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Ex-participante do The Voice, Priscila Brenner está de volta com lançamento do seu projeto GANNAH

Phouse Staff

Publicado em

26/01/2017 - 18:34

Após seu clipe do single Back Home atingir mais de 500 mil visualizações no Youtube, o duo GANNAH está de volta. A cantora e compositora Priscila Brenner, que conquistou milhares de fãs após sua marcante participação no reality show da Rede Globo “The Voice”, e seu marido, o produtor Bruno Fogliato apresentam ao público o aguardado EP de Remixes de “Back Home”. O EP chega recheado de estilos de grande expectativa.

O duo escolheu a dedo os nomes dos artistas envolvidos no EP.

– “Depois do sucesso de Back Home, quisemos trazer aos fãs versões realmente diferentes entre si, e pra isso convidamos tanto artistas que já tem destaque no mercado, como grandes apostas pra 2017!”, afirmou Priscila.

– “Temos versões para todos os gostos: do Deep House ao Future Bass… Ficamos muito felizes com o resultado de todos os remixes e acho que o pessoal vai gostar muito”, comentou Bruno.

O EP conta com remixes de Lazy Bear e SUBB, WAO e FERVINE, Repow e VO1D, Earstrip

A primeira versão é assinada pelos produtores Gustavo Assis com seu projeto Lazy Bear e a dupla SUBB, novidade no mercado nacional. Enquanto Lazy Bear já é um dos principais nomes e um dos grandes expoentes do Nu Disco e Deep House brazucas, a dupla paulista SUBB tem seu lançamento de estréia e é uma das grandes apostas para o ano de 2017 no país.

O carioca WAO, residente do Life in Color (Ibiza) um dos maiores festivais do mundo, remixou também Snoop Dogg e Shakira. Além disso assina sua versão em parceria com o produtor paulista FERVINE, numa versão Progressive House cheia de energia, perfeita para os grandes festivais. WAO recentemente assinou contrato artístico com o Austro, novo selo de música eletrônica da Som Livre e acaba de lançar o hit “Give It All Up” com o vocalista português Mikkel Solnado.

O curitibano Repow, um dos grandes nomes nacionais e figurinha carimbada nos principais festivais do ano passado no Brasil, assina uma versão Future Bass ao lado de VO1D, com uma pegada moderna e bem atual numa sonoridade que está em alta fora do Brasil e promete chegar com força no ano que vem.

E fechando o EP, os cariocas do Earstrip apresentam uma versão Bass House com muita pegada e que promete balançar as pistas pelo Brasil.

“Back Home Remixes” é um EP de alto nível que promete agradar aos mais críticos ouvidos e fazer muito sucesso nas pistas neste próximo verão, e com certeza consolida o GANNAH como um dos nomes para se prestar atenção este ano.

Caso queira baixar a track, clique no botão:

Aproveite e confira a nossa playlist com as melhores tracks do verão:

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Entrevista

“Queremos saber o que o mundo acha do Rooftime”

Trio que chegou chegando na cena brasileira explica de onde veio e para onde vai

Flávio Lerner

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Rooftime
Gabriel Souza Pinto, Rodrigo Souza Pinto e Lisandro Carvalho formam o Rooftime. Foto: Lufre/Divulgação
* Com a colaboração de Lucio Morais Dorazio

Ter seu primeiro lançamento pela Spinnin’ Records e em parceria com um dos maiores nomes do seu país é um sonho praticamente inalcançável para muitos. Não para o Rooftime. O trio, formado pelos irmãos Gabriel e Rodrigo Souza Pinto (25 e 21 anos, respectivamente) com o amigo Lisandro Carvalho (21), fez sua estreia no final de setembro com “I Will Find”, collab com o Vintage Culture.

Pouco se sabe sobre o projeto, que não só nunca havia lançado uma música oficialmente, como também ainda não fez nenhuma apresentação ao vivo, nem no formato DJ set. Os caras, portanto, são novos não só na idade, como também estão chegando agora na cena — e dá pra dizer que já chegaram sentando na janelinha.

Além de ultrapassar um milhão de plays no Spotify e chegar a quase quatro milhões de visualizações no YouTube em questão de semanas, e de ser escolhida como música tema do Réveillon John John Rocks 2019 — que rola na praia de Jericoacoara, no Ceará —, a track indica uma sonoridade e um caminho repletos de potencial a serem seguidos pelo grupo.

