Flakkë
Luckas Wagg

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Conheça Flakkë, o paulistano que vem surpreendendo o Brasil

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Um dos novos projetos mais criativos e talentosos do cenário nacional
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Se tem uma coisa que nos deixa esperançosos e nos enche de orgulho nesse brasilzão é quando tomamos conhecimento de algum produtor que pula fora do comodismo e arrisca tudo com a sua própria identidade. Esse é o caso do Francisco Borelli, mais conhecido atualmente como Flakkë — ou “o cara da flautinha envolvente”. 

Você que está lendo este artigo e nunca ouviu falar nesse nome, não pense que ele surgiu na cena somente agora, do nada. Para quem não sabe, o jovem artista já tem uma vasta bagagem e seu rosto reconhecido por São Paulo há muito tempo, desde a época em que a EDM bombava, e ele se apresentava como Gran Fran em noites badaladas como as do extinto Clash Club. Francisco Borelli é produtor musical desde 2012, e acumula no currículo um diploma pela renomada Berklee College of Music (Boston, EUA) e formação em instrumentos como violão erudito.

Gran Fran chegou a ficar conhecido no Brasil como o “KSHMR brasileiro”, pela grande semelhança de suas produções com as do produtor americano, que se apresentou no Laroc em setembro do ano passado, surpreendendo a todos com um mashup do clássico “Evidências”, de Chitãozinho & Xororó, com “Iemanjá”, do próprio Gran Fran — mashup este que foi cedido pelo próprio Francisco.

No YouTube, encontramos um vídeo (veja abaixo) que mostra o momento e a felicidade do brasileiro ao ver sua música sendo tocada ao vivo e a cores pelo seu maior ídolo. E não foi só isso. No final do show, os dois ainda bateram um papo, e o americano o recomendou a procurar ficar conhecido como o “Gran Fran brasileiro, não como o KSHMR brasileiro”. O conselho pelo jeito funcionou, e desde então Borelli vem trabalhando para consolidar a própria identidade — assim surgiu o Flakkë.

Em sua conta antiga do SoundCloud, podemos conferir alguns de seus trabalhos como Gran Fran, que vai da EDM, com a pegada do KSHMR, ao future bass do Flume. Ao comparar cada um desses sons com o que ele vem fazendo atualmente — um “tech house EDMzado com instrumentos orgânicos”, em suas próprias palavras, ou então “flautinha bass” —, podemos concluir que o Flakkë é sim um dos nomes que mais prometem nos surpreender daqui pra frente. Versatilidade, personalidade e criatividade o moleque tem de sobra.

Assim como muitos outros artistas que com o passar do tempo amadureceram e mudaram o seu som, com Francisco Borelli não foi diferente. Como Flakkë, o jovem paulistano vem fazendo seu nome na cena e conquistando seu espaço pelos quatro cantos do Brasil. Hoje, ele é também uma das grandes apostas dos empresários Felippe Senne e Albie, da Nova Bookings/HUB Records. Em uma live super bem humorada com o duo LIVIT, Francisco falou sobre sua transição da EDM para o seu som atual. Confira abaixo:

Como Flakkë, o artista coleciona em seu Spotify diversos lançamentos, incluindo releituras para hits — como “I Follow You”, de Lykke Li, ou “Rock the Casbah”, do Clash —, entre muitas outras faixas autorais, sempre com aquele toque indiano e com a sua famosa flautinha roubando a cena.

Após atuar em vídeos super engraçados para o lançamento de “Me Gusta”, com KVSH e Beowülf (relembre aqui), o rapaz surpreendeu novamente em seu último som, “Karma Sutra”, lançado no último mês pela HUB. Enquanto isso, no Spotify, “Me Gusta” já acumula quase dois milhões de plays, e vem sendo tocada por diversos DJs brasileiros.

No YouTube, Flakkë também disponibilizou um vídeo em que ensina os acordes de “Me Gusta” para os produtores que quiserem fazer o remix da faixa. Legal, né?

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* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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