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Fran Bortolossi: “2016 foi o melhor ano da minha carreira”

Flávio Lerner

Publicado em

15/12/2016 - 17:34

O DJ e fundador da Colours e amigão do Kolombo fala sobre seu ano, cenas brasileira e argentina e o futuro de sua label, que agora recebe Gui Boratto e Elekfantz.

Fundada em 2009, a festa do DJ, produtor e manager Fran Bortolossi é um dos grandes cases de sucesso do Brasil. Foi criada na cara e na coragem, em um ambiente não muito apropriado, em que praticamente não havia cena eletrônica. Se consolidou e influenciou os arredores de Caxias do Sul, gerando um efeito dominó que fez da Serra Gaúcha por um bom tempo um lugar mais propício pra cultura clubber do que a capital Porto Alegre. A Colours não é EDM e não chega a ser underground também, num balanço certeiro entre house e techno que permitiu fazer bombar noites com atrações que vão de Kolombo a Dubfire.

No ano passado, realizou seu primeiro festival, com duas pistas que traziam muitos nomes relevantes da cena do RS, bem como expoentes nacionais como o DJ Mau Mau e os fantásticos Fatnotronic. Na época, conversei com o Fran pra sacar direitinho toda essa história, em uma entrevista bem completa que você pode ler aqui. Hoje, passados três semestres e um festival depois, nos encontramos novamente pra um novo bate-papo. O tema não tinha como fugir muito da Colours e sua edição especial que rola no sábado com direito a Gui Boratto e Elekfantz — mas falamos também da sua recente passagem pela Argentina, onde tocou em Mar del Plata e Buenos Aires, sua visão sobre as cenas local e nacional, a nova empreitada em frente à gravadora australiana Stigma e o momento da sua carreira.

Fran, você acabou de voltar de turnê na Argentina. Como compara as cenas brasileira e gaúcha com a argentina/portenha?

Acho que a cena na Argentina é um pouco mais madura que a do Brasil. A turma por lá gosta mesmo de música, isso na cultura deles é algo intrínseco. Buenos Aires é tão legal quanto Berlim ou Londres no quesito de vida noturna. Sempre ótimas opções para assistir em termos de DJs, clubes muito bem estruturados, e por aí vai, sem falar na comida, que é muito melhor.

Enquanto aqui no Brasil geralmente temos os DJs mais populares e comerciais como os queridinhos, lá o maior de todos os tempos é o Hernan Cattaneo. Galera também adora o Barem, Guti

Você também foi ver o show do Kraftwerk, que quase foi cancelado. Como encara essa situação política de BsAs, que parece estar regredindo cada vez mais em relação à cultura?

Sim, eu fui para a Argentina especialmente para ver o show 3D do Kraftwerk, que já estava no meu wishlist há bastante tempo. A tentativa de embargo ao show do Kraftwerk realmente foi tão descabida que voltaram atrás e o show aconteceu. Ao que parece, eventos massivos somente com DJs e com música eletrônica devem voltar ao normal no ano que vem, mas o que vi por lá é que a cena clubber está mais quente do que nunca. Clubes cheios, ótimos DJs tocando e a galera curtindo. Acho que em breve tudo estará normalizado.

Você é um cara que tem grandes parcerias no mundo das pistas de dança, como Kolombo e LouLou Players, e já lançou por selos importantes com essa galera toda. Fazendo uma retrospectiva rápida, como foi esse seu ano de 2016, sobretudo comparado aos anos anteriores?

Este ano foi bem legal. Tive muito mais foco no estúdio, onde investi bastante em synths novos, samples e produzi bastante — agora pro primeiro semestre vou ter vários lançamentos; fiz duas tours pela Europa, uma durante o Sónar e outra durante o ADE, onde me apresentei em Berlim, Paris, Charleroi [Bélgica], Barcelona e Amsterdam; fui quatro vezes para a Argentina, que tem sido um dos melhores lugares pra eu tocar; e vi ótimas apresentações de vários DJs. Nesses dez anos como DJ, sem dúvida 2016 foi o melhor da minha carreira — e acredito num 2017 ainda seja melhor, pois agora estou à frente de uma gravadora australiana, junto com o Ryan Papa, a Stigma Recordings. Vamos dar um restart na gravadora, que já acontecia anos atrás, e nisso buscarei músicas e produzirei mais, ajudando meus amigos e DJs aqui da Serra a produzir. Assim, criamos um trabalho mais relevante de fato.

