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Hardwell anuncia pausa na carreira

Ainda assim, o artista afirma que seguirá produzindo

Phouse Staff

Publicado em

08/09/2018 - 21:16
Hardwell
Foto: Reprodução

Está ficando cada vez mais claro que o trabalho de um DJ superstar está longe de ser apenas flores. Dois anos antes de falecer, Avicii resolveu se aposentar dos palcos para cuidar da própria saúde — e muitos, incluindo pessoas próximas, acreditam que a depressão que o levou a tirar a própria vida foi estimulada pela agenda estafante que levava no auge do seu estrelato.

Calvin Harris foi outro a se manifestar recentemente sobre o tema, afirmando que não fará mais turnês, optando em focar a carreira nos estúdios. Agora, foi a vez de Hardwell. Nessa sexta-feira, o holandês que é um dos nomes mais populares da EDM soltou um comunicado em suas redes, afirmando precisar de descanso.

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Hardwell mostrou estar desgastado com sua rotina profissional, e revelou o desejo de um período de hiato indeterminado do seu trabalho. Ainda assim, o artista prometeu continuar produzindo. Na carta aos fãs, o DJ afirma que sua turnê se encerrou em Ibiza, mas que ainda fará um último show em Amsterdã, durante o ADE, antes de entrar eu seu período sabático.

Confira o comunicado na íntegra, em tradução da Phouse:

Olá mundo,

Desde criancinha eu sonhava em ter a vida que tenho neste exato momento. Uma vida repleta de música, interação humana e a liberdade de me expressar da forma mais pura que eu conheço. 

Do garoto ambicioso, me transformei no homem de 30 anos que sou hoje, enquanto evoluía como artista com o triplo de velocidade do meu processo de envelhecimento. Nesses últimos anos, consegui ir me conhecendo melhor cada vez mais, e acabei me dando conta de que tem muita coisa que ainda quero compartilhar com minha família e meus amigos, diversas estradas que gostaria de explorar; mas ser o Hardwell 24 horas por dia acaba deixando pouca energia, amor, criatividade e atenção para a minha vida como uma pessoa normal.

É por isso que eu decidi tirar um tempo indefinido para ficar completamente livre de metas, entrevistas, prazos, datas de lançamento, etc. Sempre lidei com toda a pressão que vem com um calendário de turnês pesado, mas agora chegou em um ponto em que pareceu pesado demais, como um passeio de montanha-russa sem fim.

Sempre tento me entregar 200% no que eu faço, e para conseguir continuar fazendo isso e seguir alimentando minha criatividade, preciso de um período de descanso para ser eu mesmo, a pessoa por trás do artista, e refletir sobre tudo o que rolou nos últimos anos. Isso significa que minha turnê se encerrou ontem, dia 06 de setembro de 2018, em grande estilo. Mesmo assim, ainda vou tocar minha performance “All Ages” no Ziggo Dome, durante o Amsterdam Dance Event, em 18 de outubro de 2018.

Seguirei fazendo música, nunca vou deixar disso, e sempre buscarei continuar em contato com os meus fãs. Por fim, quero agradecer a cada um dos meus fãs pelo apoio até agora. É o seu amor e a sua dedicação pelo meu trabalho que me ajudam a evoluir em formas que eu nunca tinha imaginado, e eu me dei conta que eu devo tudo a vocês. Meu desejo mais sincero é o de que nós vamos conseguir continuar essa jornada juntos. Eu quero voltar mais forte do que nunca, mas por ora, vou apenas ser eu mesmo por um tempo.

Robbert

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Hello world, Ever since I was a little kid I dreamed of the life I live this very moment. A life filled with music, real human interaction and the freedom to express myself in the purest form I know. I have grown from an ambitious kid with everything to gain into the 30-year old I am today whilst evolving as an artist with triple the speed of my aging process. Over the past few years I’ve come to know myself better and better and over time I realized that there’s still so much I want to share with my family and friends, so many roads I’d like to explore, but being Hardwell 24/7 leaves too little energy, love, creativity and attention for my life as a normal person to do so. This is why I have decided to clear my schedule indefinitely to be completely liberated from targets, interviews, deadlines, release dates, etc. I’ve always dealt with all the pressure that comes with the heavy touring schedule, but for now, it felt too much, like a never ending rollercoaster ride. I always try to give myself 200% and in order to keep doing that, and feeding my creativity, I need some time off to be me, the person behind the artist and reflect on everything that happened the last few years. That means my touring schedule has ended yesterday on Ibiza on September 6th, 2018 with a bang. However, I will still do my All Ages show in the Ziggo Dome during Amsterdam Dance Event on the 18th of October 2018. I’ll keep making music and I will never let go of it and will always aim to continue to connect with my fans through it. Last but not least I want to thank every single one of my fans for the support so far. It is your love and dedication for all I’ve put out there that helped me evolve in more ways than I ever could have imagined, and I realize that I do owe everything to you all. My sincerest hope is that we will be able to continue this journey together. I want to come back stronger than ever, but for now, I’m just going to be me for a while. Robbert

