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Entrevista

Thomas Schumacher fala sobre parceria com Victor Ruiz e volta ao Brasil

Saiba mais sobre o experiente DJ alemão que toca no país neste final de semana

Alan Medeiros

Publicado em

14/12/2018 - 18:51
Thomas Schumacher
Foto: Divulgação

Thomas Schumacher é aquele tipo de artista que merece o carimbo de ícone. Ativo na indústria há praticamente três décadas, este importante DJ e produtor alemão já colaborou para o desenvolvimento da cena de seu país em diferentes frentes. Seja como DJ, produtor, empresário ou label boss, sempre esteve estimulando o desenvolvimento do cenário em seu aspecto macro, pois somente dessa maneira é possível evoluir no sentido mais amplo da palavra.

Natural de Bremen, Schumacher iniciou sua jornada na música mais precisamente em 1991. Portanto, não é exagero dizer que ele acompanhou os primeiros passos do desenvolvimento do techno no país, logo após a importação dos primeiros beats importados de Detroit. Na Alemanha, o DJ ajudou na criação do que hoje é uma segunda casa para o gênero — tão ou ainda mais ativa quanto a cidade de origem do estilo.

Até 2011, Thomas fez parte do Elektrochemie, grupo que ainda contava com Stephan Bodzin e a cantora Caitlin Devlin (esposa do artista, a quem ele demonstra uma gratidão gigante, como você poderá ler ao final). O ano de encerramento desse projeto também marca a criação da Electric Ballroom, gravadora que tem sido um dos grandes nortes do trabalho do alemão ao longo das últimas temporadas. Com mais liberdade para lançar suas músicas e conduzir seus projetos, Schumacher se tornou uma espécie de olheiro aguçado para grandes talentos.

 

Quem se beneficiou muito disso foram alguns produtores brasileiros. Os primeiros passos de Victor Ruiz no cenário internacional, por exemplo, foram dados em parceria com Thomas. Através da label alemã, Victor lançou importantes faixas, incluindo o super hit “Apollo”, originalmente lançado em 2015 e revisitado em 2018 através do EP Apollo II.

Com Schumacher, o brasileiro retorna ao seu país natal neste final de semana para duas gigs no formato B2B: sexta no Warung Beach Club e sábado no Audio, como parte da programação dessa edição extra do D-EDGE Festival. Aproveitamos a passagem de Thomas Schumacher pelo Brasil para bater um papo com ele. Confira:

 

Brasil mais uma vez: qual sentimento essa tour com o Victor Ruiz traz para você?

Fazer essa tour especial em B2B com o Victor Ruiz me dá muito orgulho. Victor e eu compartilhamos uma visão quando se trata de techno, o que fica evidente em nossos sets e collabs. O fato de que a faixa “Wonder”, do nosso último lançamento, Apollo II, subiu nas paradas do Beatport e tornou-se nosso primeiro hit número um, torna tudo ainda mais significativo. Celebraremos o sucesso com os nossos fãs no Brasil durante nossos sets no D-EDGE Festival e no Warung.

O techno é um estilo que tem passado por um longo processo de transformação nos últimos anos. Como você enxerga esses ciclos? Para qual caminho esse movimento ruma nos próximos anos?

Mudança e transformação são elementos essenciais da vida e isso se aplica ao techno também. Neste ano vimos a volta da rave e do acid techno, basicamente os sons com os quais cresci nos anos 90. É uma experiência incrível para mim, viver um ciclo completo. Me sinto abençoado por ainda estar aqui e contribuir para o nosso movimento.

 

Música é sobre emoção, e acredito que um DJ pode despertá-la de diferentes frentes na pista. O que você costuma fazer para que o seu trabalho como músico tenha um caráter mais emocionante?

Concordo plenamente com sua declaração. Música é sobre emoção e conexão, e este é exatamente o meu objetivo quando se trata do processo criativo: me expressar e tocar as pessoas. Quando isso acontece, me sinto profundamente realizado e alegre.

Estúdio ou dancefloor: qual desses dois ambientes proporciona a você uma experiência mais prazerosa?

Ambos me dão formas muito diferentes de prazer e ambos são essenciais para o que estou fazendo. O processo de criar música é bastante íntimo, é como uma jornada pelo meu mundo interior. Quanto mais eu puder estar em contato comigo mesmo, melhor será o resultado. Já tocar é sobre conectar-se com as pessoas. A interação com o público através da música que eu toco é única — diz respeito a se perder no momento e esquecer do mundo lá fora.

A Electric Ballroom representa um capítulo importante na sua história enquanto artista. Quão importante ter seu próprio selo foi para o desenvolvimento de sua carreira a nível internacional?

Vejo meu selo como um playground criativo. Gosto muito da liberdade que isso me dá e abraço o fato de não ter que me comprometer quando se trata da música lançada por mim.

