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Exclusivo: DJ Marky fala sobre novos lançamentos e o que falta à cena brasileira

Flávio Lerner

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Enquanto conta detalhes sobre seu remix para o Justin Martin, sua festa Influences e os lançamentos previstos pra 2017, Marky dá declarações contundentes sobre a cena nacional.

DJ Marky. Na época do boom da cultura DJ no Brasil, com a explosão das raves e da cena jungle/drum’n’bass, esse nome era ainda mais impactante — principalmente na Europa, onde se tornou ídolo, responsável pelo single brasileiro mais vendido na Inglaterra. Marky não parou, não se tornou ultrapassado e tampouco perdeu ritmo ou qualidade; contudo, os tempos são outros, e, pós-EDM, nomes como Vintage Culture e Alok tomaram-lhe espaço no nosso país como heróis nacionais.

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Contudo, não apenas pra quem gosta de d’n’b ou turntablismo, mas sobretudo pra quem aprecia DJs sets tão ricos em musicalidade quanto em técnica, Marky segue sendo rei — e mesmo não tão em voga na mídia quanto em outrora, segue muito bem, obrigado. O pioneiro do DJismo brazuca, paulistano da Zona Leste e são-paulino fanático não é lá muito chegado a dar entrevistas, mas quando topa, é certeza de opiniões contundentes. Foi o caso quando, na semana passada, fui trocar uma ideia breve sobre dois assuntos principais: o seu novo lançamento, um remix para o estadunidense Justin Martin, e a nova edição da festa Influences, que rolou no último dia 11, no Pan-Am, com o DJ Dubstrong [de quebra, aproveitei pra pegar um depoimento breve para o Dia do DJ]. Pra minha grata surpresa, o que era pra ser uma troca rápida acabou evoluindo em uma conversa mais profunda, em que o DJ acabou tocando em assuntos macro, como o momento da cena brasileira em relação com o resto do mundo. Abaixo, você confere os principais momentos desse papo.

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Novo lançamento: remixando pela primeira vez o amigo Justin Martin

No ano passado, o conceituado DJ e produtor de São Francisco Justin Martin — um dos cabeças do selo Dirtybird, de Claude Von Stroke — lançou seu segundo álbum, Hello Clouds. Agora, no fim de fevereiro, o LP ganhou sua versão de remixes, com releituras de nomes como Soul Clap, Little By Little e Low Steppa, todas em variações do house. A única que foge das batidas 4×4 é a de Marky, que curiosamente foi designado a remixar uma música chamada “Back to the Jungle”. O paulistano conta que a relação de amizade entre os dois vem de uns cinco anos atrás; o Marky primeiro conheceu o Claude Von Stroke no Creamfields, em Liverpool, que o convidou a remixar sua faixa “Aundy”. “Eu fiz o remix e vários DJs de house e techno, como o James Zabiella e o próprio Justin Martin, começaram a tocá-lo. Toda festa que eu tocava em São Francisco, o Justin ia, e a gente ficou muito amigo. Gostamos das mesmas músicas, das mesmas coisas, e agora ele me pediu pra fazer esse remix”, conta.

“É bom que eu tive um prazo bem longo, porque hoje as gravadoras querem tudo muito rápido, querem um remix depois de duas semanas, e acho que é por isso que hoje em dia a música tá virando uma coisa genérica, com prazo de validade, que só funciona por três meses, depois joga fora. Então me deram um bom tempo, eu demorei uns três meses. Ele é totalmente inspirado em jungle music, da época em que eu trabalhava em uma loja de discos e escutei jungle pela primeira vez”, seguiu, acrescentando orgulhoso que, depois de poucos dias de lançamento, a faixa já estava no primeiro lugar do chart de drumba do Beatport. “Não significa muita coisa, porque o Beatport não representa nem 1% de todas as lojas de música do mundo, mas já é um começo bacana.”

Eu perguntei se ele tinha escolhido a faixa ou se a tinham designado por causa do nome, mas o Marky garantiu que não. “Não foi por causa do título, não. O Justin me ligou, falou que tinha essa música, que tava estourada. Achei bem legal, e ao mesmo tempo bem simples e superimpactante. Ela não tem muitos elementos; se não me engano, tem mais canal de efeito do que de beat, de bateria, sintetizador e tal… Descontruí ela inteira, e fiz uma coisa bem diferente, porque se fosse pra fazer um remix dessa música com house, ia soar muito igual. Na Dirtybird eles gostam muito de drum’n’bass, gostam muito de música no geral, que é o que falta um pouco no Brasil. Aqui, se você faz um remix, tem que ser meio mainstream, sabe? Então esse lance de eles quererem abranger todos os estilos é muito legal. Eu tenho uma conexão muito boa com essa galera de house e techno, então eles apreciam muito o meu trabalho, e vice-versa. A gente tá sempre trocando figurinhas.”

