* Por León Pureza e Leonardo Smith
** Edição e revisão: Flávio Lerner

Um dos brasileiros convidados para integrar a primeira edição da Cercle no Brasil — que rolou na semana retrasada, no Bondinho Pão de Açúcar, com o duo ucraniano Artbat —, o paulista Paulo Foltz (artista do roster da Prisma Techno) vem marcando cada vez mais o seu nome na cena techno do Brasil, com suporte de expoentes como Richie Hawtin e Pan-Pot.

Nem o seu set, que fechou a tarde no Rio, nem o de Luciano Scheffer, que abriu para o Artbat, foram transmitidos pela plataforma, mas nem por isso, se tornaram menos importantes. O evento não teria sido o mesmo sem as incríveis apresentações dos DJs que representaram muito bem o underground nacional.

Aproveitando a ocasião, entrevistamos Foltz sobre o privilégio de tocar no evento, cenário nacional, Prisma Techno e insights sobre o futuro. Confira:

Recuperado das fortes emoções destes últimos 3 dias na cidade do Rio de Janeiro, o momento é de textão de agradecimento.Primeiramente quero agradecer a todos que me apoiaram, me ajudaram, emanaram boas energias para minha viagem e apresentação, sou feliz em poder saber e contar que todos vocês estão ai sempre torcendo por mim e apoiando minha musica, obrigado a todos das redes sociais, amigos, seguidores, parceiros, apoiadores em geral.Quero agradecer a Cercle pela oportunidade de poder participar, isso foi marcante e inesquecível, onde palavras para não são capazes de expressar tamanha gratidão. uma equipe super organizada e qualificada , é por este motivo que estão conquistando todo sucesso de hoje, é um trabalho extremamente perfeito e sérioQuero agradecer a Síntese Agency por todo apoio desde o inicio e também pela recepção, vocês foram perfeitos.Quero agradecer ao Caio Cesar De Paiva um grande amigo que universo desenhou e que esteve comigo a todo momento, obrigado nesta jornada até o RJ.Agradecimentos a Prisma Techno que esteve a todo momento me ajudando nas questões de social media e parceria.Quero agradecer também as mídias locais pelo apoio. não vou citar nomes pois são diversas mídias envolvidas neste projeto cercle in Brazil, mas agradeço a todos pelas citações e matérias quais envolveram meu nome .Agradeço ao amigo Luciano Scheffer pelo apoio, amizade e união, você merece cara, você merece .Agradecimentos ao duo ARTBAT , vocês são demais, humildes e super legais, obrigado pela experiencia.Agradeço a todos que estavam presente, trocando energias , dançando e gritando e criando toda aquela atmosfera de amizade apoio e união .Agradeço o universo por ter desenhado tudo de forma tão perfeita me proporcionando 3 dias de pura magia e realização de um sonho. e a certeza de que a musica move montanhas e remove as barreiras, acreditar na sua musica e no teus sonhos sempre, e trabalhar duro para que tudo torne-se realidade.Cercle no Brasil foi mais que especial.🙏Fica abaixo um trecho do inicio da minha apresentação qual eu toco a faixa Paulo Foltz -Dimensional ( BLANCAh Remix) lançada no Álbum Pineal Connection de Remixes.

Posted by Paulo Foltz on Friday, March 15, 2019

Paulo, como foi a experiência de tocar em um cenário como o Pão de Açúcar e na primeira edição brasileira do Cercle?

Quando tratamos do cenário Pão de Açúcar, estar lá é uma energia diferenciada. Retratamos e sentimos o verdadeiro clima tropical. Isso é lindo, você tem uma vista aérea deslumbrante, com todas as montanhas emoldurando o quadro e com o próprio Cristo ao fundo.

Cheguei no evento bem cedo para explorar um pouco do turismo do local e pude acompanhar parte da produção, o trabalho do pessoal da Síntese e da plataforma Cercle. São pessoas extremamente profissionais e estavam super empenhadas, posicionando câmeras e fazendo ajustes para captar o melhor que o cenário natural tinha a oferecer. O posicionamento, o sistema de som, a escolha do local, a pista, a segurança… você pensa: ‘uau, é tudo muito bem planejado para criar uma experiência única e perfeita!’.

