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IMS Ibiza anuncia tema e parte da programação para 2018

Phouse Staff

Publicado em

07/12/2017 - 13:59
IMS Ibiza 2018
Referência no mercado, a 11ª edição do International Music Summit rola entre os dias 23 e 25 de maio

Nos dias 23 a 25 de maio do ano que vem, acontecerá em Ibiza a 11ª edição do International Music Summit, evento que reúne anualmente expoentes do mercado da música eletrônica global para debates, análises, painéis e networking.

Depois de completar dez anos em 2017, o IMS anunciou que o tema principal desta próxima edição é “Wellness” (bem-estar), e dentro dele estão subtemas que conversam diretamente com o momento que a música eletrônica está atravessando. Para cumprir essa tarefa, foram convocados representantes de mundo todo, como o DJ Black Coffee, que estará com toda sua equipe comentando os passos que o levaram a uma residência bem sucedida na Hï Ibiza.

Haverá alguns painéis voltados para marcos do mercado eletrônico global, como os 25 anos do Sónar e do selo inglês Positiva Records, que discutirá como o papel do A&R evoluiu durante o último quarto de século. Nesta primeira leva de painéis, também foi anunciada uma discussão ampla sobre o abuso sexual na cultura DJ com a galera da She Said.So, uma rede de mulheres influentes na indústria que colocará em pauta o impacto desse comportamento especificamente no mundo da música eletrônica. Os dias e horários de cada painel, no entanto, ainda não foram revelados.

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Estarão presentes também parceiros do campo educacional como a Point Blank Music School, a Berklee School of Music, a Toolroom Academy e marcas como a Pioneer DJ e a BURN Energy Drink. Três dias antes do início das atividades haverá um camping para retiro, cujo local ainda será anunciado, mas se sabe que será voltado para o bem-estar dos que geralmente levam uma vida bem agitada e de sono irregular.

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“’Saúde vs. Hedonismo’ foi nosso painel mais popular em 2017, e nos coloca em um caminho de entregar mais bem-estar aos conferencistas. É um assunto que vem unindo profissionais de todas as idades e gêneros, e estamos felizes em oferecer algo único para uma indústria que necessita de aconselhamento e direção. Também é um orgulho poder focar no Black Coffee, no Sónar e no Positiva por suas contribuições para o mundo — passado, presente e futuro”, declarou o cofundador do evento, Ben Turner, via assessoria de imprensa.

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Neste próximo ano, os preços também estarão mais acessíveis, com a possibilidade de escolha entre alguns pacotes, além de ganhar um belo desconto se você for estudante ou tiver menos de 25 anos de idade. Você pode conferir mais informações no site oficial.

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Psytrance perde produtor e DJ Bansi, vítima de câncer raro

Phouse Staff

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Bansi
Foto: Jerome Ferriere/Reprodução
Joseph “Bansi” Quinteros morreu nesta terça-feira em Amsterdã.

Momento de tristeza para a dance music, sobretudo para a cena psytrance. Morreu nesta terça-feira, 19, o produtor e DJ Joseph Quinteros, mais conhecido como Bansi, vítima de um câncer raro no sangue. O espanhol já vinha lutando contra a doença desde o início de 2017 e faleceu em sua casa em Amsterdã, na Holanda, aos 41 anos, na companhia de seus familiares.

Bansi era parte da dupla Growling Mad Scientists (GMS), juntamente com Riktam Matkin. Fundado nos anos 90, o duo vendeu mais de 350 mil cópias em todo o mundo, e ganhou prêmios de melhor projeto de psytrance duas vezes, em 2001 e 2009, no DJ Awards de Ibiza.

Além do GMS, Bansi e Riktam integravam a banda 1200 Micrograms, junto com Chicago e o lendário Raja Ramformando o que foi uma dos grupos mais influentes de todos os tempos no cenário.

Multi-instrumentista, Bansi foi influenciado pelo movimento goa trance, nos anos 80, e assim se tornou um dos expoentes do psy. Ele foi diagnosticado com mieloma, tipo raro de câncer no sangue, no início do ano passado.

Na época, foi até criada uma campanha virtual para levantar fundos para ajudar no seu tratamento, que chegou a arrecadar mais de 50 mil euros em 17 meses. Apesar da doença, o DJ não parou de produzir e manteve ativa sua agenda na medida do possível. Quinteros deixa um enorme legado, e seguirá vivo através de sua obra nos corações e nas memórias dos fãs.

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Estudo revela índice alarmante de assédio sexual em festivais no Reino Unido

Nayara Storquio

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Assédio festivais
Edição do Bestival, no Reino Unido. Foto: Reprodução
43% das mulheres britânicas que frequentam festivais relatam já ter sido assediadas

A quantidade alarmante de ocorrências de assédio sexual em festivais de música foi foco de um estudo feito pela YouGov. A instituição de pesquisa apurou que 43% das mulheres com menos de 40 anos de idade afirmam ter sofrido algum tipo de assédio sexual nos eventos. O estudo conversou com 1.188 participantes de festivais e descobriu que apenas 2% dos abusos foram denunciados. 

