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“Eu falhei em bandas cinco vezes; na dance music, apenas uma” — FTampa

Phouse Staff

Publicado em

02/06/2016 - 18:42

Saiba mais sobre a árdua e inspiradora história de vida do mineiro FTampa, no dia em que ele completa 29 anos.

Hoje, dia 02 de junho, é data de aniversário do nosso querido FTampa — um dos maiores nomes da EDM no Brasil, e que foi atração da nossa própria festa de dois anos, em 2015. O mineiro de Conselheiro Lafaiete, que agora completa 29 anos, já havia compartilhado sua trágica história de vida. Ontem, uma matéria bem bacana saiu com ele no EDM.com, explicando um pouco mais desse passado árduo, e de como ele superou tantas dificuldades na vida, em possivelmente uma das trajetórias mais fortes e inspiradoras que temos na nossa cena. Além disso, o rapaz contou sobre sua nova fase, em que quer produzir material mais orgânico, com mais sentimento, sem se preocupar com o mercado.

Não havia tempo hábil de fazermos uma nova entrevista exclusiva com o FTampa, e ele nos pediu de presente de aniversário a tradução da matéria de ontem pro português, pros seus fãs brasileiros poderem ler; não íamos recusar, né? Abaixo, portanto, você confere a ideia que ele trocou com a editora Jamie Lamberski.

Quais pessoas na sua vida tiveram o maior impacto pra você?

Sempre estive mais por conta própria, mas tive bastante apoio da família e dos amigos. Eu era casado e recebia bastante apoio da minha ex-mulher. Quando você decide ser um músico, poucos acreditam em você, mas quando você chega lá, eles dizem: “eu sempre estive ao seu lado”. Eu sei que minha família acreditava, mas sempre tiveram preocupação também, queriam que eu meio que tivesse um “emprego de verdade”.

Tentei ser músico cinco vezes. Estava em um bom trabalho, ganhando bastante, e então eu simplesmente saí pra tentar seguir a carreira — e falhei. Tentei de novo e de novo, e continuei falhando, por anos. Toda vez que você falha, ganha experiência, e aprende muito com ela. Quando eu fracassei, encarei como algo normal. Às vezes faço uma track que eu gosto e as pessoas não curtem. É normal. Toda vez que não dava certo, eu dizia: “Ah, eu não tenho grana pra investir em música. Vou ter que entrar em um novo emprego, juntar mais dinheiro e tentar de novo”. No começo, eu estava tentando fazer parte de bandas. Foi só há cinco anos que eu comecei a ouvir música eletrônica. Eu falhei em bandas cinco vezes; na dance music, apenas uma.

O que te levou à música eletrônica?

É engraçado. Eu tenho um primo que é DJ, e ele sempre me dizia: “cara, você tem que fazer música eletrônica. Eu vejo como você se dedica pra música, e quantas pessoas você ajuda. Música eletrônica é algo que você pode fazer por conta, sem depender de ninguém. Você sabe tocar os instrumentos e trabalhar num estúdio”.

“Não é música de verdade”, eu pensava, mas quando eu ouvi fiquei bastante impressionado. E era feito só por uma ou duas pessoas. Procurei por uns samples, e foi assim que comecei, naquela mesma noite. Comecei a me divertir, graças ao meu primo.

Como você se descreveria aos 17 anos?

Perdido e desesperado. Foi o pior momento da minha vida, em que eu tinha perdido uma grande parte da minha família. Foi por isso que me mudei. Estava me sentindo tão mal e solitário… Lembro que tentei me mudar justamente pra ficar longe de tudo. Quando parti, não tinha amigos, nem familiares próximos. Comecei então a fazer novas amizades e tentei reconectar com o mundo.

Posso realmente dizer que eu me perdi aos 17. Era um cara muito só, vivendo no meu próprio mundinho. Nunca falo sobre isso. Por muito tempo o meu manager me disse pra contar minha história, mas é só agora que me sinto à vontade. Não queria me promover usando essa minha história, porque eu sei o quanto ela é triste. Foi muito difícil. Às vezes as pessoas falam “ah, coitadinho”. Não quero que pensem assim. Quero conquistar meu espaço sem ajuda.

