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Estudo revela índice alarmante de assédio sexual em festivais no Reino Unido

Nayara Storquio

Publicado em

19/06/2018 - 19:05
Assédio festivais
Edição do Bestival, no Reino Unido. Foto: Reprodução
43% das mulheres britânicas que frequentam festivais relatam já ter sido assediadas

A quantidade alarmante de ocorrências de assédio sexual em festivais de música foi foco de um estudo feito pela YouGov. A instituição de pesquisa apurou que 43% das mulheres com menos de 40 anos de idade afirmam ter sofrido algum tipo de assédio sexual nos eventos. O estudo conversou com 1.188 participantes de festivais e descobriu que apenas 2% dos abusos foram denunciados. 

As vítimas não são apenas mulheres; o estudo identificou que 22% dos frequentadores em geral já passaram por situação de agressão ou assédio. Por assédio, entendem-se comportamentos inconvenientes, como forçar o contato ou a dança, cantadas grosseiras, toque não autorizado, tentativa de estupro, entre outros. O assédio sexual verbal e a forçação da dança foram as duas formas mais pontadas. As estatísticas também revelam que uma em cada cinco mulheres sofreu alguma forma de agressão sexual desde que completou 16 anos.

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As vítimas do sexo masculino, entretanto, figuram como as mais propensas a denunciar. Cerca de 19% dos homens vítimas de agressão sexual relataram suas experiências à equipe do festival contra 1% de mulheres — em ambos os sexos, porém, apenas 2% procuraram a polícia. Todavia, as mulheres assediadas procuraram ajuda com amigos ou familiares em 53% das situações, contra 39% das vítimas masculinas — o que possivelmente evidencia a falta de acesso ou confiança das vítimas com as opções de ajuda oferecidas nas ocasiões.

O que fazer?

Muitas pessoas infelizmente já passaram por situações de assédio, independentemente de gênero ou de opção sexual. Neste caso, a melhor forma de agir é não ficar calado, como recomenda a especialista em violência sexual, Katie Russell, da ONG Rape Crisis, em matéria publicada pela BBC News. Algumas das dicas de Russell são:

– Se for espectador do assédio, se disponibilize a ajudar vítima; esteja ciente de que ela pode estar sentindo-se humilhada ou constrangida.

– Cerque-se de pessoas em quem confia.

– Vítimas podem estar em choque, ajude-as a se manterem aquecidas e hidratadas.

– Para denunciar o assédio sexual, procure a equipe de segurança.

– Vítimas nunca devem se sentir culpadas pelo assédio.

E ela ainda afirma: “A intervenção dos colegas pode ser poderosa”.

No Reino Unido, alguns festivais como The Green Man e Bestival já contam com ações de redução de danos desse tipo, oferecendo assistência plena para atender possíveis ocorrências. Nos países britânicos, qualquer vítima pode procurar organizações como The Survivor’s TrustRape Crisis ou Survivors UK.

No Brasil, essas políticas ainda estão engatinhando, tanto na cena eletrônica como na cultura de modo geral. Entretanto, há sim mecanismos de denúncia contra a violência e o assédio sexual. As vítimas podem procurar ajuda dos Departamentos de Polícia e Delegacias da Mulher.

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O mais importante é estar ciente do que está na lei brasileira. Além dos abusos com contato físico, o assédio sexual verbal — as populares “cantadas” na rua — pode ser enquadrado como crime ou como contravenção. Se houver calúnia, injúria e difamação, trata-se de um crime contra a honra. Se o assédio é considerado de “menor potencial ofensivo”, é uma contravenção penal — incluindo a importunação ofensiva ao pudor e perturbação da tranquilidade, quando o agressor mostrar as genitálias para oprimir a vítima. Ambas incluem penalidades de cadeia ou multa.

Paquera ou assédio?

Quando alguém tem interesse em conhecer uma pessoa ou elogiá-la, o autor não lhe dirige palavras que a exponham ou a façam sentir-se invadida, agredida, ameaçada ou encabulada. Vamos se ligar e respeitar tanto as mina, quanto as mona e os mano!

