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Entrevista

Em meio à turnê brasileira, Kolombo fala sobre sua relação com o país

Fã do Brasil, belga ainda passa por Warung Tour, Rio e El Fortin

Alan Medeiros

Publicado em

23/08/2018 - 19:38
Kolombo
Foto: Reprodução

Olivier Grégoire é a mente por trás do projeto Kolombo. Mesclando batidas de house, disco e hip hop, este importante DJ belga conquistou os clubbers brasileiros logo em sua primeira passagem. A identificação com o nosso país foi tamanha que hoje o Brasil pode ser considerado a segunda casa de Olivier, dono de turnês recorrentes no país.

Os motivos que levam Kolombo ao patamar de um superstar da dance music por aqui são fáceis de serem compreendidos. Seu som é alegre, vibrante e projetado para o dance floor — tem tudo a ver com as pistas brasileiras. Além disso, ele segue se distanciando daquele perfil sério e carrancudo que muitos artistas gringos possuem; Grégoire é carismático e transmite uma energia boa quando está em ação. A cereja do bolo é a consistência que se mantém através dos anos, tanto em seu trabalho solo, quanto no que é desenvolvido frente à LouLou Records.

Neste fim de semana, Kolombo encerra mais uma turnê brazuca. Desta vez terão sido seis datas entre os dias 17 e 25 de agosto — com direito a uma gig na Argentina no meio disso tudo. Depois de tocar em Cuiabá (MT), Itapetininga (SP), São Paulo e Córdoba, o produtor segue para a Warung Tour Gramado (RS) nesta sexta, e encerra com duas gigs no sábado: uma no Bunker Festival, no Rio de Janeiro, e a outra na festa de 13 anos do El Fortin, em Porto Belo–SC. No embalo da turnê, encontramos o artista para um breve bate-papo:

Olivier, quando você pensa em Brasil, qual é a primeira coisa que vem à sua cabeça? De alguma maneira, sua relação com as pistas do país mudou a forma como você se conecta com a música?

O Brasil é muito especial para mim. A primeira coisa que vem na minha cabeça é a energia incrível do público. É bom porque me sinto confortável para testar tudo. As pessoas têm a mente aberta e o público é enérgico.

Você é um cara que possui um som muito verdadeiro. São claras as referências musicais que formam seu perfil sonoro: uma mistura de house, disco e hip hop. Ter um estilo próprio é uma das prioridades do seu trabalho?

Com certeza! Como você disse, eu tenho esse background forte que me fez construir minha identidade na música. Nunca pensei em prioridade, é apenas algo que vem naturalmente.

Neste ano novamente você volta à posição de headliner no aniversário do El Fortin. O que o público pode esperar de você nessa noite?

Bom, estou trabalhando em muita música nova, então como eu disse antes, a galera brasileira é o público perfeito para ver como as coisas novas funcionam. Toquei no ano passado no El Fortin e foi impressionante. Estou ansioso para essa.

Uma pergunta um tanto quanto especial: quais são suas atuais faixas preferidas para a pista?

Tenho tocado uma das minhas últimas produções, que não foi lançada ainda — funcionou muito bem na pista. Também faixas de Bontan e Claude VonStroke… Esse estilo de dub underground.

Pra encerrar: o que o Brasil tem de mais especial? Pão de queijo [risos]?

Não. Picanha para sempre [risos]!

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Sócia do Caos, Eli Iwasa fala sobre curadoria, cena e sonho realizado

Celebrando a diversidade, casa recebe Modeselektor, Zegon e Mau Mau neste final de semana

Rodrigo Airaf

Publicado há

Caos Club
Eli Iwasa. Foto: Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

É em um galpão industrial completamente reformado em Campinas que acontece uma vastidão de apresentações antes pouquíssimo prováveis de rolar na região. Desde sua inauguração, em dezembro, abrindo no máximo duas vezes por mês e rolando por longas horas, o Caos reverberou uma jornada sonora das mais recompensadoras, trazendo desde nomes majestosos como Laurent GarnierCarl CraigChris LiebingSpeedy J Marco Carola, até nomes de grande destaque na atualidade, como Nina KravizReconditeANNA e Nastia. Por falar em artistas imponentes, foi lá a apresentação única da alemã Ellen Allien no Brasil — fato que vai se repetir com o gigante Dixon, em outubro.

