Veterano da cena fala com a Phouse sobre o lançamento com o Classical Tapes

O nosso lançamento da Phouse Tracks de hoje é muito especial — afinal de contas, como nos propomos a lançar talentos jovens e promissores que estão começando suas carreiras, não é todos os dias que assinamos música de artistas populares e bem consolidados. Assim, “Away From Me”, do Lazy Bear com o novíssimo e praticamente desconhecido projeto Classical Tapes, já está disponível para ouvir pelo Spotify e para baixar via SoundCloud e The Artist Union. A faixa une diferentes grooves do brazilian bass com uma levada mais pop, sobretudo no vocal.

Gustavo Assis, o nome por trás do Lazy Bear, revelou que a collab surgiu a partir de um dos integrantes do Classical Tapes, que entrou em contato com ele e enviou uma prévia da faixa. “Começamos um papo, marcamos uma visita dele em meu estúdio, onde, pessoalmente ele me mostrou a ideia de ‘Away From Me’ com os vocais e a guitarra. Na hora já consegui imaginar algo com aquela pitada ‘dancefloor’, e este é o resultado desse trabalho colaborativo”, conta o produtor paulista, apaixonado por sintetizadores analógicos.

Criado no final de 2015, o Lazy Bear obteve uma ascensão rápida na cena eletrônica brasileira, fazendo-se presente em alguns dos principais festivais e clubes do país. Hoje, o projeto integra o casting da Entourage e coleciona em seu portifólio collabs, remixes e suportes de nomes como Dimitri Vegas & Like Mike, Tiësto, Martin Garrix, Alok, Vintage Culture e Cat Dealers.

Em suas apresentações, Gustavo — que na verdade já acumula 15 anos de experiência com música eletrônica — gosta de dizer que transporta o público “para uma viagem pela house music, com grooves marcantes e enérgicos, do mainstream ao underground”, sem definir rótulos. “O que mais me dá ânimo para continuar e dar o meu melhor são as mensagens, os comentários e até mesmo demonstrações maiores de carinho, como tatuagens com parte de minhas músicas ou com o logo. Saber que de alguma maneira o meu trabalho marcou alguém e ser lembrado por aquilo faz valer toda essa caminhada até aqui, e me deixa até maluco de pensar o que pode vir pela frente”, continua o músico.

Seus últimos sucessos incluem “Why Don’t You Love” (com Vintage e SELVA, pela Spinnin’) e o remix de “Make Me Wanna”, do SELVA com o Zerky. Depois deste lançamento pela Phouse Tracks, o artista promete a faixa “L.O.V.E”, com os irmãos do TwoNotty, pela Sony Music Brasil. “Para os amantes do underground, tenho trabalhado com uma linha mais voltada para o bass house, além de outras faixas com muitas pitadas de tech-house, daquele jeito que a pista gosta!”

Confira o papo que batemos com ele, aproveitando a ocasião deste lançamento:

O que levou vocês a escolherem a Phouse Tracks para esse lançamento?

Acreditamos que a Phouse Tracks possui uma maior proximidade com público do Brasil e da América Latina, de diversas vertentes, e que poderia ter um grande potencial para essa parceria. Aproveito aqui para agradecer ao Luckas [Wagg, CEO da Phouse] pelo espaço e carinho!

Qual você diria que é a principal característica do Lazy Bear?

Tento apresentar, tanto em minhas composições e remixes quanto em minhas apresentações, diferentes tipos de grooves e sonoridades. Dificilmente me prendo a uma fórmula ou bato sempre na mesma tecla.

Recentemente noticiamos que o Chemical Surf está prestes a lançar uma collab com o Tiësto. Se você pudesse escolher qualquer nome para lançar uma faixa com você, quem seria?

Bom, acho que o sonho de todo produtor é um dia lançar uma collab com o Tiësto. Seria com certeza o primeiro nome que eu citaria caso eu ganhasse o “golden ticket”. Mas, sendo um pouco mais humilde e realista, assim como patriota, fã e tiete [risos], escolheria o FELGUK. Eles são dois artistas que me surpreenderam sempre em seus releases, pela inovação, ousadia e qualidade.

Você se considera preguiçoso [risos]?

Sim, com certeza [risos], mas falando em modo pessoal. No trabalho, fico tão ansioso que poderia até ser chamado de “Lazyless Bear” [“urso sem preguiça”, em inglês]. Gosto sempre de estar antenado aos lugares que vou tocar, ouvir e buscar novas sonoridades, além de estar focado em nunca perder um show, um vôo… Então, sim, também sou agitado!

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