“A cena na Argentina é um pouco mais madura que no Brasil. Buenos Aires é tão legal quanto Berlim ou Londres.”

Assim como a Colours, você é um dos expoentes brasileiros dessa linha houseira com bass bem marcado, que fez muito sucesso nos últimos anos no país. Como você enxerga a trajetória dessa estética? Acha que ela ainda tem mais lenha pra queimar ou você já está vislumbrando novas tendências sonoras?

Na verdade acho que sou bastante rotulado pela proximidade que tenho com o Kolombo, que sim, tem características mais específicas como DJ e produtor. Eu nunca me vi como um DJ de uma linha de som única. Até hoje tento definir o som que toco, e acho que finalmente estou chegando num ponto de amadurecimento da minha carreira onde vejo com melhor definição o que quero tocar e produzir. 

Fui e sou residente de clube, e sempre me adaptei bastante conforme fosse a apresentação. Hoje em dia, me enxergo muito mais tocando house/tech house e deep house. Em poucas ocasiões, tocando techno também.

Acho que a Colours também tem essas características. Foram tantos os DJs que já passaram em nossa festa que é impossível definirmos uma sonoridade específica. Acho que ela também fica entre o house e o techno.

Mas a Colours agora traz como principais atrações dois grandes nomes do techno no Brasil. Seria um indicativo de uma guinada mais forte pro gênero, que está cada vez mais maior por aqui também? 

Na verdade a Colours sempre trouxe DJs de house e techno. Primeiro evento que fizemos no Jockey, há uns quatro anos, o headliner foi o Christian Smith, notório artista de techno big room. Depois na sequência trouxemos Dubfire. Este ano Ruede Hagelstein, Thyladomid, Daniel Bortz, Ney Faustini, ILLUSIONIZE, Digitaria, D-Nox, Festa Bros, Who Else, Zopelar, Thomas Schumacher, Mat.Joe, BLANCAh… São vários DJs com sonoridades diversas que passam em nossos eventos. Tomamos esse cuidado para não rotular a festa — assim não ficamos datados, e conseguimos difundir a ampla cultura que rola na música eletrônica.

Pra esta edição, teremos 12 DJs — um line que parece mais de festival do que de balada. Por que essa opção por tantos artistas ao mesmo tempo? Não acaba gerando sets muito pequenos?

Esse ano, de 6 eventos que fizemos no Jockey em Caxias, 4 tiveram duas pistas, 1 evento teve três pistas, e somente uma sunset que fizemos numa pista.

Essa edição, todos os DJs terão 1h30min de set, com excessão do Gui que terá 2h. Acho que 1h30min de set já é um tempo legal, não o melhor, mas já dá para se divertir. Porém para o próximo ano devemos mudar e ampliar um pouco mais os sets de cada artista. Dando um mínimo de duas horas para cada DJ.

A Colours atingiu um novo patamar no ano passado, a partir do seu primeiro festival; neste ano, rolou a segunda edição. Como foram essas duas experiências e o que você pode projetar pro futuro da marca a partir de então? Naquela época, você me revelou que um dos planos era levá-la pra outros Estados do Brasil…

Em 2017 devemos fazer menos edições em Caxias do Sul — apenas quatro eventos grandes, e talvez alguns menores pela região da Serra Gaúcha. A gente deve fazer uma edição em Santa Catarina em abril, mas nada confirmado ainda. Sentimos no segundo semestre uma dificuldade maior em vender ingressos, o que de fato paga a conta dos eventos, então vamos planejar e dar mais tempo e assim criarmos mais expectativas.

O festival novamente está planejado pra Setembro, porém estamos buscando patrocínios para viabilizá-lo. Quem pôde comparecer na edição desse ano, de fato viu que proporcionamos uma experiência de festival. Foram três pistas, com 22 artistas divididos entre elas, porém fizemos o evento praticamente sem patrocínio algum, o que dificulta bastante a viabilidade do evento. ~

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Documentário sobre Avicii voltará ao Netflix no fim do mês

Lançado no final de 2017, filme foi retirado da plataforma após sua morte, em abril deste ano

Phouse Staff

Publicado há

True Stories Brasil
Foto: Reprodução

O documentário sobre a vida de Avicii está prestes a voltar ao Netflix. No próximo dia 28, o filme dirigido por Levan Tsikurishvili está confirmado na plataforma em países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Austrália. No Brasil, sua volta ainda não foi confirmada.

