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Entrevista

EXCLUSIVO: KVSH quer conquistar o Brasil com a KRUSH, sua nova festa

Inspirado pela Só Track Boa, o mineiro defende que o objetivo é ajudar a fomentar cidades periféricas no cenário nacional

Flávio Lerner

Publicado em

13/11/2018 - 19:00
KVSH
Foto: Reprodução
* Atualizado em 21/11/2018, às 17h47

Motivado por sua história, suas origens, sua nova agência, pelo rumo que a capital do seu estado tem tomado e pelo que Vintage Culture conseguiu com a Só Track Boa [sobretudo na última edição mineira], o DJ e produtor KVSH anunciou a Festa KRUSH, cuja estreia já tem data, local e lineup definidos. No dia 21 de dezembro, o artista recebe um time de atrações majoritariamente mineiras no Marô, em Belo Horizonte: Beowülf, Breaking Beattz, DZKO, JOZZEN, LOthief e VOLLAZ — destes, apenas o carioca Beowülf é “gringo”.

Em contato com a Phouse, Luciano Ferreira, o KVSH, explicou as motivações por trás do projeto e revelou ter grandes ambições. A festa está sendo tocada em conjunto com a OTM Produções, de Otacilio Mesquita [que, como você tem visto aqui, está por trás de praticamente todos os rolês da cena mineira].

+ Em tempo: ouça a refrescante collab entre o KVSH e o Malifoo

“Nasci e fui criado na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em uma cidade chamada Nova Lima, e a minha história com a música eletrônica começou por aqui”, conta o KVSH. “Vejo que eu e a cena eletrônica da capital crescemos juntos; além de ser o local da minha fanbase, BH não tinha uma cena eletrônica tão forte, principalmente pra galera mais jovem, e criamos isso meio que juntos — então a ideia de eu ter uma festa aqui já vem de tempos. Agora que eu entrei pra Boost MGMT e pra HUB Records, o pessoal da agência falou: ‘cara, temos que fazer uma festa sua na sua cidade, com seus convidados, com seu conceito’.”

Segundo o DJ, entretanto, a KRUSH não será fixa em BH. A ideia é torná-la um evento itinerante por todo o Brasil, com o objetivo de levar o agito principalmente em pontos mais periféricos. “Já temos propostas em outros estados, principalmente em cidades menores, que ainda não têm uma cena eletrônica tão forte; esse é o foco. Queremos usar essa festa como uma porta de entrada pra galera que ainda não conhece tanto de música eletrônica”, acrescenta. 

“Queremos usar essa festa como uma porta de entrada pra galera que ainda não conhece tanto de música eletrônica.”

Mesmo com um lineup inicial voltado ao brazilian bass, o produtor garante que deseja agregar não só outras vertentes da dance music, como também abrir para outros estilos musicais: “Não temos muito essa ‘ideologia’ de fazer uma festa 100% eletrônica. Queremos envolver outros estilos, hip hop, trap, e alguns subgêneros que não são tão hypados no Brasil. E dentro da música eletrônica, teremos do brazilian bass ao tech house, passando até por progressive trance”.

Quando perguntei se o surgimento da label também tinha a ver com a segunda edição da Só Track Boa em Belo Horizonte, que foi considerada por muitos a melhor de todos os tempos, o Luciano foi acertivo: “Com certeza. Depois de vermos o impacto que a Só Track Boa teve aqui, a gente pensou: ‘cara, BH é um lugar que tem uma cena muito forte, a STB bateu todos os recordes de público de todas as outras edições. É o lugar perfeito’. É a cidade em que a cena tá crescendo muito e é a cidade em que eu nasci, e temos certeza que vai dar muito certo”.

+ Segunda edição do Só Track Boa BH pode ser considerada a melhor de todos os tempos

“Assim como o Vintage Culture fez com a Só Track Boa, a gente quer fazer com a KRUSH. A STB é focada em música eletrônica, e queremos uma festa focada na zueira, na diversão, mas claro, sem tirar a música do foco. Ela vem pra finalizar o meu ano com chave de ouro, e estamos muito alegres”, concluiu.

Os ingressos começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, dia 19, a partir do meio-dia.

Flávio Lerner é editor da Phouse.

ERRATA: Carlos Magno, produtor de eventos da Box Entretenimento, não está mais fazendo parte da produção da KRUSH, conforme noticiamos anteriormente.

