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Eric Prydz: Em busca de novos ares

Phouse Staff

Publicado em

28/07/2013 - 11:50

Eric-Prydz-0Durante muitos anos Eric Prydz ficou longe dos holofotes e freou sua ascensão como DJ por conta de seu pavor de avião. Esse problema, inclusive, foi o principal motivo que fez com que o sueco não seguisse estrada com seus compatriotas do Swedish House Mafia. Agora, morando na América, ele está no coração do mainstream global e vai colocar à prova todo seu potencial para fazer sucesso.

Prydz sempre se destacou por suas produções bem alinhadas. Mas seu crescimento artístico esbarrava em duas características pessoais extremamente limitadoras: o medo de avião e a aversão a entrevistas e ao contato com a mídia. Ele surgiu no foco internacional em 2004 com o single Call On Me. A track foi produzida sobre uma regravação de Valerie (de Steve Winwood, de 1982) e fez enorme sucesso no mundo todo.

Com tamanha repercussão, Prydz saiu de Estocolmo e se transferiu para Londres, onde morou por oito anos. Ele odiava o clima frio de seu país e, além disso, morar na capital britânica facilitava muito as viagens de trem que fazia pra tocar. De lá pra cá, emplacou mais alguns hits, como Pjanoo e Proper Education (releitura de Another Brick In The Wall, do Pink Floyd). Esta última foi indicada em 2008 ao prêmio GRAMMY.

Na edição deste ano, o sueco apareceu novamente entre os concorrentes ao gramofone dourado, indicado à categoria de Melhor Gravação Remixada (Não-Clássica) com a track Midnight City, da banda M83. Diferentemente de 2008, dessa vez ele esteve na cerimônia.

Midnight City foi resultado de um private remix que Prydz fez sem maiores pretensões. Ele lembra que o processo de criação se deu de maneira diferente do que normalmente acontece. “Sempre sou procurado por artistas e bandas com pedidos para remixar suas músicas. Com esta foi diferente. Eu gostava muito da canção original e resolvi fazer um remix para mim. O som se popularizou e, depois de pouco tempo, a gravadora veio me consultar sobre a possibilidade de lançá-lo oficialmente.”

“NÃO SOU CANTOR”

Desde que se fixou em Los Angeles, em meados do ano passado, Eric vem enriquecendo sua carreira. Em maio de 2012, saiu finalmente seu primeiro álbum (triplo), intitulado Eric Prydz Presents Pryda. O disco 1 traz músicas inéditas produzidas por ele. Já os discos 2 e 3 têm hits acumulados ao longo da carreira e alguns re-edits.

Dentre os destaques, estão as tracks Shadows, Agag, Allein e You. Esta última, por sinal, é bem especial. Nela, Prydz se arrisca no vocal. No entanto, ele diz que dificilmente o ouviremos cantar ao vivo. “Seria uma idiotice. Eu não sou cantor, sou um produtor de estúdio. You foi fruto de muitas gravações e regravações, até que eu alcançasse a afinação esperada”, ressaltou, em entrevista a um site americano.

Dois meses após o lançamento do disco, o artista excursionou pelos Estados Unidos – sua primeira empreitada no novo país. Headliner do Identity Festival, primeiro evento itinerante de e-music na terra do Tio Sam, ele se apresentou em várias cidades. Todo o percurso foi feito de ônibus, diga-se de passagem.

O ano de 2012 foi extremamente produtivo pra ele. Além das edições de seu famoso podcast Epic Radio, o segundo mais baixado do iTunes no segmento de música, ele colocou na pista mais alguns singles. Seja assinando como Pryda ou Eric Prydz mesmo, ele lançou o single Every Day e o EP Recomondos/Bergen.

PRIMEIRA RESIDÊNCIA

Este ano Eric não desacelerou e acertou sua primeira residência em solo americano. Desde fevereiro ele conduz suas festas Black Dice no The Wynn, em Las Vegas. Além disso, já soltou três tracks inéditas: Power Drive, Drums In The Deep e Thunderstuck. A primeira pela Pryda Recordings e as outras pela Mouseville Records, dois de seus três labels.

Na agenda, simplesmente os maiores festivais do planeta. Só entre abril e maio ele esteve nos palcos do Ultra Music Festival (Miami), Coachella (California) e Electric Daisy Carnival (New York). O artista também já está preparando os comprimidos pra dormir. Ele terá que atravessar o oceano novamente pra tocar no Tomorrowland (em julho, na Bélgica) e no Creamfields (em agosto, no Reino Unido).

Fonte: Dance Paradise

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Notícia

Steve Angello revela um dos países da turnê do Swedish House Mafia

O produtor sueco fez o anúncio ao final do seu set no Ultra Mexico

Phouse Staff

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Swedish House Mafia confirmado
Foto: Reprodução

Em sua gig no Ultra Mexico, nesse final de semana, Steve Angello encerrou o set anunciando em alto e bom som: o Swedish House Mafia vai passar pelo México em sua turnê de 2019. “México, vejo vocês no ano que vem com o Swedish House Mafia”, declarou o artista, pra delírio da galera.

   

Nenhum outro país da turnê foi confirmado oficialmente, embora seja bastante óbvio que o trio vai tocar nos Estados Unidos e na Suécia. Na semana passada, pôsteres com o logotipo da Nike sequenciado (como em outras ações de marketing do grupo) e com a mesma modelo usada em campanhas anteriores foram vistos em Estocolmo, mas não está claro do que se trata.

