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Entrevista com o escolhido do Skol Sensation

Phouse Staff

Publicado em

06/06/2013 - 23:01

Hoje saiu o resultado do DJ que irá fazer o Warm-Up do Skol Sensation, é com muito orgulho e satisfação que convidamos ele para uma entrevista exclusiva para a nossa revista, Rafael Carvalho é o nome do grande escolhido do concurso, ele que tem 27 Anos e mora em Joinville/SC  conta pra nós um pouco de sua história e da sua carreira, além de suas expectativas para o Warm Up do Skol Sensation, quem conversa com ele é o DJ Luckas Wagg, confira:

Luckas Wagg – Olá Rafael tudo bem? Antes de tudo gostaríamos de lhe parabenizar pela conquista e desejar toda sorte na sua nova fase que está por vir, bom! Vamos começar nosso bate-papo, “Como você ficou sabendo do concurso?

Rafael Carvalho – Olá Lucas!! td bem sim!! Eu que agradeço o apoio de vcs!!
Na verdade eu nem sabia de concurso nenhum, eu estava em casa terminando minha sexta musica do meu novo projeto de Deep-House que se chama Musicality e logo ,logo vou divulgar as novas musicas. ,Quando Douglas meu primo me chama no Facebook, ele foi bem rápido falou: daew rafa td certuu? olha soh o que ta rolando e tal!! pq vc naum se escreve?!?! a fui ver era o link da skolsensation logo olhei a imensidão da festa e automaticamente me escrevi mandei um set que eu tinha ali a 1 mês e pouco já, fiz o que era p/ fazer e deu!! troquei mais umas letras com ele e só!!

Luckas Wagg – E agora que foi o grande selecionado, qual foi sua reação ao receber o resultado?

Rafael Carvalho –  Pow primeiramente ligou um amigo meu dizendo que tinha um cara doido atrás de mim e tal que não conseguia falar comigo,  perguntou se eu tinha participado de algum concurso da skolsensation, falei que sim! aew ele falou que era para mim ficar ligado que o cara ia ligar novamente! pow a minha reação até então não sei te explicar criei uma enorme expectativa e ao mesmo tempo pensava que podia ser mentira um trote coisa do tipo!! então  subo na Biz rsrs.. p/ ir embora e com os dois ouvidos no cel e extremamente ansioso passou uns 10 min o cel começa a tocar , eu já me atravesso na frente dos carros que em horário de pico estavam devagar já estaciono a moto na calçada na frente da casa de um cara la atendo o cel, eh o Bruno da organização da skolsensation falando que estava atrás de mim e não me achava e tal,  falou  então tenho uma notícia boa para te dar! falei manda!! Você foi  o DJ escolhido para tocar no warn-up da skolsensation!! haha.. imagina a felicidade, não sabia se chorava se sorria fiquei muito ansioso nervoso ao mesmo tempo!! comentei que esperava sim chegar entre os finalista mais ser o escolhido foi top demais!! fiquei muito surpreso!!

Luckas Wagg – Você já fez curso de DJ ou Produção Musical?

Rafael Carvalho – Não nunca fiz curso de Dj, na verdade sempre estive focado mais em produção musical por ser filho de musico acabei herdando alguns dons como o de cantar, tocar violão, gaita de boca e tal!!! em relação a produção musical apesar de eu não ter recurso algum para produzir, meu pc sempre travava, dava pau direto mais mesmo assim fiz uma aula de produção cm o Dj e Produtor Paulo Trip que inclusive me ajudou muito no meu início de carreira e sempre acreditou em mim junto a minha família e também minha namorada que é uma grande companheira !!! logo fui pegando o jeito de mexer no progama ele me ajudava bastante tirando duvidas mais meu forte mesmo estava não em mexer no progama e sim em ir lá e criar as musicas com pouquissíma experiencia!!! no início consegui produzir 4 musicas esse meu amigo Dj e Produtor Paulo Trip que mostrou para o  pessoal da South-B records , eles curtiram o som apesar de eu não estar contente com elas nem mesmo conseguir ouvi-las direito acabei conseguindo chegar no top 10 do AUDIOJALY com uma delas não sei como!! rsrs.. e depois disso meu pc deu pau de vez queimou a placa mãe f..deu com tudo!!!  aew fiquei um bom tempo sem produzir até arrumar dinheiro para concertar o pc!!!  juntei uma grana boa e um cartão de cdt comprei uma placa mae, um processador core i7 /10 gb!! peguei a saida do meu antigo emprego comprei um controlador MIDI, pronto!!! era tudo que eu precisava p/ voltar com força total e acreditando mais e mais no meu sonho!!! Estou com um novo projeto de Deep-House que se chama Musicality e logo ,logo vou divulgar as novas musicas.