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Entrevista

Flow & Zeo: uma história de amor na música

Casal dentro e fora dos estúdios, Marian Flow e Zeo Guinle falam sobre trajetória, gravadoras e o Rio de Janeiro

Alan Medeiros

Publicado há

Entrevista Flow & Zeo
Foto: Divulgação
* Edição e revisão: Flávio Lerner

Dividir as tarefas da vida e de uma carreira profissional enquanto casal exige muita cumplicidade e parceria de ambas as partes. Marian Flow e Zeo Guinle estão na batalha juntos há mais de 20 anos, e nesse período venceram grandes desafios dentro e fora de casa. A conexão entre os dois é notável em cima dos palcos e, muito além disso, um fator determinante no sucesso conquistado pelo duo na última década.

Essa relevância a nível nacional e internacional, que já ultrapassa a barreira dos dez anos, deve-se especialmente à forma comprometida e engajada com que Marian e Zeo encaram os desafios de uma dura carreira na música. Juntos, eles tocam os projetos de produção musical no estúdio árvore, finalizado no começo de 2018, e viajam para todos os compromissos do projeto na pista — o companheirismo pode ser apontado como uma das palavras-chave dessa intensa jornada construída a dois.

Esse momento de transição de ano chegou acompanhado de uma série de conquistas importantes para o Flow & Zeo. Somente em dezembro, foram quatro lançamentos, por gravadoras que possuem uma representatividade forte na indústria eletrônica. Entre os destaques estão a faixa “Drink My Poison” pela Warung Recordings e um EP em parceria com o Nytron pela Warner Music. A nosso convite, Marian e Zeo responderam algumas perguntas sobre pontos importantes do atual momento do projeto. Confira:

Como vocês têm equilibrado a relação entre paixão e profissão que marca o relacionamento de vocês com a música?

Costumamos dizer que a música alimenta o amor assim, como o amor alimenta a música. Estamos juntos há quase 20 anos e desde o primeiro dia que nos conhecemos a música esteve presente e fez parte do que estávamos vivendo no momento. E seguimos assim… respirando música e agradecendo por poder compartilhar esse sentimento, e ainda ter isso como o combustível da nossa profissão.

Flow & Zeo é um projeto que acompanhou de perto diversas transformações do mercado nacional. Como vocês encaram as principais mudanças do nosso cenário nos últimos dez anos?

Estamos aqui por algum tempo (risos). Passamos por mudanças expressivas no cenário que fizeram parte da nossa evolução como pessoas e profissionais da cena.

Com certeza a tecnologia é um fator impactante, desde os equipamentos até os meios de comunicação, que influenciam diretamente as nossas vidas e nosso trabalho. Tudo mudou, foi praticamente uma revolução.

Acreditamos que as transformações sempre farão parte e temos que acompanhar essa evolução constante. Nos adaptarmos às novas ferramentas, mantendo as nossas raízes e essências musicais.

Como parte do casting de labels bastante expressivos na cena nacional e internacional, como vocês avaliam o atual momento do relacionamento entre artistas e gravadora na cena eletrônica?

Quando começamos em 1998, 1999, o acesso à música eletrônica no Brasil era limitado; aos poucos foram surgindo alguns selos. Naquele período, o relacionamento com os artistas era mais próximo. Nosso primeiro lançamento foi em 2005, na compilação do núcleo Lua Solidária, que realizava eventos eletrônicos beneficentes — até tivemos um clipe transmitido no programa AMP da MTV.

Em 2006, outro CD pela dinamarquesa Iboga Rec, e a partir de 2008 começamos a lançar pelo nosso próprio selo Tropical Beats, com foco na venda online através do Beatport, abrindo espaço para outros artistas também. Com o crescimento da cena, os estilos foram segmentando, o público consumidor aumentando, outros sites abrindo, o streaming entrando e atualmente a quantidade de gravadoras e artistas é imensa.

Existem algumas labels que, além de profissionais em todo processo, mantêm uma relação mais próxima com os artistas, o que achamos importante, pois há um profundo conhecimento e sentimento pelo que estão entregando. Claro que labels maiores têm mais investimento e acabam oferecendo um serviço melhor, mas dá para se fazer um excelente trabalho mesmo sendo pequeno.

Atualmente existem gravadoras com objetivos diferentes:

– As tradicionais e mais profissionais, que dão todo o suporte para o lançamento, se preocupam com a qualidade do material e buscam manter uma maior proximidade com o artista;

– Aquelas que lançam quantidade e se preocupam em faturar no volume. Com isso, acabam deixando a qualidade de lado;

– E as que os próprios artistas administram com o objetivo inicial de dar saída em suas produções e na de parceiros.

