O brasileiro teve sua track tocada por Hardwell, que foi recém eleito o melhor DJ do mundo.

repow cr2 records spinnin dpm

Nosso convidado de hoje vem de Curitiba, ele que pode (e deve) ser considerado um prodígio brasileiro, já teve sua produção de  “From Zero To Hero” espalhada pelos cases de diversos DJ’s mundiais, suas tracks foram vistas circulando pelo México e até em Ibiza, o que levou  também ao radioshow do holandês Hardwell,  o mestre que recentemente recebeu o titulo de “MELHOR DJ DO MUNDO” pela votação da revista DJMag.

O curitibano também tem lançado músicas nas maiores gravadoras do mundo, entre elas a famosa Spinnin Records e a Cr2 Records, do ilustre MYNC.  Agora vamos deixar de blá blá blá e vamos começar logo isso (rs)…

(P) Luckas Wagg –
Pra dar partida ao nosso bate-papo vamos por onde tudo começou, conte nos um pouco sobre o inicio de sua carreira, de onde surgiu a ideia e o interesse de entrar para o mercado da música eletrônica.

(R) Repow –
Antes de mais nada obrigado à Ponto House pela oportunidade da entrevista. Tudo começou com uma ideia insana de começar um curso de DJ, que por sinal era MUITO caro para a minha condição financeira daquela época. Eu não sei que que me deu que eu fui com tudo e me interessei ao máximo. Antes de começar o curso eu já comecei a pesquisar um monte, assisti diversos tutoriais no Youtube e por aí foi. Me formei, me destaquei de diversas formas possíveis, me abracei e me arrisquei nessa carreira, e to aí até hoje! Descobri a maior paixão da minha vida.

(P)  Luckas Wagg –
Sabemos que em um mercado tão competitivo muita coisa se dificulta para novos artistas e até mesmo para quem já tem um bom tempo de carreira, nos seus 04 anos de estrada, você enfrentou alguma dificuldade? Conte-nos.

(R) Repow –
Eu ainda enfrento, acho que todos enfrentam. Fatores financeiros, emocionais, familiares já me dificultaram bastante. O fato de eu ser novo/jovem também ainda atrapalha. As pessoas têm a maldita mania de relacionar isso com experiência. Elas precisam entender que experiência não se baseia apenas no tempo mas também no talento e potencial. Vivemos num mercado difícil, como todos os outros. Confesso que a cada dia que passa eu descubro cada vez mais coisas ruins nesse meio, e isso vai me desanimando. Entretanto não fico lamentando, prefiro me adequar ao meio, trabalhar, produzir e vamos em frente.

(P) Luckas Wagg –
 E as facilidades?

(R)  Repow –
Nenhuma, nenhuma mesmo. Nada foi fácil para mim e acho que nunca será. O que é bom, dá um prazer a mais.

(P) Luckas Wagg –
Ficamos impressionados com a qualidade das suas produções, que podem até mesmo serem comparadas com tracks de grandes artistas mundiais,  você aprendeu a produzir sozinho ou fez algum curso?

(R)   Repow –
Muito obrigado. Eu comecei sozinho, me empenhando muito num processo lento e gradual. Quando eu aprendi tudo o que consegui via internet, procurei dois cursos e fiz. O curso básico me ajudou tanto que eu voei mais alto e, quando fiz o curso especializado, eu senti que não estava agregando em nada e resolvi parar. Porém confesso que tenho muito interesse em realizar mais cursos, não só de música eletrônica mas música no geral.

(P)  Luckas Wagg –
Como foi ver sua track sendo tocada pelo MELHOR DJ DO MUNDO? (Hardwell)

(R)   Repow –
Sem palavras. Na época ele ainda era o Sexto melhor do mundo, mas pra mim já era o melhor. Além de ser o melhor dj do mundo agora, é o meu maior ídolo e minha inspiração, sempre foi. Foi algo que mudou minha carreira e abriu muitas portas.

(P) Luckas Wagg –
E a EDM no Brasil? Como você descreve?