Luckas Wagg – Conte-nos um pouco do inicio de sua carreira, como tudo começou?

Rafael Carvalho – Bom, começou primeiramente com produção musical, foram 4 anos aprendendo e fuçando no programa sem muito compromisso, desses 4 anos que se passou aproveitei apenas 1 ano e meio devido a vários problemas com o pc, depois que vi que era isso mesmo que eu queria gravei alguns sets e comecei a querer aparecer mais, tocar nos lugares, me preparar mesmo para o meu objetivo que é o LIVE e futuramente ganhar a vida com isso!! acabei tocando em alguns lugares, poucos na verdade , pois estava mais preocupado cm as produções!!!

Luckas Wagg – Qual o maior público que você já se apresentou? onde?

Rafael Carvalho –  haha… Olha,  o maior publico que eu me apresentei como DJ, foi um B2B que fiz cm o Dj e Produtor Paulo Trip em uma festa aqui em Joinville,  deve ter dado mais ou menos umas 600 pessoas!!! mais teve uma vez também que eu me apresentei em um festival organizado pela radio Atlântida, mas dessa vez como CANTOR inclusive a primeira vez que subi no palco eu tinha 16 anos deu 2.500 pessoas!!! hehe… conta também??? haha…

Luckas Wagg –  Todos nós temos influências, quais são as suas?

Rafael Carvalho – Tenho algumas influências: de início a minha influencia era o Progressive trance , foi aí que conheci esse meu amigo DJ e Produtor Paulo Trip, na época ele tinha o projeto Syntheticsun LIVE, eu curtia muito o som do cara e depois disso já nos tempos atuais é Maceo Plex, Jamie Jones, Lee Foss, Amine Adge , Neeko, Mat. Joe, Justim Martin, Marcelo V.O.R , Demarzo, Depack entre outros!!

Luckas Wagg –  Você acaba de receber uma oportunidade que é sonhada por milhares de DJ’s, o que você acha da música eletrônica no Brasil e como pretende contribuir para que seu nome torne-se uma referência e  “influência” de muitos outros “DJ’s” que estão por surgir?

Rafael Carvalho – Eu acho que a música eletrônica no Brasil tem evoluído muito e tem conquistado vários Países com os vários e ótimos artistas brasileiros com suas musicas e isso vem crescendo notavelmente cada vez mais e mais. Eu pretendo dar o melhor de mim nas apresentações e nas minhas produções para aos poucos adquirir  o respeito e o reconhecimento do publico!!!

Luckas Wagg –  Muitas pessoas chegaram a postar comentários desagradáveis reclamando do resultado na página oficial do Skol Sensation, o que você tem a falar sobre isso?

Rafael Carvalho –  O que eu tenho a falar a essas pessoas é que: elas parem de se preocupar com quem foi escolhido ou deixou de ser, de falar e de se preocupar com os outros ou coisas e comecem a focar mais nos seus objetivos acreditar mais nos seus sonhos, porque  se você  realmente acredita no seu sonho  sem sombras de dúvidas  do fundo do seu coração com certeza absoluta eu sou prova disso ele vai se realizar!!

Luckas Wagg –  Quais a dicas que você dá para quem está começando e pretende se ingressar na carreira de DJ ou Produtor musical?

Rafael Carvalho –  Primeira dica: Você tem que gostar do que você faz, segunda: acreditar em você e saber se perguntar se é isso mesmo que você quer, se isso faz parte de você , porque  você não vive sem e tal. e a última dica e mais importante se as duas primeiras tiverem ok é:  não importa o que aconteça vá atras dos seus sonhos seus objetivos acredite até o fim e não desistam nunncaaa!!!