Tendo como filosofia a diversidade tanto de público quanto de som — você pode encontrar numa mesma noite tanto a disco music de Eric Duncan quanto o techno pulsante de Tijana T, por exemplo —, há projetos como a Wolf, voltada ao público LGBTQ+, e a Groove Urbano, que fomenta o hip hop, ambos com histórico de eventos no Club 88 (do mesmo grupo que criou o Caos). Por esses eventos passam expoentes fora do circuito usual, entre eles Linn da QuebradaEmicida e Gabriel o Pensador.

Voltando aos beats eletrônicos, até mesmo Fisher, febre mundial da cena tech house mais comercial, apresentou-se no club na última semana, em uma noite explosiva em parceria com a festa paulistana Michael Deep.

Caos
Caos, em sua inauguração com Carl Craig, em dezembro de 2017. (Foto: Bill Ranier/Divulgação)

A próxima loucura que o Caos vai aprontar está logo aí, na madrugada de sexta para sábado: um after com ModeselektorZegon e Mau Mau, a partir das 04h. Pode ser maluco para alguns unir o poderoso e eclético duo alemão a um difusor da bass music e um pioneiro do techno brasileiro na mesma noite (tudo isso logo depois de uma festa de hip hop), mas não é maluquice para o Caos — e certamente não para sua sócia-fundadora Eli Iwasa.

É com ela que conversamos agora, para que nos ajude a entender o porquê de o Caos ter se tornado um projeto tão único e tão importante para o interior de SP em menos de um ano, além de explorar um pouco a proposta da casa através de sua visão e experiência de duas décadas no cenário eletrônico.

Caos
Eli Iwasa na cabine do Caos, que possui um amplo espaço ao redor do DJ. (Foto: Reprodução/Facebook)

Eli, o lineup do after que vai rolar no próximo sábado é curioso, e parece ser bem especial: Zegon, que é conhecido na cena bass; Modeselektor, duo gringo muito querido por quebrar barreiras de estilos musicais; e por fim, Mau Mau, deuso do techno que vem com um set de clássicos. Como e por que o lineup foi montado assim?

O Modeselektor é conhecido por não se prender a rótulos, por sua imprevisibilidade, então por que também não fazer algo fora do óbvio? Tanto o Zegon quanto o Mau Mau são artistas com uma baita bagagem musical, e pedi para cada um deles que fizesse um set especial para que pudessem mostrar um pouco a mais de suas próprias histórias.

O Zegon, além de ter sido DJ do Planet Hemp, faz parte do N.A.S.A. e do Tropkillaz, então pode ir do hip hop ao eletrônico, e tudo mais no meio, com a maior facilidade. Quando fechei o Modeselektor, a primeira pessoa que pensei em chamar para fechar a festa foi o Mau, fazendo um set de clássicos. Ele, que ajudou a construir tudo isso que temos agora, que tem um papel fundamental no desenvolvimento da música eletrônica no Brasil, e que também é figura central da minha própria história na cena, não poderia ficar de fora.

Em sua comunicação, o Caos deixa claros seus princípios de inclusão, posicionando-se contra preconceitos e barreiras sociais, convergindo diversos públicos. Como isso se traduz nos lineups da casa?

Quando começamos a pensar no que gostaríamos no Caos, resgatamos a ideia de como eram os clubs importantes em nossa formação, como o Lov.e e o Kraft. Uma das coisas mais significativas daquela época era justamente a mistura de públicos: o “playboy” e o “mano”, as “bees”, as trans, a turma do som e os que caíam de paraquedas, encarando seus próprios preconceitos e aprendendo na democracia que uma pista de dança deveria ser.

