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Análise

Retrospectiva: 10 momentos marcantes de Hernan Cattaneo no Warung

Jonas Fachi

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Prestes a desembarcar no Warung para mais um clássico extendend set, Hernan Cattaneo é lembrado em dez imagens que contam um pouco de sua intensa relação com o clube.

Se existe um artista capaz de transformar sua visão de como se ouve e entende música eletrônica, este é Hernan Cattaneo. Sua dedicação incansável pelo mix perfeito somada à maneira única de conduzir a pista de dança o transformou em um dos maiores ícones que a cena eletrônica já produziu. Desde Buenos Aires para o coração de milhares de pessoas ao redor do mundo, Hernan foi estabelecer sua maior conexão em um lugar talvez inesperado. Iniciada em 2005, essa relação simbiótica tem se mantido por gerações e gerações de clubbers que se reúnem todos os anos no Warung Beach Club para celebrar seu tradicional extended set. O dono da noite oferece uma experiência que é vista por muitos como algo que transcende a cultura eletrônica, chegando até as bordas do que se entende como adoração por um estilo de vida em nossa sociedade contemporânea. Essa experiência uniu ao longo dos anos pessoas que jamais teriam se conhecido, formando uma espécie de religião protetora em seu entorno e ao tipo de música que propõe.

+ LEIA AQUI a entrevista do autor com Hernan Cattaneo, em 2015

Mesmo obtendo maior proximidade com o house progressivo desenvolvido no Reino Unido dos anos 90, em algum momento de seus mais de 30 anos de carreira Cattaneo rompeu qualquer tentativa de classificar por estilo o tipo de música que apresenta. Ele aos poucos desenvolveu sua própria personalidade musical, particular e inimitável. Criando momentos de atmosfera soturna, tribal, por vezes melódica, por vezes infernal, reúne uma série de características distintas que se somam ao seu talento atrás dos decks, e tudo isso parece se completar no club sul-americano.

O que faz da apresentação de “El Maestro” algo tão diferente em uma pista quente e emocional brasileira? Seus fãs mais conservadores comentam que não existe uma maneira exata de explicar, você apenas precisa ir e se entregar junto do balanço entre brasileiros e argentinos que comparecem todos os anos no templo da Praia Brava.

Pensando nisso, às vésperas de um novo set no Warung, reunimos algumas imagens marcantes ao longo de mais de dez anos de residência anual no club catarinense. Confira:

Um grande coração

31/12/2008 – Após um carnaval intenso em 2007, Hernan foi convidado para encerrar o ano de 2008. Naquela noite, tradicionalmente, todos compareceram com roupas brancas para celebrar a chegada do novo ano. Hernan surge então com sua tracional camiseta preta, porém com um detalhe que explicava seus desejos para os presentes: o enorme coração branco em seu peito até hoje é lembrado como uma de suas maiores demostrações de carinho pelo club.

Pré-Réveillon

29/12/2010 – Por falta de imagens de boa qualidade sobre essa noite, decidimos incorporar a parte 1 da série de videos em alta qualidade gravados nesse dia. Considerado por muitos como o melhor set que o maestro construiu no templo, vale destacar sua abetura com “I Feel Loved”, do Depeche Mode, e mais de oito horas de set até próximo das 09h30 da manhã. Outros destaques em seu set foram as clássicas “Triton”, de Marc Romboy & Stephan Bodzin no meio da noite, e “Love Stimulation”, de Humate (com remix de Tom Middleton), ao amanhecer.

Love, Hernan

29/12/2011 – Sua quinta apresentação é considerada o momento em que sua música se transforma em uma espécie de símbolo cultural do club. Era aquele estilo que fazia a verdadeira mágica acontecer em sua raiz, posto dominado por Sasha até então. Na foto, a captura perfeita do azul escuro, sua cor de representação na noite, e o desenho no vidro como uma tentativa de agradecer por parte do público. O grande destaque fica por seu encerramento com “Dark & Long”, do Underworld, com remix clássico de Christian Smith.

God found his temple

28/12/2012 – O final de ano já era visto como uma tradição indispensável. Hernan recebe todas as tentativas de agradecimento e estreitamento de relação com a pista do templo. Podendo se sentir em casa como nunca, traz um dos seus sets mais emotivos. Joga faixas emblemáticas, como “10101”, de James Holden, “Recall”, de Diego Azocar, e as clássicas do final: “Heaven”, de Unkle com remix de King Unique, e “Like You”, de Gui Boratto.