Quais os desafios que você ainda encara?

O mercado muda muito rápido. Todos tocam minhas faixas, mas é bem difícil conseguir espaço nos festivais maiores. Toco bastante, mas é difícil ser reconhecido como um artista. Tantos marqueteiros e produtores-fantasma… Isso é errado, mas você precisa encarar. Não pode fugir, esse é o mercado. Às vezes me sinto mal. As pessoas pagam pra tocar em festivais e estar em rankings — isso é muito triste. Quando eu vejo, falo: “onde está a verdade aqui?”. Acho ruim, mas não julgo quem usa produtores-fantasma porque talvez você não tenha o que é necessário pra ser um produtor, mas você é um artista. Só que os palhaços que tentam ser músicos estão roubando o lugar de quem é de verdade. No Brasil, há muitos desses caras.

Como a música ajudou você a superar os obstáculos?

Sempre tentei colocar meus sentimentos na arte, e isso me ajudou. Por muito tempo, eu compunha só pra mim. Tinha vergonha de mostrar o que fazia pros outros. A música me ajudou demais. Toda vez que eu me sentia mal, ia pro estúdio. Até hoje em dia, tudo se trata de como estou me sentindo.

Penso que quando alguém gosta da sua música, é porque essa pessoa está conectada com você. Quando você curte uma canção, é porque sente uma conexão. Acredito mesmo que cada pessoa que vem pra mim e diz: “eu amo essa música”… Eles entenderam a mensagem.

Como você venceu a timidez?

Levou bastante tempo. Eu apenas decidi, ao ver que o único modo de conectar as pessoas com a minha música era mostrando a elas. Caso contrário, eu estaria no estúdio, trancado no escuro pra sempre. Comecei a fazer umas faixas pra minha banda, eles curtiram. Aquela foi a primeira vez que eu mostrei o que eu estava compondo. Quando comecei a fazer música eletrônica, as primeiras tracks eram horríveis, mas não tive problema em mostrar.

O que te inspira a fazer a sua música?

Tudo gira em torno de quando estou compondo. Não sou fechado em um único estilo. Gosto de fazer qualquer tipo de música — depende do meu momento. Eu só procuro fazer com bastante esmero e expressar minha dor.

Quando fiz “Kick it hard”, se tornou uma faixa de festival; todo mundo tocou. Aí ficaram esperando que eu fosse fazer outra no estilo; eu vim com “Hero”, que é sobre a minha raiva. Tinha um cara no Brasil a fim de uma garota, e ela estava a fim de mim. Ele me tirou de um lineup de um festival porque ficou com ciúmes. Aí tem uma passagem em “Hero” que diz assim: “você ainda vai engolir, otário” — eu tava muito brabo.

Você se mudou pra Los Angeles, mas recentemente voltou pro Brasil. Por que saiu de LA?

Fiquei com muita saudade da família e dos amigos, então vou ficar morando entre LA e Brasil. Quero fazer músicas novas, e acho que se você está se sentindo mal ou solitário, isso afeta a sua arte. Ficar com essas pessoas vai me ajudar a vir com novos sons.

Gostei de morar em Los Angeles, é uma ótima cidade, um ótimo povo, mas [a mudança] tem a ver comigo. Tenho amigos em LA, mas os verdadeiros, que conheço desde criança, estão no Brasil. É muito difícil levar minha família pro exterior, então estar no meu país é bom pra todo mundo, e me deixa feliz. Nunca saio de casa, não quero ficar rodeado de gente da indústria; só quero produzir. Se alguém gostar, ótimo, é isso que eu quero — deixar os outros felizes com meu trabalho. E posso fazer isso de qualquer lugar.

Você tem planos de lançar um álbum?