Luckas Wagg – Pesquisando um pouco sobre você descobrimos que você é agenciado pela South B, conte-nos um pouco sobre ela?

Rafael Carvalho – Na verdade não sou agenciado pela South B. Records a mesma apenas lançou algumas musicas minhas,  mais nada.

Luckas Wagg –  Quais suas expectativas para o Warm-UP do Metrô?

Rafael Carvalho – São as melhores possiveis! Estou preparando 4 horas de set vão ser 4 horas cm o melhor do Deep-House, vou dar o melhor de mim na apresentação espero agradar a maioria (a nata ;)) hehe…!!

Luckas Wagg –  Pra finalizar deixe seu recado para os leitores da nossa revista com suas redes sociais para quem quiser continuar companhando seu trabalho:

Rafael Carvalho – Muito Obrigado ao apoio de todos, para quem quiser continuar acompanhando meu trabalho segue link: https://www.facebook.com/

https://soundcloud.com/rafaelcarvalhodjpdtr e eh noixx rapaziadaaaa!!! abrassss… d;)

 CLIQUE AQUI E OUÇA O SET DO DJ RAFAEL CARVALHO!

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Entrevista

“Music Mate” da ONNi, Bernardo Ziembik fala sobre as novidades do app

Alan Medeiros

Publicado há

ONNi
Foto: Divulgação
Aplicativo apresenta solução para as tão temidas filas em clubs e festivais
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se você possui uma marca e quer alcançar caminhos nunca antes alcançados, precisa projetar um conjunto de iniciativas fora do padrão. O aplicativo ONNi, com base em Porto Alegre, tem buscado a renovação de todo um cenário desde o seu começo, propondo o fim das filas com todo processo de compra de ingresso e consumo pelo mobile. Mas não para por aí…

Desde o seu lançamento, em 2016, muitas evoluções já foram propostas, não somente ligadas à parte técnica do app, mas também no seu time. Uma das principais mudanças é a chegada dos “music mates”. A ideia é simples: profissionais de exposição nacional que vivem intensamente a cena artística são convidados a representar as ideias da ONNi em seus respectivos nichos e contextos. Para o mercado da música eletrônica, o escolhido foi o curitibano Bernardo Ziembik.

DJ e produtor, com larga experiência também na produção de eventos, Bernardo apresenta-se como a escolha certa para os objetivos do aplicativo nesse momento. Além de ter um ótimo know-how frente ao cenário, também é um entusiasta das inovações propostas pela empresa. A nosso convite, Bernardo falou um pouco mais sobre os planos da marca para 2018.

Como exatamente foi seu primeiro contato com a ONNi? Você, como público, já testou o aplicativo?

Conheci o aplicativo através de uma conferência que produzi com o Alataj, em Porto Alegre, em 2016. Eles foram super nossos parceiros e apoiadores, viabilizando um coquetel para todo o público presente. Como usuário já utilizei o app lá no RS. Primeiro em uma Levels, festa incrível de Porto Alegre, depois no DOMA, clube super cool na região central da capital. Nas duas ocasiões a experiência foi ótima, me trouxe um conforto gigante e uma economia de tempo em filas.

Music Mate me parece um conceito inovador e que diz muito sobre a jornada da ONNi até aqui. Conta pra gente: como essa parceria está funcionando?

A ONNi nasceu imersa na cena eletrônica. Com o passar do tempo, após validar o produto e a proposta, entendeu que precisava ampliar seu leque de festas para outros gêneros. A estratégia da marca para se relacionar com diferentes cenas foi criar o ”cargo” de Music Mate. Basicamente, é uma representação da ONNi em cada nicho: pop, rock, sertanejo… Depois de muitas conversas, estabelecemos uma parceria estratégica em que eu representaria a marca no segmento eletrônico. Como é um trabalho ligado a muito relacionamento, definimos que o termo “music mate” se encaixa perfeitamente, pois realmente a ideia é que todo esse contato com público, promoters e produtores que eu venho tendo seja focado em desenvolver a plataforma e trazer maior solução para quem a usa.

Qual a principal dificuldade que você tem tido no que diz respeito à negociação com os donos de clubs e festas?