Antes de ser disponibilizado pelo serviço de streaming, alguns cinemas exibirão o título com exclusividade, como em Los Angeles, no Laemmie Theatre, entre os dias 14 e 20 de dezembro, e em Nova Iorque, no Cinema Village, entre os dias 21 e 27 do mesmo mês.

True Stories aborda os bastidores da trajetória do artista — de sua ascensão meteórica à queda pelo estresse e os problemas de saúde, provocados pela intensa agenda de turnês —, e foi lançado antes da trágica morte do artista. É possível notar que o filme deu muitas pistas de que o pior estava por vir, mas ninguém percebeu a tempo.

Avicii demonstrava constantemente cansaço físico e mental, e até mesmo, numa espécie de previsão sinistra, vemos Ash Pournouri — seu antigo empresário, considerado pelo pai de Avicii o responsável pela morte do DJ — alertando: “O Tim [Avicii] vai morrer, com todas as entrevistas, shows e turnês… Ele vai cair morto”.

Em entrevista recente ao Guardian, Tsikurishvili revelou ter passado por uma avalanche de emoções ao assistir ao filme pela primeira vez após a morte do amigo. “Era felicidade, tristeza, raiva, tudo o que você pode imaginar. Ao mesmo tempo, foi muito bom vê-lo novamente”, declarou.

No Brasil, o documentário teve sua estreia em maio pelo Canal BIS. Hoje, está disponível para assinantes pelo Globosat Play.

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Com novo single, Chainsmokers completam seu segundo álbum

Disco é formado pelos dez singles lançados durante o ano

Phouse Staff

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Sick Boy
Foto: Reprodução

Com Winona Oak, os Chainsmokers lançaram “Hope”, single que fechou o pacote dos dez lançados entre janeiro e dezembro, totalizando no álbum Sick Boy, sucessor de Memories… Do Not Open, de abril do ano passado. 

Sick Boy, portanto, traz todos essas canções que o duo vinha lançando mensalmente (com excessão de maio e junho), como “Beach House”“This Feeling”, “Siren”, “Save Yourself”“Somebody” e “Side Effects” — músicas que ainda carregam participações especiais de Emily Warren, Kelsea Ballerini, Aazar e NGHTMARE.

O disco apresenta um Chainsmokers levemente diferente, experimentando com outras texturas e sonoridades: ainda há muito do piano-pop do primeiro álbum, mas também aventuras pela bass music e saudações à house clássicaSick Boy pode ser conferido na íntegra no player abaixo.

 

+ CLIQUE AQUI para ler mais sobre os Chainsmokers

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Öwnboss explica como surgiu “Tell Me”, collab com Cevith e SPECT3R

Música foi lançada na última sexta-feira, via Liboo

Phouse Staff

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Öwnboss
Foto: Divulgação

Tudo começou quando Eduardo Zaniolo e Mário Camargo, do Öwnboss, receberam um e-mail do jovem produtor campinense Cevith. O mail trazia o “exoesqueleto” de uma música, apenas com os acordes de guitarra de Cevith, complementados com a voz de Ana Luísa e o violão de Júlio César — irmão e irmã que formam o duo mineiro SPECT3R.

A partir daí, o Öwnboss não pensou duas vezes em aceitar o convite para trabalhar naquela base, e se inspirou para abrilhantar a canção com o seu toque electropop. Foi assim que surgiu “Tell Me”, single colorido, na pegada do verão, lançado nessa última sexta-feira (14), pela Liboo/Universal Music.

 

Foi o próprio Eduardo quem contou essa história pra Phouse. “O Cevith nos disse que achava o som a nossa cara, e que sempre que a gente trabalha em cima de uma track, mantemos a essência dela, sem deixar nada fora de harmonia. E a gente tem essa característica mesmo: quando produzimos um remix ou um som original, fazemos algo bem suave, com timbres bem harmônicos”, revela o artista do Öwnboss.

“Acabamos caindo num timbre de baixo Sylenth, que nos levou a fazer a sequência das notas tipo aqueles punk rocks californianos dos anos 2000, como o Blink 182“, continua. “Fizemos a base dela inteira e reenviamos pro SPECT3R e pro Cevith, que acharam o clap parecido com o de ‘Blue Monday’, e trabalharam em cima dela pra finalizar. E aí chegamos no resultado final, que foge um pouco do que tá sendo lançado hoje em dia, que tá um pouco genérico, né?”

“Tentamos fazer algo mais original. É o tipo de música que sempre que a gente tocar, vai dar aquele sentimento bom, de festa. O vocal e a guitarra são muito emocionantes”, conclui Eduardo.

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