Kreisler lança aguardado remix por selo de Gabriel Boni; conheça o artista!

DJ e produtor carioca se divide entre projeto solo, o duo Blacksheepz e as aulas na AIMEC Rio

* Por Danilo Bencke

** Edição e revisão: Flávio Lerner

Na ativa há mais de dez anos, o DJ e produtor musical Ramon Kreisler vem experimentando novas sonoridades. Prova disso é o seu lançamento mais recente, um remix para “Psyche Or Like Scope”, da banda americana Family of the Year, lançado ontem pela Fire Music — gravadora de Gabriel Boni em parceria com o paulistano KRASH!.

Nele, Kreisler abusa do groove com as linhas de baixo marcantes e vocais contagiantes, além da melodia envolvente. O resultado é uma faixa eletrizante que tem bombado nas pistas, e tinha seu lançamento bastante aguardado pelos fãs.

Kreisler tem uma carreira sólida e conceituada. Em seus sets, o artista carioca faz uma viagem bem elaborada pelos gêneros e tem como particularidade sua técnica impecável nos decks, com mixagens fluidas e bem trabalhadas.Como produtor musical, possui músicas lançadas por gravadoras de grande expressão no cenário nacional e internacional — Bunny Tiger, Mix Feed, Delicious Records, UP Club Records e House of Hustle são alguns exemplos.

Em 2017, com o amigo Cadu Novellino, formou o projeto de tech house Blacksheepz, que já ganhou suporte de nomes que vão de Richie Hawtin e Danny Tenaglia a Amine Edge & DANCE e Don Diablo. Mais recentemente, com a abertura da AIMEC Rio, tornou-se um dos instrutores da escola, onde passa seus conhecimentos e dá dicas para quem quer se tornar DJ e produtor musical.

Para saber mais sobre seus projetos e seu lançamento mais recente, bati um papo com Ramon. Confira a entrevista abaixo:

Lançamento mais recente do Blacksheepz, projeto paralelo de Kreisler com Cadu Novellino

Como foi o início da sua carreira?

Tudo começou quando, ainda adolescente, fui em um festival do Rock in Rio em 2001, e vi uma pista de techno. Depois de uma frustrante tentativa de ter uma banda de punk rock (risos), eu passei a frequentar alguns eventos de música eletrônica e encontrei o meu lugar. Dali em diante, troquei um computador por um CDJ 100 e passei a praticamente morar em uma lan house. Gravava meus CDs e ia pra casa treinar, e aí foram surgindo oportunidades e o interesse pela produção.

Há cerca de dois anos, reencontrei um irmãozão meu das antigas e DJ que eu admiro muito, o Cadu Novellino, e veio a ideia de fazermos o meu outro projeto, Blacksheepz, que vem nos trazendo momentos incríveis e a oportunidade de explorar um outro tipo de sonoridade, diferente do meu projeto solo.

Conte um pouco mais sobre o seu remix para “Psyche Or Like Scope”.

É minha estreia em mais uma label nacional, a Fire Music, do Gabriel Boni e do KRASH!. Quando apresentei a faixa para um dos managers, o Eder Belelli, ele ficou super empolgado com a ideia de lançarmos pela Fire, e prontamente alinhamos tudo.

Nessa track, utilizei muito os arpeggiators com variações e modulações que trazem as mais diversas reações nas pistas. Uma faixa sem rótulos e que explora um vocal emocionante com um drop que foge dos padrões atuais.

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De onde veio a inspiração para os vocais?

Eu passo horas a fio escutando novas bandas de rock alternativo e folk. Em uma dessas andanças, me deparei com o vocal da banda Family of the Year e fiquei apaixonado pelo vocal e resolvi criar uma versão com minha pegada, em um lançamento free download.

Essa track tem um estilo diferente do que você vem lançando? Conte sobre esta transformação.

Ultimamente, eu venho criando muita coisa que vai da house ao techno melódico, sem procurar rotular ou impor um gênero especifico para o que faço. Então eu acredito que seja mais uma faixa que se encaixa na famosa expressão “R.I.P. genres”.

Tem alguma novidade que você pode adiantar para a gente? Como estão os planos para o futuro?

Bem, tem algumas coisas que ainda não posso contar, mas com o Blacksheepz, está vindo uma faixa surpreendente em colab com um big name nacional, e o Kreisler também tem algumas faixas no gênero melódico para emocionar a galera que curte esse estilo.

Danilo Bencke assina a coluna da AIMEC na Phouse.

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