Feriado de Páscoa

29/04/2013 – Por algumas temporadas, Hernan teve seu show no templo durante o feriado de Páscoa também, tamanha era a aclamação do público por sua música. Destaques para “Diaspora”, de Guy J, “All The Evil Of This World”, de Henry Saiz com remix de Chaim, e, na parte final, a clássica “Love In Traffic”, de Satoshi Tomiee com edit de Mike Griego — uma faixa muito aguardada no club.

Israeli guys

29/12/2013 – Um set voltado aos ritmos tribais e linhas de baixo muito dançantes. Período marcado também por um forte apoio aos novos produtores de Israel. Tiveram destaque faixas como “Bahia”, de Simon Vuarambon, “Lonely Stars In Open Skies”, de Jon Charnis com remix de Luca Bachetti, as clássicas “Work To Do”, de Sander Kleinenberg , e “Stoppage Time”, de Guy Gerber, no meio da noite. Outros pontos altos foram Guy Mantzur, com “We Are What We Are”, Guy J, com “Fantasy Reality”, “Moments”, de Khen, e um final marcado por “Running To The Sea”, de Royksopp com remix de Pachanga Boys, e “Song of Loss”, do Apparat.

Variações

18/04/2014 – Em um de seus sets mais ecléticos, conseguiu reunir artistas como Maceo Plex, Coyu, Cid Inc, Dark Soul Project e Sahar Z durante seis horas.  Destaque para “Return To Yoz”, de Mano Le Tough, e clássicos como “Ultraviolet”, de Luke Fair, “Fochleise Kassette”, de Paul Kalkbrenner com Santi Mossman remix, e um final com “Midnight Walk”, de Adriatique.

Uma noite na escuridão

28/12/2014 – Considerado o set mais obscuro já feito no Warung, sem subir muito o BPM, Hernan manteve por toda a noite momentos soturnos e introspectivos, dando ênfase total a uma de suas características mais adoradas.  Na noite, o destaque vai para faixas como “Too Dark For You”, de Chaim e Metial Derazone, “Anise”, de Khen, “Ghost” de The Acid com remix de Maya Jane Coles, e “Somebody Else”, de BP; no amanhecer histórico, tivemos “Meridian”, de Henr y Saiz e Guy J, “Sweep”, de Blue Foundation com remix de Kevin Di Serna, “Candyland”, de Guy J, e “Sordid Affair”, de Royksopp com remix de Maceo Plex. Um dos mais marcantes de todos, o encerramento teve “Your Love Will Set You Free”, de Caribou com remix de Carl Craig. Mais tarde, Hernan postou em seu Facebook uma mensagem de agradecimento: “Nós podemos ser grandes rivais no futebol, mas quando se trata de música, parece que somos irmãos”.

No hay límite para tu música

28/12/2015 – Comemorando dez anos de casa e de cabelo novo, Hernan marcou um de seus sets menos emotivos e mais psicodélicos. Destaque para “Re-Wired”, de Bog, “Track For Life”, de John Digweed e Nick Muir com remix de Cosmic Boys, “Swept” de Kiasmos com remix de Tale of Us, “Wilkie”, de Roman Flügel com remix de Ditian, e um dos maiores clássicos de toda indústria pela manhã: “I Wish You Were Here”, de John Creamer & Stephane K. No final, tivemos ainda bombas como “Loud Places”, de Jamie xx com edit de Barnt, e “Right Off”, de Danny Howells com remix de Faze Action.

A relatividade explica

10/09/2016 – Set marcado pelo início à meia noite até próximo das 8h, e por ingressos esgotados no feriado de independência no Brasil. Esse crescimento também se deve ao novo público da casa ter chegado até sua música de forma definitiva. Destaque para “Secret Encounters”, de Guy Gerber, “The Bar Tender”, de Seth Schwartz e Be Svendsen, “Dodge”, de Victor Ruiz, e um amanhecer com as clássicas “Trigonometry”, de Sasha, “Only When I Lose Myself”, do Depeche Mode, e um final com “Snooze For Love”, de Dixon, e “Nana”, de Acid Pauli.