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Chilli Beans e MOB somam forças em novo cruzeiro de música eletrônica

Projeto funde as propostas do Navio Chilli Beans e do MOB Festival

Flávio Lerner

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Chilli MOB Cruise
Arte: Chilli MOB Cruise/Divulgação

Duas grandes marcas acostumadas a tocar cruzeiros temáticos estão com uma grande novidade. A Chilli Beans, que nos últimos anos realizou seis edições de seu chamado Navio Chilli Beans [antes Chilli Beans Fashion Cruise, que reunia a indústria da moda para uma espécie de conferência em alto mar, com direito a muita música], soma forças com a MOB, produtora dos irmãos Kiki e Juba Jacomino, que já realizou mais de 15 cruzeiros temáticos em dez anos — incluindo o MOB Festival, que percorria a costa brasileira com grandes DJs.

Assim como nas edições passadas do cruzeiro da Chilli Beans, o rolê será a bordo do Costa Favolosa, navio com capacidade para quatro mil pessoas, que sai de Santos e passa por Balneário Camboriú ou Búzios [ainda a ser definido], entre os dias 20 e 23 de março de 2019. Em contato com a Phouse, Juba explica que o contrato assinado prevê cinco edições, mas que a ideia é que continue por muito mais tempo.

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“Com a crise econômica e o dólar atingindo patamares altíssimos, tivemos que colocar o MOB Festival em pausa em 2014, até que neste ano nos unimos para um novo projeto que mesclaria a essência do MOB com a do navio Chilli Beans, trazendo sobre uma mesma plataforma o melhor destes dois cruzeiros”, diz. Assim, o Chilli MOB Cruise vai reunir a proposta de mesclar arte, moda e música com a forte pegada clubber do MOB Festival.

“A produção no navio será completamente diferente, vai ser muito maior. Outra novidade, que nenhum dos dois projetos tinham, é a presença de dois palcos funcionando ao mesmo tempo”, continua Juba, referindo-se ao MOB Stage e o Chilli Stage. O primeiro será focado em uma pegada eletrônica mais mainstream: Vintage Culture, Chemical Surf, Cat DealersGabriel Boni, KVSH, Bhaskar, Dubdogz, Dashdot, Bruno Be, JØRD, Doozie, Radiomatik, RDT, Barja, Rodrigo Vieira, Junior_C e os gringos Croatia Squad [Suíça] e Ashibah [Dinamarca] são os nomes já confirmados. Segundo o empresário, mais duas atrações internacionais e “duas ou três” nacionais ainda serão anunciadas.

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Já o Chilli Stage vai ser mais eclético e alternativo. A programação, que ainda não tem muitas atrações fechadas, inclui nomes de música brasileira, pop e também uma festa eletrônica, juntando a galera dos coletivos underground de São Paulo. Os DJs L_cio e Tessuto — este, inclusive, é curador da festa — já estão confirmados.

Logo, ao menos dois grandes públicos são esperados: os frequentadores do Navio Chilli Beans terão a partir de 2019 uma versão tunada e mais musical do seu evento, enquanto os fãs de música eletrônica também vão se sentir em casa. Ainda assim, Juba revela que há negociações para resgatar o MOB Festival, possivelmente em dois ou três anos.

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“Existe esse desejo de voltar com o festival, mas não tem previsão. Talvez volte de forma repaginada, até com outro nome, inclusive com parceria de um selo internacional bem grande. Assim, a gente vai tentar levar as coisas pra dois extremos diferentes: o Chilli MOB como uma parte mais comercial, e, quando o MOB Festival voltar, será numa linha não restritiva, mas menos mainstream”, conclui.