As vítimas não são apenas mulheres; o estudo identificou que 22% dos frequentadores em geral já passaram por situação de agressão ou assédio. Por assédio, entendem-se comportamentos inconvenientes, como forçar o contato ou a dança, cantadas grosseiras, toque não autorizado, tentativa de estupro, entre outros. O assédio sexual verbal e a forçação da dança foram as duas formas mais pontadas. As estatísticas também revelam que uma em cada cinco mulheres sofreu alguma forma de agressão sexual desde que completou 16 anos.

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As vítimas do sexo masculino, entretanto, figuram como as mais propensas a denunciar. Cerca de 19% dos homens vítimas de agressão sexual relataram suas experiências à equipe do festival contra 1% de mulheres — em ambos os sexos, porém, apenas 2% procuraram a polícia. Todavia, as mulheres assediadas procuraram ajuda com amigos ou familiares em 53% das situações, contra 39% das vítimas masculinas — o que possivelmente evidencia a falta de acesso ou confiança das vítimas com as opções de ajuda oferecidas nas ocasiões.

O que fazer?

Muitas pessoas infelizmente já passaram por situações de assédio, independentemente de gênero ou de opção sexual. Neste caso, a melhor forma de agir é não ficar calado, como recomenda a especialista em violência sexual, Katie Russell, da ONG Rape Crisis, em matéria publicada pela BBC News. Algumas das dicas de Russell são:

– Se for espectador do assédio, se disponibilize a ajudar vítima; esteja ciente de que ela pode estar sentindo-se humilhada ou constrangida.

– Cerque-se de pessoas em quem confia.

– Vítimas podem estar em choque, ajude-as a se manterem aquecidas e hidratadas.

– Para denunciar o assédio sexual, procure a equipe de segurança.

– Vítimas nunca devem se sentir culpadas pelo assédio.

E ela ainda afirma: “A intervenção dos colegas pode ser poderosa”.

No Reino Unido, alguns festivais como The Green Man e Bestival já contam com ações de redução de danos desse tipo, oferecendo assistência plena para atender possíveis ocorrências. Nos países britânicos, qualquer vítima pode procurar organizações como The Survivor’s TrustRape Crisis ou Survivors UK.

No Brasil, essas políticas ainda estão engatinhando, tanto na cena eletrônica como na cultura de modo geral. Entretanto, há sim mecanismos de denúncia contra a violência e o assédio sexual. As vítimas podem procurar ajuda dos Departamentos de Polícia e Delegacias da Mulher.

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O mais importante é estar ciente do que está na lei brasileira. Além dos abusos com contato físico, o assédio sexual verbal — as populares “cantadas” na rua — pode ser enquadrado como crime ou como contravenção. Se houver calúnia, injúria e difamação, trata-se de um crime contra a honra. Se o assédio é considerado de “menor potencial ofensivo”, é uma contravenção penal — incluindo a importunação ofensiva ao pudor e perturbação da tranquilidade, quando o agressor mostrar as genitálias para oprimir a vítima. Ambas incluem penalidades de cadeia ou multa.

Paquera ou assédio?

Quando alguém tem interesse em conhecer uma pessoa ou elogiá-la, o autor não lhe dirige palavras que a exponham ou a façam sentir-se invadida, agredida, ameaçada ou encabulada. Vamos se ligar e respeitar tanto as mina, quanto as mona e os mano!

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YouGov

A YouGov e uma instituição do Reino Unido que utiliza conexões online entre parceiros no mundo todo para realizar pesquisas. Ela é líder internacional de pesquisa de mercado com operações na Europa, América do Norte, Oriente Médio e Ásia-Pacífico. Você pode conferir o estudo completo aquiA pesquisa em questão foi encomendada pela Press Association, e entrevistou 1.188 frequentadores de festivais.

Nayara Storquio é colaboradora da Phouse.

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França terá primeiro show de música eletrônica em palácio presidencial

Phouse Staff

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Foto: Reprodução
Pátio do Palácio do Eliseu sedia evento gratuito no Dia Mundial da Música

A gente sabe que a França curte umas apresentações eletrônicas inusitadas, como nas vezes que o David Guetta tocou na Torre Eiffel, ou quando o DJ Snake tocou no Arco do Triunfo, por exemplo. Desta vez, o cenário da balada será o Palácio do Eliseu, no que será a primeira vez que um evento de música eletrônica será realizado num palácio presidencial. A programação gratuita terá cinco DJs e faz parte das comemorações do Dia Mundial da Música, celebrado nesta quinta-feira dia 21.

Construído no século XVIII, o Palácio do Eliseu fica em Paris, servindo hoje como residência oficial do presidente Emmanuel Macron. Será que ele também gosta de dance music?

O lineup conta com Busy P (chefão da Ed Banger Records, selo que tem o Justice como carro-chefe), Chloé, Kavinsky (famoso por assinar a trilha sonora de Drive), Cezaire, da Roche Musique, e Kiddy Smile. Com entrada franca, o show foi  planejado para receber um público de 1.500 pessoas, e acontece das 20h à 00h, no horário local. Os ingressos estão esgotados.

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