Nesta sexta-feira, 08 de setembro de 2017, Hernan retorna para seu tradicional extended set iniciado à meia noite em ponto. Qual será a imagem da noite, o caminho que escolherá percorrer? Os clássicos? Seus últimos radio shows podem dar a dica, mas só quem estiver presente saberá de verdade. Ah, os ingressos estão no fim — teremos casa cheia.

* Jonas Fachi é colunista na Phouse; leia mais de seus textos.

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DJ Marky leva sua festa Influences para novo espaço cultural em SP

Flávio Lerner

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Tokyo
Foto: Reprodução
Inaugurado em maio, o Tokyo ocupa um prédio de nove andares com diversas atividades

Nesta sexta-feira, 18, o lendário DJ Marky estreia um novo ambiente para sua já tradicional Influences, noite em que usa toda sua técnica nos decks para passear pelas músicas que moldaram seu caráter musical — da música brasileira, passando pela disco, soul, funk e jazz à house music e ao drum’n’bass, sobretudo em discos antigos e raros, que o DJ vem colecionando em países como Japão, Portugal, Austrália e Inglaterra.

No ano passado, quando o entrevistei, o Marky falou sobre o conceito da Influences: “É uma festa em que toco todos os estilos que foram essenciais na minha carreira. É mais do que uma noite, é uma aula. As pessoas têm que ir com a cabeça aberta. E direto recebo vários DJs, justamente porque é uma noite diferente, que falta no circuito, já que a maioria das noites é só o mesmo estilo de música”.

Em 2014, o DJ Marky mandou um set de influências no Boiler Room

A festa, que nasceu no Vegas e depois mudou para o Pan-Am, será hoje no Tokyo, espaço cultural e gastronômico inaugurado neste mês no centro da capital. Longe do conceito tradicional de casa noturna, o Tokyo ocupa um prédio inteiro de nove andares na Rua Major Sartório; os andares reúnem karokê, bar, restaurante, instalações e oficinais de economia criativa durante o dia. Na cobertura, uma pista de dança com vista para o Copan e o Edifício Itália — e é nela que Marky comandará a noite, a partir das 23h.

A ideia da Influences, que teve sua última edição realizada em março de 2017, é voltar a fixar uma periodicidade a cada um mês e meio, quando o artista está no Brasil. Apesar de as possibilidades serem boas, o Tokyo ainda não está confirmada como nova casa oficial da festa. Você pode conferir mais detalhes da noite de hoje na página do evento.

Vídeo promocional revela mais detalhes do funcionamento do Tokyo

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Parceria entre Boiler Room e Ballantine’s retorna ao Brasil em novo projeto

Flávio Lerner

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Boiler Room São Paulo
Foto: Reprodução
Série “Hybrid Sounds” mescla artistas eletrônicos com nomes orgânicos 

Juntos há cinco anos, Boiler Room e a marca de uísque Ballantine’s já montaram projetos ousados e incríveis no cenário musical. A partir de 2016, a união foi ainda mais longe com o lançamento da série Stay True, que visitava diversos países com lineups cuidadosamente curados para celebrar a cultura de cada nacionalidade. Naquele ano, tivemos nada menos que o Boiler Room Stay True Brazil — o lendário Boiler Room de Recife, que fez história em nosso país. Em 2017, a parceria voltou rebatizada como True Music, trazendo nomes como Seth Troxler e Little Louie Vega a Salvador, junto a expoentes brazucas como Fatnotronic e Renato Ratier, e agora, em 2018, a Stay True traz seu novo projeto, Hybrid Sounds, para São Paulo.

A proposta da Hybrid Sounds é trazer lives inéditos e inesperados, colocando no mesmo palco artistas de música eletrônica com projetos acústicos, que provavelmente nunca se encontrariam em outra oportunidade. Em SP, isso será visto através do conceituado grupo do underground paulistano Teto Preto, que tocará em conjunto com a produtora berlinense rRoxymore. Expoente da Chicago house, Derrick Carter é o headliner do evento, enquanto a MC Linn da Quebrada e o cantor e compositor Tom Zé — um dos grandes nomes da música brasileira — completam o lineup.