As programações das partes de moda e arte do Chilli MOB Festival ainda não foram reveladas. Os ingressos começam a ser vendidos a partir das 10h desta quarta-feira, 19, através do site oficial. E é bom ficar esperto: de acordo com o Juba, o primeiro lote [a partir de R$ 1.290,00 mais taxas] deve se esgotar rapidinho.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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“O festival vai ficar muito mais interativo”; Erick Dias fala sobre a #XXX22

A um mês do festival, o diretor da No Limits fala sobre as importantes mudanças para este ano

Nayara Storquio

Publicado há

#XXX22
Foto: Gui Urban/Divulgação
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

Faltando exatamente um mês para a XXXPERIENCE, começamos a passar por aquela sensação de expectativa. Depois de 21 anos de história e tantas edições memoráveis, não tem como não ficar curioso nessa época do ano. Com um lineup de mais de 50 atrações e uma configuração totalmente inédita, o festival resolveu investir bem mais na cenografia e na estrutura neste ano, além de priorizar os DJs brasileiros.

Assim, aproveitamos a ocasião para entrevistar mais uma vez Erick Dias, do grupo No Limits (responsável pela realização do evento), para matar um pouco da curiosidade e trazer informações exclusivas de tudo que vai rolar no Parque Maeda, em Itu, no dia 22 de setembro. Se liga!

A edição de 2018 traz a continuação da “Nonsense Journey” sob o tema “Revolution 2.2”. O que podemos esperar da cenografia e da identidade visual?

O tema é muito amplo, e com isso abre muitas possibilidades. Usamos o nome “Revolution” para apresentar um novo formato da XXX. O festival vai ficar muito mais interativo e conseguiremos explorar melhor o Maeda. Várias partes muito bonitas não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço colocando algo que chame a atenção do público. Com isso poderemos oferecer uma experiência muito melhor.

O que exatamente significa uma segunda edição da “Nonsense Journey”; por que não um tema inédito?

Todo o time de criativos envolvidos adorou trabalhar com um tema “sem sentido”, que é muito amplo e tem tudo a ver com a XXX. A resposta do público no ano passado também foi muito positiva, tanto durante a campanha quanto com a entrega no dia do evento. Podemos fazer várias abordagens dentro desse mesmo tema. Por isso, optamos por continuar, mas o que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.

“O que será visto neste ano é completamente diferente do que foi visto no ano passado.”

Pela primeira vez na história, o festival vai contar com cinco palcos. Como está organizado esse novo mapa? O terreno ocupado será maior? Há itens cenográficos estratégicos para não prejudicar a acústica do evento?

Na verdade eu gostaria de ter mais palcos ainda, tipo mais um para o hardstyle. Colocar palcos menores, como a #Pistinha, mas com capricho, com um layout bacana, interessante. Porém, nem sempre é possível, pois a parte financeira pega no final. Quem sabe num futuro a gente não possa ter mais palcos?

O formato em círculo vai tornar o festival mais agradável. Eu acho que as pessoas vão querer desbravar mais o espaço e não ficar apenas plantadas no palco central. A ideia é criar uma atmosfera muito mais interessante e convidativa. Inclusive cada palco terá um portal, além da escultura central e seus adereços. Estamos fazendo um mapa 3D animado para mostrar como está sendo concebido esse novo formato. Com isso, as pessoas poderão notar que o uso do espaço se dará de forma muito melhor que nos anos anteriores, mesmo trabalhando com a mesma área. Sobre o som, contratamos um engenheiro de som para uma avaliação antes de tomar essa decisão, a fim de garantir que um som não atrapalhe o outro dentro de cada pista.

Com essa nova estrutura o festival parece ter ficado maior. Qual a estimativa de público?

O festival sempre acaba ficando maior em termos de estrutura, acabamento e cenografia, porém o público vem mantendo a média de 25 mil pessoas nas edições especiais de aniversário.

“Várias partes muito bonitas [do Maeda] não eram exploradas antigamente. Vamos valorizar cada pedacinho do espaço.”

Com o anúncio do line up completo, podemos notar um foco no brazilian bass e em techno, tech house e psytrance, e praticamente não há artistas de EDM/big room desta vez. Quais os principais motivos para essas escolhas? A questão econômica influenciou nesse line?

Nós optamos em não colocar os grandes nomes de EDM, pois esse estilo caiu muito no Brasil e o custo benefício não faz sentido no momento atual. Investimos muito em tech house, techno, psy, house e nos brasileiros que continuam num ótimo momento. Porém, as coisas mudam e a XXX sempre vai estar atenta à parte musical e suas mudanças, tentando fazer o melhor para o público.

Neste ano, o festival realizou suas edições itinerantes em Porto Alegre e Brasília. Pensam em continuar fazendo edições onde obtiveram boa aceitação?