Tenho uma quantidade de faixas suficiente pra fazer um LP, mas não penso nisso, porque prefiro fazer cinco tracks de uma vez e aí escolher as melhores pra lançar. Neste momento, estou num processo de mudar o meu som; quero me distanciar e fazer minhas próprias coisas. Minha origem é de banda, então quero gravar minhas próprias guitarras, meus próprios pianos, minhas próprias baterias; fazer minha música mais orgânica. Poderia ser mais pop.

Estou tentando me reencontrar. Quero ser o cara que eu era nas bandas, passando horas no estúdio. Por um tempo, eu fiz tracks só por fazer. Adoro essas faixas pra festival, mas quero criar algo que demande mais trabalho, mais sentimento, mais processos criativos. Acredito de verdade que encontrar um som ideal é experimentação, pesquisa e mais experimentação. É o que quero fazer. Estou gravando muitas guitarras nas faixas novas, sem pensar em selos ou na indústria. Tenho trabalhado por diversão e vai dar certo porque é feito com o coração. E tenho levado na boa — não me preocupo em ter que lançar, então posso pensar em cada detalhe.

Se tivesse uma coisa que você pudesse dizer pra uma versão mais jovem de você, o que seria?

Estou com 29 anos agora. Não importa o quão mal você se sente, sempre há uma saída. Normalmente, quando as pessoas passam por coisas assim, é muito difícil. Já vi gente viver algo parecido ao que eu tive e acabando num caminho errado, porque é o mais fácil. Eu decidi seguir o caminho certo e fazer coisas boas. Acredito em carma. Se você escolhe o caminho errado e faz algo muito ruim agora, você não vai ter uma base, mesmo amadurecendo. Indo pelo caminho certo, você forma uma base sólida. Depois de um bom tempo, você vai chegar lá.

Qual a lição mais importante que você aprendeu na vida?

Nunca desistir. Não importa o quanto estiver ruim, nunca desista.

Traduzido por Flávio Lerner.

Você pode conferir a matéria original aqui.

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Entrevista

Flow & Zeo: uma história de amor na música

Casal dentro e fora dos estúdios, Marian Flow e Zeo Guinle falam sobre trajetória, gravadoras e o Rio de Janeiro

Alan Medeiros

Publicado há

Entrevista Flow & Zeo
Foto: Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Dividir as tarefas da vida e de uma carreira profissional enquanto casal exige muita cumplicidade e parceria de ambas as partes. Marian Flow e Zeo Guinle estão na batalha juntos há mais de 20 anos, e nesse período venceram grandes desafios dentro e fora de casa. A conexão entre os dois é notável em cima dos palcos e, muito além disso, um fator determinante no sucesso conquistado pelo duo na última década.

Essa relevância a nível nacional e internacional, que já ultrapassa a barreira dos dez anos, deve-se especialmente à forma comprometida e engajada com que Marian e Zeo encaram os desafios de uma dura carreira na música. Juntos, eles tocam os projetos de produção musical no estúdio árvore, finalizado no começo de 2018, e viajam para todos os compromissos do projeto na pista — o companheirismo pode ser apontado como uma das palavras-chave dessa intensa jornada construída a dois.

Esse momento de transição de ano chegou acompanhado de uma série de conquistas importantes para o Flow & Zeo. Somente em dezembro, foram quatro lançamentos, por gravadoras que possuem uma representatividade forte na indústria eletrônica. Entre os destaques estão a faixa “Drink My Poison” pela Warung Recordings e um EP em parceria com o Nytron pela Warner Music. A nosso convite, Marian e Zeo responderam algumas perguntas sobre pontos importantes do atual momento do projeto. Confira:

Como vocês têm equilibrado a relação entre paixão e profissão que marca o relacionamento de vocês com a música?

Costumamos dizer que a música alimenta o amor assim, como o amor alimenta a música. Estamos juntos há quase 20 anos e desde o primeiro dia que nos conhecemos a música esteve presente e fez parte do que estávamos vivendo no momento. E seguimos assim… respirando música e agradecendo por poder compartilhar esse sentimento, e ainda ter isso como o combustível da nossa profissão.

