Gui Boratto Tango Lançamentos

Gui Boratto homenageia pioneiro do tango em show inusitado em Paris; assista!

Em programa da TV francesa, o músico improvisou ao lado de instrumentista letã para uma plateia que contou até com um dos “robôs” do Daft Punk

Ao lado da importante instrumentista Ksenija Sidorova — original da Letônia e integrante da Orquestra Sinfônica de Viena —, o conceituado produtor e arquiteto brasileiro Gui Boratto protagonizou uma bela homenagem a um dos criadores do tango, o argentino Astor Piazzolla.

A apresentação, em formato live, rolou em outubro, em Paris, e teve direito até a convidado de honra: um dos “robôs” do Daft Punk. “Foi lindo, até o Thomas Bangalter do Daft Punk estava lá na plateia! Foi muito foda!”, resumiu o boss da D.O.C. Records, em contato com a coluna.

O espetáculo durou quase meia hora, e agora, com vídeo disponibilizado ontem no YouTube, podemos assistir ao show na íntegra [veja abaixo]. O próprio Gui destaca que foi ele quem escolheu trabalhar com a música do Piazzolla, pois já havia um flerte antigo com o lendário jazzista que resultou na faixa de 2011 “Soledad”, do seu terceiro álbum.

O músico admite que levou quase dois meses pra tirar as harmonias do Piazzolla e fazer os arranjos da forma que queria, pensando em como criar as harmonias para encaixar com o acordeão de Sidorova.

https://www.youtube.com/watch?v=Sa3KhJSnXls

O projeto faz parte da segunda temporada do Variations, conteúdo exclusivo que une música eletrônica e orgânica reunindo músicos das duas áreas para homenagear ídolos do jazz — em outras ocasiões, o programa já trouxe Marc Romboy e Kenny Larkin para, ao lado de instrumentistas famosos, interpretar John Coltrane e Miles Davis, respectivamente. Além deles, Dubfire e Rebotini também já participaram.

O Variations é apresentado pela Culturebox, canal cultural da tevê francesa, e sempre gravado ao vivo na sala de espetáculos La Cigale, clube parisiense que data da belle époque, nascido em 1887. “La Cigale é um lugar cheio de história que remonta ao começo do século: já pegou fogo e foi reinaugurado nos anos 90. Pra mim, foi um prazer sem igual me apresentar nessa obra arquitetônica, acima de tudo”, concluiu o Gui Boratto, que, também como arquiteto, está sempre atento a esses detalhes.

Flávio Lerner é editor da Phouse; leia mais artigos de sua coluna.

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