Assim, entramos em contato com os rapazes, naturais de Itatiba–SP, para entender melhor de onde vieram e para onde vão daqui pra frente.

O clipe de “I Will Find” foi gravado em Jericoacoara, no cenário do John John Rocks

Contem pra gente um pouco sobre as origens de vocês e o primeiro contato com a música. Como surgiu o Rooftime?

Gabriel: Sempre fomos apaixonados pela música, mas sem grandes perspectivas. Eu já tinha acabado a faculdade de Administração com foco em Comércio Exterior na PUC–Campinas, havia trabalhado na área recentemente, mas não era o que me motivava. Nunca deixei que a música saísse da minha vida, então mantinha sempre o projeto com algumas bandas, junto com o Rodrigo todas as vezes.

Rodrigo: Na época, eu estava no segundo ano da faculdade, fazendo o mesmo curso que o meu irmão fez, mas também sentia que não era aquilo que eu queria. Sendo filhos de artistas, nós dois convivíamos com música desde o berço, então sabíamos que esse seria o nosso caminho também. Mas o grande problema era nos acharmos no meio musical e criar algo diferente.

Lisandro: Eu sempre tive essa preocupação também, porque comecei a produzir desde muito cedo, e queria encontrar algo totalmente fora da caixa. Tive um projeto antes, mas eu ainda sentia que não era o melhor em que eu poderia chegar. Tudo isso mudou quando eu conheci o Rodrigo na van, indo pra faculdade. Na época, eu fazia o mesmo curso de Administração. A gente começou a conversar sobre música, e todas as ideias bateram muito rápido!

Rodrigo: Não demorou muito para gente se reunir em casa, onde nos juntamos com o meu irmão. Isso foi no começo de 2017, no mês de maio, se eu não me engano. Afinamos o violão e saíram as primeiras melodias. Começamos na brincadeira, sem compromisso, como um hobby mesmo, sem muita ideia do que poderia acontecer. Desde então, a gente se reúne quase que diariamente pra fazer música, que é o que a gente ama fazer de verdade.

O nome “Rooftime” tem uma origem bem interessante. Contem melhor essa história pra gente.

Gabriel: No começo, não tínhamos um lugar reservado em casa pra poder criar. A gente se reunia no último andar de casa que, através de uma janela, dava acesso ao telhado. Subir lá, naquela época, era uma aventura, um mundo paralelo que encarávamos como um refúgio criativo, onde o mais importante era criar e ter ideias. Aos poucos isso foi se tornando rotina, e sempre que surgia alguma coisa nova, a gente dizia: “hora de subir no telhado”. Assim surgiu o nome “Rooftime”.

+ “I Will Find”, de Vintage Culture e Rooftime, é lançada pela Spinnin’

Quais são as maiores inspirações musicais de vocês?

Lisandro: Cada um de nós traz um pouco das nossas referências, mas pra compor nossa sonoridade, escutamos muita house music, indie rock, funk americano, soul, jazz e folk. Estamos sempre em busca de artistas novos e atentos a vários estilos, mas nossas inspirações hoje são Solomun, David August, RÜFÜS DU SOL, Claptone, Jan Blonqvist, Fatima Yamaha, Drake, Karmon, Milky Chance, Tube & Berger e alguns outros.

Podemos esperar que “I Will Find” seja uma boa amostra da identidade sonora do projeto? Uma coisa meio synth pop, mesclando elementos da house e do blues/rock — algo na linha do Elekfantz, mais ou menos

Rodrigo: A “I Will Find” é o melhor cartão de visitas possível. Nela, todo mundo pode ouvir e sentir a nossa intenção dentro da música eletrônica, com uma pegada acústica e sempre muito original. Acho que essa mistura de synth pop com um pouco da nossa essência é o que define nosso som, pois sempre sentimos que as faixas saem diferentes, mas também muito carregadas de emoção. Cada um dos três deposita tudo o que sente em cada música que criamos juntos, e acho que isso foge de qualquer denominação de estilo musical.

Rooftime
Foto: Lufre/Divulgação

Vocês nunca se apresentaram publicamente, mas sempre produziram. Como se dá esse processo de produção do trio?