Flow & Zeo é um projeto que acompanhou de perto diversas transformações do mercado nacional. Como vocês encaram as principais mudanças do nosso cenário nos últimos dez anos?

Estamos aqui por algum tempo (risos). Passamos por mudanças expressivas no cenário que fizeram parte da nossa evolução como pessoas e profissionais da cena.

Com certeza a tecnologia é um fator impactante, desde os equipamentos até os meios de comunicação, que influenciam diretamente as nossas vidas e nosso trabalho. Tudo mudou, foi praticamente uma revolução.

Acreditamos que as transformações sempre farão parte e temos que acompanhar essa evolução constante. Nos adaptarmos às novas ferramentas, mantendo as nossas raízes e essências musicais.

Como parte do casting de labels bastante expressivos na cena nacional e internacional, como vocês avaliam o atual momento do relacionamento entre artistas e gravadora na cena eletrônica?

Quando começamos em 1998, 1999, o acesso à música eletrônica no Brasil era limitado; aos poucos foram surgindo alguns selos. Naquele período, o relacionamento com os artistas era mais próximo. Nosso primeiro lançamento foi em 2005, na compilação do núcleo Lua Solidária, que realizava eventos eletrônicos beneficentes — até tivemos um clipe transmitido no programa AMP da MTV.

Em 2006, outro CD pela dinamarquesa Iboga Rec, e a partir de 2008 começamos a lançar pelo nosso próprio selo Tropical Beats, com foco na venda online através do Beatport, abrindo espaço para outros artistas também. Com o crescimento da cena, os estilos foram segmentando, o público consumidor aumentando, outros sites abrindo, o streaming entrando e atualmente a quantidade de gravadoras e artistas é imensa.

Existem algumas labels que, além de profissionais em todo processo, mantêm uma relação mais próxima com os artistas, o que achamos importante, pois há um profundo conhecimento e sentimento pelo que estão entregando. Claro que labels maiores têm mais investimento e acabam oferecendo um serviço melhor, mas dá para se fazer um excelente trabalho mesmo sendo pequeno.

Atualmente existem gravadoras com objetivos diferentes:

– As tradicionais e mais profissionais, que dão todo o suporte para o lançamento, se preocupam com a qualidade do material e buscam manter uma maior proximidade com o artista;

– Aquelas que lançam quantidade e se preocupam em faturar no volume. Com isso, acabam deixando a qualidade de lado;

– E as que os próprios artistas administram com o objetivo inicial de dar saída em suas produções e na de parceiros.

Nos três casos, o importante é o artista saber aonde ele quer chegar. Procurar gravadoras que tenham o perfil que está buscando e direcionar seu material para elas. Encontrando a gravadora que atenda suas expectativas, é essencial estabelecer um bom relacionamento com o A&R, afinal, ele que decidirá as músicas que serão incluídas no catálogo.

Percebo que o Rio de Janeiro é um fator muito importante na história de vocês. De que forma a cidade impactou o desenvolvimento do Flow & Zeo enquanto projeto musical?

Somos naturais do Rio de Janeiro e aqui demos início a nossa jornada musical em conjunto. Primeiros eventos, primeiras festas, festivais, residências, nosso estúdio, nosso lar, parceiros musicais. Daqui foram os primeiros passos para desbravar praticamente todo o Brasil e boa parte do mundo. Aqui no Rio plantamos a semente do estúdio árvore.

Só temos a agradecer a nossa cidade e ao nosso público local. A melhor forma de retribuir é nos mantendo ativos aqui: tocando, produzindo nossos eventos, noon, Level, Tasty, Raww X Room… Recentemente também assumimos uma residência quinzenal na Transamérica RJ FM. Estamos sempre por aqui, colaborando para fomentar a cena do Rio.

De uma forma geral, como funciona o processo criativo de vocês? Existe alguma tarefa ou função que vocês dividem de maneira mais clara ou tudo é feito meio que em conjunto?