Foi minha primeira passagem no Rio de Janeiro, então, foi algo mais que especial, pois pude conhecer a cidade e apresentar meu trabalho. A energia da pista e dos visitantes foi super tranquila, e o clima, de reverência à música e a arte, e de respeito ao próximo. Foi realmente incrível!

Qual a sua opinião sobre os eventos internacionais que cada vez mais voltam seus olhares para o mercado brasileiro, como a Cercle, o DGTL, o Time Warp, entre outros?

Eu sou uma pessoa muito otimista. Penso que marcas que possuem grande repercussão — não só estrangeiras — são grandes influenciadoras, e também são capazes de captar novos adeptos para a música eletrônica. Esses eventos agregam estimulando ainda mais a cena local, então minha opinião é sempre positiva. Torço para que as marcas e o público em geral possam olhar cada vez mais para o DJ e produtor de música eletrônica nacional, pois tem muita gente extremamente talentosa por todo o nosso Brasil.

Paulo Foltz com os ucranianos do Artbat. Foto: Reprodução

Assim como foi perguntado ao Artbat sobre a cena ucraniana, como você avaliaria o crescimento da cena de música eletrônica brasileira?

O cenário da música eletrônica brasileira está em constante evolução, e é notável que, analisando os últimos anos, a música eletrônica está crescendo e tendo mais espaço. As mudanças são claras, ciclos são renovados e muita coisa vem mudando.

Vimos grandes marcas desembarcarem no país, festivais do calibre de Tomorrowland, Dekmantel, DGTL, elrow, Time Warp, além dos grandes festivais locais que tem investido muito. Hoje em dia temos grandes festas em diversos estados e isso é bom para o mercado, além de ampliar o leque de possibilidades para o futuro, transformando o Brasil em um grande exportador de boa música e artistas. Este é um momento de crescimento em alta velocidade.

O que te inspira e te influencia nas criações musicais?

Durante minha carreira, minhas influências e referências sempre foram artistas de fora do Brasil. Eu queria fazer techno como os produtores de Berlim, mas desisti dessa ideia quando percebi que minha personalidade musical e o rumo que minha música tomava era diferente e singular. Então usei isso na minha produção e comecei a ouvir o que meu interior me dizia sobre música.

Estudei muito e comecei a trabalhar com faixas que possuem temas que envolvem as coisas que sigo e estudo, e o que sou; isso torna a forma e a mensagem diferente. Percebi que o público tem recebido de braços abertos e isso é um grande passo para mim: mostrar minha evolução como artista e produtor de música, apostar, criar e trazer um conteúdo diferente é um caminho difícil, mas é isso que a cena precisa e quer. E, sim, tem diversos artistas que me identifico e ouço diariamente.

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O que você pode nos contar sobre os seus próximos projetos e quais as suas expectativas para 2019?

Na verdade o universo está escrevendo tudo da forma que ele quer e eu estou apenas fazendo e seguindo um trabalho que iniciei há muito tempo. Desde o meu último lançamento — o Pineal Connection Remixes, em dezembro — até hoje, eu tenho ficado muito tempo no estúdio testando coisas, produzindo meus próximos lançamentos e fazendo minhas conexões com o pessoal.

Tenho um EP a ser lançado em junho pela Prisma Techno e outro em agosto pela Quilla Records. Estou bem ansioso por esses lançamentos e otimista com os pedidos que tenho para este ano. Está apenas começando.

E sobre a Prisma Techno, label na qual você é embaixador e um dos principais artistas; que novidades podemos esperar?

A Prisma atingiu uma repercussão nacional e internacional que deixa toda a equipe contente, radiante e motivada. O Thito Fabres vem fazendo um trabalho muito bem pensado e excepcional, projetando novos produtores de música eletrônica, ao mesmo tempo em que a marca evolui e expande seu nome; isso é gratificante, pois nós temos o sentimento de estarmos agregando ao mercado e ao cenário.

Atualmente estamos passando por uma reestruturação com o aumento do número de pessoas na equipe, preparando tudo para o que vem ainda em 2019, com muitas novidades da gravadora.

Agradeço pelo convite e desejo boas energias a todos. Vida longa à Phouse.

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