Para a grande maioria dos DJs e produtores, figurar no ranking dos Top 100 DJs da DJ Mag é um sonho que jamais será alcançado. Poucos podem se gabar de já terem feito parte da lista. Repetir o feito então, é coisa para pouquíssimos. Imagine então o peso de uma dupla brasileira que está nos representando pela quinta vez na premiação. É o caso dos cariocas Felipe e Gustavo, do duo Felguk, recordistas de participações no ranking entre os artistas brasileiros.

Com o retorno à lista após uma sentida ausência em 2015, Felguk consolida um ano de renovação e crescimento, voltando com força total aos holofotes da cena brasileira e mundial. Sinônimo de Brasil na DJ Mag, a volta ao ranking também marca a mais alta posição já conquistada por eles, em um expressivo 67o lugar. Ainda vivendo a adrenalina e a felicidade da conquista, os integrantes da dupla tiraram um tempinho para bater um papo com a gente e responder algumas perguntas sobre essa inédita façanha.

Parabéns pela conquista! Um feito inédito para vocês e para a música brasileira como um todo. O ranking da DJ Mag todo ano é alvo de  uma certa polêmica, sendo Ao mesmo tempo amado e odiado. O que vocês acham sobre essa lista?

 Obrigado! É exatamente isso, um ranking polêmico que todo ano dá o que falar. É a quinta vez que entramos então já estamos acostumados! Achamos que o ranking é ao mesmo tempo supervalorizado e super menosprezado. Obviamente é impossível comparar DJs a produtores tão diversos e colocá-los todos numa mesma lista. De Flume a Deadmau5 a Daft Punk a Carl Cox. Também é impossível construir uma lista objetiva baseada numa questão absolutamente subjetiva, como é o apreço que alguém tem por determinado artista. Dito isso, a lista deve ser encarada pelo que realmente é, uma competição de quem tem, em determinado momento, mais fãs engajados e investidos no artista em questão. Pra gente é extremamente gratificante ter tanto carinho do público, e nos sentimos verdadeiramente honrados de conseguirmos fazer parte da lista ano após ano.

Qual foi a motivação de vocês para trabalhar ainda mais duro e retornar ao ranking após a decepção de terem ficado de fora no ano passado?

 Estar na lista nunca foi objetivo direto e por isso também nunca foi uma decepção. Sentimos que ela é mais uma consequência do que uma causa, então o foco do trabalho sempre deve ser a música, o show, a arte,  pois quando a parte da criação musical flui, o resto todo vem junto! Esse ano estamos muito amarradões com as novas direções musicais que têm rolado no estúdio. Tem sido um ano fantástico em termos de criação musical propriamente dita.

 A 67a posição é a mais alta de todas as 5 que vocês já conseguiram. O que vocês fizeram de diferente este ano que os levou a um nível tão alto? 

Imaginávamos que voltaríamos ao ranking mas não pensávamos em atingir a nossa maior colocação até hoje.  Mesmo sendo incrível tudo isso, não vemos com muita diferença o número que entramos. É uma lista cujo grau de semelhança com a realidade não é (e nem pode ser) 100%. Pra gente o mais importante mesmo é saber que tem um público grande comprometido com a gente. Isso sim é algo que nos comove a e faz com que queiramos representar essa galera da melhor maneira possível. 

A cena brasileira bateu recordes nesta edição da lista, com nada menos do que três projetos fazendo parte do Top 100. Há alguém que ficou de fora e que vocês acreditem que merecia um lugar na lista? Em quais artistas locais vocês apostam para futuramente fazer companhia a vocês no ranking?

Muito legal o “Brazilian Storm” que começa a acontecer na lista! Ano que vem podemos ter mais representantes ainda. Sentimos falta do FTampa, que tem feito um trabalho sensacional, do Gui Boratto que é um exemplo de música eletrônica com estilo próprio e do Tropkillaz que vem misturando muito bem o trap com elementos brasileiros e regionais. Tem também a nova galera que vem despontando aqui no Brasil como Illusionize, Vinne, e Cat Dealers. Alguns desses certamente estarão na lista em 2017.

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