Estamos juntos e misturados na maior parte dos assuntos, seja no processo criativo, plano de carreira, produção de eventos, gestão da gravadora, tarefas caseiras… Mas claro que nos dividimos em algumas funções, e deixamos fluir de acordo com as habilidades e percepções de cada um no momento.

No estúdio, o Zeo, se dedica mais na parte técnica, nos efeitos e arranjos, enquanto a Marian cria harmonias e toca guitarra, instrumento que temos inserido com frequência em nossas produções recentes.

Pra finalizar: Zeo, o que você mais admira no perfil artístico da Marian? Marian, o que você mais admira no perfil artístico do Zeo?

Zeo – Admiro muito como ela consegue ser criativa e sistemática ao mesmo tempo.

Marian – Admiro muito o cuidado que ele tem com os acabamentos e detalhes, pois realmente fazem a diferença.

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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ENTREVISTA

Perto de nova edição da festa que mudou sua vida, Junior_C fala sobre cura e união

DJ explica quadro de saúde atual e fala sobre a 2ª edição da Unity, que foi criada para ajudar com seu tratamento

Flávio Lerner

Publicado há

Unity
Foto: Divulgação

Há dois anos, Junior_C descobriu um câncer grave. Hoje muito melhor — graças a um trabalho de reflexão profunda e medicina alternativa —, o paulistano de 31 anos mostra uma força mental incrível.

Ouvindo-o falar com serenidade sobre isso, é possível constatar que ele passou por uma das experiências mais impactantes que uma pessoa pode passar — uma espécie de transcendência espiritual. E ele garante: está melhor do que nunca, e encontrou sua cura.

“Preciso tomar mais cuidado quando as pessoas me perguntam sobre a minha saúde”, diz o DJ, em contato com a Phouse. “A minha resposta é sempre a mesma: eu estou curado! Isso confunde um pouco as pessoas porque elas imaginam que não tenho mais nada. É claro que pela medicina eu não estou curado — para eles eu tenho câncer e ponto. Para mim, eu não tenho nada. Eu estou curado.”

Teaser da Unity traz depoimentos dos DJs que vão tocar nesta edição

Essa cura, segundo o Junior, começou lá entre o final de 2016 e o início de 2017. Quando colegas e amigos ficaram sabendo do quadro grave de saúde, se mobilizaram para criar uma festa a fim de arrecadar fundos para ajudá-lo. Foi assim que nasceu a Unity, evento que reuniu cerca de 50 nomes brasileiros, dos mais variados estilos: de Gui Boratto e Eli Iwasa a Vintage Culture e Bruno Martini.

“Eu ainda estava no hospital quando o Luiz Eurico [Klotz, da Plusnetwork] me ligou: ‘Junior, todas as agências, todos os DJs, todo o mercado da música eletrônica se uniu para fazer um evento em sua homenagem, para celebrar a vida e arrecadar dinheiro para os seus tratamentos’. Quando eu vi na Unity o que o coração de cada pessoa fez por mim, eu não tive dúvida. A primeira coisa que pensei foi de que não existia mais tempo para estagnação: a Unity tinha que continuar e ajudar muito mais gente. Ficou evidente o potencial gigantesco que tínhamos para fazer o bem”, explica.

“Naquele dia não existia distinção, julgamento, gênero, rivalidade, qualquer tipo de crença… Agências divergentes, DJs de estilos diferentes, todos conectados por uma força que ninguém escutava ou via, mas que estava ali. A Unity foi a maior cura de todas”, segue o produtor.

Flyer da primeira edição da Unity, que rolou em 24 de janeiro de 2017

Assim, dois anos depois e com um quadro de saúde consideravelmente melhor, o artista comanda a organização de uma segunda edição, que vai rolar neste sábado, no recém-inaugurado Ame Club (onde o paulistano é um dos residentes). Os lucros serão divididos entre o próprio Junior_C — para custear o seu tratamento atual — e a Fundação ACL, um hospital filantrópico de medicina alternativa que ajudou Junior a encarar a doença, e com o qual ele retribuiu tornando-se voluntário.