“Hoje as gravadoras querem um remix depois de duas semanas; por isso, a música tá virando uma coisa genérica, com prazo de validade, que só funciona por três meses.”

Influences

A festa começou no Vegas Club há cinco anos, e se mudou pro Pan-Am no ano passado, onde rola mais ou menos a cada dois meses. Mas o que importa mesmo é como ela representa uma oportunidade rara de ouvir sets diferentes do padrão. Muito longe de se ater a um estilo como house ou techno — ou mesmo drum’n’bass —, Marky mostra o que sabe fazer de melhor: condensa um caldeirão de referências das mais diversas, de soul, funk e disco a jazz e música brasileira, passando também pelas suas maiores influências dentro da música de pista per se. E se você já viu o DJ em ação, sabe que ele é um dos melhores em casar músicas aparentemente incombináveis. “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música.”

Influences é também nome do disco compilado por Marky em 2008, lançado pela londrina BBE Records. E a boa notícia é que agora em maio será lançado um volume dois. “É um disco totalmente feito com a cabeça lá fora. Sai em vinil duplo: um disco mixado, outro com as músicas ‘normais’, mas com faixas bônus.”

Cena brasileira: musicalidade, modismos e festivais

Se você acompanha minha coluna aqui na Phouse há certo tempo, pode ter percebido que eventos como o Boiler Room de Recife e o Dekmantel são algumas de minhas pautas favoritas — justamente por apresentarem essa busca pela heterogeneidade, por DJs que fogem do óbvio e misturam diversos estilos orgânicos e referências brazucas com música eletrônica. A Influences de Marky se encaixa bem nesse conceito, e quando o perguntei se via relação entre esses eventos, ele se prontificou a falar bastante sobre sua visão da cena brasileira em geral. “Acho que o Brasil tem muito ainda que aprender. Tivemos um puta boom nos anos 90 com o hardcore, o techno, o jungle, e a gente conseguiu fazer com que as pessoas entendessem todos os gêneros musicais, né? Se formos relembrar, o Skol Beats é o maior festival de música eletrônica que o Brasil já teve… Os festivais antes tinham dois, três pares de toca-discos, e dois ou três pares de CDJs, e as pessoas iam única e exclusivamente pela música, o que não acontece mais — hoje a música vem em quinto lugar. O nome, o ‘brand’, vem em primeiro, o que é uma pena muito grande.”

Set de influências para o Boiler Room, em 2014

O Marky contou que só não foi no Dekmantel São Paulo por estar numa turnê na Índia e na Europa, mas admirou o lineup e a iniciativa em trazer também artistas de música brasileira. “Eu já fui em vários shows do Azymuth [atração do Dekmantel SP], mas nunca no Brasil. É legal essa valorização da música daqui, porque ela é muito valorizada lá fora, ainda mais com esse estouro de boogie nacional, essa volta de músicas do Marcos Valle, Robson Jorge, Lincoln Olivetti, Tim Maia, e DJs como o Tahira ou o Nuts. Sou a favor de festivais que abrangem todos os estilos, é uma saída pra uma educação melhor das pessoas. É bacana que, nesse lance da música brasileira, os caras tão tocando e não tão nem aí; é o trabalho que eu, Mau Mau, Renato Cohen, Murphy, Andy fizemos nos anos 90, 2000. A gente fez com muito amor e carinho, mas acabou se perdendo um pouco, devido ao fato de as pessoas não darem tanto valor mais à técnica, ao conhecimento e ao verdadeiro disc-jóquei. Depois do Steve Aoki, que começou a dar tortada, Paris Hilton, a coisa deu meio que uma debandada. Mas na Europa, na Ásia, continua muito bem, e espero que volte a crescer, como deve ser aqui no Brasil. Acho que os donos de clube, que organizam festivais, devem ter pulso firme e tentar fazer algo melhor, porque o nosso país é complicado; quando um estilo musical começa a virar mainstream, ele fica estável, e aqui, estabilidade significa que morreu.”