Já no Brasil, a expectativa também é alta de termos o trio sueco por aqui.

    

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Review

Menos é mais: menor, Federal Music apostou em line justo e cenário futurista

Oitava edição do festival mostrou amadurecimento da produção em Brasília

Nayara Storquio

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Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última quinta-feira, dia 11, Brasília hospedou a oitava edição do Federal Music Festival. Aterrissando em um dos cartões postais da capital, a Torre de TV Digital, o evento de 2018 apostou na atmosfera oferecida ao público. Com estrutura cenográfica exclusiva, três palcos e mais conforto, o Federal 2018 focou mais na organização. Para cerca de dez mil pessoas, a produção ofereceu um lineup justo nas 12 horas de festa, mesmo apesar de o festival ser menor do que vinha sendo nos últimos anos, quando recebeu entre 20 mil e 30 mil frequentadores.

Se você já foi a Brasília, deve ter reparado que por lá a arquitetura é levada muito a sério. Dentre os monumentos icônicos da capital, a Torre de TV Digital é um dos mais futurísticos. No estacionamento da “Flor do Cerrado”, como a torre é chamada, foi onde foi montada esta edição.

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Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Logo na entrada, uma estrutura de andaimes ostentava o nome do evento, e os parceiros e patrocinadores recebiam a galera. O prédio de 120 metros de altura, e toda sua vibe espacial estilo casa dos Jetsons, contribuiu muito para o cenário inédito. Era impossível não admirar o monumento ao passear por ali.

Nesse cenário, três palcos estavam dispostos como opção para o público: Mantra Stage, House Mag Stage BURN DJ Stage. O palco da House Mag era a única estrutura totalmente coberta; não se sabe se por motivos meteorológicos ou de acústica, mas a cobertura não parecia fazer parte da cenografia, deixando o palco com um ar de galpão.

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Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Todavia, a falta de ornamentação do toldo não influenciou em nada o sucesso da pista, que trouxe alguns dos nomes brasileiros de mais destaque na cena atual. O duo Cat Dealers, o KVSH, o Liu e o FELGUK foram os que lotaram completamente a capacidade de todas as áreas do palco — pista, camarotes e lounges. Helmer B2B Invictor, Devochka, VINNE, CIC, Evokings, Jude & Frank, Skullwell & Simple Jack e Raul Mendes & Áquila fechavam o time.

Do outro lado do estacionamento ficava o Mantra Stage, cuja cenografia não decepcionou. Composto por duas estruturas separadas, um gazebo colorido na pista e um palco psicodélico ornamentado com as figuras de dois camaleões, o Mantra teve ótima aceitação — sempre cheio, desde as 21h, quando tudo começou, até as 09h do dia seguinte.

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Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Também não era pra menos, já que o palco, que trazia muito psytrance, foi comandado por ninguém menos que Astrix, Infected Mushroom, Skazi, Paranormal Attack. Performances de Hi Profile B2B Vegas, Reality Test, Phaxe, Dekel, Dimitri Nakov b2b Trindade, Freakaholics e Giaco & Wizards & 32 Project se apresentaram por ali. O poder do sistema de som era tão grande que interferiu em alguns sets dos outros palcos, porém o problema foi corrigido no decorrer do festival.

Entre House Mag e Mantra, ficavam a área de alimentação, bares, banheiros, lojinha oficial e demais áreas de conveniência. Um dos pontos altos foi o bar da BURN, que oferecia drinks diferenciados a R$ 26,00 cada. Eram quatro opções servidas num dos quatro copos exclusivos do evento, limitados em quantidade, para influenciar o público a ser mais sustentável.

O que funcionou consideravelmente no número de copos descartáveis, porém não com as garrafinhas d’água, que apesar de custarem R$ 8,00 a unidade, cobriram o chão no final do evento. O número de lixeiras pareceu não ser suficiente para o público esperado, que foi de aproximadamente dez mil pessoas.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Não podemos esquecer do BURN DJ Stage Room, onde houve um livestream com artistas locais. Os vencedores do concurso DJ Room também tocaram lá, e a atração especial foi o DJ Morttagua. Esse palco ficava bem atrás do House Mag Stage, e talvez tenha sido o único prejudicado nessa edição. Sua localização não era tão evidente quanto os demais, e o acesso era exclusivo a quem vinha dos lounges e camarotes.

Quem curtiu a maioria das edições do Federal Music notou uma grande evolução e maturidade na produção. Mesmo com o encurtamento dos recursos devido à crise no Brasil, o Federal mostrou que é possível entregar um evento digno sem fugir do prometido e aproveitando locais incríveis e pouco explorados da capital do país.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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Notícia

Beowülf e Rakka colaboram em faixa com pegada grandiosa

Tom épico que precede os drops lembra trabalhos de grandes nomes da EDM

Phouse Staff

Publicado há

Beowulf e Rakka
Arte: Divulgação

Depois de revelar sua verdadeira identidade, o Beowülf tem soltado lançamentos quase sem parar. Desta vez, a collab é com o duo Rakka, e o resultado é uma bass house potente com traços de big room, cujo tom épico, que precede os drops, remete a lançamentos de Armin van Buuren e KSHMR.

Com vocais dos irmãos Daniel e Christopher Freiberg (que já haviam colaborado no hit “Like Home”, do Beowülf com o Felguk), o som foi lançado no feriado do dia 12, pela Sony Music.

     

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