Vini Vici: “A primeira coisa que amamos no Brasil são as pessoas”

Oito festas — cinco no Brasil — em menos de dez dias; aproveitando a maratona carnavalesca, falamos com o duo israelense

* Edição e revisão: Flávio Lerner

À frente do Vini Vici, Aviram Saharai e Matan Kadosh podem ser considerados duas estrelas da música mundial. Pelos nomes, percebe-se que nenhum dos dois são brasileiros, mas não há como negar sua proximidade com as pessoas e a cultura do nosso país. 

O psy autêntico e psicodélico característico dos israelenses invadiu nossa terra por volta de 2003, quando o Sesto Sento — projeto paralelo de Aviram e Matan com Itai Spector — se apresentou por aqui pela primeira vez. O Vini Vici de fato foi criado dez anos depois, em 2013, e desde então sempre manteve presença pelas pistas do Brasil.

O sucesso bateu na porta dos caras em 2015, com o lançamento de “The Tribe”, faixa do seu primeiro álbum intitulado Future Classics. No ano seguinte, colaboraram com Hilight Tribe e com o superstar Armin van Buuren na icônica track “Great Spirit”, que conta com quase 120 milhões de reproduções apenas no YouTube.

Entre sucessos lançados e turnês pelos principais festivais do mundo, incluindo Tomorrowland, EDC (Las Vegas, Orlando, México, Índia, Japão), Ultra (Miami, Brasil, Europa), Dreamstate e ASOT, para citar alguns, eles também encontraram tempo para criar seu próprio selo, Alteza Records, em 2018, que faz parte da família Armada Music.

Aviram a Matan cumprem uma maratona de shows avassaladora, levando positividade e muito energia por onde passam. Em fevereiro, a agenda foi preenchida com nada menos que 15 datas, sendo seis delas apenas no Brasil. Nesse feriadão, o Vini Vici vem em uma maratona carnavalesca, passando por Laroc (23), Carnaval do B.E.M. (23), El Fortin (24) e RMC Love Sessions (25) (o duo ainda se apresentou no dia 08, no Solares, e dia 16 no Trio do Alok). 

Aproveitando o gancho, trocamos uma ideia rápida com a dupla por e-mail.

Vocês são amados por grande parte do público brasileiro, estão por aqui tocando direto… Ainda se lembram de quando foi a primeira vez que pisaram para se apresentar no país?

Uau, a primeira vez que tocamos no Brasil foi em 2003, com o projeto Sesto Sento. Também gostamos muito do público brasileiro. É sempre uma energia incrível!

Quais são as três coisas que vocês mais amam no Brasil?

Definitivamente a primeira coisa que amamos no Brasil são as pessoas. Apreciamos muito como elas conseguem ser positivas e sorrir até para as coisas simples. A segunda é a gastronomia: amaaamos o churrasco brasileiro! Também gostamos muito das belas praias que existem por aí.

Vocês são donos de muitos hits, e alguns deles são collabs com nomes bem fortes: Astrix, Paul van Dyk, Armin van Buuren, Dimitri Vegas & Like Mike e até Alok… Como funcionam essas collabs?

Quando fazemos uma collab, todos dão sua contribuição à faixa. Acreditamos que música boa é música boa, e é um desafio misturar os gêneros.

Por exemplo, em nossa faixa “United”, com Armin e Alok, você consegue ouvir influências do psytrance, do trance e do brazilian bass.

Músicas melódicas, BPMs acelerados e energia sempre no alto. Essa é a combinação que faz todo mundo ser apaixonado pelo Vini Vici? Que outros elementos não podem faltar para vocês, tanto em uma produção como nas apresentações?

Talvez. Acreditamos que também é por pensarmos fora da caixa na maioria das vezes e por tentarmos entregar algo novo. Achamos essencial acreditar na sua arte enquanto produz e enquanto se apresenta — essa energia é transmitida pelo show e pela música.

O mais novo lançamento de vocês é “My World”, com NERVO e Shapov. Qual a história por trás dessa música?

A maioria das nossas collabs começam em uma conversa alto astral com outros artistas. Encontramos o Shapov no Tomorrowland e falamos sobre fazer uma música juntos. Também gostamos muito de NERVO e sempre quisemos fazer uma música com elas… Sentimos que seria incrível transformar essas duas visões em uma. 

O psy sempre foi muito grande e significativo em Israel. O que mais rola de interessante por lá? Que nomes fora do hype vocês recomendariam aos brasileiros?

Sim, o psytrance sempre foi muito forte em nossa cultura, todos nós crescemos ouvindo o estilo em todos os lugares. Sobre os artistas que recomendamos, não diríamos que são fora do hype, mas gostamos muito de Whiteno1se, Blastoyz, Reality Test e todos da nosso crew Alteza. Acreditamos muito neles e em seu futuro.

Em fevereiro, vocês estão cumprindo 15 gigs no mês, quatro apenas durante o Carnaval brasileiro… De onde tiram energia para tudo isso? Dá tempo de fazer ou pensar em algo durante os voos de um lugar para outro?

Acima de tudo, amamos o que fazemos, então a energia para as turnês difíceis vem daí. Durante os voos, basicamente tentamos dormir. O corpo também precisa disso.

Quais são os principais planos ou objetivos que vocês têm para 2020, e o que o público pode esperar das novas apresentações por aqui?

Temos muitas músicas a serem lançadas. Estamos construindo o próprio show da Alteza ao redor do mundo e esperamos trazer para o Brasil em breve. Nas próximas gigs, o público poderá ouvir nossa nova faixa em collab com Whiteno1se e Sofi Tukker. O vocal é em português, acreditamos que o público brasileiro irá gostar.

* Marllon Gauche é colaborador da Phouse.

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