Aqui nem todo lugar é assim. O que parece absurdo pra muita gente é uma realidade na região. E queríamos reunir os amigos e clientes de universos backgrounds diferentes num só lugar. É um processo de aprendizado constante e um desafio também, porque Campinas ainda é uma cidade bem conservadora em muitos sentidos. 

Caos
“Sem sexismo, sem racismo, sem capacitismo, sem ageísmo, sem homofobia, sem gordofobia, sem transfobia, sem ódio”, diz banner instalado perto da porta. (Foto: Reprodução/Facebook)

Durante a fase embrionária do projeto, já havia a expectativa de reconhecimento em tão pouco tempo?

Nunca! Nem nos meus sonhos mais loucos (risos)!

O que tem por trás do trabalho de curadoria que o público em geral não vê?

Um grande desafio é alinhar a visão de uma casa noturna com o momento do mercado e com o que o seu público espera, e não deixar seu propósito se perder diante de todas as mudanças que a cena e seu próprio club sofrem ao longo dos anos. Lidamos com muita coisa no Brasil: alta do dólar, uma carga tributária gigantesca, a falta de apoio dos órgãos oficiais, e a toda hora precisamos nos lembrar por que escolhemos ter um club, pois nem sempre é fácil.

Tem muita festa acontecendo, a concorrência é grande e isso faz com que muitas agências de talentos acabem pedindo ofertas inviáveis ao produtor brasileiro. Ao mesmo tempo, estamos sofrendo com esse momento econômico e político no país, o que refletiu no ticket médio e na frequência com que as pessoas saem — muita gente gasta com cautela e escolhe uma festa no mês em vez de sair todas as semanas.

Do nosso lado, existe um cuidado ainda maior na hora de investir em um artista internacional, o esforço de não bater datas com outros eventos, e tudo isso reflete na curadoria: ora você se arrisca mais artisticamente, ora você toma decisões de resultados mais certeiros. 

A agência Muto é responsável pela comunicação audiovisual do Caos, trazendo vídeos conceituais a cada edição.

Então pra escolher os artistas, nem sempre a paixão fala mais alto?

Nossas decisões são bem emocionais. Pensamos muito na experiência e nos momentos que podemos proporcionar através dos clubs. Não é exatamente a maneira certa de gerir um negócio (risos), mas é a maneira que é certa para nós. Sempre fomos assim, muito intuitivos, com a paixão falando alto.

A experiência também permite que tomemos decisões certas mesmo sem fazer muitas contas, porque com o tempo você aprende o que funciona e o que não, quais dias são melhores para seu club… Muito importante falar também que manter-se atualizado com o que acontece na cena é fundamental; o público se renova constante e rapidamente, assim como estilos musicais e artistas.

Imagino que várias datas do Caos foram lindas e que seja difícil fazer uma escolha, mas em qual delas você realmente sentiu uma sinergia perfeita entre o lineup, a resposta do público, a conexão entre os artistas, e pensou: “o resultado está literalmente do jeito que imaginei”?

A inauguração do Caos fez muita gente chorar entre toda a equipe e público, porque sentimos que algo muito significativo estava acontecendo ali. Já sobre a noite com Laurent Garnier, pessoalmente, queria há anos booká-lo para algum dos meus clubs em Campinas, mas nunca sentia que era a hora. Quando abrimos, sabia que estávamos prontos para recebê-lo aqui, da maneira que ele merece.

Eu nunca vou esquecer o momento em que o Laurent entrou na cabine e o Toca, um dos meus sócios, veio até mim, super emocionado, porque só a gente sabe o tanto de dedicação que foi preciso para chegarmos ali e abrirmos a casa. A ficha caiu que tudo que vivemos e aprendemos nos trouxeram até aquele momento, com todos nós colocando nosso potencial em prática para fazer o Caos ser uma realidade.

Caos
O Caos é realmente para todos… Até mesmo pra Paçoca, filha da Eli Iwasa. (Foto: Reprodução/Facebook)

Como você enxerga a noite de Campinas em relação ao cenário nacional atualmente?