“A ideia principal por trás da Unity é mostrar a força que nós criamos. É mostrar que juntos somos muito melhores, e que todos os anos pararemos um dia das nossas vidas para nos unir em prol de algo maior, com o objetivo de fazer com que toda essa energia de compaixão se expanda a cada vez mais pessoas, e assim, juntos, possamos fazer um mundo muito melhor”, complementa.

Por dentro da Fundação ACL, que será beneficiada com a #Unity

Bora conhecer mais as condições da Fundação ACL / Projeto Escola Vida, à qual será destinada parte da renda arrecadada da #Unity… Confira o bate-papo de nosso Junior_C com o Dr. Paulo Prado, chefe do laboratório da Fundação.Garanta já seu ingresso e vamos juntos terminar o ano fazendo o bem, celebrando a vida e ajudando a quem precisa: bit.ly/AmeUnity.A cura de um é a cura de todos.

Posted by Ame Club on Sunday, December 16, 2018
O Dr. Paulo Prado conversa com o Junior_C sobre o funcionamento da Fundação ACL, que receberá parte dos lucros desta edição da Unity

“Apesar de a minha historia ter sido o gancho de tudo, a Unity não se trata de uma causa em si. A Unity é uma atitude, um movimento, que através do exemplo mostra que somos todos um único organismo, unidos por um único propósito, através de um único sentimento: o amor. Hoje com minha saúde infinitamente melhor do que antes, eu consegui o que eu queria. Assumir a frente do projeto e, a partir da minha história, ajudar os outros”, conclui o DJ.

Este segundo ato em prol da celebração da vida vai começar às 16h do dia 22, trazendo desta vez apenas nomes do cenário underground — nicho ao qual o próprio DJ pertence, assim como faz parte da proposta do novo clube. Diogo Accioly, Du Serena, Eli Iwasa, Gabe, Gui Boratto, L_cio, Leo Janeiro, Mascaro, Renato Ratier, Shadow Movement e Silvio Soul dividirão o protagonismo do lineup com o Junior_C. Ainda há ingressos disponíveis via Eventbrite. Você pode saber mais sobre a Fundação ACL no site oficial.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

“O melhor que a música proporciona é quebrar barreiras”; Ralk fala sobre o sucesso repentino

Confira nosso papo com o DJ e produtor pernambucano

Luckas Wagg

Publicado há

Ralk
Foto: Reprodução
* Edição e revisão: Flávio Lerner

O pernambucano Raul Queiroz, o Ralk, é um desses nomes que têm crescido exponencialmente. O remix produzido com o amigo Diskover para “O Sol”, de Vitor Kley, foi o divisor de águas na carreira do DJ e produtor,  ultrapassando dez milhões de plays só no Spotify, e chegando a ser inclusive cantada em coro por um bloco de rua do Rio no último Carnaval.

Com foco em lançamentos na pegada “house pop”, que têm feito grande sucesso no Brasil, o pernambucano fechou recentemente com a Austro Music — talvez o principal selo nacional com ênfase nessa vertente. Por ali, trouxe até agora dois sucessos: “Nosso Amor Virou Canção” — collab com o Make U Sweat, que você já tinha conferido aqui — e um remix para “Cuidado”, hit do jovem fenômeno Gaab, lançado na sexta-feira passada (23).

Em um contato rápido com a Phouse, Ralk fala sobre esses lançamentos, o momento único que está vivendo, sua agenda lotada no Réveillon e ainda explica, ao falar sobre o empresário Xand, do Aviões do Forró, como entende que uma das funções da música é quebrar barreiras. Confira:

 

Você passou a ter popularidade na cena nacional após remix com seu parceiro Diskover para “O Sol”, de Vitor Kley. A faixa atingiu mais de dez milhões de plays e foi tocada em festas pelos quatros cantos do Brasil. Você chegou a imaginar que esse trabalho chegaria tão longe? Qual foi o impacto na sua carreira?