Nos três casos, o importante é o artista saber aonde ele quer chegar. Procurar gravadoras que tenham o perfil que está buscando e direcionar seu material para elas. Encontrando a gravadora que atenda suas expectativas, é essencial estabelecer um bom relacionamento com o A&R, afinal, ele que decidirá as músicas que serão incluídas no catálogo.

Percebo que o Rio de Janeiro é um fator muito importante na história de vocês. De que forma a cidade impactou o desenvolvimento do Flow & Zeo enquanto projeto musical?

Somos naturais do Rio de Janeiro e aqui demos início a nossa jornada musical em conjunto. Primeiros eventos, primeiras festas, festivais, residências, nosso estúdio, nosso lar, parceiros musicais. Daqui foram os primeiros passos para desbravar praticamente todo o Brasil e boa parte do mundo. Aqui no Rio plantamos a semente do estúdio árvore.

Só temos a agradecer a nossa cidade e ao nosso público local. A melhor forma de retribuir é nos mantendo ativos aqui: tocando, produzindo nossos eventos, noon, Level, Tasty, Raww X Room… Recentemente também assumimos uma residência quinzenal na Transamérica RJ FM. Estamos sempre por aqui, colaborando para fomentar a cena do Rio.

De uma forma geral, como funciona o processo criativo de vocês? Existe alguma tarefa ou função que vocês dividem de maneira mais clara ou tudo é feito meio que em conjunto?

Estamos juntos e misturados na maior parte dos assuntos, seja no processo criativo, plano de carreira, produção de eventos, gestão da gravadora, tarefas caseiras… Mas claro que nos dividimos em algumas funções, e deixamos fluir de acordo com as habilidades e percepções de cada um no momento.

No estúdio, o Zeo, se dedica mais na parte técnica, nos efeitos e arranjos, enquanto a Marian cria harmonias e toca guitarra, instrumento que temos inserido com frequência em nossas produções recentes.

Pra finalizar: Zeo, o que você mais admira no perfil artístico da Marian? Marian, o que você mais admira no perfil artístico do Zeo?

Zeo – Admiro muito como ela consegue ser criativa e sistemática ao mesmo tempo.

Marian – Admiro muito o cuidado que ele tem com os acabamentos e detalhes, pois realmente fazem a diferença.

* Alan Medeiros é colaborador da Phouse.

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ENTREVISTA

Perto de nova edição da festa que mudou sua vida, Junior_C fala sobre cura e união

DJ explica quadro de saúde atual e fala sobre a 2ª edição da Unity, que foi criada para ajudar com seu tratamento

Flávio Lerner

Publicado há

Unity
Foto: Divulgação

Há dois anos, Junior_C descobriu um câncer grave. Hoje muito melhor — graças a um trabalho de reflexão profunda e medicina alternativa —, o paulistano de 31 anos mostra uma força mental incrível.

Ouvindo-o falar com serenidade sobre isso, é possível constatar que ele passou por uma das experiências mais impactantes que uma pessoa pode passar — uma espécie de transcendência espiritual. E ele garante: está melhor do que nunca, e encontrou sua cura.

“Preciso tomar mais cuidado quando as pessoas me perguntam sobre a minha saúde”, diz o DJ, em contato com a Phouse. “A minha resposta é sempre a mesma: eu estou curado! Isso confunde um pouco as pessoas porque elas imaginam que não tenho mais nada. É claro que pela medicina eu não estou curado — para eles eu tenho câncer e ponto. Para mim, eu não tenho nada. Eu estou curado.”

Teaser da Unity traz depoimentos dos DJs que vão tocar nesta edição

Essa cura, segundo o Junior, começou lá entre o final de 2016 e o início de 2017. Quando colegas e amigos ficaram sabendo do quadro grave de saúde, se mobilizaram para criar uma festa a fim de arrecadar fundos para ajudá-lo. Foi assim que nasceu a Unity, evento que reuniu cerca de 50 nomes brasileiros, dos mais variados estilos: de Gui Boratto e Eli Iwasa a Vintage Culture e Bruno Martini.

“Eu ainda estava no hospital quando o Luiz Eurico [Klotz, da Plusnetwork] me ligou: ‘Junior, todas as agências, todos os DJs, todo o mercado da música eletrônica se uniu para fazer um evento em sua homenagem, para celebrar a vida e arrecadar dinheiro para os seus tratamentos’. Quando eu vi na Unity o que o coração de cada pessoa fez por mim, eu não tive dúvida. A primeira coisa que pensei foi de que não existia mais tempo para estagnação: a Unity tinha que continuar e ajudar muito mais gente. Ficou evidente o potencial gigantesco que tínhamos para fazer o bem”, explica.