Novo EP de remixes e gigs pelo mundo

Antes do Influences Vol. 2, o Marky vai ter outro novo lançamento: em abril, sai o EP My Heroes Remixes, com três faixas novas — duas delas, remixes de músicas do LP My Heroes, primeiro álbum do DJ, lançado em 2015. “Vai ter um remix que eu mesmo fiz do single ‘Silly’, mais um remix do Nytron pra ‘Bella Drix’, além de uma faixa nova minha, a ‘Ready to Go’. Então são duas de drum’n’bass e uma meio house, meio tech house…”

Além disso, o DJ conta que tem começado a alcançar novos mercados, “mais exóticos”; além da Índia, tocou em Seul, na Coreia do Sul, pela primeira vez. “Tenho datas fechadas até o meio do ano que vem: bastantes festivais na Inglaterra, turnês na Ásia, no Japão, na Coreia de novo, Austrália, Nova Zelândia, Tailandia, Bali…” ~

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Entrevista

Albuquerque: “Faço questão de inovar sempre; cada cenário, cada estação do ano requer um som diferente”

Jonas Fachi

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Entrevista Albuquerque
Um dos DJs mais conceituados no Brasil, o curitibano Albuquerque fala com a Phouse sobre ascensão e gestão da carreira, Warung Recordings, Radiola, ADE e a cena de Curitiba

É inegável, hoje ele é um dos DJs mais ativos e requisitados do país. Seu talento sempre foi a força motriz por trás do sucesso que o leva a se apresentar em clubs como Warung, em Itajaí, onde é residente, até o Watergate em Berlim.

Porém, para ser um DJ que gere influência e seja uma marca reconhecida no cenário, existem outros fatores que fazem a diferença para se destacar em um mercado tão competitivo como o nosso, e Ricardo Albuquerque é um especialista nesse quesito.

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Neste ano, ele assinou um remix para o respeitado produtor Christoph pela Warung Recordings, gravadora que ajuda a gerir ao lado de Leo Janeiro. Ao mesmo tempo, esteve em tour por países como EUA, Espanha e Portugal, onde se apresentou no consagrado BPM Festival.

Esse equilíbrio de se fazer relevante atrás dos decks e no estúdio, aliado a uma agência de respeito e a pessoas que cuidam de sua imagem com o máximo profissionalismo, o fazem estar sempre sendo cotado para os horários nobres dos eventos em que se apresenta, vivendo o que ele mesmo considera seu melhor momento. Nesta entrevista, fomos buscar saber do artista todos os segredos do seu sucesso, além da evolução da cena eletrônica em sua cidade, Curitiba.

O talento sempre foi e sempre será a força motriz por trás do sucesso de um artista, porém existem outros fatores que fazem a diferença para se destacar em um mercado tão competitivo como o nosso. No que um DJ precisa estar mais atento para que seu nome esteja sempre relevante e ao mesmo tempo não se torne cansativo?

Acredito que não exista uma ciência exata para se alcançar destaque, mas com certeza, num mercado tão cheio e concorrido, é mais do que necessário que o artista esteja bem assessorado. Sozinho, é muito difícil fazer qualquer coisa. Eu procuro contar com ótimos profissionais e isso vai de management à assessoria de imprensa e agência, todos muito bem capacitados e que convergem as ideias com as minhas. É muito importante falarmos a mesma língua quando o assunto é a carreira; todos da equipe têm que entender a peculiaridade de um trabalho artístico, que vai muito além de cada gig.

Sobre não se tornar cansativo, me preocupo muito com isso. Procuro sempre criar temas novos para nossas festas, buscar inspirações em áreas diferentes e, claro, variar meu repertório. Não sou o tipo de DJ que é escalado pra fazer warmup e toca o mesmo set do peak time. Faço questão de inovar sempre — cada cenário, cada estação do ano requer um som diferente. Quem acompanha meu Soundcloud sabe muito bem disso. Surpreender o público faz parte do meu dia a dia e eu curto muito, me dá vontade de fazer mais!

Você esteve participando mais uma vez do ADE neste ano. Quais foram suas impressões? O artista que não esta lá está um passo atrás do mercado?

Sim, foi nosso quarto ADE. Fico impressionado com a quantidade de pessoas que vão pra Amsterdã nesse período e não participam da conferência. Claro que a cidade é fantástica, os coffee shops são iradíssimos e as festas surreais, mas ir até lá e não ouvir o que os mestres têm a dizer? Mancada!

Não acho que seja necessário estar lá todos os anos, é um programa bem oneroso, mas com certeza minha evolução como gerenciador da minha carreira e do meu selo se deve a esse encontro anual. Os temas são totalmente relevantes à nossa profissão, portanto é mais que claro pra mim que estar lá me faz crescer a longo prazo. Surgem novas ideias, novas percepções, constatações, tudo nos agrega muito — a longo prazo, repito.

“Num mercado tão cheio e concorrido, é mais do que necessário que o artista esteja bem assessorado. Sozinho, é muito difícil fazer qualquer coisa.”