Em Santa Catarina, nas primeiras reuniões, esbarramos na seguinte questão: internet. Como muitos dos clubes ficam em regiões afastadas da metrópole, o acesso à internet é bem precário. Sendo assim, o uso do aplicativo fica comprometido. De forma generalista, acredito que as pessoas têm certa dificuldade em entender que somos um sistema complementar, uma conforto e uma nova experiência para o consumidor. Além disso, tratamos de uma mudança de comportamento do consumo, questão que apenas com a constância de uso poderá ser alterada — mas estamos tendo uma receptividade bem bacana em algumas regiões, como em Joinville e Curitiba.

Existe a preocupação da ONNi em trabalhar com clientes que tenham um alinhamento de posicionamento com a marca?

Acreditamos muito na potencialização e no trabalho em conjunto com nossos clientes. Então, procuramos produtores e clubes que querem realmente trazer algo novo para o seu público e entendam que para aumentar seu faturamento e ter boa performance pelo aplicativo é necessário apresentar da forma correta. Esses fatos fazem com que exista uma segmentação dos clientes potenciais. Sem contar que nossa comunicação é bem jovem, moderna, nosso aplicativo trabalha com cartão de crédito… Isso faz com que os próprios usuários já tenham um perfil específico.

Quão importante têm sido seus conhecimentos adquiridos na carreira artística para desenvolver esse trabalho?

Graças aos meus dez anos de carreira, que estão sendo completados em 2018, pude ter contato com muita gente envolvida na produção de um evento. Então, mesmo que o aplicativo não seja utilizado de cara por essas pessoas, estou podendo coletar uma centena de feedbacks que estão sendo extremamente importantes para as atualizações do aplicativo. Exemplo: muito em breve trabalharemos também em versão web, pois essa demanda é grande no mercado de Santa Catarina e Paraná. Aqui também existe a necessidade de pagamento fora do cartão de crédito, então, com essa plataforma, poderemos vender tanto o ingresso quanto o consumo de bar via boleto. Verificamos também a necessidade de alguns clientes em ter uma plataforma que atenda melhor os clientes de mesas e camarotes. Estamos trabalhando nisso também!

Quais são seus principais objetivos com a ONNi para 2018?

Neste ano o objetivo principal é nos estabelecer como uma inovação no mercado da música no Brasil. Acabamos de lançar o novo aplicativo, que é nativo para iOS e Android. Está muito mais intuitivo, rápido e prático. A versão web para compra de ingressos e consumo é também uma super atualização para nós. A partir disso, nossa plataforma faz muito sentido para vários produtores. Agora também estamos começando a escalar nossas vendas, conseguindo atingir um número maior de produtores, criando várias comunidades nas regiões que atingimos e, assim, facilitando a mudança de comportamento proporcionada pelo aplicativo.

Das vantagens que a plataforma oferece, qual é a mais interessante na sua visão?

Para o produtor: uma nova forma de interação com o seu público e um aumento gradual do seu faturamento. Para o cliente: inovação para acabar com as filas, agilizar sua forma de compra e acesso aos eventos que façam sentido as suas preferências.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Techno de refúgio: iranianos falam sobre resistência e EP por selo brasileiro

Alan Medeiros

Publicado há

Blade&Beard
Foto: Reprodução
Refugiado na Suíça, Blade&Beard lança disco pelo selo capixaba Prisma Techno
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Blade&Beard é um projeto iraniano focado em techno que ganhou destaque internacional após o documentário Raving Iran. Comandado pela diretora alemã Susanne Regina Meures, o longa traz a experiência dos DJs Arash Sharam e Anoosh Raki — hoje conhecidos como o duo Blade&Beard — em busca da liberdade de expressão musical.

Antes de falarmos sobre o documentário — que é excelente e que você já pôde ler sobre aqui na Phouse —, vale uma rápida reflexão sobre o regime político iraniano, um dos mais severos do mundo, responsável por colocar a população em uma forte atmosfera de controle e censura, que chega à música também. A lista de atrocidades do governo com a população que de alguma forma se envolve com música ocidental é algo completamente absurdo para os padrões ocidentais, mas uma realidade cruel para o povo do Irã (sobretudo mulheres, que entre tantas restrições, podem sequer dançar em público). Entre sintetizadores queimados e clubes fechados, prisão e tortura estão entre as penalidades para os “infiéis” — no filme, Anoosh conta que já foi pego e espancado “quase até a morte”.