Vejo que o Caos e o Club 88, junto com o Laroc, que são nossos amigos e fazem um trabalho incrível, estão realmente fomentando a cena da região e a transformando em um destino para quem gosta de música eletrônica. Sempre existiu o fluxo de público de Campinas para São Paulo, e hoje, finalmente, existe também o fluxo de São Paulo, cidades ao redor, Sul de Minas para esses clubs.

Vale lembrar que esse trabalho não é de hoje. O interior de SP sempre contou com clubs muitos importantes, como Kraft e Anzu, além de festivais como Kaballah, Tribe e XXXPERIENCE, que realizam seus eventos por aqui.

Pra fechar, o que é um bom curador pra você?

Um bom curador é aquele capaz de traduzir a visão de um club ou evento através da música, dos artistas e das experiências que compartilha e proporciona.

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

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Notícia

“O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

A um mês do festival, o diretor da No Limits fala sobre as importantes mudanças para este ano

Nayara Storquio

Publicado há

#XXX22
Foto: Gui Urban/Divulgação
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

Faltando exatamente um mês para a XXXPERIENCE, começamos a passar por aquela sensação de expectativa. Depois de 21 anos de história e tantas edições memoráveis, não tem como não ficar curioso nessa época do ano. Com um lineup de mais de 50 atrações e uma configuração totalmente inédita, o festival resolveu investir bem mais na cenografia e na estrutura neste ano, além de priorizar os DJs brasileiros.

Assim, aproveitamos a ocasião para entrevistar mais uma vez Erick Dias, do grupo No Limits (responsável pela realização do evento), para matar um pouco da curiosidade e trazer informações exclusivas de tudo que vai rolar no Parque Maeda, em Itu, no dia 22 de setembro. Se liga!

A edição de 2018 traz a continuação da “Nonsense Journey” sob o tema “Revolution 2.2”. O que podemos esperar da cenografia e da identidade visual?

O tema é muito amplo, e com isso abre muitas possibilidades. Usamos o nome “Revolution” para apresentar um novo formato da XXX. O festival vai ficar muito mais interativo e conseguiremos explorar melhor o Maeda. Várias partes muito bonitas não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço colocando algo que chame a atenção do público. Com isso poderemos oferecer uma experiência muito melhor.

O que exatamente significa uma segunda edição da “Nonsense Journey”; por que não um tema inédito?

Todo o time de criativos envolvidos adorou trabalhar com um tema “sem sentido”, que é muito amplo e tem tudo a ver com a XXX. A resposta do público no ano passado também foi muito positiva, tanto durante a campanha quanto com a entrega no dia do evento. Podemos fazer várias abordagens dentro desse mesmo tema. Por isso, optamos por continuar, mas o que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.

“O que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.”

Pela primeira vez na história, o festival vai contar com cinco palcos. Como está organizado esse novo mapa? O terreno ocupado será maior? Há itens cenográficos estratégicos para não prejudicar a acústica do evento?

Na verdade eu gostaria de ter mais palcos ainda, tipo mais um para o hardstyle. Colocar palcos menores, como a #Pistinha, mas com capricho, com um layout bacana, interessante. Porém, nem sempre é possível, pois a parte financeira pega no final. Quem sabe num futuro a gente não possa ter mais palcos?

O formato em círculo vai tornar o festival mais agradável. Eu acho que as pessoas vão querer desbravar mais o espaço e não ficar apenas plantadas no palco central. A ideia é criar uma atmosfera muito mais interessante e convidativa. Inclusive cada palco terá um portal, além da escultura central e seus adereços. Estamos fazendo um mapa 3D animado para mostrar como está sendo concebido esse novo formato. Com isso, as pessoas poderão notar que o uso do espaço se dará de forma muito melhor que nos anos anteriores, mesmo trabalhando com a mesma área. Sobre o som, contratamos um engenheiro de som para uma avaliação antes de tomar essa decisão, a fim de garantir que um som não atrapalhe o outro dentro de cada pista.