Em sua tour pela Europa, você se apresentou na edição portuguesa do BPM Festival, fazendo um B2B muito comentado com o Chaim. Como surgiu essa parceria? 

Eu e meus amigos somos fãs do Chaim há cerca de seis anos. Nos conhecemos pessoalmente no BPM México de janeiro — na ocasião conheci a esposa dele, que também trabalha na indústria de festas. Ela nos apresentou, e quando nos reencontramos em Portugal eu fiz questão de chegar cedo pra acompanhar o set dele. Devido aos atentados recorrentes na Europa, a fiscalização da entrada do club estava demorando muito e vi que ele acabou tocando pra bem pouca gente.

Quando ele terminou o set, o convidei pra tocar comigo mais tarde, tendo em vista também que era um showcase do Warung, nós éramos os anfitriões e ele o convidado. Ele topou e tocamos juntos no meu slot. Claro que por conhecer o trabalho dele há tempos, foi mais fácil adaptar a linha; acabamos cedendo um pouquinho cada um. É desafiador, claro, mas muito legal!

Na próxima semana você se apresentará na tour da Kubik em Curitiba — festa que busca uma proposta audiovisual diferente. Qual a expectativa de receber o evento em sua cidade?

A Radiola Kubik será a única noite do projeto com 16 horas de festa, e com algumas surpresas também. Queríamos um diferencial e isso se reverte em bônus para o público. Eu me apresentei na Kubik São Paulo em 2015 e achei muito legal a conexão entre o som e o disparo das luzes nos cubos. O local será o mesmo do Tribaltech e tenho certeza que todos irão sair satisfeitos. Me apresento à meia-noite, e nosso convidado internacional, Guti, se apresenta às 02h.

“Corremos atrás de patrocínios, licenças, alvarás e toda burocracia necessária pra levar qualidade pro público. Se depender do Estado, não sai nada, e se sai é mal feito.”

Parece ser uma tendência Curitiba receber eventos de música eletrônica em lugares antes não imaginados. O Tribaltech agora tem um novo local muito elogiado dentro da cidade, o Warung está marcando época na pedreira Paulo Leminski. Você acredita que é apenas uma fase ou o poder público como um  todo tem concedido maior abertura a diferentes culturas musicais?

Eu acredito ser só o começo. O público quer o novo e nós também. Com certeza esses locais novos e inusitados surgem por mérito dos organizadores e produtores de eventos. A festa dos cinco anos da Radiola, por exemplo, foi no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, por nosso esforço. É triste dizer, mas se depender do Estado não sai nada, e se sai é mal feito. Corremos atrás de patrocínios, licenças, alvarás e toda burocracia necessária pra levar qualidade pro público. Quando o evento tem envolvimento das secretarias é feito por obrigação. Eu nunca vi um que preste, nem quando quem está lá no comando se esforça. Mas enfim, Curitiba tem essa chama diferenciada por parte dos núcleos. Aqui o som fala mais alto, e espero que continue assim.

Há algum tempo você anunciou que a Radiola Records estava tirando um tempo nos lançamentos para buscar aprimoramento musical. Em que fase se encontra a gravadora agora? Podemos esperar lançamentos em breve?

Mais que musical, esse aprimoramento foi profissional. Uma label, assim como qualquer empresa, precisa se organizar. Essa pausa fizemos há mais de um ano. No momento, temos 27 lançamentos disponíveis nas lojas e mais quatro até janeiro na agulha. O último foi o Lost Souls EP, uma bomba que toco sempre e quase derrubou o Watergate [risos]. Todos vieram me perguntar o que era aquela faixa, e era minha e do [produtor argentino] Tomy Wahl feita aqui na Radiola, quando ele veio pra tour. Essa track também saiu com um remix do romeno JUST2.

Pela frente nos releases, teremos mais uma faixa minha com remix do Dionigi, Caoak com remix do Ronnie Spiteri, Ariel Merisio com remix do Boghosian e algumas surpresas pro primeiro semestre de 2018. Aumentamos a equipe e vamos pra cima!

Você tem realizado seus próprios eventos, levando a Radiola para esse meio também. Existe um interesse em consolidar a marca também como um evento musical, ou são festas pontuais?

A Radiola Label Night é a festa temática do nosso selo e já tem seis anos. Nesse período estivemos nos principais clubs e festas do país, como Warung, Beehive, D-EDGE, Place Lounge e Colours. São mais de 40 eventos realizados em que já tivemos em nossos lineups diversos artistas internacionais relevantes, como Nick Curly, Djebali, Hot Since 82, David Glass, Oli Furness, Tomy Wahl, Jesse Perez, Joyce Muniz, Jamie Trench, Emanuel Satie, Dorian Paic, Russ Yallop, Gallya, Shosho, Ricky Ryan, entre outros. A marca de festas sem dúvida tem o foco musical e de entretenimento.