Lisandro: A gente sempre tenta fazer algo com a nossa identidade, e na maioria das vezes o processo é bem orgânico, criativo e espontâneo. Não existe uma regra. Tudo começa no improviso: criamos juntos a harmonia, melodia e ritmo independente da aptidão musical de cada um. Temos bastante afinidade e as ideias acabando surgindo naturalmente.

Como surgiu a oportunidade de coproduzir com o Vintage Culture, logo no primeiro lançamento?

Gabriel: A “I Will Find” foi a primeira música que produzimos logo depois de nos conhecermos. Mal tínhamos um projeto formado, nem sequer um nome. Assim que terminamos, queríamos um feedback. Mandamos a música para o Lukas e ele abraçou a track na hora. Foi um ano de espera e de muita ansiedade, e agora, vendo a repercussão, não poderíamos estar mais felizes!

“Hoje conseguimos nos ver dentro do mundo musical de outra forma, muito diferente de antes, quando a única coisa em comum entre nós era um sonho” — Gabriel Souza Pinto.

E por que esperar um ano para esse lançamento? Foi uma estratégia de debutar o projeto já com o pé na porta?

Lisandro: Quando soubemos do interesse do Lukas pela faixa, tomamos a decisão de focar todos nossos esforços em produzir mais. Nem pensávamos mais na “I Will Find”, estávamos preocupados em consolidar nosso estilo musical e ficarmos cada vez mais entrosados no nosso processo criativo. Então, passamos todo esse tempo criando muitas outras músicas, trabalhando forte todo dia, muitas vezes até a madrugada, para que tivéssemos a certeza de que era o caminho certo.

Gabriel: Acho que tudo veio a calhar na hora certa. Por mais longa que tenha sido a espera para mostrar nosso trabalho para todos, sabemos que tudo foi muito proveitoso e necessário. Hoje conseguimos nos ver dentro do mundo musical de outra forma, muito diferente de antes, quando a única coisa em comum entre nós era um sonho.

Agora que o projeto foi lançado oficialmente, dá pra imaginar que vocês tenham já muitos outros lançamentos e gigs agendados pra logo mais. O que vem por aí?

Lisandro: Estamos nos preparando para lançar nossa segunda música, e a ansiedade não para de aumentar. Queremos lançá-la ainda neste ano, e estamos trabalhando forte nisso. Mas temos faixas preparadas para além do ano que vem, então tem muita coisa vindo por ai!

Gabriel: Também estamos estudando algumas possibilidades de gigs. Queremos ter certeza de nos apresentarmos na hora certa. Não podemos confirmar nada por enquanto, mas quem sabe no final do ano não surge alguma coisa?

Rodrigo: Estamos muito ansiosos pelo que está por vir. Temos colaborações com grandes artistas da cena a caminho, mas basicamente queremos que a nossa música ultrapasse as fronteiras e atinja um público cada vez maior. Queremos saber o que o mundo acha do Rooftime!

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Review

Menos é mais: menor, Federal Music apostou em line justo e cenário futurista

Oitava edição do festival mostrou amadurecimento da produção em Brasília

Nayara Storquio

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Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Na última quinta-feira, dia 11, Brasília hospedou a oitava edição do Federal Music Festival. Aterrissando em um dos cartões postais da capital, a Torre de TV Digital, o evento de 2018 apostou na atmosfera oferecida ao público. Com estrutura cenográfica exclusiva, três palcos e mais conforto, o Federal 2018 focou mais na organização. Para cerca de dez mil pessoas, a produção ofereceu um lineup justo nas 12 horas de festa, mesmo apesar de o festival ser menor do que vinha sendo nos últimos anos, quando recebeu entre 20 mil e 30 mil frequentadores.

Se você já foi a Brasília, deve ter reparado que por lá a arquitetura é levada muito a sério. Dentre os monumentos icônicos da capital, a Torre de TV Digital é um dos mais futurísticos. No estacionamento da “Flor do Cerrado”, como a torre é chamada, foi onde foi montada esta edição.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Logo na entrada, a estrutura de andaimes que ostentava o nome do evento,  os parceiros e os patrocinadores, recebia a galera. O prédio de 120 metros de altura, e toda sua vibe espacial estilo casa dos Jetsons, contribuiu muito para o cenário inédito. Era impossível não admirar o monumento ao passear por ali.