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre “Raving Iran” e o cenário de repressão no país 

Arash e Anoosh tinham tudo para ser mais um número frente ao forte regime de censura de seu país, até Raving Iran ganhar a luz do dia. O documentário alcançou considerável sucesso de crítica no mundo todo e abriu portas para a dupla explorar o som que acreditam em outros países. O convite para o Street Parade de Zurique foi como uma carta de liberdade para os rapazes do Blade&Beard, que pediram exílio de sua terra natal logo após a apresentação. Hoje, a dupla está empenhada na missão de levar o som do projeto para gravadoras que compartilham dos mesmos ideais artísticos, e vem conquistando uma posição importante dentro desse disputado cenário.

É justamente na busca de bons selos para trabalhar em conjunto que a Prisma Techno entra na história. A gravadora capixaba lançou Moving the Moon, recente EP da dupla iraniana, que chegou a ser iniciado em um campo de refugiados. Com duas originais, “Aerolite” e a faixa-título, o release reflete exatamente o atual caminho que Blade&Beard estão trilhando no estúdio. No embalo dessa parceria, batemos um papo com os criadores do EP, que estão projetando uma tour em solo brasileiro junto ao time da Prisma nos próximos meses.

Raving Iran certamente mudou a vida de vocês pra sempre. Como surgiu a ideia de fazer o documentário? Quais foram as pessoas importantes nesse processo?

Com certeza mudou 50% das nossas vidas, e os outros 50% foi a nossa música que mudou tudo para nós. Sempre tocamos no Irã, no deserto e em todos os lugares que tivemos oportunidade de tocar. A ideia não foi nossa, foi da Susanne, e o que vocês viram foi nossa vida normal. Ela capturou parte disso e foi a pessoa mais importante nesse processo.

Como era o relacionamento de vocês com a cena de Tehran em um sentido mais amplo? O que vocês podem nos contar sobre a atmosfera do público e outros artistas?

Foi um pouco arriscado e assustador gravar no Irã, e literalmente colocamos nossa vida em risco apenas para mostrar nossa luta para as pessoas ao redor do mundo. Somos gratos por aqueles que nos ajudaram. Algumas pessoas simplesmente não se importaram, pois elas queriam que suas vozes fossem ouvidas, mesmo sabendo do risco.

Liberdade de expressão é uma das premissas para o desenvolvimento de qualquer cena artística. Além desse ponto, quais eram as outras dificuldades que vocês enfrentavam an cena de Tehran?

Nós não conseguíamos lançar nossas faixas para sermos ouvidos. Essa foi uma de muitas dificuldades que enfrentamos. Não é possível explicar, mas vocês provavelmente viram isso no filme.

De uma forma geral, vocês sentem que a comunidade eletrônica perdeu parte de seu espírito de resistência ao redor do globo? Se sim, há algo que possamos fazer para resgatar isso?

Não acho que tenha perdido o seu espírito, apenas mudou a sua forma e, agora, por exemplo, a música pop está misturada com eletrônica e está crescendo rápido — talvez em outro formato, mas continua a mesma coisa.

Moving the Moon, novo EP de vocês pela Prisma Techno, comprova o bom momento do projeto no estúdio. Como foi o processo criativo desse release?

É interessante que você esteja perguntando isso, porque fizemos o EP quando ainda estávamos no campo de refugiados e a base dele foi algo que fizemos lá. Uma vez que saímos, nós completamos no estúdio e esperamos que as pessoas gostem do produto final.

Gigs, novidades, lançamentos: o que podemos esperar de Blade&Beard para o segundo semestre de 2018?

Tem mais EPs que esperamos que sejam lançados em 2018, mais gigs e festivais. Ficaremos felizes em ver as pessoas que curtem a nossa música nas próximas gigs, e a grande novidade é que estaremos em tour com a Prisma Techno no Brasil. Com certeza vamos festejar com pessoas incríveis, estamos muito animados!