Com essa nova estrutura o festival parece ter ficado maior. Qual a estimativa de público?

O festival sempre acaba ficando maior em termos de estrutura, acabamento e cenografia, porém o público vem mantendo a média de 25 mil pessoas nas edições especiais de aniversário.

“Várias partes muito bonitas [do Maeda] não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço.”

Com o anúncio do line up completo, podemos notar um foco no brazilian bass e em techno, tech house e psytrance, e praticamente não há artistas de EDM/big room desta vez. Quais os principais motivos para essas escolhas? A questão econômica influenciou nesse line?

Nós optamos em não colocar os grandes nomes de EDM, pois esse estilo caiu muito no Brasil e o custo benefício não faz sentido no momento atual. Investimos muito em tech house, techno, psy, house e nos brasileiros que continuam num ótimo momento. Porém, as coisas mudam e a XXX sempre vai estar atenta à parte musical e suas mudanças, tentando fazer o melhor para o público.

Neste ano, o festival realizou suas edições itinerantes em Porto Alegre e Brasília. Pensam em continuar fazendo edições onde obtiveram boa aceitação?

Na verdade esse formato de turnê já acontece desde 1999. Inclusive há alguns anos tínhamos cerca de dez edições por ano. Porém, com a profissionalização dos eventos, a burocracia, tivemos que repensar e mudar um pouco as coisas, diminuindo para três ou quatro XXX por ano. No ano que vem, devemos ter pelo menos três edições: Itu, Curitiba e Belo Horizonte.

Com as reincidências dos problemas de segurança nos festivais, quais serão as medidas adotadas para garantir mais conforto e segurança ao público?

Nós já tomamos várias providências no ano passado que deram muito certo, mas agora iremos ampliar e melhorar algumas coisas. Essa é uma questão muito importante para a XXX e estamos em cima com um profissional gabaritado para ajudar o festival a dar segurança suficiente para que o público se preocupe apenas em se divertir.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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Entrevista

“Music Mate” da ONNi, Bernardo Ziembik fala sobre as novidades do app

Alan Medeiros

Publicado há

ONNi
Foto: Divulgação
Aplicativo apresenta solução para as tão temidas filas em clubs e festivais
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você possui uma marca e quer alcançar caminhos nunca antes alcançados, precisa projetar um conjunto de iniciativas fora do padrão. O aplicativo ONNi, com base em Porto Alegre, tem buscado a renovação de todo um cenário desde o seu começo, propondo o fim das filas com todo processo de compra de ingresso e consumo pelo mobile. Mas não para por aí…

Desde o seu lançamento, em 2016, muitas evoluções já foram propostas, não somente ligadas à parte técnica do app, mas também no seu time. Uma das principais mudanças é a chegada dos “music mates”. A ideia é simples: profissionais de exposição nacional que vivem intensamente a cena artística são convidados a representar as ideias da ONNi em seus respectivos nichos e contextos. Para o mercado da música eletrônica, o escolhido foi o curitibano Bernardo Ziembik.

DJ e produtor, com larga experiência também na produção de eventos, Bernardo apresenta-se como a escolha certa para os objetivos do aplicativo nesse momento. Além de ter um ótimo know-how frente ao cenário, também é um entusiasta das inovações propostas pela empresa. A nosso convite, Bernardo falou um pouco mais sobre os planos da marca para 2018.

Como exatamente foi seu primeiro contato com a ONNi? Você, como público, já testou o aplicativo?

Conheci o aplicativo através de uma conferência que produzi com o Alataj, em Porto Alegre, em 2016. Eles foram super nossos parceiros e apoiadores, viabilizando um coquetel para todo o público presente. Como usuário já utilizei o app lá no RS. Primeiro em uma Levels, festa incrível de Porto Alegre, depois no DOMA, clube super cool na região central da capital. Nas duas ocasiões a experiência foi ótima, me trouxe um conforto gigante e uma economia de tempo em filas.

Music Mate me parece um conceito inovador e que diz muito sobre a jornada da ONNi até aqui. Conta pra gente: como essa parceria está funcionando?