(R)   Repow –
Complicado. Tem crescido muito e vai crescer muito mais, somos um país que estamos cada vez mais nos inspirando em fatores do exterior e isso é bom. Isso nos ajuda a aprender. Temos o fator underground x mainstream muito disputado, com djs e formadores de opinião falando muita besteira e faltando com respeito. Os clubs tem melhorado muito na formação de line-up e de contratações de qualidade. Porém ainda rola muita nojeira por aí… Djs fakes tocando, Artistas que se julgam artistas mas não passam de uma mera figura influenciada por management, agencias e ghosts producers… toda aquela coisa que estamos cansado de falar. A mudança começa a partir de vocês como clientes. Tomem cuidado com tudo o que vocês lêem e escutam por aí. Contudo eu creio que estou relativamente satisfeito com a EDM no Brasil, se você se dedica, você consegue, existem meios para você começar a trilhar seu caminho e existe gente disposta a ajudar muito.

(P) Luckas Wagg –
Quando li seu nome artístico pela primeira vez eu fiquei bem curioso, achei um nome bacana e marcante. Qual o significado desse nome para você, de onde surgiu?

(R)   Repow –
Muito obrigado. Isso que você falou é o principal fator que eu escolhi esse nome. Ele vem e lembra “repolho” haha mas também tem um jogo de “Power” com as letras em sequencia diferenciada. O fato de eu ter procurado no google e em diversas mídias sociais que não existia nada parecido com “Repow” ajudou. Essa é uma dica de ouro para pessoas que estão decidindo seu nome artístico. Procure na internet se existem coisas parecidas com o seu nome para poderem te encontrar fácil.

(P) Luckas Wagg –
Quais são as suas influências musicais, dentro e fora da música eletrônica?

(R)   Repow –
Trance e electro mesclados em 128/130 bpm sempre foi minha área. Artistas como Hardwell, Nicky Romero, Showtek, Gregori Klosman, Alesso, Calvin Harris e muitos outros, são minhas referências. Fora da música eletrônica eu gosto bastante de Rock, Pop Rock. Ainda sou cravado naquela época do auge da MTV com Linkin Park, Sum 41, Slipknot, etc… Ouvir este tipo de música ainda me dá muitas ideias.

(P) Luckas Wagg –  
Já estamos quase no fim do ano de 2013, quais os seus planos para o próximo ano? Algum novo projeto?  O que o público pode esperar de você?

(R)   Repow –
Este ano estou um pouco mais sossegado, com cartas na manga para começar 2014 com tudo. Muitas produções novas e diferentes, nada seguindo uma rotulagem. A galera pode esperar muita música surpreendedora, dançante e forte. Se tudo der certo as gigs crescem em 2014 e quero mostrar meu talento discotecando, o que na minha opinião, é maior do que produzindo.

(P) Luckas Wagg –  
Vimos em seu release que você faz parte de um dos  mais importantes castings do Brasil, liderada pela “Plustalent”, conte-nos um pouco sobre sua relação com a agência, como surgiu o convite e até mesmo um pouco sobre a experiência de ser agenciado por um dos maiores grupos do Brasil.

(R)   Repow –
Ainda estou trilhando meus passos na agência, conhecendo muita pessoa boa e de influência no mercado, o que me deixa feliz. Fui muito bem recebido, converso com muitos produtores nacionais que eu nunca tinha ouvido falar e que têm muito talento. O convite surgiu por uma soma de coisas, mas creio que as produções já realizadas, um remix que fiz para o Marcelo Cic que lançou na Cr2 (por sinal fiz esse remix em 12 horas numa correria danada, mas valeu a pena e me deu oportunidades) foram os fatores essenciais.

(P) Luckas Wagg –
Pra finalizar agradecemos a você pelo seu tempo e deixamos o espaço aberto para futuros projetos que você venha a lançar ou até mesmo comentar aqui em nossa revista.

(R)  Repow –
 Eu que agradeço. Valeu!

(P) Luckas Wagg –  
Mas e quem quer conhecer mais sobre o Repow?  Deixe suas declarações finais sobre a entrevista e suas redes sociais para a galera que quiser seguir e conhecer mais sobre você.

(R)   Repow –
Obrigado à todos que leram a entrevista, a todos que me apoiam e que torcem por mim. Desejo muita força de vontade a todos os produtores nacionais, vamos representar porque essa cena ainda tá tomada por muita nojeira! Quem quiser conversar, trocar uma ideia ou tirar alguma dúvida, sempre estou a disposição no Facebook.

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