+ AFEM lança serviço de apoio a vítimas de abuso sexual na indústria da música eletrônica

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YouGov

A YouGov e uma instituição do Reino Unido que utiliza conexões online entre parceiros no mundo todo para realizar pesquisas. Ela é líder internacional de pesquisa de mercado com operações na Europa, América do Norte, Oriente Médio e Ásia-Pacífico. Você pode conferir o estudo completo aquiA pesquisa em questão foi encomendada pela Press Association, e entrevistou 1.188 frequentadores de festivais.

Nayara Storquio é colaboradora da Phouse.

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deadmau5 lança 2º volume da coletânea “mau5ville” e novo vídeo bizarro

Compilação da mau5trap ganha novo volume com nove faixas inéditas

Phouse Staff

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mau5ville 2
Foto: Reprodução

O deadmau5 anda numa espécie de “rehab” pra tratar da sua saúde mental, o que o tem mantido distante das redes sociais, mas não de suas gigs e, pelo visto, nem de seus lançamentos. Quatro meses depois de trazer o primeiro volume (ou “Level 1”) de sua nova coletânea, mau5ville, o ratão apresentou nesta sexta-feira, 16, a continuação da parada, com o “Level 2”.

Além da compilação, que traz mais uma vez collabs inéditas, remixes e faixas solo dele e de alguns nomes do roster da mau5trap, o artista também já aproveitou pra soltar o vídeo da primeira faixa, “Drama Free”, com a cantora e compositora Lights. O vídeo é uma espécie de continuação da loucurada em computação gráfica que vimos em “Monophobia”, faixa com o Rob Swire que, por sinal, abria justamente a mau5ville: Level 1

 
 

+ CLIQUE AQUI para ler mais notícias sobre o deadmau5

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Brand Channel

Deep, acid e tech house folclórico; confira os 3 novos sons da Alphabeat

Kiko Franco e Woak com gringos, collab entre namorados e Dudu Linhares e ChampZ são a bola da vez na gravadora

Alphabeat Records

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Alphabeat
O casal Camila Yoshida e Lipe Forbes no estúdio. Foto: Divulgação

Mais uma sexta-feira, mais uma vez que a Alphabeat vem com três lançamentos de uma vez — e os três bem diferentes entre si.

“Swim” é o resultado da parceria de Kiko Franco e WOAK com o inglês Sylvain Armand e a voz do australiano Nick Kingswell (Austrália), que deu origem a esse deep house harmônico e irado, com elementos e personalidade de cada artista envolvido.

 

Subimos o BPM com “Dance the Dance”, uma collab entre Lipe Forbes e sua namorada, Camila Yoshida. Trata-se de uma música romântica, mas agitada e enérgica, com pitadas de acid e electro house, grooves disco e vocais do casal modulados com vocoder, à lá Daft Punk.

 

Por fim, “La Grega” é mais um trabalho autoral de Dudu Linhares em parceria com ChampZ — olha ele aqui de novo! —, depois de um bom tempo de desenvolvimento em estúdio. A música mescla batidas de tech house com melodia e samples de música folclórica do leste europeu, além de alguns timbres de house music clássica.

  

+ CLIQUE AQUI para conferir mais conteúdo da Alphabeat Records

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Phouse Tracks

RAAF – Infinity (Original Mix)

Phouse Staff

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RAFF

O lançamento de hoje da Phouse Tracks é “Infinity”, uma bass house pegada do DJ e produtor RAAF.

A música está agora disponível para free download no Artist Union, no nosso SoundCloud e no Spotify.

RAAF é mais um projeto de Rafael Pereira Pires, o RaFelps, jovem carioca de apenas 17 anos responsável por alguns dos principais lançamentos da Phouse Tracks. O garoto — que, por sinal, lançou conosco na semana passada — possui esse outro projeto paralelo, voltado a frequências mais graves.

Como RAAF, tinha lançado apenas bootlegs para faixas como “Tem Café”, do Gaab com o MC Hariel, e “Make It Bun Dem”, do Skrillex.

Siga e ouça também a playlist com todos os nossos lançamentos:

+ CLIQUE AQUI para conferir mais lançamentos da Phouse Tracks

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