Na verdade esse formato de turnê já acontece desde 1999. Inclusive há alguns anos tínhamos cerca de dez edições por ano. Porém, com a profissionalização dos eventos, a burocracia, tivemos que repensar e mudar um pouco as coisas, diminuindo para três ou quatro XXX por ano. No ano que vem, devemos ter pelo menos três edições: Itu, Curitiba e Belo Horizonte.

Com as reincidências dos problemas de segurança nos festivais, quais serão as medidas adotadas para garantir mais conforto e segurança ao público?

Nós já tomamos várias providências no ano passado que deram muito certo, mas agora iremos ampliar e melhorar algumas coisas. Essa é uma questão muito importante para a XXX e estamos em cima com um profissional gabaritado para ajudar o festival a dar segurança suficiente para que o público se preocupe apenas em se divertir.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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Entrevista

Conquistando a Ásia: DJs brasileiros falam sobre o novo polo da música eletrônica

Nayara Storquio

Publicado há

Ásia
O jovem Liu estreia na Ásia nesta semana. Foto: Rafael Oliveira/Divulgação
Bhaskar, Liu, FELGUK e Cat Dealers relatam suas experiências no continente
* Com a colaboração, revisão e edição de Flávio Lerner

Quando falamos de dance music no contexto internacional, os primeiros destinos que vêm na nossa cabeça são Europa e Estados Unidos. Não se iluda; este é apenas mais um reflexo da influência musical e cultural que esses lugares têm sobre nós. A verdade é que o novo oásis da indústria da música eletrônica está bem mais longe do que imaginamos: na Ásia. E é pensando nisso que não só os Top DJs mundiais como também os brasileiros estão se aventurando em terras orientais e fazendo muito sucesso.

Que a Ásia vem roubando a atenção do mercado não é de hoje. É evidente que o continente proporciona condições ideais para realização de festivais, por exemplo. Se avaliarmos o clima, o público, as paisagens e o custo, fica fácil saber o porquê. Ainda em 2015, o CGA Strategy divulgou um ranking dos 250 melhores festivais do planeta, e a Ásia, com apenas dez concorrentes, emplacou cinco: o Sunburn, na Índia; o Zoukout, em Singapura; e Clockenflap e Storm Electronic Festival, na China. De lá pra cá, a cena só cresceu.

Sabendo da mina de ouro que se tornou o “mundo oriental”, os nossos DJs também resolveram desbravar o continente. Alok, FELGUK, Cat Dealers, Sevenn, Liu, Bhaskar, D-Stroyer, Gaby Endo, Wav3motion, Renato Cohen, Gui Boratto e André Pulse são alguns dos que se destacam nessa aventura, e a Phouse entrevistou alguns dessa lista que só aumenta.

Ásia

Foto: Divulgação

Neste sábado, dia 04, a label UP Club desembarca no Half Moon Festival, em Koh Phangan, Tailândia. O showcase do selo de Alok vai levar muita brasilidade consigo com Liu, Bhaskar, Shapeless, Ekanta, Logica (antigo projeto de Bhaskar e Alok) e o Tripical (o único artista que não é brasileiro) fechando o line. Alok já deixou suas marcas no Oriente, e é visto como um dos nomes que “puxou o carro” para os seus colegas terem mais espaço no outro lado do planeta. O DJ mais popular do Brasil faz várias turnês no continente asiático desde 2016, tocando em países como China, Indonésia, Vietnã e Filipinas.

Seu irmão, Bhaskar, também tem experiência no continente. O DJ já tocou no SKY Garden, em Bali, no 1900 Le Theatre, no Vietnã, além do próprio Half Moon Festival, e nos contou sobre suas impressões. “[Os asiáticos são] Um povo muito evoluído mentalmente. O que sinto é que é mais difícil perder a pista na Ásia. Todos estão super envolvidos do começo ao fim da apresentação, e parecem não se cansar nunca!”, complementa o DJ. O artista comentou também sobre as limitações da cena e sua crescente evolução. “Como a música eletrônica não tem barreiras, era de se esperar que chegasse aqui [na Ásia], e esse crescimento tem sido constante. Cada vez que eu volto eu noto a diferença. A única parte chata é que vários clubs têm limites de horários bem restritos, então se torna difícil fazer sets mais longos.”