Nesse cenário, três palcos estavam dispostos como opção para o público: Mantra Stage, House Mag Stage BURN DJ Stage. O palco da House Mag era a única estrutura totalmente coberta; não se sabe se por motivos meteorológicos ou de acústica, mas a cobertura não parecia fazer parte da cenografia, deixando o palco com um ar de galpão.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Todavia, a falta de ornamentação do toldo não influenciou em nada o sucesso da pista, que trouxe alguns dos nomes brasileiros de mais destaque na cena atual. O duo Cat Dealers, o KVSH, o Liu e o FELGUK foram os que lotaram completamente a capacidade de todas as áreas do palco — pista, camarotes e lounges. Helmer B2B Invictor, Devochka, VINNE, CIC, Evokings, Jude & Frank, Skullwell & Simple Jack e Raul Mendes & Áquila fechavam o time.

Do outro lado do estacionamento ficava o Mantra Stage, cuja cenografia não decepcionou. Composto por duas estruturas separadas, um gazebo colorido na pista e um palco psicodélico ornamentado com as figuras de dois camaleões, o Mantra teve ótima aceitação — sempre cheio, desde as 21h, quando tudo começou, até as 09h do dia seguinte.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Também não era pra menos, já que o palco, que trazia muito psytrance, foi comandado por ninguém menos que Astrix, Infected Mushroom, Skazi, Paranormal Attack. Performances de Hi Profile B2B Vegas, Reality Test, Phaxe, Dekel, Dimitri Nakov b2b Trindade, Freakaholics e Giaco & Wizards & 32 Project se apresentaram por ali. O poder do sistema de som era tão grande que interferiu em alguns sets dos outros palcos, porém o problema foi corrigido no decorrer do festival.

Entre House Mag e Mantra, ficavam a área de alimentação, bares, banheiros, lojinha oficial e demais áreas de conveniência. Um dos pontos altos foi o bar da BURN, que oferecia drinks diferenciados a R$ 26,00 cada. Eram quatro opções servidas num dos quatro copos exclusivos do evento, limitados em quantidade, para influenciar o público a ser mais sustentável.

O que funcionou consideravelmente no número de copos descartáveis, porém não com as garrafinhas d’água, que apesar de custarem R$ 8,00 a unidade, cobriram o chão no final do evento. O número de lixeiras pareceu não ser suficiente para o público esperado, que foi de aproximadamente dez mil pessoas.

Review Federal Music
Foto: Coletivo 2takeapic/Divulgação

Não podemos esquecer do BURN DJ Stage Room, onde houve um livestream com artistas locais. Os vencedores do concurso DJ Room também tocaram lá, e a atração especial foi o DJ Morttagua. Esse palco ficava bem atrás do House Mag Stage, e talvez tenha sido o único prejudicado nessa edição. Sua localização não era tão evidente quanto os demais, e o acesso era exclusivo a quem vinha dos lounges e camarotes.

Quem curtiu a maioria das edições do Federal Music notou uma grande evolução e maturidade na produção. Mesmo com o encurtamento dos recursos devido à crise no Brasil, o Federal mostrou que é possível entregar um evento digno sem fugir do prometido e aproveitando locais incríveis e pouco explorados da capital do país.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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REVIEW

Segunda edição do Só Track Boa BH pode ser considerada a melhor de todos os tempos

Opinião foi endossada pelo próprio Vintage Culture

Luckas Wagg

Publicado há

Foto: Fabrizio Pepe
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Nesse último sábado, 29, rolou em Belo Horizonte mais uma edição do Só Track Boa Festival. Com um lineup recheado de grandes nomes, como Vintage Culture, Bruno Be, Malaa, KVSH, CIDVolac, não é exagero dizer que esta foi a melhor edição da franquia.

E vejam bem, não sou apenas eu quem está falando. O comentário do público em geral seguiu essa linha, em opinião compartilhada até pelo Vintage Culture, que nos contou, e depois publicou no Instagram, que esta foi a maior e melhor edição do Só Track Boa já realizada em toda a história — sim, até mesmo melhor que a edição principal, que rolou em São Paulo há pouquíssimo tempo.