“Naquele dia não existia distinção, julgamento, gênero, rivalidade, qualquer tipo de crença… Agências divergentes, DJs de estilos diferentes, todos conectados por uma força que ninguém escutava ou via, mas que estava ali. A Unity foi a maior cura de todas”, segue o produtor.

Flyer da primeira edição da Unity, que rolou em 24 de janeiro de 2017

Assim, dois anos depois e com um quadro de saúde consideravelmente melhor, o artista comanda a organização de uma segunda edição, que vai rolar neste sábado, no recém-inaugurado Ame Club (onde o paulistano é um dos residentes). Os lucros serão divididos entre o próprio Junior_C — para custear o seu tratamento atual — e a Fundação ACL, um hospital filantrópico de medicina alternativa que ajudou Junior a encarar a doença, e com o qual ele retribuiu tornando-se voluntário.

“A ideia principal por trás da Unity é mostrar a força que nós criamos. É mostrar que juntos somos muito melhores, e que todos os anos pararemos um dia das nossas vidas para nos unir em prol de algo maior, com o objetivo de fazer com que toda essa energia de compaixão se expanda a cada vez mais pessoas, e assim, juntos, possamos fazer um mundo muito melhor”, complementa.

Por dentro da Fundação ACL, que será beneficiada com a #Unity

Bora conhecer mais as condições da Fundação ACL / Projeto Escola Vida, à qual será destinada parte da renda arrecadada da #Unity… Confira o bate-papo de nosso Junior_C com o Dr. Paulo Prado, chefe do laboratório da Fundação.Garanta já seu ingresso e vamos juntos terminar o ano fazendo o bem, celebrando a vida e ajudando a quem precisa: bit.ly/AmeUnity.A cura de um é a cura de todos.

Posted by Ame Club on Sunday, December 16, 2018
O Dr. Paulo Prado conversa com o Junior_C sobre o funcionamento da Fundação ACL, que receberá parte dos lucros desta edição da Unity

“Apesar de a minha historia ter sido o gancho de tudo, a Unity não se trata de uma causa em si. A Unity é uma atitude, um movimento, que através do exemplo mostra que somos todos um único organismo, unidos por um único propósito, através de um único sentimento: o amor. Hoje com minha saúde infinitamente melhor do que antes, eu consegui o que eu queria. Assumir a frente do projeto e, a partir da minha história, ajudar os outros”, conclui o DJ.

Este segundo ato em prol da celebração da vida vai começar às 16h do dia 22, trazendo desta vez apenas nomes do cenário underground — nicho ao qual o próprio DJ pertence, assim como faz parte da proposta do novo clube. Diogo Accioly, Du Serena, Eli Iwasa, Gabe, Gui Boratto, L_cio, Leo Janeiro, Mascaro, Renato Ratier, Shadow Movement e Silvio Soul dividirão o protagonismo do lineup com o Junior_C. Ainda há ingressos disponíveis via Eventbrite. Você pode saber mais sobre a Fundação ACL no site oficial.

* Flávio Lerner é editor da Phouse.

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Entrevista

“O melhor que a música proporciona é quebrar barreiras”; Ralk fala sobre o sucesso repentino

Confira nosso papo com o DJ e produtor pernambucano

Luckas Wagg

Publicado há

Ralk
Foto: Reprodução
* Edição e revisão: Flávio Lerner

O pernambucano Raul Queiroz, o Ralk, é um desses nomes que têm crescido exponencialmente. O remix produzido com o amigo Diskover para “O Sol”, de Vitor Kley, foi o divisor de águas na carreira do DJ e produtor,  ultrapassando dez milhões de plays só no Spotify, e chegando a ser inclusive cantada em coro por um bloco de rua do Rio no último Carnaval.

Com foco em lançamentos na pegada “house pop”, que têm feito grande sucesso no Brasil, o pernambucano fechou recentemente com a Austro Music — talvez o principal selo nacional com ênfase nessa vertente. Por ali, trouxe até agora dois sucessos: “Nosso Amor Virou Canção” — collab com o Make U Sweat, que você já tinha conferido aqui — e um remix para “Cuidado”, hit do jovem fenômeno Gaab, lançado na sexta-feira passada (23).