 

Berlim: na sua visão, o que há de melhor e pior para DJs e produtores na apoteótica cena da capital alemã?

Onde não há escuridão, não pode haver luz. Berlim tem muito a oferecer para pessoas criativas, as opções são ricas e diversas, tudo é possível. Para alguns, essa riqueza de oportunidade pode parecer intimidadora e outros podem se perder por um tempo, mas no fim, não há lugar melhor para nós do que essa cidade.

Como você lida com a pressão de se manter no topo? Essa questão tem impactado a forma como você cria suas músicas?

Quero viver de acordo com meus valores centrais e compartilhar com as pessoas através da música. Isso é o que importa para mim. Aprendi que colocar pressão sobre mim não me aproxima de nenhum dos meus objetivos. Muito pelo contrário. Uma prática de meditação diária é uma forma de me alinhar e me preparar para uma sessão criativa.

Olhando para trás, quais ensinamentos obtidos através de conversas com outros artistas você considera fundamental para ter chegado aonde está hoje?

Minha esposa Caitlin é cantora, compositora e pintora. Ela me ensinou mais sobre mim, música e vida do que qualquer outra pessoa. Sem ela, eu não estaria nem perto de onde estou hoje, e por isso sou profundamente grato a ela.

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Filme do Netflix sobre o Fyre Festival está disponível no Brasil

Com subtítulo digno de “Sessão da Tarde”

Phouse Staff

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Fyre Fiasco no Caribe
Foto: Reprodução

Nem sempre o que está disponível no Netflix nos Estados Unidos ou na Europa acaba chegando aqui no Brasil. O filme do Avicii, que recentemente voltou à plataforma — mas ainda não por aqui —, é um bom exemplo.

Por sorte, Fyre, o documentário da própria companhia de streaming sobre o maior #fail da história dos festivais, foi disponibilizado pra gente por aqui, e pode ser assistido em todo o país — com direito a legendas em português e subtítulo digno de Sessão da Tarde: Fyre: Fiasco no Caribe.

Pra quem quer saber mais sobre a história que prometeu luxo e entregou lixo, que levou seu produtor à cadeia por fraude, deu uma queimada na reputação do rapper Ja Rule e arruinou algumas outras vidas, é só acessar aqui.

+ Hulu fura o olho do Netflix com documentário sobre o Fyre Festival

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Paul van Dyk é indenizado por queda no ASOT de 2016

Processo tramitou por quase três anos na justiça holandesa

Phouse Staff

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Paul Van Dyk
Foto: Reprodução

Depois de quase três anos em disputa, Paul van Dyk venceu na justiça o processo contra a ALDA Events B.V., produtora responsável pelo A State of Trance em Utreque, na Holanda, que culminou com a queda do DJ de uma altura de mais de seis metros no palco principal, em fevereiro de 2016.

Segundo reportagem do Blast, Paul recebeu uma indenização de mais de 12,5 milhões de dólares (em torno de R$ 48,5 milhões, na cotação de hoje). O valor total chega à quantia de $12.588.643,45, para cobrir despesas médicas (passadas e futuras), danos materiais (cancelamento de shows pelo período que foi hospitalizado) e danos morais.

À época, Paul chegou a sofrer uma concussão grave e quebrou sua espinha dorsal em dois lugares. Consideradas todas as circunstâncias, é praticamente um milagre que ele tenha saído com vida e sem sequelas. “Na sentença, ficou constatado que a ALDA não trabalhou na segurança do palco. Eles admitiram que a área frontal não era segura, mas não avisaram o DJ antes do show. Nunca o comunicaram sobre esse perigo, mesmo sabendo que ele fazia sets bem agitados”, explica a matéria.

A queda de Paul van Dyk, em 2016

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Os 4 singles que antecedem o novo álbum de ILLUSIONIZE

“X” está previsto para o começo de fevereiro

Phouse Staff

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ILLUSIONIZE
Foto: Reprodução

Com o lançamento de “What’s Up” nessa sexta-feira, o ILLUSIONIZE encerrou a série de singles que promovem X, seu novo álbum. Com quatro músicas, a série iniciou lá em agosto, com “Down” (quando revelamos com exclusividade o planejamento do disco — relembre aqui) e seguiu com “Here We Go” e “Eruption”, até chegar à quarta e derradeira parte.

Com isso, já é possível ter um panorama do que vem por aí em X (dez, em algoritmos romanos). Via Elevation, o disco que celebra seus dez anos de carreira está previsto para o dia 1º de fevereiro no Beatport, e no dia 15 nas outras plataformas. Os quatro singles correspondem às quatro primeiras faixas, de um total de dez.

Cabalístico, não?

+ EXCLUSIVO: ILLUSIONIZE lançará álbum para celebrar 10 anos de carreira

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