Só Track Boa BH
Foto: Imagem Dealers/ Fabrizio Pepe

Ao contrário de SP, que teve dois palcos, a edição mineira contou apenas com o mainstage. Reunindo 20 mil pessoas no Estádio do Mineirão, a festa começou às 16 horas, com o energético set de RDT, seguido por LOthief. O tempo, porém, era chuvoso, o que deixou em cheque a sua possibilidade de sucesso. Mas para a surpresa de todos, nem a chuva nem nada atrapalhou o brilho do evento, que ficou lotado do início ao fim.

Organizado pelo reconhecido empresário Otacílio Mesquita e sua crew da OTM Produções junto à Entourage, o Só Track Boa Belo Horizonte foi sem dúvidas um dos festivais mais bonitos e bem organizados que pude conferir nos últimos tempos — e olhem que fui em bastante festivais por esse Brasilzão, hein! Apesar de o Mineirão ajudar muito, por ser um estádio novo e bem cuidado (ao contrário do Canindé, em São Paulo), a produção se preocupou com os mínimos detalhes. Desde bares, camarotes, acessos, tudo foi muito bem ornamentado e distribuído.

After do Vintage encerrou a festa. Foto: Fabrizio Pepe

Entre os destaques da noite, começamos pelo superstar e anfitrião Vintage Culture, que marcou presença do início ao fim. Atrás do palco, o artista tinha uma espécie de playground exclusivo para si e seus convidados, que puderam desfrutar de mesa de ping pong, totó, fliperama, bons drinks e uma área de descanso.

Apesar de ser uma das atrações mais esperadas e conhecidas da label, Lukas Ruiz surpreendeu com um set vibrante do início ao fim. Sua apresentação foi recheada de faixas autorais, incluindo os seus novos hits “Pour Over” e “I Will Find” — além de alguns bons clássicos da house music e um ao vivaço de “Cante Por Nós”, com a participação do cantor Breno Miranda. A apresentação do DJ também proporcionou ao público uma experiência única, com um audiovisual diferenciado e muito fogos e efeitos do início ao fim.

Foto: Imagem Dealers / Fabrizio Pepe

Quem também roubou a cena foi o mineiro KVSH, que já estava há oito meses sem “jogar em casa”, conforme declarou em um Stories pelo seu Instagram. O jovem prodígio entrou no palco por volta das 04h30 da manhã e conseguiu manter o público eufórico do início ao fim — que também contou com a apresentação ao vivo de Lagum cantando sua faixa com a DJ Samhara, “Eu Não Valho Nada”. O DJ fez também um tributo ao Avicii com um mashup de “Wake Me Up” com “Don’t You Worry Child” — exatamente como Axwell e Ingrosso fizeram no Ultra Europe.

Outro artista que surpreendeu foi o americano CID, que mandou uma houseira do início ao fim, tocando diversos clássicos e demonstrando toda sua experiência com a pista, em uma performance bem autêntica; além de Dashdot, que fez um set super linear e trouxe ao palco a DJ, produtora e cantora dinamarquesa Ashibah, que fez um live vocal, levando o público ao delírio.

+ CLIQUE AQUI para conferir nosso papo com a Ashibah

Não foi à toa que todos saíram comentando o fato daquela ter sido uma noite histórica. O line ainda contou com “apenas” Volac, Bruno BeMalaa, Chemical Surf com a participação especial do Gabriel o Pensador Gustavo Mota em um b2b insano com a Groove Delight; e fechou tudo com o Vintage retornando ao palco para um super after que foi até as 10h da manhã.

Mas além de lineup e estrutura, talvez o grande diferencial desta edição — e que motivou essa percepção geral de ter sido o melhor Só Track Boa Festival de todos — tenha sido o público, ensandecido, muito mais animado do que de costume. Percebi que na pista tinha muita gente mais nova, galerinha de 16, 17 anos, o que demonstra como a cena em BH está em crescimento, e fomentando um pessoal que virá a ser muito em breve a nova geração da cena eletrônica no Brasil.  

Assim, o Só Track Boa foi mágico, ficou na história da cena mineira e ganhou o coração dos frequentadores de uma vez por todas. Seguindo a sua saga de conquistar os quatro cantos do Brasil, o festival já tem data marcada para acontecer em Belém, no dia 20 de outubro, e Salvador, em 14 de novembro.

Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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