Em um contato rápido com a Phouse, Ralk fala sobre esses lançamentos, o momento único que está vivendo, sua agenda lotada no Réveillon e ainda explica, ao falar sobre o empresário Xand, do Aviões do Forró, como entende que uma das funções da música é quebrar barreiras. Confira:

 

Você passou a ter popularidade na cena nacional após remix com seu parceiro Diskover para “O Sol”, de Vitor Kley. A faixa atingiu mais de dez milhões de plays e foi tocada em festas pelos quatros cantos do Brasil. Você chegou a imaginar que esse trabalho chegaria tão longe? Qual foi o impacto na sua carreira?

A história de “O Sol” é quase mágica. Trabalhamos a faixa em novembro do ano passado e, em dezembro, lançamos. Veio fevereiro e eu recebi um vídeo, direto de um bloco de rua do Rio de Janeiro, em pleno Carnaval e com todo mundo cantando a música. Foi um dos dias mais gratificantes da minha vida. Tanto eu quanto o Diskover não esperávamos que acontecesse tão rápido. Até queria agradecer mais uma vez ao cantor Vitor Kley e a toda galera da Midas Music pela oportunidade de fazer o remix para essa música incrível.

Assim como o Alok, que hoje é empresariado por um dos maiores nomes do sertanejo — Marquinhos, da Audio Mix —, vimos que você segue por um caminho parecido, tendo hoje Xand, do Aviões do Forró, como seu empresário. Como surgiu esse convite? E como enxerga essa fusão do mercado da música eletrônica com o forró e sertanejo?

O melhor que a música pode nos proporcionar é quebrar barreiras. Eu, Xand e qualquer tipo de artista somos unidos por algo em comum: o amor pela música. Sem contar que Xand sempre foi uma inspiração para mim, não só pela pessoa que ele é, mas como também pelo sucesso que faz aonde quer que ele passe.

Estou aguardando muito o dia em que iremos fazer uma música juntos. Esse é um dos planos! Hoje faço parte do casting da Fonttes Promoções, juntamente com ele. Quando surgiu o convite, fiquei muito feliz e foquei na oportunidade que eu teria para abrir portas ao meu trabalho e de ser apresentado a um público variado.

Ralk
Agradecendo aos céus pelo sucesso. Foto: Reprodução

Vimos que você assinou recentemente com a Austro Music, que pertence ao grupo Som Livre/Rede Globo. O que muda em sua carreira com esse contrato? É um acordo apenas para lançamento de suas músicas, ou vai além disso?

Realizei um sonho de criança em poder assinar uma das maiores gravadoras do Brasil, um nome conhecido em todo lugar. Sei que terei uma responsabilidade pela frente, e há todo um planejamento que apostam para mim. Começamos com o single “Nosso Amor Virou Canção”, com o trio Make U Sweat e o cantor Guga Sabatie, que acabou de bater 420 mil plays nas plataformas digitais.

Depois lançamos a “Maybe”, uma música feita com muito carinho com os irmãos do Dubdogz e o cantor Hugo Henrique. E agora, fim de novembro, saiu “Cuidado”, meu remix para o Gaab. Isso me motiva, me faz buscar inovar, fazer novas musicas, mostrar meu trabalho para o mundo inteiro e também levar comigo essa gravadora que, dia e noite, faz tudo por mim.

Como surgiu essa oportunidade de remixar o single do Gaab?

Sempre fui fã do trabalho dele, gostei pra caramba de “Cuidado” quando ouvi pela primeira vez. Aí fui atrás e recebi o convite e a liberação também pra fazer esse remix. Temos nos falado muito desde então — a gente se fala praticamente todos os dias pra falar sobre a música. Foi uma honra pra mim. A música dele já tem 15 milhões de plays só no Spotify, então foi muito importante pra minha carreira também, e vou apostar tudo nela pro verão 2019.

  

E além disso, o que podemos esperar do Ralk para 2019? Como está sua agenda?

A maratona de final do ano segue com 28 shows e em várias cidades. Terei a oportunidade, inclusive, de me despedir de 2018 e pedir boas vibrações a 2019 tocando em todos os maiores réveillons do Nordeste no último fim de semana de dezembro: Réveillon dos Milagres (AL), Praia da Pipa (RN), São Miguel Gostoso (RN), Fernando de Noronha (PE) e, na noite da virada, em Fortaleza (CE).

Acho que isso tudo reflete no quanto será agitado o meu ano de 2019. Assim espero. Estou muito feliz em poder mostrar minhas músicas para todo o Brasil. Próximo ano será de muito trabalho, muitas músicas e muitos aprendizados. Temos grandes lançamentos pela frente e estou contando os dias para poder mostrar para vocês. São lançamentos que, sem dúvidas, irão marcar minha carreira.

* Luckas Wagg é CEO da Phouse.

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