liga!

A edição de 2018 traz a continuação da “Nonsense Journey” sob o tema “Revolution 2.2”. O que podemos esperar da cenografia e da identidade visual?

O tema é muito amplo, e com isso abre muitas possibilidades. Usamos o nome “Revolution” para apresentar um novo formato da XXX. O festival vai ficar muito mais interativo e conseguiremos explorar melhor o Maeda. Várias partes muito bonitas não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço colocando algo que chame a atenção do público. Com isso poderemos oferecer uma experiência muito melhor.

O que exatamente significa uma segunda edição da “Nonsense Journey”; por que não um tema inédito?

Todo o time de criativos envolvidos adorou trabalhar com um tema “sem sentido”, que é muito amplo e tem tudo a ver com a XXX. A resposta do público no ano passado também foi muito positiva, tanto durante a campanha quanto com a entrega no dia do evento. Podemos fazer várias abordagens dentro desse mesmo tema. Por isso, optamos por continuar, mas o que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.

“O que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.”

Pela primeira vez na história, o festival vai contar com cinco palcos. Como está organizado esse novo mapa? O terreno ocupado será maior? Há itens cenográficos estratégicos para não prejudicar a acústica do evento?

Na verdade eu gostaria de ter mais palcos ainda, tipo mais um para o hardstyle. Colocar palcos menores, como a #Pistinha, mas com capricho, com um layout bacana, interessante. Porém, nem sempre é possível, pois a parte financeira pega no final. Quem sabe num futuro a gente não possa ter mais palcos?

O formato em círculo vai tornar o festival mais agradável. Eu acho que as pessoas vão querer desbravar mais o espaço e não ficar apenas plantadas no palco central. A ideia é criar uma atmosfera muito mais interessante e convidativa. Inclusive cada palco terá um portal, além da escultura central e seus adereços. Estamos fazendo um mapa 3D animado para mostrar como está sendo concebido esse novo formato. Com isso, as pessoas poderão notar que o uso do espaço se dará de forma muito melhor que nos anos anteriores, mesmo trabalhando com a mesma área. Sobre o som, contratamos um engenheiro de som para uma avaliação antes de tomar essa decisão, a fim de garantir que um som não atrapalhe o outro dentro de cada pista.

Com essa nova estrutura o festival parece ter ficado maior. Qual a estimativa de público?

O festival sempre acaba ficando maior em termos de estrutura, acabamento e cenografia, porém o público vem mantendo a média de 25 mil pessoas nas edições especiais de aniversário.

“Várias partes muito bonitas [do Maeda] não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço.”

Com o anúncio do line up completo, podemos notar um foco no brazilian bass e em techno, tech house e psytrance, e praticamente não há artistas de EDM/big room desta vez. Quais os principais motivos para essas escolhas? A questão econômica influenciou nesse line?

Nós optamos em não colocar os grandes nomes de EDM, pois esse estilo caiu muito no Brasil e o custo benefício não faz sentido no momento atual. Investimos muito em tech house, techno, psy, house e nos brasileiros que continuam num ótimo momento. Porém, as coisas mudam e a XXX sempre vai estar atenta à parte musical e suas mudanças, tentando fazer o melhor para o público.

Neste ano, o festival realizou suas edições itinerantes em Porto Alegre e Brasília. Pensam em continuar fazendo edições onde obtiveram boa aceitação?

Na verdade esse formato de turnê já acontece desde 1999. Inclusive há alguns anos tínhamos cerca de dez edições por ano. Porém, com a profissionalização dos eventos, a burocracia, tivemos que repensar e mudar um pouco as coisas, diminuindo para três ou quatro XXX por ano. No ano que vem, devemos ter pelo menos três edições: Itu, Curitiba e Belo Horizonte.

Com as reincidências dos problemas de segurança nos festivais, quais serão as medidas adotadas para garantir mais conforto e segurança ao público?

Nós já tomamos várias providências no ano passado que deram muito certo, mas agora iremos ampliar e melhorar algumas coisas. Essa é uma questão muito importante para a XXX e estamos em cima com um profissional gabaritado para ajudar o festival a dar segurança suficiente para que o público se preocupe apenas em se divertir.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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