Para finalizar, uma pergunta pessoal: o que a música representa na vida de vocês?

A música é a nossa vida e a forma de expressarmos nossas emoções. Todo mundo tem sua própria forma de mostrar as emoções e essa é a nossa, através da música — e que coisa bonita que nós temos a sorte de trabalhar como músicos e com o que realmente amamos.

Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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Entrevista

Cat Dealers revelam novos planos e curiosidades sobre parceria com Cleo Pires

Phouse Staff

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Cat Dealers Cleo
Foto: Reprodução
Dupla remixou uma das primeiras canções de Cleo na nova carreira

Na semana passada, como você viu aqui na Phouse, os Cat Dealers se destacaram com um remix para “Jungle Kid”, música da cantora Cleo — mais conhecida como a atriz global Cleo Pires, que lançou recentemente sua carreira paralela no mundo da música. A original é a faixa-título de EP lançado em março, com outras quatro faixas.

Mas como será que pintou essa inusitada parceria entre um dos duos de maior sucesso do cenário eletrônico brasileiro e uma das celebridades mais famosas do país? Pra responder a essa e a outras perguntas, Lugui e Pedrão tiraram um tempinho na agenda para contar à Phouse um pouco dos bastidores do remix — e ainda prometem novidades para o futuro breve com a artista! Leia abaixo:

Como surgiu a oportunidade para remixar a música?

Tivemos o prazer de receber o convite da Cleo e da equipe dela, que já conheciam e curtiam muito o nosso trabalho — incluindo nossa amiga BIAN, que é DJ, compositora e produtora musical, e também foi uma das compositoras da “Jungle Kid”. Ficamos super honrados e animados com essa produção.

Como foi o contato que tiveram com a Cleo no processo de produção do remix? Vocês já a conheciam pessoalmente?

Tanto nós quanto a Cleo temos uma rotina muito corrida. Além da carreira musical, ela está gravando a novela das sete, e estávamos nos preparando para a nossa tour na Ásia. Tivemos um contato à distância, mas intenso e produtivo para trocar uma ideia e alinhar a parceria. Graças à tecnologia, isso é possível e funciona (risos). Fizemos contato por telefone, whatsapp e por aí vai. E, no fim, quando mostramos o resultado final, ficamos muito felizes com a reação dela.

Já nos cruzamos em alguns eventos, antes mesmo de surgir o convite para fazer o remix, mas pessoalmente mesmo deve acontecer em breve. Estamos combinando novos projetos juntos, e esse encontro deve acontecer logo. Fiquem ligados, porque virá acompanhado de novidades!

+ Tiësto, Justice, Camelphat, Cat Dealers… Confira os novos sons do final de semana!

Quais foram os principais desafios para remixar “Jungle Kid”?

O principal desafio foi transformar a “Jungle Kid”, que tem uma pegada bastante diferente do que costumamos fazer, em um remix que encaixasse também na nossa sonoridade. O BPM original da música, por exemplo, era mais lento, mas conseguimos aumentar sem deixar a vibe incrível da original se perder. Estávamos sempre tocando o remix nos shows, e a resposta tem sido ótima. Inclusive nossos amigos DJs sempre vinham perguntar o nome da track, se era alguma cantora gringa ou algo do tipo.

Como é participar dos primeiros passos na música de uma estrela global já consolidada?

Nós ficamos muito felizes pela confiança que tiveram na gente. Poder participar desse início de carreira musical da Cleo foi uma oportunidade incrível e, por isso, tivemos o máximo cuidado nessa produção, principalmente por ela já ser uma artista consolidada, com uma grande trajetória.

Se tivessem que dar uma dica musical para a Cleo na nova carreira, qual seria?

A nossa maior dica, não só para ela, mas para todos, é se manter rodeada de pessoas do bem, que possam ajudar nessa jornada, e de se manter fiel a si mesma, às suas produções e aos seus instintos. Não há nada melhor, tanto para a artista quanto para os fãs, quando a música vem da alma, com verdade.

* Além desse papo, entrevistamos o duo sobre a festa Cat House, cuja próxima edição rola em 04 de agosto, em BH. Assista aqui.

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