Celular

A Eventbrite, empresa americana de gerenciamento de eventos e emissão de ingressos, encomendou uma pesquisa com o instituto inglês ComRes para saber a opinião das pessoas sobre o uso de celular nas pistas de dança e durante a apresentação de artistas.

Como era de se esperar, uma ampla maioria dos 1.031 entrevistados (70%) afirmou achar “extremamente irritante” o comportamento daquela galera que parece estar mais com a mão no celular filmando e olhando para a telinha do que realmente curtindo e aproveitando o rolê. Quase todas essas pessoas (69%) apoiam medidas para reduzir o uso excessivo do celular para filmar ou tirar fotos; ainda assim, 49% admitem que tiram fotos ou filmam nessas situações.

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No Reino Unido, onde a pesquisa foi realizada, alguns locais estão tentando aplicar estratégias para combater esse “problemão do século XXI”, como a prática da política que proíbe o uso de câmeras e celulares, que já vem rolando em alguns clubes de Berlim.

Essa medida, porém, não encontrou muita popularidade entre os entrevistados (13%), que preferem soluções menos radicais, como leves incentivos para tornar os telefones mais discretos (41%).

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A chefe de marketing da Eventbrite, Katie McPhee, disse que a pesquisa confirma que “há um acordo geral entre o público, artistas e promotores de que usar o celular durante uma apresentação ao vivo pode prejudicar não só a própria experiência, mas também a de outras pessoas ao redor”, e que espera “discussões saudáveis” no futuro para melhorar ao máximo a experiência do público em geral.

Especialistas da indústria não ficaram de fora e também deram sua visão. Greg Marshall, gerente geral da Association for Electronic Music, afirma que é preciso “procurar um equilíbrio para garantir que ambos os pontos de vista sejam respeitados”, referindo-se tanto àqueles que gostam de registrar os momentos, como os que preferem deixar o celular no bolso.

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Anja Schneider, uma das DJs embaixadoras da AFEM, acredita não ser possível “resumir em apenas um vídeo de poucos minutos ou segundos um set que durou horas”, sem levar em consideração o fato de que, quando todos estão com os celulares pra cima, “não tem como ver o rosto das pessoas, a vibração”.

A pesquisa foi realizada online, entre os dias 15 e 16 de outubro, e publicada ontem (03). Dos 2021 britânicos adultos inicialmente procurados, 1031 passaram no filtro inicial, que era ter frequentado ao menos um show, festa ou festival no último ano. 

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