Em 2018 estamos lançando nosso novo website para facilitar pros contratantes. Além disso, teremos as festas Jardim Elétrico e Sonido Profundo, que dependem da disposição do lugar pra realização. Respondendo a pergunta, sim, pretendemos consolidar ainda mais a marca Radiola.

Como tem sido conciliar uma agenda carregada de shows, produzir música, eventos e ainda gerir juntamente com o Leo Janeiro a Warung Recordings? Você acredita que está vivendo a melhor fase da sua carreira?

A cada ano que entra, percebo estar vivendo o melhor momento da carreira — tudo isso devido a muito trabalho e força de vontade, de todos da equipe. É complicado conciliar tudo o que quero fazer, mas sinto que lidar com isso é o que eu mais gosto. As gigs são basicamente nos finais de semana, então o que eu faria da vida se não fosse fazer música e festa? Estou curtido muito produzir e tenho muita coisa pra lançar nos próximos meses.

Tenho um álbum em um projeto novo em que já tenho dez músicas prontas e alguns esqueletos pra desenvolver. Sobre a Warung Recordings, evidentemente é o selo do club. Como já disse em outras ocasiões, eu e o Leo gerenciamos hoje e nos dividimos em diversas funções do selo, mas ele não nos pertence — pertence à empresa Warung. Podemos opinar e indicar alguns artistas, mas tudo é passado pra direção, que opta pela quantidade de lançamentos e pelo material que quer fazer. Muita gente me manda demos sem nunca ter tocado lá ou sem ter vinculo algum com o espaço; eu tento explicar que não mando nas diretrizes do selo, fazemos esse trabalho por amor ao club e a música.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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Entrevista

João Brasil: “Sou tipo um rapper, um funkeiro; minha matéria-prima é meu cotidiano”

Castelan

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Por

João Brasil
Rock in Rio, funk, EDM, Brazilian Bass, memes, morte da cultura dos mashups e novo clipe: confira um papo transante com o “cronista” João Brasil
* Com a supervisão e colaboração de Flávio Lerner

Em poucas semanas, damos as boas-vindas para mais um verão. Novos sons, hits e festas chegam em quantidades grandes para ajudar a suportar o calor que já bate na nossa porta. Mais ou menos nessa época do ano passado, o grande hit era claro: “Michael Douglas”, do João Brasil, havia se tornado uma febre fonográfica instantânea — em todos os cantos do país, geral deixava bem claro que nunca mais iria dormir.

Completando agora uma década de carreira, e após já ter desfrutado da exposição de hits como “Moleque Transante” (este pelo projeto Rio Shock), “Baranga” e incontáveis mashups, João embarcou em uma nova fase, mais eletrônica, onde pôde refrescar seu som através do EP #Naite, que, dentro da estética que batizou de “Low Funk” — que mistura seu amor pelo funk carioca a diversas outras referências da dance music e brasilidades populares —, traz quatro músicas, incluindo “Latinha”; novo single que, assim como “Michael Douglas”, vai deixar os entendedores entenderem do que se trata seus “lá-lá-lás” e “ló-ló-lós”.

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Aproveitando o gancho desta entrevista, o João nos convidou para mostrar com exclusividade aqui na Phouse o clipe de “Latinha”, que traz imagens de nada menos que sua performance no último Rock in Rio. De quebra, decidiu conversar conosco a respeito disso e de muitas outras questões da sua carreira — papo que você pode conferir logo depois de assistir ao clipe abaixo, em primeira mão!

O clipe de “Latinha” será lançado oficialmente nesta quinta-feira

João, conheci o teu trabalho através do projeto 365 mashups, de 2010, e ali ouvi misturas que nunca tinha sequer imaginado. Queria que você contasse um pouco sobre a importância desse projeto e o que ele te trouxe em termos de carreira.

Esse foi o maior projeto que fiz na vida. Realmente fiz um mashup por dia durante um ano. Estava morando em Londres e fazendo mestrado, foi muito intenso. O projeto me levou para espaços como o jornal The Guardian, proporcionou uma parceria minha com o Fatboy Slim no disco dele, me colocou para tocar em festivais como o Back to Black, também em Londres e tocar durante a queima de fogos do Réveillon de Copacabana para mais de dois milhões de pessoas.

“A nova política da internet praticamente matou a cena de mashup. Estamos voltando aos anos 80, com o Spotify como a nova rádio e o músico independente com cada vez menos voz.”