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Em local ainda mantido em segredo, o Boiler Room True Music: Hybrids Sounds São Paulo rola no dia 23 de maio, uma quarta-feira, e terá transmissão ao vivo pela plataforma, como de praxe. O evento sucede as edições que rolaram em Moscou e em Beirut, no Líbano, e antecede a edição de Valência, na Espanha, que encerra o projeto. Ao final, um EP da série Hybrid Sounds será lançado, com faixas inéditas dos artistas que colaboraram em cada região (Teto Preto X rRoxymore em SP; Overmono X Solo Operator em Moscou; Dollkraut X Zeid & Maii em Beirut; e KiNK com um artista ainda não revelado, em Valência).

Para quem quer participar da festa, é necessário se inscrever no site e torcer para ganhar o convite por e-mail.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Análise

O indie dance original respira com a volta do Friendly Fires

Flávio Lerner

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Friendly Fires
Foto: Reprodução
Depois de mais de seis anos sem lançamentos, o trio britânico que marcou os anos 2000 está de volta

Fundado em 2006, o trio britânico de dance-rock/indie danceFriendly Fires foi importantíssimo para uma guinada mais eletrônica e dançante à cena indie da década passada, que encontrava-se em sua era de ouro com a ascensão de bandas como The Killers, Franz Ferdinand, The Strokes e Bloc Party. Seu surgimento — somado à ascensão de grupos como Klaxons, Chromeo, Cut CopyMetronomy e o brasileiro Cansei de Ser Sexy — fez com que aquele cenário mais centrado nas guitarras passasse a ter um foco maior nos sintetizadores e nas batidas. O LCD Soundsystem não estava mais sozinho.

Comandando pelo carismático e rebolativo Ed Macfarlane — com suas dancinhas impagáveis ao vivo e nos videoclipes —, o Friendly Fires explodiu mesmo em 2008, com o primeiro e homônimo álbum, e desde então acumulou milhões de fãs no mundo inteiro. Nunca fizeram exatamente música eletrônica de pista, mas bebiam claramente de fontes como a house e o synth pop de grupos como New Order e Depeche Mode. E não só isso: a batida e a vibe ensolarada das músicas trazia muito da música brasileira. Singles como “Jump in the Pool” e “Kiss of Life” surgiram com fortes elementos de percussão de samba — e em 2008 e 2009, o grupo chegou a realizar apresentações em conjunto com uma escola de samba.

Em 2011, às vésperas do lançamento do segundo álbum, Pala, que se afastava ainda mais do indie rock, foram capa da conceituada revista inglesa NME, e tiveram a ousadia de dizer que preferiam escutar Justin Timberlake do que Morrissey — antigo líder do grupo The Smiths, que dominou a cena indie nos anos 80. Pra roqueiros britânicos que levam esse tipo de comparação muito a sério [o que, arrisco dizer, seja boa parte do público da revista], uma declaração do tipo soava como heresia.

O trio seguiu sua vida muito bem, obrigado. Pala também fez sucesso, e o FF seguiu apresentando-se em shows lotados no mundo inteiro nos próximos anos. Mas pararam de fazer música. Em 2014, deram um tempo de vez, e só foram voltar agora, quatro anos depois, com shows de retorno na Inglaterra realizados nas últimas semanas. E claro, novo single — o primeiro em mais de seis anos.

“Love Like Waves” foi lançada no último dia 05, e segue a linha do Friendly Fires que já estamos acostumados, sem grandes alterações na estrutura sonora. É uma canção boa e agradável, que resgata o saudosismo dos fãs e empolga pelas novas possibilidades, mas também não chega a ser dos melhores sons já feitos pelo trio.

Novos singles devem surgir nas próximas semanas, culminando, em breve, com o aguardadíssimo terceiro álbum. Se mantiver a qualidade dos LPs do passado, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos de 2018.

Bóra relembrar outros grandes singles do grupo:

* Nota do Autor: Indie dance/nu disco, assim como progressive house e deep house, foi mais um dos estilos que caiu naquela salada de tags do Beatport, na década passada, e acabou passando a ser usado para se referir a uma sonoridade completamente diferente. Aqui, evidentemente, falo sobre o indie dance original, que vai de bandas como o Cut Copy a produtores como o Tensnake.

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