Descoberta musical
Melhor fase para descoberta musical seria aos 24 anos

Parece que a melhor fase para se descobrir músicas novas é antes dos 30 anos. Após essa idade, as pessoas tendem a não ter o mesmo interesse e motivação para novas aventuras sonoras. Ao menos é o que aponta o novo estudo da Deezer, serviço francês de streaming, conforme revelado em reportagem da Business Insider. Avaliando mil participantes britânicos, a pesquisa concluiu que a maioria das pessoas atinge a chamada “paralisia musical” ao chegar na idade.

Cerca de 19% dos entrevistados apontaram se sentir sobrecarregados com número de escolhas musicais oferecidas, enquanto 16% culparam sua exigente vida profissional e 11% relatam estar ocupados cuidando dos filhos. Entretanto, quase metade do total de participantes da pesquisa gostaria de ter mais tempo para dedicar-se à descoberta de novas músicas.

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Outro ponto levantado foi o de que 60% das pessoas admitiram estar presos em uma “rotina musical”, escutando as mesmas músicas dos últimos anos. A Deezer também teria descoberto que a melhor fase para descobertas musicais é a dos 24 anos. Nessa idade, 75% dos entrevistados ouvem dez ou mais faixas por semana, enquanto 64% procuram pelo menos cinco novos artistas por mês. 

A matéria da Business Insider também comparou o estudo da Deezer com outros sobre o mesmo tema. Em 2015, ao analisar dados dos usuários do Spotify nos EUA e do Echo Nest, o blog da Skynet & Ebert descobriu que o gosto musical adolescente era dominado pela música pop, o que ia diminuindo conforme o amadurecimento. Chegando aos 33 anos, dificilmente se escutaria música nova.

Já o economista Seth Stephens-Davidowitz analisou, no início deste ano, dados do Spotify no New York Times. Ele descobriu que um hit da época da adolescência de uma pessoa seguiria popular entre sua faixa etária uma década depois. “‘Creep’, do Radiohead, por exemplo, é a 164ª música mais popular entre homens de 38 anos, mas nem chega ao top 300 para os que nasceram dez anos antes ou depois”, segue a matéria escrita por Lindsay Dogson.

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“Pesquisas mostraram que nossas músicas favoritas estimulam as respostas de prazer no cérebro, liberando dopamina, serotonina, oxitocina e outros estimulantes de felicidade. Quanto mais gostamos de uma música, mais desses hormônios são liberados no nosso corpo”, continua Dogson. A autora explica que durante a adolescência, nosso cérebro é mais estimulado que na idade adulta, por isso, se ouvirmos uma música que realmente gostamos naquele idade, é provável que ela permaneça na nossa playlist para sempre. Não quer dizer que não vamos gostar de novas músicas, mas que o efeito será menor.

“Se você não escutar uma música por muitos anos, a euforia [que você sentia com ela antigamente] pode voltar ao ouví-la de novo, especialmente se seu cérebro estava absorvendo tudo entre os 12 e os 22 anos” — fase da vida em que estamos mais abertos a novidades. Parece que daí em diante, é só curtição nostálgica.

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