Os mashups reinaram até o começo desta década, mais ou menos; depois, podemos notar um declínio acentuado na popularidade deles. O que você acha dessa cultura dos mashups e por que ela caiu tão acintosamente nos últimos anos?

A nova política da internet praticamente matou a cena de mashup. Derrubaram minha página no Soundcloud, assim como as de diversos artistas que faziam mashups e remixes. Hoje em dia, praticamente, não conseguimos subir nenhum remix ou mashup que não seja oficial. Antes mesmo de completar o upload do mashup, o sistema o derruba. É uma pena, estamos voltando aos anos 80 — o Spotify e os outros players de streaming viraram a nova rádio, e as grandes gravadoras voltaram a ter uma importância muito grande. O músico independente está com cada vez menos voz a cada ano que passa.

Talvez nada represente melhor a capacidade de mashups do João Brasil do que esse clássico que mistura um pagode do Grupo Raça, um beat de funk e um dos gols mais perdidos da história do futebol brasileiro

Você lançou recentemente o novo EP, #Naite, com um show de sucesso no Rock in Rio. Como foi fazer o lançamento em um festival tão importante?

Foi épico. Foi o melhor dia da minha vida profissional como um performer. A galera estava muito animada, pulando muito, vibe incrível. Montamos o meu maior show até hoje, com painel de LED, fogos, brincadeiras com o público e tudo mais a que tínhamos direito. Era um mar de gente, foi inesquecível para todo mundo que estava lá. A galera recebeu as novas músicas muito bem e já tinha gente cantando algumas delas, foi demais!

“Eu sou um observador e cronista do que acontece ao meu redor. Sou tipo um rapper, um funkeiro, onde a minha matéria-prima para as canções está no meu cotidiano.”

A faixa “Michael Douglas” virou seu maior hit até hoje. Conta um pouco pra gente do meme e de como surgiu a ideia de fazer esse som.

Eu estava no Sul, em Atlântida, no club Pista 3. Estava todo mundo muito animado, éramos um grupo grande, todo mundo pulando e se abraçando. Vários DJs amigos do Sul, o crew de Brasília New Chicks On The Block, todo mundo cantando “Nunca mais eu vou dormir”, sobre outra música que estava rolando. Aí eu mandei “Ih, que isso?! Michael Douglas!”, o povo chorou de rir, pirou. Pensei na hora: tenho um hit. Voltei para o Rio e produzi a música em uma semana. A minha cabeça de “mashupeiro” logo fez a música soar como um mashup de funk com EDM.

Reza a lenda que esse áudio de Whatsapp que originou o meme “Michael Douglas”

Por que você acha que “Michael Douglas” explodiu tanto? Você entende que tem mais a ver com a sonoridade dela ou pelo fato de se tratar de uma piada com um meme?

Ela fala com todo mundo. O cara mais velho que adora o ator Michael Douglas, o baladeiro insider que sabe o que “Michael Douglas” significa na noite e as crianças que não querem dormir nunca. Atingiu a todos. Os amigos da minha filha de cinco anos cantam na escola. Realmente o que aconteceu foi algo surreal. E a sonoridade fácil ajudou a disseminação também: batida de funk e synths de EDM.

#Naite é o mais recente EP do produtor

“Michael Douglas” faz alusão ao MDMA, e “Latinha” brinca com Loló. Você por acaso quer ser o novo Tim Maia cantando “Chocolate”?

Ou a Rita Lee cantando “Lança Perfume”? [Risos] Adoraria ser o novo Tim Maia, mas me contento em ser um observador e cronista do que acontece ao meu redor. Sou tipo um rapper, um funkeiro, onde a minha matéria-prima para as canções está no meu cotidiano.

Estamos divulgando aqui em primeira mão o clipe de “Latinha”. Você tem alguma curiosidade pra nos contar sobre a faixa, o vídeo e seu processo de produção?

A ideia que tive foi: quero uma música épica, eletrônica, com humor e cantada em português, bem na linha de “Michael Douglas”, mas sem batida de funk. O funk iria ficar na interpretação do vocal, na vibe mesmo. Confesso que me incomodo que a maioria dos produtores de música eletrônica do Brasil tem nomes gringos e faz músicas em inglês. Não sou contra ninguém compor em inglês, eu mesmo já compus, mas compor apenas nesse idioma, sendo brasileiro, eu acho um pouco estranho.

“A maioria dos produtores de música eletrônica do Brasil tem nomes gringos e só faz músicas em inglês. Não sou contra ninguém compor em inglês, eu mesmo já compus, mas acho um pouco estranho.”