A história de “O Sol” é quase mágica. Trabalhamos a faixa em novembro do ano passado e, em dezembro, lançamos. Veio fevereiro e eu recebi um vídeo, direto de um bloco de rua do Rio de Janeiro, em pleno Carnaval e com todo mundo cantando a música. Foi um dos dias mais gratificantes da minha vida. Tanto eu quanto o Diskover não esperávamos que acontecesse tão rápido. Até queria agradecer mais uma vez ao cantor Vitor Kley e a toda galera da Midas Music pela oportunidade de fazer o remix para essa música incrível.

Assim como o Alok, que hoje é empresariado por um dos maiores nomes do sertanejo — Marquinhos, da Audio Mix —, vimos que você segue por um caminho parecido, tendo hoje Xand, do Aviões do Forró, como seu empresário. Como surgiu esse convite? E como enxerga essa fusão do mercado da música eletrônica com o forró e sertanejo?

O melhor que a música pode nos proporcionar é quebrar barreiras. Eu, Xand e qualquer tipo de artista somos unidos por algo em comum: o amor pela música. Sem contar que Xand sempre foi uma inspiração para mim, não só pela pessoa que ele é, mas como também pelo sucesso que faz aonde quer que ele passe.

Estou aguardando muito o dia em que iremos fazer uma música juntos. Esse é um dos planos! Hoje faço parte do casting da Fonttes Promoções, juntamente com ele. Quando surgiu o convite, fiquei muito feliz e foquei na oportunidade que eu teria para abrir portas ao meu trabalho e de ser apresentado a um público variado.

Ralk
Agradecendo aos céus pelo sucesso. Foto: Reprodução

Vimos que você assinou recentemente com a Austro Music, que pertence ao grupo Som Livre/Rede Globo. O que muda em sua carreira com esse contrato? É um acordo apenas para lançamento de suas músicas, ou vai além disso?

Realizei um sonho de criança em poder assinar uma das maiores gravadoras do Brasil, um nome conhecido em todo lugar. Sei que terei uma responsabilidade pela frente, e há todo um planejamento que apostam para mim. Começamos com o single “Nosso Amor Virou Canção”, com o trio Make U Sweat e o cantor Guga Sabatie, que acabou de bater 420 mil plays nas plataformas digitais.

Depois lançamos a “Maybe”, uma música feita com muito carinho com os irmãos do Dubdogz e o cantor Hugo Henrique. E agora, fim de novembro, saiu “Cuidado”, meu remix para o Gaab. Isso me motiva, me faz buscar inovar, fazer novas musicas, mostrar meu trabalho para o mundo inteiro e também levar comigo essa gravadora que, dia e noite, faz tudo por mim.

Como surgiu essa oportunidade de remixar o single do Gaab?

Sempre fui fã do trabalho dele, gostei pra caramba de “Cuidado” quando ouvi pela primeira vez. Aí fui atrás e recebi o convite e a liberação também pra fazer esse remix. Temos nos falado muito desde então — a gente se fala praticamente todos os dias pra falar sobre a música. Foi uma honra pra mim. A música dele já tem 15 milhões de plays só no Spotify, então foi muito importante pra minha carreira também, e vou apostar tudo nela pro verão 2019.

  

E além disso, o que podemos esperar do Ralk para 2019? Como está sua agenda?

A maratona de final do ano segue com 28 shows e em várias cidades. Terei a oportunidade, inclusive, de me despedir de 2018 e pedir boas vibrações a 2019 tocando em todos os maiores réveillons do Nordeste no último fim de semana de dezembro: Réveillon dos Milagres (AL), Praia da Pipa (RN), São Miguel Gostoso (RN), Fernando de Noronha (PE) e, na noite da virada, em Fortaleza (CE).

Acho que isso tudo reflete no quanto será agitado o meu ano de 2019. Assim espero. Estou muito feliz em poder mostrar minhas músicas para todo o Brasil. Próximo ano será de muito trabalho, muitas músicas e muitos aprendizados. Temos grandes lançamentos pela frente e estou contando os dias para poder mostrar para vocês. São lançamentos que, sem dúvidas, irão marcar minha carreira.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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