A ONNi nasceu imersa na cena eletrônica. Com o passar do tempo, após validar o produto e a proposta, entendeu que precisava ampliar seu leque de festas para outros gêneros. A estratégia da marca para se relacionar com diferentes cenas foi criar o ”cargo” de Music Mate. Basicamente, é uma representação da ONNi em cada nicho: pop, rock, sertanejo… Depois de muitas conversas, estabelecemos uma parceria estratégica em que eu representaria a marca no segmento eletrônico. Como é um trabalho ligado a muito relacionamento, definimos que o termo “music mate” se encaixa perfeitamente, pois realmente a ideia é que todo esse contato com público, promoters e produtores que eu venho tendo seja focado em desenvolver a plataforma e trazer maior solução para quem a usa.

Qual a principal dificuldade que você tem tido no que diz respeito à negociação com os donos de clubs e festas?

Em Santa Catarina, nas primeiras reuniões, esbarramos na seguinte questão: internet. Como muitos dos clubes ficam em regiões afastadas da metrópole, o acesso à internet é bem precário. Sendo assim, o uso do aplicativo fica comprometido. De forma generalista, acredito que as pessoas têm certa dificuldade em entender que somos um sistema complementar, uma conforto e uma nova experiência para o consumidor. Além disso, tratamos de uma mudança de comportamento do consumo, questão que apenas com a constância de uso poderá ser alterada — mas estamos tendo uma receptividade bem bacana em algumas regiões, como em Joinville e Curitiba.

Existe a preocupação da ONNi em trabalhar com clientes que tenham um alinhamento de posicionamento com a marca?

Acreditamos muito na potencialização e no trabalho em conjunto com nossos clientes. Então, procuramos produtores e clubes que querem realmente trazer algo novo para o seu público e entendam que para aumentar seu faturamento e ter boa performance pelo aplicativo é necessário apresentar da forma correta. Esses fatos fazem com que exista uma segmentação dos clientes potenciais. Sem contar que nossa comunicação é bem jovem, moderna, nosso aplicativo trabalha com cartão de crédito… Isso faz com que os próprios usuários já tenham um perfil específico.

Quão importante têm sido seus conhecimentos adquiridos na carreira artística para desenvolver esse trabalho?

Graças aos meus dez anos de carreira, que estão sendo completados em 2018, pude ter contato com muita gente envolvida na produção de um evento. Então, mesmo que o aplicativo não seja utilizado de cara por essas pessoas, estou podendo coletar uma centena de feedbacks que estão sendo extremamente importantes para as atualizações do aplicativo. Exemplo: muito em breve trabalharemos também em versão web, pois essa demanda é grande no mercado de Santa Catarina e Paraná. Aqui também existe a necessidade de pagamento fora do cartão de crédito, então, com essa plataforma, poderemos vender tanto o ingresso quanto o consumo de bar via boleto. Verificamos também a necessidade de alguns clientes em ter uma plataforma que atenda melhor os clientes de mesas e camarotes. Estamos trabalhando nisso também!

Quais são seus principais objetivos com a ONNi para 2018?

Neste ano o objetivo principal é nos estabelecer como uma inovação no mercado da música no Brasil. Acabamos de lançar o novo aplicativo, que é nativo para iOS e Android. Está muito mais intuitivo, rápido e prático. A versão web para compra de ingressos e consumo é também uma super atualização para nós. A partir disso, nossa plataforma faz muito sentido para vários produtores. Agora também estamos começando a escalar nossas vendas, conseguindo atingir um número maior de produtores, criando várias comunidades nas regiões que atingimos e, assim, facilitando a mudança de comportamento proporcionada pelo aplicativo.

Das vantagens que a plataforma oferece, qual é a mais interessante na sua visão?

Para o produtor: uma nova forma de interação com o seu público e um aumento gradual do seu faturamento. Para o cliente: inovação para acabar com as filas, agilizar sua forma de compra e acesso aos eventos que façam sentido as suas preferências.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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