Não é a minha onda, gosto muito de música brasileira. Eu chamei o Brazza Squad para fazer o drop da música. O remix que eles fizeram de “Michael Douglas” ficou fantástico, toco sempre nos meus sets, e foi natural chamá-los para uma colaboração na “Latinha”. Não poderia ter escolhido parceria melhor para essa faixa. O clipe, todo filmado no Rock in Rio, passa bem a energia dessa nossa colaboração.

João Brasil

João Brasil e Brazza Squad, no Rock in Rio

Trabalhar com o Brazza Squad foi uma mistura inédita na sua carreira? Existe alguma mistura ainda não feita que você quer levar para o público?

Foi a primeira vez que colaborei com DJs de Brazilian Bass. Curti muito o resultado, gosto muito do estilo. Já tinha feito mashups nessa onda, mas nunca uma música do zero. Ainda quero fazer muitas novas misturas nessa vida [risos], principalmente com esses funks novos a 150 BPM que estão rolando agora nas comunidades do Rio.

No final de agosto saiu o clipe da faixa “Youtubers”, uma ode psicodélica a uma galera que hoje influencia a opinião das pessoas em alguma medida, e em uma entrevista pro G1 você até os chamou de “novos rockstars”. Até quando você acha que dura este momento de ouro dessa galera?

Acho que dura ainda um bom tempo. O YouTube é a nova televisão da molecada mais nova. Outro dia fui numa palestra sobre o Musical.ly e descobri o mundo dos “musers”. Eles foram os maiores responsáveis por espalhar o “Michael Douglas” para a criançada, fizeram várias versões. Ainda vamos ver muitas plataformas e influenciadores surgirem. Está tudo cada vez mais rápido, porém os melhores vão saber aproveitar a oportunidade e surfar as diferentes ondas, ao mesmo tempo em que muitos vão ficar pelo caminho.

João Brasil

João, no Rock in Rio, executando seu passinho clássico: a “sarrada gravitacional”

Como tem sido o retorno das pessoas a essa sua mistura entre EDM e funk carioca? Pela nossa experiência, o grosso do público da cena eletrônica no Brasil tem um preconceito enorme com o funk…

Eu amo funk, adoro as batidas. Sou do Rio, e por aqui é muito difícil não ter um pouco dessa influência. O preconceito com o funk não é exclusivo do público da dance music, muita gente tem. É uma música produzida, originalmente, por negros e pobres. O preconceito não é apenas musical, infelizmente. Odeio preconceito e adoro funk — os mashups e minhas misturas são maneiras que encontrei de construir um mundo onde todos possam se divertir, independentemente de sua origem, classe social, orientação sexual, religião ou cor.

“Minhas misturas são maneiras que encontrei de construir um mundo onde todos possam se divertir, independentemente de sua origem, classe social, orientação sexual, religião ou cor.”

Ao mesmo tempo, o estilo se desenvolveu muito nos últimos anos, e faz sucesso tanto nas favelas quanto nas festas de playboy. Você tem alguma ideia de por que existe ainda tanta resistência no Brasil ao funk carioca?

O Brasil sempre viveu um complexo de vira-lata, sempre achou que tudo que vem de fora é melhor, e isso não é de hoje. Não damos valor às nossas verdadeiras riquezas, aos nossos verdadeiros talentos. Ainda precisamos ter nomes gringos e músicas em inglês para ter música na playlist Eletro BR do Spotify. Ainda precisamos contratar um gringo como o Diplo ou o Hardwell para tocar nossa própria música — como “Baile de Favela” — para nós mesmos. Ainda temos muito que evoluir como sociedade.

Depois desses últimos lançamentos, quais são os planos? Uma turnê por aqui no exterior? Mais videoclipes?

Depois de “Latinha”, vamos finalizar o clipe de “Rave de Favela”, que será lançado até o final do ano. Vou lançar mais um single também. Entro numa agenda intensa aqui pelo Brasil no verão com a turnê do #Naite, que só vai acabar no carnaval, e depois parto para a Europa e os Estados Unidos para a minha turnê gringa no verão de lá.

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Entrevista

Experiência dentro e fora das pistas: Diogo Accioly fala sobre a carreira

Alan Medeiros

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Diogo Accioly
Agenciado por duas marcas expressivas dos cenários nacional e internacional, o paulistano vive hoje uma das melhores fases de sua longa trajetória

Mais de 15 anos de carreira e uma bagagem de peso adquirida através de apresentações em alguns dos principais países do cenário eletrônico deram ao paulistano Diogo Accioly o know how necessário para encarar com eficiência diferentes tipos de pista. Dentro e fora dos palcos, seu trabalho de grande relevância e cuidado já proporcionou momentos marcantes para a dance music brasileira, seja através de sets em clubs como Warung, Beehive e D-EDGE, ou acompanhando tours de caras como Marco Resmann, Matthias Meyer e Phonique.

