Hardwell

Hardwell, Skrillex e o Funk Carioca…

* Este texto corresponde à visão do colunista Leo Mendes e as ideias aqui contidas são de inteira responsabilidade do autor.

Mais uma vez um big name gringo do mainstream vem ao Brasil e faz o que em sua apresentação? Toca o nosso querido, odiado, amado, detestado Funk Carioca! Da última vez foi o Skrillex que fez isso no EDC e claro, gerou aquela polêmica. Agora foi a vez do Hardwell, que parece ter visto um video provavelmente feito por alguém com o intuito de fazer uma brincadeira (só vi o video da apresentação real, então estou supondo), mas o que seria uma brincadeira ele transformou em realidade e tocou de fato, não sei se a mesma música nem muito menos que música é essa que ele tocou, mas foi um Funk (carioca, favor não confundir).

Enfim, novamente gerou aquela polêmica que eu fico sempre sabendo pelos posts da Phouse ou de pessoas que estão no meu Facebook, e como sempre alguns criticando e outros apoiando. Fato é que o Hardwell tocar Funk não me surpreendeu nem um pouco. Ele é um produtor do Mainstream, que faz música eletrônica comercial (ou pop, mainstream, chame como quiser), então nada mais natural do que incluir em seu set uma música popular do País onde está se apresentando, que no nosso caso podia ser Samba, Sertanejo como o Skrillex também tocou, enfim, qualquer música de apelo popular.

O que é bem difícil pra mim de entender na verdade, é por que tanta gente da música eletrônica ainda fica surpresa com isso, e pior, porque tantos ainda ficam indignados e perdem seus tempos criticando tais coisas. Quando digo “gente da música eletrônica” estou me referindo claro, aos DJ’s, produtores e promoters, o público é de se esperar que discuta, que repreenda ou enalteça tais feitos, o público, como eu já disse outra(s) vez(es), em se tratando de mainstream x underground sejam eles quais forem os estilos ou vertentes da música em geral, sempre vão amar uns e desprezar outros estilos diferentes do seu, mas você, que trabalha com música no seu dia a dia, na hora vaga ficar discutindo sobre música também? E se vocês pegassem esse tempo livre pra em vez de falar sobre música, fazer música? Ou qualquer coisa mais produtiva do que ficar falando mal do trabalho ou estilo alheio ao seu? Garanto a todos que não só vocês iriam se beneficiar muito disso, como toda a cena, vai por mim.

Assim no caso do Hardwell como no do Skrillex, poderíamos em conversas informais dizer por exemplo que “não é meu estilo”, “não gosto”, “acho ruim, barulhento e achei pior ainda quando misturou com funk cariocal”? Sim, claro, poderíamos ter dito, eu posso ter dito, mas você não vai me ver perdendo meu tempo discutindo com ninguém o assunto ou criticando. Entendo perfeitamente que, como falei lá no início do texto, são produtores de estilos comerciais e que eu não faço parte do seu público, portanto não é a mim que eles tem que agradar, nem a você se você também tiver um gosto que tenda mais para o conceitual, underground, contra-cultura ou chame como quiser.

Posturas como essa me fazem sempre sentir a necessidade de bater em uma tecla que já bati antes em outros artigos: Não gosta do som do Hardwell? Não gosta de Funk? Não gosta de qualquer outro estilo que não o seu? Faça como eu e não toque, não ouça, e não vá aos eventos que toquem esse tipo de música que você não gosta. Faça e/ou toque o som em que você acredita, que te faz feliz, que te deixa realizado, mas não queira impor isso aos outros. Eu gosto sempre de fazer essa comparação entre música, futebol, religião e política. Em todos eles, não é porque você torce, gosta ou acredita em algo diferente de outra pessoa, que você irá desmerece-la, achar e falar como se só existisse a sua verdade, não é mesmo?

Respeitem as opiniões e gostos diferentes do seu e sejam muito mais felizes, eu garanto!

Até a próxima!

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