Já o jovem Liu, que inclusive tem descendência chinesa, está chegando agora na cena oriental, e entende que o mercado asiático é promissor. “A Ásia é um dos maiores novos polos de música eletrônica do mundo, pois é um continente massivamente populoso e que está em constante expansão econômica”, argumentou. Ele defendeu ainda o “up” que tocar no continente pode dar na carreira.

“Acredito que exista uma grande relevância e respeito na carreira dos artistas em atingirem a Ásia, já que é um mercado fechado e difícil de chegar”. Liu revelou que já foi até convidado para participar de um reality show sobre DJs na China. “Foi uma grande honra em saber que represento os DJs chineses no Ocidente. Não sei se vou poder participar devido às minhas datas no Brasil”. O garoto toca nesta semana em dois showcases da UP Club (Vietnã, no dia 03, e Tailândia, no dia 04).

Os caras do Sevenn também podem ser considerados parte dessa história. Americanos de nascimento, mas brazucas de coração, os dois têm a maior parte da sua agenda hoje em dia voltada para o nosso país, sendo inclusive representados pela Artist Factory — agência de São Paulo que cuida da carreira de muitos dos nomes aqui citados. O Sevenn está com uma turnê recheada de destinos asiáticos para 2018. Só neste mês de agosto eles vão tocar no Japão, na Índia, na Tailândia e na Coreia no Sul. A Phouse tentou contato com o duo e o Alok para mais detalhes de suas experiências orientais, mas não recebemos resposta até o fechamento desta matéria.

Enquanto para uns a Ásia ainda parece ser “outro planeta”, para outros ela já faz parte da vida profissional. É o caso do FELGUK. Os brasileiros já tocam por lá há quatro anos, e revelaram pra gente que a presença eletrônica no continente só cresce. “Quando falamos da Ásia, falamos da maior população do mundo, a velocidade com que a música eletrônica cresce lá é impressionante. Os menores festivais são quase do tamanho dos maiores daqui. Acredito que nos próximos anos a Ásia será o novo polo da música eletrônica, se já não é”, comentam.

Os dois acrescentam que antes deles, o Wrecked Machines, antigo projeto do Gabe, já havia passado por lá. Ainda segundo os DJs, a vertente mais popular era o psytrance, e a maioria das festas e festivais aconteciam no Japão. Outra característica de destaque no cenário asiático de dance music é a estrutura. “São extremamente inovadores quando o assunto é produção de eventos. Os níveis de produção e tecnologia usados nos clubs e festivais, é de ficar de boca aberta”, lembrou o duo, que já tocou no M2 Club, em Shanghai, e V2Tokyo, no Japão.

“A música como um todo, inclusive a EDM, tem a capacidade de unir as pessoas, independentemente da cultura, do credo e da filosofia” — FELGUK.

Outra dupla que chegou na empreitada oriental recentemente é o Cat Dealers, cujos integrantes destacaram que grande parte da cena de lá é influenciada por padrões ocidentais. “O Top 100 da DJ Mag é bastante influente entre o público asiático. Vários países do continente têm acesso restrito a sites e redes sociais ocidentais, portanto países como a China usam o ranking para saber quem são os DJs em alta pelo mundo”, disseram, indo ao encontro da carta aberta ao público que 3LAU escreveu sobre a relação entre o Top 100 e a Ásia, em 2016.

Para os Dealers, a chegada ao continente asiático também foi proporcionada pela popularização de uma de suas produções mais recentes. Eles revelaram que “depois de ‘Sunshine’, que fez bastante sucesso na Rússia”, foi possível pôr a Ásia na agenda. A turnê incluiu shows na China, Hong Kong, Vietnã e Coreia do Sul, em julho deste ano. Apesar do crescimento do mercado, eles confessam que chegar na Ásia ainda é um “feito inusitado” para alguns. “Os outros DJs sempre nos perguntam como são os detalhes, como é a vibe do público, como são os clubs… Rola curiosidade demais, parece que fomos tocar na Lua”, brincam.

Os números não mentem: tanto os exemplos da exportação dos nossos DJs quanto as pesquisas evidenciam a Ásia como um potente mercado para o setor. Divulgado em maio, o IMS Business Report 2018 já tinha apontado a música eletrônica como o gênero que mais cresceu em popularidade no continente. O estudo revela que 64% da China e do Taiwan escutam dance music, chegando a 74% na Coreia do Sul. Dá pra apostar, então, que vai ter muito DJ indo pra lá nos próximos anos — e, tomara, cada vez mais brasileiros espalhando a sua arte.

Nayara Storquio é redatora da Phouse.

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