Atualmente, Diogo é agenciado pela D.Agency, no Brasil, e pela W-Agency em toda Europa. Isso representa uma forte ligação com dois dos principais clubs do mundo: D-EDGE e Watergate, respectivamente. Em suas últimas apresentações, Accioly tem caminhado cada vez mais em direção a atmosferas ligadas ao techno com raízes em Berlim e Detroit. Isso é um reflexo de seus recentes trabalhos no estúdio (ele fala mais sobre assunto abaixo) e o contato com grandes artistas do gênero em meio a suas viagens em turnê.

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Aproveitando o excelente ano de Diogo (somente em 2017 foram duas passagens interessantes pela Europa), trocamos um papo exclusivo sobre sua vida e carreira. Confira:

Você chegou há pouco da sua segunda tour na Europa neste ano, certamente cheio de novas experiências. O que você pode destacar pra gente a respeito desse período?

Este ano foi muito especial, porque foi o primeiro que fiz a minha tour representado pela W-Agency. Além de Europa, passei por Marrocos e Jordânia, pude trabalhar em estúdio com alguns amigos e tive gigs incríveis! Cada temporada é uma experiência diferente.

Na minha última apresentação antes de voltar por Brasil, toquei por 11 horas e meia no Sisyphos, em Berlim, com meu grande amigo Marco Resmann. Foi com certeza um dos pontos altos da tour.

Aqui no Brasil você é representado pelo D.Agency, enquanto na Europa quem cuida de seus bookings é a W-Agency, agência do Watergate. Quão importante é ter duas marcas tão poderosas gerenciando a sua carreira?

A minha história com os dois clubs é antiga e somos uma grande família. Os nomes D-EDGE e Watergate são muito fortes no cenário mundial e isso só me faz querer trabalhar ainda mais. Tenho uma sintonia muito grande com o pessoal de ambas as agências e vejo que eles estão sempre trabalhando pra fazer o melhor para minha carreira.

Percebemos que seu set tem caminhado cada vez mais em direção ao techno. É possível dizer que isso tem uma relação direta com as marcas e os artistas que você tem trabalhado recentemente?

De certa forma, sim. Eu tenho buscado tocar faixas que me surpreendem de alguma maneira e sempre busco referências de artistas que eu admiro. D-EDGE e Watergate sempre me proporcionaram um intercâmbio de ideias com esses artistas, sejam eles do techno, da house ou da disco. O interessante pra mim é pegar essas referencias e transformar em algo com a minha cara, na cabine do club ou no estúdio.

Com sua experiência de mais de uma década no dancefloor, como você observa o atual momento do cenário underground no Brasil, e quais são os próximos passos a serem dados na sua opinião?

Cada vez mais, eventos que buscam trazer um pouco mais de diversidade e cultura musical vêm surgindo, e isso só vem a acrescentar. Vejo principalmente núcleos do Sul do país e de São Paulo acreditando em novos formatos e trazendo artistas que, de repente, não participam daquele circuito habitual. Acredito que quando a arte vem em primeiro lugar, o cenário só tende a crescer.

Quais são seus planos referentes à produção musical? Há algo para sair nos próximos meses?

Tenho passado bastante tempo no estúdio ultimamente. Eu e o Marco [Resmann] trabalhamos num EP para o selo do D-EDGE e tenho algumas outras faixas a serem lançadas por outros selos, que por enquanto não posso falar [risos]. Algumas surpresas estão por vir!

Você tem trabalhado com alguns dos nomes mais interessantes que vêm para o Brasil ano após ano. Como tem sido essa troca de experiências?

Tenho muitos amigos que são artistas que sempre admirei. Essa intimidade me proporciona conhecer o trabalho de cada um deles um pouco mais a fundo ou simplesmente conversar sobre a cena. O Brasil vem cada vez mais se destacando e chamando a atenção no mundo da música e isso reflete no trabalho deles também.

Para finalizar, uma pergunta pessoal. Qual é o seu grande objetivo de vida enquanto DJ?

Eu gosto de me apresentar e sair em turnês. Acho que viajar e conhecer o maior número de lugares possíveis, lugares que eu jamais imaginaria conhecer se não fosse DJ, é o meu objetivo principal. Diferentes culturas e pessoas me inspiram.

Alan Medeiros é colaborador eventual da Phouse.

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