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Entrevista

Às vésperas de long set em Curitiba, Gabe bate um papo breve com a Phouse

Phouse Staff

Publicado em

23/02/2018 - 16:36
Gabe
Foto por Antônio Wolff
O veterano DJ toca neste sábado por oito horas na Usina 5, em Curitiba
* Por Mohamad Hajar Neto

Se hoje a música eletrônica brasileira está em um momento de auge, muito disso se deve ao trabalho do paulistano Gabriel Serrasqueiro. O nome de batismo talvez não te diga muito, mas provavelmente você já dançou ao som de pelo menos um dos seus projetos: Wrecked Machines, Velkro e Gabe.

Com quase duas décadas de carreira e uma extensa lista de músicas que viraram hinos para diferentes gerações, hoje o artista está consolidado como um dos pilares da nossa cena. O caminho pra chegar até aqui, no entanto, foi longo. Por isso, às vésperas de sua “Gabe all night long” — festa deste sábado (24), na Usina 5, em Curitiba, na qual o DJ toca por oito horas consecutivas —, conversamos com ele, para saber um pouco mais sobre essa história de dedicação e amor à música.

Como você teve seu primeiro contato com a música eletrônica e como descobriu que era isso que queria fazer para a vida?

Meu primeiro contato com a música eletrônica foi em 1998. Tinham festas de música eletrônica em São Paulo, mas no mesmo palco vários estilos musicais misturados como techno, house, drum and bass e psytrance. Eu tinha banda nessa época, de punk rock. Mas depois que tive contato com a música eletrônica, já logo comecei a produzir de início, mesmo antes de ser DJ. Na época usei o MTV Music Generator do PlayStation, que era a única plataforma acessível. Desde então nunca mais parei de produzir e pesquisar sons.

Você começou seu projeto Wrecked Machines quando a cena brasileira era embrionária, tanto que seu sucesso aconteceu primeiro lá fora. Como foram os primeiros anos dessa fase?

O começo foi a melhor época de todas. Tudo era novo, não havia regras sonoras ou rótulos, eu simplesmente produzia e as pessoas gostavam. Não existia mídia social ainda, então ou você fazia música boa ou não. Não tinham muitas opções.

Com Shapeless e Barja, “Feel So High” é um dos lançamentos mais recentes do Gabe

Qual foi o papel das festas open air — antigas raves e atuais festivais — na disseminação do seu trabalho em nosso país? E quais foram a festas mais emocionantes que você já tocou?

Acredito que as festas open air criaram a união forte da cena no Brasil. A música eletrônica popularizou demais no país e pelo mundo. As festas mais emocionantes com certeza foram as da Tribe, XXXPERIENCE, do Warung e os festivais que já toquei do Eclipse.

Como foi a transição para os BPMs mais baixos, do projeto Gabe? Era um desejo antigo?

A transição aconteceu naturalmente. Eu sempre gostei de várias vertentes da música eletrônica, mas o BPM baixo sempre me agradou mais por ter uma grande variedade de estilos. Você pode passear entre vários estilos mantendo o BPM.

Gabe

Tocando na última edição do Tribaltech (Foto por Ebraim Martini)

Você já lançou algumas músicas de sucesso com vocais em português, como “O Que Eu Quero”, com samples de Tim Maia, e “Tudo Vem”, com participação do grupo Barbatuques. Como é a aceitação delas por parte da pista? Pretende voltar a explorar a musicalidade brasileira em lançamentos futuros?

A aceitação da pista é sempre incrível! Não é tão simples misturar música brasileira com música eletrônica. E pretendo, sim, voltar a explorar esse mundo musical.

Como surgiu a ideia de criar o selo Sublime Music? Quais são os seus objetivos com ele?

O selo sublime veio da ideia de lançar músicas de artistas que eu curto pessoalmente. Me juntei com Du Serena e o Lucian [Castro, mais conhecido como FractaLL] e decidimos criar o selo pra dar um suporte a artistas que acreditamos. Os objetivos agora são fazer os showcases do selo pelo Brasil e lançar muita música boa!

Quem o acompanha em suas redes sociais percebe que você levanta a bandeira da legalização da maconha. Você já enfrentou algum tipo de constrangimento por conta dessa postura? E acredita que o Brasil e o mundo caminham para esse rumo ou a recente onda de conservadorismo vai adiar o processo?

Nunca sofri nenhum tipo de constrangimento. Pelo contrário, conheci pessoas incríveis nesse mundo — e muitos me agradecem por levantar essa bandeira. Acredito, sim, que o Brasil e o mundo caminham para o mesmo rumo. Questão de tempo e maturidade de cada país.

Você está prestes a se apresentar por oito horas em uma festa no formato all night long. O que o público pode esperar para este sábado?

Estou super ansioso por essa festa. Eu já vinha fazendo alguns long sets por algum tempo e tive essa ideia de fazer o “Gabe all night long” em Curitiba, por ser uma das cidades que eu mais gosto de tocar e tenho um público fiel. Eu adoro novidades e desafios, então as pessoas podem ficar à vontade e esperar muita bagunça na pista!

