Filtros do Instagram tornam-se estratégia para divulgação no mercado musical

A função, famosíssima pelos usuários da plataforma, conecta marcas e consumidores de maneira efetiva e com engajamento e abrangência criativa impressionantes

Desde que os avanços em tecnologia móvel se consolidaram e deram espaço para a realidade aumentada (AR), não demorou muito tempo para redes sociais como o Instagram e o Snapchat investirem nessa inteligência. De um recurso aparentemente despretensioso para agregar mais valor e interesse dos usuários dessas plataformas, em especial o Instagram, os filtros acabaram se tornando um novo instrumento de mercado para designers, publicitários e, claro, músicos.

Com uma proposta descontraída e diferentes possibilidades estéticas, os filtros rapidamente se tornaram os novos queridinhos das marcas, celebridades e dos demais usuários do Instagram, que tem na função Stories o terreno para compartilhar os desenhos interativos. As possibilidades são infinitas: neste universo, o usuário pode mudar partes do corpo, aparecer com asas de anjo, colagens, distorções, desenhos psicodélicos, capas metálicas surrealistas, panos de fundo e o que mais ebulir na mente do criador para atrair atenção dos usuários.

A customização é parte do jogo. Alok, que publicou vários filtros para divulgar músicas como “On & On” e “Table for 2”, conseguiu explorar diferentes maneiras que a tecnologia oferece. Efeitos que vão de elementos 3D a ativações com reconhecimento de mãos, acabam atraindo usuários e expondo os lançamentos de maneira eficiente.

Uma abordagem perfeita abraçando o “inbound marketing”, baseada na ideia de compartilhamento e criação de um conteúdo de qualidade. marshmello seguiu a tendência e lançou um game que usa um dos seus mais recentes lançamentos como trilha, unindo a conexão direta com seu público, interação e a exposição do seu trabalho.

Filtros
Foto: Screenshot

Outro exemplo já vimos na Phouse em agosto, quando Mark Ronson lançou o clipe de “Pieces of Us”, com King Princess, diretamente nos Stories do seu Insta. Depois o repostava diariamente com inserções dos fãs, que gravavam vídeos curtos com os filtros desenvolvidos especialmente para a obra.

Um fator que contribuiu para que os filtros se tornassem uma ferramenta atraente tão rapidamente está no seu modo de operar, pois a divulgação do filtro é consideravelmente simples e escalável.

“Quando lidamos com os filtros, vemos que basta serem interessantes o suficiente para que todos usem expondo o criador ou o perfil que os hospedam. Além do fato de que é algo muito recente, e o que é novo, atrai atenção”, comenta Wilame Morais, um dos designers brasileiros que chegaram neste novo mercado em boa sincronia e, consequentemente, tornaram-se referência, criando filtros para figuras públicas, como o próprio Alok e a atriz Marina Ruy Barbosa.

Seus filtros hoje alcançam, em média, cinco milhões de impressões por semana. “Filtros são apenas o início da integração entre o mundo físico e o mundo digital. A realidade aumentada chegará de fato no mercado em 2020, e eles se tornarão indispensáveis para os consumidores”, complementou.

A tecnologia é desenvolvida através de uma plataforma de realidade aumentada desenvolvida pelo próprio Facebook, a Spark AR. A rede social anunciou no último mês que novos formatos de propagandas em sua plataforma, que entram em vigor ainda neste ano, serão baseados em realidade aumentada.

Rodrigo Airaf é colaborador eventual da Phouse.

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