mauro telefunksoul

Expanda seu conhecimento musical: apresentamos o Bahia Bass

Já reparou que quem ouve música (não somente eletrônica, mas qualquer gênero musical) costuma se apegar a um subgênero e praticamente ignora o resto? Ficam acomodados em suas vertentes e, por incrível que pareça, vivem dizendo que: “a cena está saturada”, “as musicas são todas iguais” ou ainda “as antigas eram muito melhores”.

Nada contra quem ouve somente uma vertente. Pelo contrário, isso mostra que a pessoa realmente se identifica com a cultura que aquela cena representa.

Buscar outras sonoridades não significa deixar de ouvir o tipo de som que cada um gosta, mas sim, acrescentar conteúdo ao seu conhecimento musical. E é exatamente esse o nosso objetivo com essa matéria. Especificamente conhecimento sobre a cena do nosso país, que tem uma diversidade cultural imensa.

O Brasil vem demonstrando cada vez mais que não é só a terra do Samba e da Bossa Nova. Grandes produtores de música eletrônica têm ganhado destaque na cena mundial e um deles é Mauro Telefunksoul, que desde 1990 se dedica à música e já disputou uma final do Redbull Thre3style (Campeonato Mundial de DJs).

Mas o DJ foi muito além, ele ajudou a criar uma vertente da música eletrônica, chamada Bahia Bass, que é uma mistura de Bass Music com elementos sonoros da cultura Baiana.

O trabalho de Mauro agradou tanto o público brasileiro, que acabou ganhando destaque lá fora, tendo suas músicas tocadas em grandes rádios do mundo como: BBC 1’s Stories e Tropical Beats, ambas de Londres, e a alemã Luso Fm.

A Bahia que até um tempo atrás era taxada somente como a terra do axé, vem mostrando sua força na cena eletrônica nacional.

Confira abaixo algumas perguntas que fizemos ao Telefunksoul, e também um mixtape exclusivo que ele fez para a Phouse, onde o DJ apresenta toda sua diversidade sonora, combinando: Favela Trap, House, Bahia Bass e muito mais.

Mauro, além de se apresentar e produzir, em quais outros projetos relacionados à música eletrônica você está envolvido?

Além de tocar há 25 anos e produzir, já fiz e faço Gigs com bandas (Carlinhos Brown, Jorge Zarath, Sambatronica, Daniela Mercury, Negra Cor, Larissa Luz, entre outros) e participo de um coletivo de discotecagem e turnabilism chamado Coletivo Crokant, onde puxamos pra uma linha mais Black.

As pessoas geralmente apresentam certa resistência em absorver novos sons e culturas, porque você imagina que isso ocorre?

Ocorre que a maioria gosta de sons mais pops, vocais bonitinhos, texturas comerciais, o brasileiro não valoriza sua sonoridade típica, o som de lá de fora sempre é o melhor. Muitos produtores brazucas também preferem fazer tracks mais experimentais.

Quais dificuldades você enfrentou para divulgar seu trabalho e quais dicas você pode dar para quem busca produzir algo diferente?

Ainda Encontro, lá fora não, mas aqui sim, gringo compra a ideia de uma sonoridade mais regional, percussão baiana, ijexá, sambareggae, o maracatu de recife, o brega do Pará, o samba carioca, o pagode paulista e por aí vai. Acho que como Brasileiro, mesmo tendo como influencias coisas vindas de outros países, compro sempre a briga de se valorizar coisas da terra, se aprofundar nas texturas, nos laços musicais brasileiros, ainda mais aqui em uma terra cheia de suingue e sonoridade impar, temos que acreditar em nossa cultura musical, só assim teremos e seremos sempre um ninho do groove.

https://soundcloud.com/phouse/mauro-telefunksoul-exclusive-mix-revista-phouse-junho-2015

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