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Clubes de Berlim estão prestes a receber do governo até cem mil euros cada

A atitude visa melhorar a relação entre vida noturna e população local

Phouse Staff

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Berlim
Foto: Reprodução

Há um ano, noticiamos sobre um grande investimento do governo de Berlim para um novo programa de proteção contra ruídos para casas noturnas. A novidade é que, no último dia 28, a medida entrou em vigor, e o conselho local disponibilizou cerca de um milhão de euros na tentativa de reduzir a briga entre baladas e moradores de áreas residenciais.

A capital, dominada em grande parte pelo cenário eletrônico, vê como positiva essa cultura pelo retorno econômico que ela dá cidade. Por esse motivo, está se esforçando a ajudar novos e antigos clubes a não fecharem pela falta de investimento em um isolamento acústico eficiente.

+ Governo de Berlim investe um milhão de euros na vida noturna da capital

A partir de agora, será possível solicitar apoio ao estado através da “Comissão dos Clubes de Berlim”, em que casas noturnas de maior importância poderão receber até cem mil euros, enquanto espaços menores devem ficar com até metade deste valor. A partir de fevereiro, especialistas se reunirão para escolher quem serão os beneficiários.

O modelo de subsídio é baseado em um programa já existente em outra cidade do país: Hamburgo. As informações são do Resident Advisor, com base na notícia do jornal alemão Der Tagesspiegel.

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De “Clarity” a “The Middle”; conheça as histórias por trás dos grandes hits de Zedd

Artista dá detalhes em entrevista à GQ

Phouse Staff

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ZEDD
Foto: Reprodução

Zedd concedeu uma entrevista à revista inglesa GQ, em uma série chamada Most Iconic Tracks. Ao longo de 12 minutos, o artista relembra suas faixas de maior sucesso e conta detalhes por trás de suas produções.

O jovem produtor revela que seu envolvimento com a música começou desde cedo, quando escreveu e fez suas primeiras gravações, por volta dos cinco anos de idade. “Meus pais trabalhavam o dia todo, e eu e meu irmão apenas sentávamos, escrevíamos e gravávamos música”, explica.

Ao relembrar sua trajetória musical, o primeiro hit a ser lembrado foi “Clarity”, faixa que lhe garantiu o Grammy de Melhor Faixa de Dance Music em 2014. “’Clarity’ é definitivamente a música que moldou a minha carreira. Eu diria que ela me estabeleceu como um artista de música eletrônica que coloca muito foco nos vocais, nas letras e nas emoções”.

    

Ele continua a entrevista contando como a música quase acabou ficando de fora do álbum devido ao prazo, e também como escolheu a cantora britânica Foxes para o vocal.

O papo segue com todos os detalhes da construção por trás de outros hits, como “Spectrum”, “Stay the Night”, “Break Free” e chega a “The Middle” — música que concorre a três prêmios no Grammy de 2019.

No final, Zedd ainda falou mais sobre seu recente remix de “Lost in Japan”, para Shawn Mendes: “Eu amei o remix, amo tocá-la, amo ouvi-la. É uma vibe diferente do que eu normalmente faço, é mais chill e groovada, e também é definitivamente diferente para o Shawn, mas acho que essa combinação funcionou magicamente”.

A entrevista completa pode ser conferida abaixo, em inglês.

 

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Um dos mais conceituados clubes de Nova Iorque anuncia fechamento

Inaugurado em 2003, o Output é considerado uma das casas mais importantes do underground da cidade

Phouse Staff

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Output
Foto: Reprodução

Após seis anos proporcionando grandes noites de house e techno aos clubbers, o renomado Output, de Nova Iorque, está prestes a dar adeus. A informação surgiu como rumor na imprensa internacional e acabou confirmada ontem pelo clube.

A última festa está marcada para a virada de ano, com um all night long de John Digweed, que vai tocar das 22h às 08h da manhã, em um total de 10 horas de set. Ainda estão escalados para o mês de dezembro nomes como Danny Tenaglia — que anualmente sedia sua festa de Natal no dia 25 —, Seth Troxler, Hot Since 82 e Solardo, em um B2B com o Gorgon City.

Em um comunicado nas redes sociais, a organização explicou que “uma confluência de fatores contribuiu para este fim”, como “tendências sociais mudando rapidamente, condições de mercado desfavoráveis e perspectivas financeiras enfraquecidas”, o que ocasionou um “surgimento simultâneo de múltiplos desafios existenciais para as circunstâncias do clube”.

A notícia divulgada oficialmente através das redes sociais chocou muitos fãs.

 

Inaugurado em janeiro de 2013, o clube do Brooklin teve uma participação importante no cenário local. Com dois andares — incluindo um terraço com linda vista para o horizonte da cidade —, o lugar sempre aceitou pessoas de todos os tipos, nunca trouxe nenhum tipo de lista VIP e sempre praticou valores considerados justos nos ingressos. O foco principal é a diversão e a música, o que pode ser provado pelo seu poderoso soundsystem Funktion-One, um dos mais renomados do planeta.

A exemplo do underground berlinense, o Output possui também uma forte política de não permitir celulares na pista, o que não é tão comum no cenário de Nova Iorque. Para os defensores da prática, isso ratifica o espírito de que a casa é um espaço com situações únicas para serem vividas e curtidas no momento — e não para ostentação —, e fortalece o sentimento de igualdade.

Esse é um dos diferenciais do clube que ficará marcado na memória dos frequentadores, DJs e de todos os outros que viveram parte dessa história.

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